sábado, 30 de maio de 2026

ROMUALDO LISBOA TOMA POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS



Atrás: Fabrício Brandão, Jabes Ribeiro, Antônio Hygino, Jane Hilda, Vercil Rodrigues e Nazal. À frente: Pawlo Cidade, Cátia Hughes, Luh Oliveira, Josevandro Nascimento, Renée Albagli, Romualdo Lisboa,  Anarleide Menezes, Tica Simões, Ramayana Vargens, Ruy Póvoas e Marcelo Henrique.



Em prestigiada sessão, na noite de quinta-feira, dia 28/5, o dramaturgo e ator Romualdo Lisboa dos Santos tomou posse na Academia de Letras de Ilhéus (ALI). O novo acadêmico ocupa agora a cadeira de nº 27, cujo efetivo anterior foi o professor e jurista Carlos Valder do Nascimento, tendo como patrono José de Sá Nunes e fundador Heitor Dias.


O confrade-presidente da “Casa de Abel”, professor e advogado Josevandro Nascimento (cadeira 14), comandou a sessão solene, sendo que a comissão condutora do neófito ficou a cargo da confreira Luh Oliveira (cadeira 3), vice-presidente da ALI e aos confrades Jabes Ribeiro (cadeira 8) e Marcelo Henrique Dias (cadeira 34), enquanto a saudação ao novo imortal ficou a cargo do confrade Ramayana Vaz Vargens (cadeira 11).

Além dos membros da ‘Casa de Abel”, a posse foi prestigiada por autoridades civis, militares, políticos, clubes de serviços, familiares, amigos, artistas de diversas áreas, bem como a imprensa sulbaiana, a exemplo dos sites e jornais DIREITOS e O COMPASSO, representados pela diretora e colunista social, Angélica Rodrigues, além de confrades/confreiras das academias coirmãs da região: Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bania (Aljusba), Academia Grapiúna de Artes e Letras (Agral), Academia Grapiúna de Letras (Alita) e Academia Maçônica de Letras, Ciências e Artes da Região Grapiúna (Amalcarg), sediadas em Itabuna, que inclusive de forma inédita compuseram a mesa dos trabalhos. 

O confrade Ramayana Vaz Varges de maneira eloquente e didática fez uma abordagem sócio-histórica de vida e obra do entrante, que contagiou a plateia. O agora ocupante da cadeira 27, em seu discurso de posse, enalteceu as qualidades profissional do seu antecessor, professor e jurista Carlos Valder do Nascimento, do patrono José de Sá Nunes e do fundador da cadeira que passou a ocupar com a posse, Heitor Dias.




“Chego aqui para inscrever neste chão, pavimentado por Carlos Valder, a convicção de que a cultura é o motor da cidade (cultura est vis motrix urbis) e que ela, a cultura, vista a partir das margens, do suor do trabalhador e da coletividade artística também é legítima herdeira e construtora do pensamento e das letras em Ilhéus”, declarou Romualdo Lisboa.

Para o escritor e ex-presidente da ALI Pawlo Cidade, que indicou o novo confrade, a chegada de Romualdo fortalece a instituição. “Romualdo chega para fortalecer a Academia com uma bagagem cultural invejável. A sua trajetória é marcada, sobretudo, por prêmios e indicações de teatro pelo Brasil”, explica o imortal.

Um dos fundadores do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), construiu uma carreira marcada pela articulação entre teatro, literatura e gestão cultural. Natural de Ibicaraí e atualmente morando em Ilhéus, é autor de mais de 20 peças teatrais e 14 livros publicados, Romualdo Lisboa dos Santos também desenvolveu intensa atuação como cronista e gestor público da cultura, ocupando funções estratégicas na Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e na Fundação Cultural do Estado.

 

sábado, 23 de maio de 2026

Romualdo Lisboa toma posse na Academia de Letras de Ilhéus em sessão solene na próxima semana



Cerimônia, agendada para o dia 28 de maio, marca o reconhecimento institucional a uma trajetória dedicada ao teatro, à literatura e à cultura


A Academia de Letras de Ilhéus (ALI) realiza, no próximo dia 28 de maio, às 19h, a sessão solene de posse do ator, dramaturgo, escritor e diretor Romualdo Lisboa dos Santos como membro efetivo da instituição. A cerimônia acontecerá no auditório da ALI, no centro de Ilhéus, reunindo acadêmicos, artistas, autoridades e convidados.

Eleito para a cadeira nº 27, Romualdo Lisboa passa a integrar oficialmente uma das mais importantes instituições culturais do sul da Bahia, consolidando um percurso de mais de três décadas dedicado à produção artística e ao pensamento cultural. A cadeira tem como patrono José de Sá Nunes e teve como último ocupante o jurista Carlos Valder.

A escolha de Romualdo Lisboa se deu a partir de indicação de quatro membros da Academia: Rita Santana, Anarleide Menezes, Ramayana Vargens e Pawlo Cidade. Após a indicação, seu nome foi submetido à votação, sendo eleito pela maioria dos membros efetivos, conforme o regimento da instituição.

“A posse de Romualdo Lisboa na Academia de Letras de Ilhéus é o reconhecimento, até tardio, da importância de um dos mais relevantes intelectuais da nossa região, da Bahia e do Brasil na atualidade”, destaca o confrade Ramayana Vargens, que proferirá a saudação ao novo acadêmico na cerimônia de posse.

Para o escritor e ex-presidente da ALI Pawlo Cidade, a chegada de Romualdo fortalece a instituição. “Romualdo chega para fortalecer a Academia com uma bagagem cultural invejável. A sua trajetória é marcada, sobretudo, por prêmios e indicações de teatro pelo Brasil”, explica o imortal.

Trajetória

Um dos fundadores do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), junto com Équio Reis, Romualdo Lisboa, de 52 anos, construiu uma carreira marcada pela articulação entre teatro, literatura e gestão cultural. Natural de Ibicaraí e, desde 1995, à frente do TPI, contribui para consolidar o grupo como uma referência nacional, reconhecida pela pesquisa estética e pela capacidade de dialogar com a cultura regional e com clássicos da dramaturgia.

Autor de mais de 20 peças teatrais e 14 livros publicados, Romualdo também desenvolveu intensa atuação como cronista e gestor público da cultura, ocupando funções estratégicas na Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e na Fundação Cultural do Estado.

“Além de autor e diretor teatral, Romualdo é um homem de letras, com muitas obras publicadas, e um editor pioneiro, que tem viabilizado a publicação de obras importantes de autores de todo o estado da Bahia. Parabéns pela posse de Romualdo na Academia de Letras de Ilhéus”, celebra Ramayana Vaz Vargens.

Sobre o TPI

O Teatro Popular de Ilhéus é uma instituição cultural privada, parcialmente financiada pelo programa de Ações Continuadas da Secretaria de Cultura da Bahia, com recursos do Fundo de Cultura e do Governo do Estado.

Atualmente, o TPI está sediado temporariamente nas instalações da UESC, por meio de parceria com a Pró-Reitoria de Extensão, o Departamento de Letras, o Núcleo de Artes e o Observatório Astronômico da universidade.

Yordan Bosco (MTB 2991)
Teatro Popular de Ilhéus (TPI)
Assessoria de Comunicação
(71) 99133-7282

sexta-feira, 8 de maio de 2026

ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS CELEBROU CENTENÁRIO DE MILTON SANTOS


Josevandro Nascimento, Cátia Hughes, Neide Silveira, Renée albagli, Luh Oliveira, Tica Simões, Anarleide Menezes e Maria Schaun


A Academia de Letras de Ilhéus (ALI) celebrou o centenário de Milton Santos no dia 05/05/2026, em sua sede, com as presenças de diversos membros da Academia e convidados ilustres do sul da Bahia. O presidente do sodalício, Josevandro Nascimento, abriu os trabalhos da noite. Para compor a mesa, convidou a acadêmica Maria Schaun, secretária e ocupante da cadeira n.º 35 e os palestrantes Lurdes Bertol Rocha, Marcelo Henrique Dias e José Antunes

Além do presidente e da secretária da Academia, os seguintes acadêmicos compareceram ao evento: Anarleide Menezes, Antônio Hygino, Cátia Hughes, Efson Lima, Luh Oliveira, José Nazal, Marcelo Henrique Dias, Neide Silveira, Renée Albagli, Sebastião Maciel e Tica Simões.

Os expositores fizeram apresentações diversificadas sobre a vida e os estudos de Milton Santos, assim como o impacto de sua produção acadêmica para a compreensão dos problemas globais. O professor José Antunes (UFSB) em sua abordagem listou os traços de personalidade de Milton Santos verificáveis a partir dos textos do correspondente do jornal A Tarde, inclusive, identificando a relação fraterna dele com Simões Filho, sendo este fundador do periódico vespertino e escolhido pelo geógrafo para ser patrono da cadeira n.º 35 na ALI, cujo assento foi ocupado, primeiramente, por Santos.

O acadêmico Marcelo Henrique Dias, membro da cadeira n.º 34 da ALI e professor de História da UESC, abordou sobre o ingresso do professor Milton Santos no Instituto Municipal de Ensino (IME), em Ilhéus, evidenciando para os presentes as práticas de pesquisa de campo, especialmente, a realizada na Fazenda Morro Redondo e apresentou fotografia de jornais, por meio de recurso de multimídia, com textos de Milton Santos. Foi um momento rico com ilustrações e com informações sobre a passagem de Milton Santos no sul da Bahia.

A professora Lurdes Bertol Rocha, membro da Academia de Letras de Itabuna, cadeira n.º 06, cujo patrono é o geógrafo em comento, referenciou a biografia de Milton Santos, traçando os desafios do estudioso para se afirmar enquanto docente no ensino superior no Brasil após o retorno do exílio, sem prejuízo de registrar os mais de vinte títulos de “doutor honoris causa” recebidos em diversas universidades do mundo e as premiações. 

Os membros da Comissão do Centenário Milton Santos pela ALI foram destacados pela presidência da Academia: Maria Schaun, Efson Lima, José Nazal e Luh Oliveira, reconhecendo os trabalhos desenvolvidos.

Antes de terminar as atividades, o confrade José Nazal sugeriu que a Academia de Letras de Ilhéus solicitasse ao poder público municipal a fixação de placa no IME para registrar a presença de Milton Santos no quadro docente na instituição de ensino e na cidade de Ilhéus.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

ARTIGO

 O Centenário do geógrafo Milton Santos

            



A Bahia recebeu como presente o nascimento de Milton Almeida dos Santos em 03 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas. Aquela criança cresceu e se tornou uma das maiores referências da Geografia e do campo das humanidades no mundo. Imortalizou-se com uma vasta produção acadêmica, rompendo preconceitos e se notabilizando como um dos pensadores brasileiros de maior relevo no exterior. Milton Santos se tornou um “diplomata” e difundiu o quê é que a Bahia tem: conhecimento. 

            

A efemeridade do centenário de nascimento de Milton Santos desperta reflexões em torno das contribuições dele para a Geografia e demais campos do conhecimento. Sendo assim,  a  Academia de Letras de Ilhéus, cuja instituição Milton Santos colaborou para a fundação em 1959 e se imortalizou na  cadeira de n.º 35, hoje, ocupada pela jornalista Maria Schaun, promove no dia 05 de maio uma sessão em homenagem a um de seus fundadores e discorrerá sobre a passagem de Milton Santos no sul da Bahia. Em Ilhéus, foi professor do Instituto Municipal de Ensino e estudou sobre as fazendas e a lavoura de cacau, inclusive, publicando estudos sobre o tema. Esteve correspondente do jornal A Tarde,  na zona cacaueira, entre 1949 - 1953.

            

Diversas homenagens e estudos estão a ocorrer sobre o premiado Milton Santos. Os membros da Academia de Letras da Bahia (ALB) aprovaram após a presidência, liderada pelo escritor Aleilton Fonseca, requerer aos pares do sodalício a posse simbólica de Milton Santos como membro correspondente. O homenageado fora eleito em 26/11/1998, entretanto, não tomou posse, faleceu em 24 de junho de 2001. A ALB promoverá, em 07/05/26,  reunião dedicada a celebrar o centenário de Milton Santos. Outra distinção de alto relevo é a inscrição de Milton Santos no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, por meio de projeto de lei,  em tramitação no Congresso Nacional. Extrai-se da  proposta o objetivo de reconhecer  o legado de Milton Santos e as suas contribuições como “geógrafo negro e intelectual focado no Brasil e na globalização”. O professor foi o primeiro latino-americano a receber o prêmio Vautrin Lud (1994), o "Nobel da Geografia".

            

O professor Milton Santos foi perseguido na ditadura militar, precisou se exilar e, para sobreviver, lecionou em universidades da Europa, da África e das Américas. Ele foi reconhecido com dezenove títulos de Doutor Honoris Causa e eleito "O Brasileiro do Século" em 1999, na categoria Educação, Ciência e Tecnologia, pela revista IstoÉ. Recebeu ainda o Prêmio Jabuti (1997) na categoria “Ciências Humanas” e o Prêmio UNESCO de Ciência. Sua obra ultrapassa os muros das universidades, permanece vigente e necessária.

 

Efson Lima

Doutor em Direito. Membro das Academias de Letras de Ilhéus e da Grapiúna de Artes e Letras (Agral).

efsonlima@gmail.com