Da redação/Jornalista Vercil Rodrigues
Fotos: José Nazal
A Academia de Letras de Ilhéus (ALI), fundada em 14 de março de 1959, no dia do nascimento do poeta Castro Alves e uma das mais antigas do Brasil, realizou na tarde e noite de sábado, 14/3, abertura do ano acadêmico de 2026 com uma diversificada programação cultural.
Presidida pelo confrade Josevandro Raymundo F. Nascimento (cadeira 14), os trabalhos começaram oficialmente às 17 horas fora da sede da instituição. O ponto de encontro foi a Praça Castro Alves, onde ocorreu uma homenagem ao "Poeta dos Escravos". O momento contou com um belíssimo discurso do acadêmico Antônio Carlos Hygino (cadeira 1), celebrando a memória e o legado de Castro Alves no local que perpetua o seu nome.
A sessão solene de abertura, aconteceu às 19 horas, na sede da entidade, com a palestra do conceituado jornalista, escritor e advogado Durval Ramos Neto. Ex-presidente da OAB Bahia e ex-Conselheiro Federal da OAB, que em uma abordagem dinâmica nos trouxe o tema Castro Alves (1847–1871), patrono da Academia de Letras de Ilhéus. “Louvamos Antônio de Castro Alves, o jovem quase imberbe que ousou desafiar, em pleno século XIX, a sociedade desumana, combatendo a brutal exploração dos que não tiveram a sorte de ser devorados pelos tubarões da travessia”, declarou Neto.
Um dos momentos mais aguardados da noite foi a entrega do VI Prêmio Sosígenes Costa de Poesia, uma das principais distinções da ALI, que reconhece o talento e a produção poética contemporânea, que teve como vencedor Dilson da Solidade Lima (Feira de Santana) com o livro “Selva Insana”, e menção honrosa para os autores Noiane de Jesus Souza (Vitória da Conquista) e Ronaldo Oliveira Santos (Ilhéus). O prêmio do vencedor é a publicação do livro pela editora Editus em uma parceria da Academia de Letras de Ilhéus (ALI) com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
Com a apresentação descontraída Jabes Ribeiro (cadeira 8), confrade aniversariante do dia – com direito a bolo e aos parabéns –, o articulista Isaac Albagli lançou e autografou o seu mais novo livro "70 Faróis em palavras" (Mondrongo), fechando o ciclo de abertura com o incentivo à nova produção literária regional.
Por último, como é de praxe, a diretoria da Academia de Letras de Ilhéus (biênio 2025/2027) recepcionou a todos com um digno coquetel.



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