Páginas
- Início
- HISTÓRIA
- DIRETORIA 2025-2026
- MEMBROS
- PATRONOS E FUNDADORES
- DISCURSOS DE POSSE
- PORTARIAS
- MEMÓRIA DA ACADEMIA
- FALE CONOSCO
- LEI DE UTILIDADE PÚBLICA
- INDICADOS À COMENDA RUI BARBOSA
- PRÊMIO SOSÍGENES COSTA DE POESIA 2025
- ATAS
- ANIVERSARIANTES
- PRESIDENTE
- COMISSÃO 500 ANOS
- PRESIDENTES 1959-2024
- REVISTA ESTANTE
- ESTATUTOS
- DIRETORIA 2025-2026
- DISCURSO DE RECEPÇÃO
- CENTENÁRIOS COMEMORATIVOS
terça-feira, 25 de agosto de 2026
5ª edição do Festival Literário Sul Bahia movimentou Canavieiras com mais de 40 atividades durante três dias
sábado, 8 de agosto de 2026
DIA 10 DE AGOSTO: CELEBAR 114 ANOS DE JORGE AMADO
No dia 10 de agosto, ao celebrarmos os 114 anos de Jorge Amado, reconhecemos a permanência de uma obra que continua a produzir sentidos e que, para além de sua dimensão estética, constitui-se como espaço de memória, identidade e representação de um povo. Cada romance configura uma cartografia cultural na qual o território se converte em linguagem e a linguagem, por sua vez, transforma-se em patrimônio.
É nesse horizonte que a grapiunidade adquire centralidade. Antes de alcançar o mundo, Jorge Amado encontrou, na Região Cacaueira da Bahia, o núcleo de uma experiência humana que marcaria definitivamente sua criação. O universo do cacau, longe de ser simples cenário, configura um território simbólico onde se entrecruzam relações de poder, migrações, conflitos, solidariedades e afetos. A paisagem deixa de ser mero pano de fundo para tornar-se protagonista da história.
A literatura de Jorge Amado demonstra que os territórios são também construções culturais. A Região Grapiúna emerge como espaço de memória coletiva, onde vozes, costumes, saberes e narrativas resistem ao apagamento. Nesse contexto, escrever é preservar modos de existência, reafirmar pertencimentos e transformar a experiência regional em patrimônio da humanidade. Aí reside muito da singularidade de sua obra. O escritor não universaliza a Bahia porque abandona o regional; universaliza-a porque mergulha profundamente em sua cultura. Quanto mais enraizada é sua narrativa, mais ampla se torna sua capacidade de dialogar com diferentes povos e tempos. O local converte-se em linguagem universal.
Os clássicos permanecem porque continuam produzindo novas leituras e novos sentidos. Jorge Amado permanece entre nós não apenas pela força de seus personagens, mas porque sua obra nos convida, continuamente, a revisitar os territórios da memória, a reconhecer a diversidade como fundamento da cultura e a compreender que a literatura é também uma forma de resistência ao esquecimento.
Ao celebrar seus 114 anos, celebramos também a vitalidade da grapiunidade como patrimônio cultural e literário. Nesse encontro entre memória, território e palavra — Cacau, Terras do Sem-Fim, São Jorge dos Ilhéus, Gabriela, Cravo e Canela e Tocaia Grande —, Jorge Amado permanece vivo, lembrando-nos de que as identidades não se encerram no passado: renovam-se cada vez que a literatura devolve uma comunidade à consciência de si mesma. E sabemos que sua obra atravessa as fronteiras regionais e conta-canta a Bahia.
A permanência da obra de Jorge Amado projeta-se também para além do campo literário. Seus romances transformaram-se em poderosos mediadores da imagem da Bahia no Brasil e no mundo, convertendo a ficção em experiência cultural e turística. Leitores de diferentes países percorrem ruas, mercados, praias, terreiros e cidades movidos pelo desejo de reencontrar os cenários da narrativa. Trata-se de um singular exemplo em que a literatura não apenas representa um território, mas contribui para sua valorização simbólica, sua preservação e o fortalecimento de sua economia criativa.
O turismo literário, nesse contexto, constitui uma forma de leitura do espaço, na qual memória, patrimônio e identidade se entrelaçam, reafirmando a cultura como um dos mais relevantes ativos do desenvolvimento regional. Assim, Jorge Amado, mais do que um grande romancista, afirma-se como um dos maiores embaixadores culturais da Bahia. Sua obra continua atraindo leitores, pesquisadores e visitantes de diferentes partes do mundo, fortalecendo a imagem da Bahia e, particularmente, da Região Grapiúna como território da cultura, da memória e do turismo literário.
Celebrar seus 114 anos é reconhecer que sua literatura permanece viva, renovando, a cada leitura, o diálogo entre o local e o universal e reafirmando que a identidade de um povo também se escreve pela força de suas narrativas.
Por Maria de Lourdes Netto Simões (Tica Simões), membro da cadeira 19, Academia de Letras de Ilhéus.
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
PROSA DAS LETRAS ESTREIA HOJE, 7 DE AGOSTO, COM UMA HOMENAGEM AO SAUDOSO CONFRADE JOSEVANDRO NASCIMENTO
quinta-feira, 16 de julho de 2026
A Terra, o Homem e a Urgência da Justiça Social: O Legado de Raymundo Laranjeira em Memorial de Direito Agrário
segunda-feira, 13 de julho de 2026
ARTIGO
segunda-feira, 6 de julho de 2026
NOSSA GRATIDÃO
domingo, 5 de julho de 2026
SOBRE A PARTIDA DE ZEVANDRO
TRIBUTO À JOSEVANDRO
sábado, 4 de julho de 2026
NOTA DE PESAR PELO PASSAGEM DE NOSSO PRESIDENTE
A Academia de Letras de Ilhéus (ALI) cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento de seu estimado presidente, o Professor Josevandro Raymundo Ferreira Nascimento, ocorrido neste sábado. Ocupante imortal da Cadeira nº 14, sua partida deixa um vazio imensurável na cultura e na intelectualidade do Sul da Bahia.
Mais do que um guardião das nossas tradições literárias, o Professor Josevandro foi um líder visionário. À frente da presidência da instituição por dois mandatos marcantes, ele não poupou esforços para modernizar e dinamizar a centenária Casa de Abel, aproximando a Academia da comunidade e garantindo que o sodalício permanecesse como um farol pulsante de resistência cultural.
Sob a sua firme e generosa condução, a ALI fortaleceu seus laços com a sociedade regional, promoveu o debate intelectual e incentivou ativamente o surgimento de novos talentos nas letras sul-baianas. O dinamismo com que liderou os trabalhos acadêmicos uniu gerações de escritores, sempre pautado pelo mais profundo respeito à memória literária de Ilhéus e pelo compromisso com o futuro da nossa cultura.
Seu trabalho incansável na gestão cultural e na defesa do patrimônio imaterial da região confunde-se com a própria história recente da Academia. Josevandro Nascimento deixa como herança o exemplo de um homem público que usou o conhecimento e a palavra para edificar e acolher.
Neste momento de imensa tristeza e saudade, manifestamos nossa profunda solidariedade à sua esposa, familiares, amigos, ex-alunos e aos confrades e confreiras que compartilharam de sua iluminada convivência. Que o brilho de seu espírito público e sua dedicação às letras continuem a guiar e inspirar os caminhos desta Casa.
Academia de Letras de Ilhéus
Atenção!
O corpo do Prof. Dr. Josevandro Ferreira Nascimento será velado no Salão Nobre da Loja Maçônica Vigilância e Resistência, localizado na Avenida Itabuna, a partir das 6h da manhã deste domingo, 5 de julho. O sepultamento será realizado às 13h, no Cemitério da Vitória.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
ARTIGO
sábado, 30 de maio de 2026
ROMUALDO LISBOA TOMA POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS
Em prestigiada sessão, na noite de quinta-feira, dia 28/5, o dramaturgo e ator Romualdo Lisboa dos Santos tomou posse na Academia de Letras de Ilhéus (ALI). O novo acadêmico ocupa agora a cadeira de nº 27, cujo efetivo anterior foi o professor e jurista Carlos Valder do Nascimento, tendo como patrono José de Sá Nunes e fundador Heitor Dias.
sábado, 23 de maio de 2026
Romualdo Lisboa toma posse na Academia de Letras de Ilhéus em sessão solene na próxima semana
Atualmente, o TPI está sediado temporariamente nas instalações da UESC, por meio de parceria com a Pró-Reitoria de Extensão, o Departamento de Letras, o Núcleo de Artes e o Observatório Astronômico da universidade.
Yordan Bosco (MTB 2991)
Teatro Popular de Ilhéus (TPI)
Assessoria de Comunicação
(71) 99133-7282
sexta-feira, 8 de maio de 2026
ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS CELEBROU CENTENÁRIO DE MILTON SANTOS
segunda-feira, 4 de maio de 2026
ARTIGO
O Centenário do geógrafo Milton Santos
A Bahia recebeu como presente o nascimento de Milton Almeida dos Santos em 03 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas. Aquela criança cresceu e se tornou uma das maiores referências da Geografia e do campo das humanidades no mundo. Imortalizou-se com uma vasta produção acadêmica, rompendo preconceitos e se notabilizando como um dos pensadores brasileiros de maior relevo no exterior. Milton Santos se tornou um “diplomata” e difundiu o quê é que a Bahia tem: conhecimento.
A efemeridade do centenário de nascimento de Milton Santos desperta reflexões em torno das contribuições dele para a Geografia e demais campos do conhecimento. Sendo assim, a Academia de Letras de Ilhéus, cuja instituição Milton Santos colaborou para a fundação em 1959 e se imortalizou na cadeira de n.º 35, hoje, ocupada pela jornalista Maria Schaun, promove no dia 05 de maio uma sessão em homenagem a um de seus fundadores e discorrerá sobre a passagem de Milton Santos no sul da Bahia. Em Ilhéus, foi professor do Instituto Municipal de Ensino e estudou sobre as fazendas e a lavoura de cacau, inclusive, publicando estudos sobre o tema. Esteve correspondente do jornal A Tarde, na zona cacaueira, entre 1949 - 1953.
Diversas homenagens e estudos estão a ocorrer sobre o premiado Milton Santos. Os membros da Academia de Letras da Bahia (ALB) aprovaram após a presidência, liderada pelo escritor Aleilton Fonseca, requerer aos pares do sodalício a posse simbólica de Milton Santos como membro correspondente. O homenageado fora eleito em 26/11/1998, entretanto, não tomou posse, faleceu em 24 de junho de 2001. A ALB promoverá, em 07/05/26, reunião dedicada a celebrar o centenário de Milton Santos. Outra distinção de alto relevo é a inscrição de Milton Santos no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, por meio de projeto de lei, em tramitação no Congresso Nacional. Extrai-se da proposta o objetivo de reconhecer o legado de Milton Santos e as suas contribuições como “geógrafo negro e intelectual focado no Brasil e na globalização”. O professor foi o primeiro latino-americano a receber o prêmio Vautrin Lud (1994), o "Nobel da Geografia".
O professor Milton Santos foi perseguido na ditadura militar, precisou se exilar e, para sobreviver, lecionou em universidades da Europa, da África e das Américas. Ele foi reconhecido com dezenove títulos de Doutor Honoris Causa e eleito "O Brasileiro do Século" em 1999, na categoria Educação, Ciência e Tecnologia, pela revista IstoÉ. Recebeu ainda o Prêmio Jabuti (1997) na categoria “Ciências Humanas” e o Prêmio UNESCO de Ciência. Sua obra ultrapassa os muros das universidades, permanece vigente e necessária.
Efson Lima
Doutor em Direito. Membro das Academias de Letras de Ilhéus e da Grapiúna de Artes e Letras (Agral).
efsonlima@gmail.com
terça-feira, 28 de abril de 2026
ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS CELEBRA O CENTENÁRIO DO GEÓGRAFO MILTON SANTOS
No dia 03 de maio de 2026 se comemorará o centenário de nascimento do geógrafo Milton Santos e para celebrar a data, a Academia de Letras de Ilhéus realizará uma sessão em homenagem ao saudoso acadêmico no próximo dia 05 de maio, às 18 horas, na sede do sodalício, à Rua Antônio Lavigne de Lemos, n.º39, Centro, Ilhéus. O professor Milton Santos foi um dos fundadores da Academia de Letras de Ilhéus, em 14 de março de 1959. A cadeira de n.º 35, atualmente é ocupada pela jornalista Maria Schaun. O acadêmico residiu em Ilhéus e lecionou no Instituto Municipal de Ensino (IME).
Para o presidente da Academia de Letras de Ilhéus, Josevandro Nascimento, "a comemoração do Centenário de Milton Santos é a oportunidade da Academia de Letras de Ilhéus relembrar a trajetória do geógrafo que revolucionou a compreensão sobre o campo da Geografia no mundo e registrar as vivências do acadêmico no sul da Bahia, especialmente, em Ilhéus."
A Comissão constituída para as celebrações do centenário de Milton Santos é composta pelos acadêmicos: Maria Schaun, Efson Lima, José Nazal e Luh Oliveira. Os membros convidaram para a solenidade comemorativa a professora Lurdes Bertol e os professores José Antunes e Marcelo Henrique Dias, sendo este último membro da ALI. Os professores vão abordar as trajetórias de Milton Santos, as contribuições dele para a geografia e as diversas áreas, bem como a passagem de Milton Santos por Ilhéus.
A acadêmica Maria Schaun, Secretária da ALI, considera que “é um privilégio ocupar a cadeira número 35 da Academia de Letras de Ilhéus. Cadeira que foi fundada pelo renomado geógrafo, Milton Santos e eu desejo ter sempre condições de honrar esse lugar", concluiu a jornalista.
O professor Milton Santos possui um vasto currículo e diversos livros publicados, entre eles: “Por uma outra Globalização”. No ano de 1994, ele foi laureado com o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, o equivalente ao Nobel da área. Milton Santos foi consultor da ONU, OIT, OEA e UNESCO e redator do Jornal A Tarde. Tornou-se um personagem vivo da Geografia, contribuindo positivamente para o campo da ciência e enaltecendo as raízes brasileiras, inclusive, problematizando o fenômeno da globalização, sendo professor em diferentes universidades. Milton Santos faleceu em 24 de junho de 2001.
Texto: Efson Lima, membro da cadeira nº 40


















