terça-feira, 25 de junho de 2013

MEMÓRIA DA ACADEMIA


Telmo Padilha, a esquerda, cobrindo Zélia Gattai, seguida por Jorge Amado, Soane Nazaré e sua esposa Heloísa.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

QUEM É O PREFEITO NA FOTO?

Um livro de presente para quem adivinhar quem é o Prefeito que olhou para a câmara na palestra de Abel Pereira em sessão solene da Academia de Letras de Ilhéus.



Promoção válida até 30 de junho de 2013, às 23:59 horas.
Clique na foto para ampliá-la. Responda no comentário identificando-se.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

"ESCREVER É COMO SOMAR E DIVIDIR"

Neuzamaria com os saudosos Zélia Gattai e Jorge Amado

“Nasci no século passado com fome de palavras e até hoje vivo desse alimento que ainda me sobra para adornar o espírito de quem tem o peito aberto. O teto que me foi dado para viver é dividido com 7 bilhões de pessoas de todas as cores, de todas as falas, de todas as caras, de todos os credos... com todos os que vivem na carne e os que vivem em forma de fluido cósmico universal. Sou feita à imagem e semelhança da humanidade porque dentro de mim cabe a mais doce ou a mais vil das criaturas. Troquei, doei e recebi saberes com estudantes de vida assim com eu. De certa forma ainda vivo assim porque trocar e doar são atributos da generosidade, menos que da justiça. Dentro desse esquema (trocas, doações, recebimentos) escrevo porque na medida em que faço isso me somo e me divido neste mundo que é nosso.” (Neuzamaria Kerner, cadeira 36)

Leiam alguns dos poemas inéditos de Neuzamaria Kerner que estarão em seu próximo livro: "O Livre Arbítrio das Evas - Dentro e fora do jardim".

Neuzamaria com amigos,entre eles, os confrades Abel Pereira e Dorival de Freitas

A ILHA ESCOLHIDA

Quando me bate à porta
um sentimento de orfandade
penso no meu mundo conhecido
e no meu mundo imaginado.
Em meu socorro
do Morro do Pernambuco vem a lua
derramar seu pólen luzente e santificado
sobre mim.

Um silêncio religioso
me envolve com seus véus:
ajoelho-me, cerro os olhos
e os versos viram preces na boca-poeta.

Então
num dilúvio de pólen-prata vindo dos céus
a miraculosa correnteza
conduz minha arca de volta a Ilhéus.

Neuzamaria com Jorge Amado

MATANDO SAUDADES
( para Hélio Pólvora)

Um dia
Apeei do dragão que vive na bola de prata.
Com a coragem dos ousados e loucos
tomei uma espada e cortei as amarras
que me atavam à lua de São Jorge dos Ilhéus.

Não disse adeus:
saí enquanto o silêncio vigiava o sono do céu.

Quando a saudade grita o meu nome
no frio das madrugadas
visto as asas de Ícaro
e vôo a visitar o "búfalo bifronte" de Sosígenes Costa.

Volto saciada das sedes
porque o Santo Espírito me põe na boca-alma
o bento impulso dos recomeços.

terça-feira, 18 de junho de 2013

POESIA

Revelação

A palavra
dormida no tempo
acorda o que a luz anela;
O sono
sereno na noite
acalma o que o dia revela.

Neuzamaria Kerner
Ocupante da Cadeira 36


ACADÊMICOS REUNIDOS


Foto com a presença de Janete Badaró - a primeira no alto, seguida de Arléo Barbosa, Ariston Cardoso, Telmo Padilha, Edgar Souza e Clodomir Xavier. Apenas Janete e Arléo ainda vivem entre nós.

MEMÓRIA DA ACADEMIA


Abraço fraterno de Francolino Neto e Adonias Filho. Na ocasião, Adonias Filho agradeceu na Academia o presente de seu fardão, doado pelo município, que o levou a tomar posse na Academia Brasileira de Letras.

ACADÊMICOS NA HISTÓRIA

Foto histórica com Jorge Amado, Gabriel Garcia Marquez e Adonias Filho

segunda-feira, 17 de junho de 2013

LIVRO DE POESIA DE CYRO DE MATTOS PUBLICADO NA FRANÇA GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL JEAN-PAUL MESTAS


Publicado no ano passado pelas Editions Du  Cygne, de Paris, na Coleção Poesia do Mundo, www.editionsducygne.com,o   livro "De tes instants dans le poème”, de Cyro de Mattos, tradução de Pedro Vianna, acaba de conquistar   o Prêmio Internacional de Poesia Jean-Paul Mestas, da União Brasileira de Escritores, Seção do Rio de Janeiro. O tradutor do livro  para o francês, Pedro Vianna,  também foi agraciado com o mesmo prêmio, por sua tradução do livro.  As láureas serão entregues aos agraciados em outubro, no Rio de Janeiro, no salão nobre da Academia Brasileira de Letras. A comissão julgadora do prêmio esteve integrada dos escritores Luís Gondim, Stella leonardos e Margarida Finkel. O livro De tes instants dans le poème (De Teus instantes  no poema) é uma seleção de poemas extraídos de Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro do Cacau, Vinte e Um poemas de Amor, livros publicados, e dos inéditos Agudo Mundo, Rumores de Relva e de Mar e Devoto do Campo.

A obra laureada tem apresentação de Margarida Fahel,  professora da Universidade Estadual de Santa Cruz, especializada em Literatura Brasileira. Bebendo na tradição da poesia universal, existencial e humanista, sem esquecer os muros da aldeia, o poeta Mattos apresenta, nesta obra, um conjunto de sentimentos e ideias através de versos límpidos, em nível da fala, que inauguram novos sentidos da vida: purezas da infância, solidões da colheita do nada, verdes visões na rota da solidariedade,  mundo selvagem do homem contra o homem, o erótico e o afetivo no encontro perfeito do amor, vozes do campo, ora gemidas, ora fraternas, rumores de relva e de mar, idênticos  na ternura e dores, que ressoam a fabulosa diversidade da vida nas  paisagens urdidas pelo tempo.  (Continue lendo

ESCRITOR DA ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA IRÁ LANÇAR "AS MARCAS DA CIDADE" NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS


"As Marcas da Cidade", livro do escritor e acadêmico, Aleilton Fonseca (FOTO), será lançado na Academia de Letras de Ilhéus no dia 19 de julho, sexta-feira. Será um lançamento bastante concorrido. 
Vale a pena conferir.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

PALESTRA DE ABERTURA DA EXPOSIÇÃO 100X100 CARYBÉ ILUSTRA JORGE AMADO


O imaginário popular sobre a Bahia foi concebido a partir de artistas singulares que, por meio de sua genialidade, criaram obras de extrema originalidade e beleza, revelando características da nossa cultura capazes de nos içar ao mundo: Jorge Amado e Carybé. Com sua narrativa particular, Jorge Amado revelou curiosidades sobre uma Bahia nunca antes imaginada, com sua mescla de religiosidade e sensualidade, com cheiros, cores, sons e sabores eternizados em romances traduzidos e publicados em cerca de 60 países. E se Jorge descreveu a Bahia, Carybé materializou-a em imagens. Sua vasta obra, composta principalmente por pinturas, gravuras, ilustrações, murais e esculturas, desvendam o povo baiano de maneira única. Seu olhar apurado captura as cores vivas dessa terra, acompanhadas de um traço delicado que representa o cotidiano dessa profunda miscigenação aqui encontrada.


Complementando essa primorosa herança geracional, Jorge e Carybé são personagens da vida real que se cruzaram e tornaram-se irmãos, influenciando um ao outro, bebendo muitas vezes da mesma fonte e produzindo um magnífico legado. A exposição 100x100 Carybé ilustra Jorge Amado é uma homenagem a esses parceiros de vida e trabalho, composta por ilustrações de Carybé sobre a obra de Jorge Amado, além de textos, fotografias e cartazes.

E para comemorar a abertura da Exposição 100x100 Carybé Ilustra Jorge Amado, Solange Bernabó,filha de Carybé e curadora da exposição, irá compartilhar com o público o privilégio que teve de testemunhar a grande amizade que uniu estes dois irmãos ao longo da vida, com a Palestra “Carybé e Jorge, uma amizade centenária,” relatando casos acontecidos e outros tantos inventados, cheios de humor e emoção.

QUÊ? Palestra de Abertura da Exposição 100x100 Carybé ilustra Jorge Amado
ONDE? Academia de Letras de Ilhéus
QUANDO? Dia 27 de junho (quinta-feira) de 2013
QUE HORAS? 17:00 Horas

quinta-feira, 13 de junho de 2013

SAUDADES DO POETA EDGAR SOUZA

A CONFREIRA ELIENE SABÓIA NOS ENVIOU A FOTO DO PATRONO DA CADEIRA 2: AFRÂNIO PEIXOTO


Júlio Afrânio Peixoto , nasceu em 17 de dezembro de 1876, em Lençóis, na Bahia e faleceu a 12 de janeiro de 1947, no Rio de Janeiro. Patrono da Cadeira 2, da Academia de Letras de Ilhéus, cujo fundador foi o Dr. Francolino Neto. Hoje, a cadeira 2 é ocupada pelo professor Cláudio Silveira.

Em 1902, mudou-se para a capital do país, na época, Rio de Janeiro, onde foi inspetor de Saúde Pública e diretor do Hospital Nacional de Alienados, em 1904. Ministrou aulas de Medicina legal na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1907), ocupou a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito em 7 de maio de 1910, e a cadeira 2 da Academia Brasileira de Filologia, da qual foi fundador.

Assumiu os cargos de professor extraordinário da Faculdade de Medicina (1911); diretor da Escola Normal do Rio de Janeiro, em 1915 e diretor da Instrução Pública do Distrito Federal no ano seguinte.

Criticou desde o início a designação de "doenças tropicais", pela conotação implícita de que elas estariam vinculadas a alguma maldição ou fatalidade geográfica. Proclamou que "doenças tropicais não existem". Afirmava que essas doenças surgiam das precárias condições de vida e econômicas das populações tropicais e não que o clima tropical fosse o responsável pelas "doenças tropicais"


Cyro de Mattos Participou das Homenagens à Escritora Nelly Novaes Coelho em São Paulo


No dia 29 de maio d 2013,  a Editora Letras Selvagem e a Casa das Rosas (Centro de Literatura e Cultura Haroldo de Campos) prestaram homenagem em São Paulo à consagrada escritora Nelly Novaes Coelho (FOTO), pela passagem de seus 91 anos de idade, docência universitária e exercício da crítica literária durante 50 anos. Os escritores Ignácio Loyola Brandão e Cyro de Mattos, os críticos Benjamin Abdala Jr e Fábio Lucas, doutores em Letras, da USP,  integraram a mesa oficial do evento e proferiram  homenagem à Nelly Novaes Coelho, Professora Emérita da USP.

Na oportunidade, depois das homenagens prestadas,    Nelly Novaes Coelho lançou o livro  “81 Escritores da Literatura Brasileira no Século XX”, publicado pela Editora Letra Selvagem, de São Paulo, volume de quase mil páginas, no qual  é analisada pela ensaísta  a obra de  grandes autores da ficção brasileira. 

Eis na íntegra a fala de Cyro de Mattos homenageando Nelly Novaes Coelho:
“Senhores e senhoras:

A linguagem literária é caminho importante para a compreensão do outro mais  o mundo.  As obras literárias falam à imaginação e ao sentimento. As científicas, de preferência à razão. A soma da sabedoria humana não está apreendida por nenhuma linguagem. Nenhuma linguagem em particular é capaz de exprimir todas as formas e graus de compreensão humana. De todas as linguagens a que mais se aproxima dessa condição é a literária

A literatura é a expressão mais completa do homem, como ente que pensa e sente. Todas as outras expressões referem-se ao homem enquanto especialista de uma atividade. Só a literatura concebe e apreende o homem enquanto homem. Sem distinção nem qualificação alguma. É a via mais direta para que os povos se entendam e se encontrem como irmãos. Assim, ela devolve ao ser humano, o que de fato lhe  pertence como aptidão e aderência:  a inteligência e a emoção. (Continue lendo)
       

quarta-feira, 12 de junho de 2013

ABEL PEREIRA, O PRIMEIRO PRESIDENTE DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS


Abel Silva Pereira é ilheense, nasceu no dia 10 de dezembro de 1908 e faleceu em 21 de maio de 2006. Filho de Felisberto da Silva Pereira e de Emilia Mundi Negrão Pereira. Sua vida literária pode ser acompanhada através das inúmeras instituições especializadas a que pertence, bem como por meio dos vários periódicos com os quais colaborou. Fundador da Academia de Letras de Ilhéus, Bahia, na qual afirmou no ato de sua fundação em 14 de março de 1959 que: 

"Uma academia de letras requer muito esforço, muito denodo, muita renúncia. Ela, ao nascer, tem que fazer face a muita crítica, sendo, portanto, necessário o esforço dos fundadores para que a obra não fracasse. Esta, não fracassará, porque nasceu sob a égide de Castro Alves, que foi um excelso poeta e magnífico batalhador."¹

Abel Pereira foi também o primeiro Presidente da Academia de Letras de Ilhéus.

Abel, entre amigos, o terceiro da esquerda para direita. No centro, Carlos Drummond de Andrade

Ainda na Bahia, pertenceu ao Instituto Geográfico e Histórico, a Associação Brasileira de Imprensa, a Sociedade dos Homens de Letras do Brasil, A Ordem dos Velhos Jornalistas do Brasil, a União Brasileira dos Escritores, a Academia Maçónica de Letras, a Academia Guanabarina de Letras, e a Academia Brasileira de Literatura (Rio), dentre outras. Colaborou com diversos periódicos como o Diário da Tarde, de Ilhéus, O Intransigente, de Itabuna, A Voz de Itabuna, A Tarde, de Salvador e com a revista Leitura, do Rio de Janeiro. Deixou quatro livros publicados: Colheita (1957), Poesia até Ontem (1977), Mármore Partido (1989) e Haikais Vagaluminosos (1989), todos de Haicai.

Antes de Abel Pereira, apenas três outros poetas haviam publicado livros exclusivamente de Haicais no Brasil, não dois, como afirma Olga Savary no posfácio de Mármore Partido. Waldomiro Siqueira Jr. foi o primeiro, em 1933 publicou o livro “Hai Kais”; Oldegar Vieira, o segundo com Folhas de Chá (livro que urge ser reeditado), em 1940; seguem-se Osório Dutra, com Emoção, em 1945 e Abel Pereira, com Colheita, em 1957.

Abel, o primeiro da direita para esquerda

Abel, o terceiro da direita para a esquerda

Sobre “Colheita”, manifestou-se o poeta de Passárgada, Manoel Bandeira, dizendo: “Abel Pereira é um craque do haicai. Desde o primeiro, são cento e noventa e três estremecimentos, murmúrios ou rastros de perfume.”
Alguns Haicais de Abel Pareira:

Passa a mocidade...
e incerto, à frente, o deserto
cheio de saudade...

***

Coisa delicada
e fina. Estrofe menina.
Síntese. Um nada.

***

De origem divina,
as luzes dos vaga-lumes
são luzes de Vida.

1. Trecho da Ata de Fundação da Academia de Letras de Ilhéus, em 14 de março de 1959.
2. Fotos do Acervo da Academia de Letras de Ilhéus.

Texto com informações dos sites:


segunda-feira, 10 de junho de 2013

O VELHO ADOLPHO


Hans Tosta Schaeppi (FOTO), membro da Cadeira 3, autor do livro “O Velho Adolpho” (Editora Via Literarum, 2012) é hoteleiro e industrial, criador da marca “Chocolate Caseiro.” Schaeppi é proprietário do Ilhéus Praia Hotel e da fábrica Chocolate Caseiro Ilhéus. Aos 81 anos e pai de cinco filhos: Lúcia, Kátia, Solange e João Paulo. Filho de um suíço com uma baiana, nasceu na capital baiana. Formou-se em Engenharia Civil, trabalhou, durante 10 anos, na Odebrecht. Saiu e, em seguida, montou a Construtora Brasil, a qual foi responsável por diversas construções, como o edifício Santa Clara, onde funciona, no térreo, o cinema de Ilhéus. Ficou a frente da construtora por 15 anos. Adquiriu o Bahia Praia Hotel, o qual administrou por 8 anos.



Sua predestinação estava para se estabelecer na princesinha do sul, Ilhéus. Em 1980, construiu o Ilhéus Praia Hotel. Depois adquiriu o Pontal Praia Hotel. Em 1985, inaugurou a fábrica Chocolate Caseiro Ilhéus, que hoje conta com três lojas em Ilhéus, uma em Itabuna, uma em Salvador e outra em Pernambuco. Schaeppi já escreveu artigos, editoriais e colunas sobre turismo no jornal A Tarde, de Salvador. Atualmente, assina uma coluna semanal no jornal Agora, de Itabuna, sempre abordando assuntos turísticos.