Josevandro Nascimento, Cátia Hughes, Neide Silveira, Renée albagli, Luh Oliveira, Tica Simões, Anarleide Menezes e Maria Schaun
A Academia de Letras de Ilhéus (ALI) celebrou o centenário de Milton Santos no dia 05/05/2026, em sua sede, com as presenças de diversos membros da Academia e convidados ilustres do sul da Bahia. O presidente do sodalício, Josevandro Nascimento, abriu os trabalhos da noite. Para compor a mesa, convidou a acadêmica Maria Schaun, secretária e ocupante da cadeira n.º 35 e os palestrantes Lurdes Bertol Rocha, Marcelo Henrique Dias e José Antunes
Além do presidente e da secretária da Academia, os seguintes acadêmicos compareceram ao evento: Anarleide Menezes, Antônio Hygino, Cátia Hughes, Efson Lima, Luh Oliveira, José Nazal, Marcelo Henrique Dias, Neide Silveira, Renée Albagli, Sebastião Maciel e Tica Simões.
Os expositores fizeram apresentações diversificadas sobre a vida e os estudos de Milton Santos, assim como o impacto de sua produção acadêmica para a compreensão dos problemas globais. O professor José Antunes (UFSB) em sua abordagem listou os traços de personalidade de Milton Santos verificáveis a partir dos textos do correspondente do jornal A Tarde, inclusive, identificando a relação fraterna dele com Simões Filho, sendo este fundador do periódico vespertino e escolhido pelo geógrafo para ser patrono da cadeira n.º 35 na ALI, cujo assento foi ocupado, primeiramente, por Santos.
O acadêmico Marcelo Henrique Dias, membro da cadeira n.º 34 da ALI e professor de História da UESC, abordou sobre o ingresso do professor Milton Santos no Instituto Municipal de Ensino (IME), em Ilhéus, evidenciando para os presentes as práticas de pesquisa de campo, especialmente, a realizada na Fazenda Morro Redondo e apresentou fotografia de jornais, por meio de recurso de multimídia, com textos de Milton Santos. Foi um momento rico com ilustrações e com informações sobre a passagem de Milton Santos no sul da Bahia.
A professora Lurdes Bertol Rocha, membro da Academia de Letras de Itabuna, cadeira n.º 06, cujo patrono é o geógrafo em comento, referenciou a biografia de Milton Santos, traçando os desafios do estudioso para se afirmar enquanto docente no ensino superior no Brasil após o retorno do exílio, sem prejuízo de registrar os mais de vinte títulos de “doutor honoris causa” recebidos em diversas universidades do mundo e as premiações.
Os membros da Comissão do Centenário Milton Santos pela ALI foram destacados pela presidência da Academia: Maria Schaun, Efson Lima, José Nazal e Luh Oliveira, reconhecendo os trabalhos desenvolvidos.
Antes de terminar as atividades, o confrade José Nazal sugeriu que a Academia de Letras de Ilhéus solicitasse ao poder público municipal a fixação de placa no IME para registrar a presença de Milton Santos no quadro docente na instituição de ensino e na cidade de Ilhéus.

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