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quarta-feira, 5 de agosto de 2015
terça-feira, 4 de agosto de 2015
ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS ABRE EDITAL PARA OCUPAÇÃO DA CADEIRA Nº 10
ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS
PATRIAE LITTERAS COLENDO SERVIAM
FUNDADA EM 14 DE MARÇO DE 1959
ILHÉUS – BAHIA
EDITAL DE INSCRIÇÃO
Adelindo Kfoury, ex-ocupante da cadeira nº 10
O Presidente da Academia de Letras de Ilhéus, no
uso de suas atribuições regimentais e estatutárias, de acordo com os arts. 47 e
48 e ss/parágrafos do Regimento Interno, faz saber a quantos este Edital virem
ou dele conhecimento tiverem, que, com vacância da cadeira nº 10, antes ocupada
pelo historiador, jornalista e escritor Adelindo Kfoury, cujo fundador foi Carlos
Chiachio e patrono Camilo de Jesus Lima, ficam abertas as inscrições para
preenchimento dessa vaga, pelo prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data de
publicação deste, devendo os interessados procurar a Secretaria da Academia de
Letras de Ilhéus, turno vespertino, na Rua Antonio Lavigne de Lemos, 39,
Centro, nesta cidade, para maiores esclarecimentos e informações a respeito.
Ilhéus – Bahia, 04 de agosto de 2015
Josevandro Nascimento
Presidente
Pawlo Cidade
Secretário Geral
CLIQUE AQUI PARA LER O EDITAL
(ainda não disponível)
(ainda não disponível)
sábado, 25 de julho de 2015
ACADEMIA DE LETRAS PERDE A CONFREIRA JANETE BADARÓ
A Academia de Letras de Ilhéus
perdeu nesta manhã de sábado a confreira Janete Badaró. A confreira que
completou 80 anos de idade no último dia 16 de julho, foi autora, entre outros,
do livro de poemas “Máscaras em Procissão”. “As palavras que posso dizer são de
puro amor e saudade! A vida dela fez valer! Nossa querida poeta! Vá em paz
mãezinha. Que o manto de Maria lhe cubra de luz e Deus abençoe está sua viagem!”
Comentou sua filha, Jane Hilda, artista plástica e advogada.
A Academia de Letras de Ilhéus lamenta a passagem da poeta e jornalista que muito contribuiu para as artes e a cultura ilheense. Janete Badaró era um símbolo de "mulher guerreira, determinada e corajosa. A agilidade nas letras e a sensibilidade para o cotidiano, lhe fez abrir portas para o que de melhor era produzido em Ilhéus e região."
O velório será no SAF Ilhéus, sito à avenida Itabuna, a partir das 14 horas deste sábado e o enterro será no domingo, às 9 horas, seguindo para cemitério da Vitória.
domingo, 5 de julho de 2015
O CONFRADE VERCIL RODRIGUES LANÇA “DICAS DE DIREITO IMOBILIÁRIO”
A
inadimplência condominial, cobrança judicial condominial, financiamento
mobiliário, direito e deveres do inquilino, a obrigatoriedade de fazer reparos
no imóvel e cuidados com a segurança condominial são temas pautados no livro “Dicas
de Direito Imobiliário”, de autoria do advogado, jornalista e professor Vercil
Rodrigues, lançado pela Editora Direitos.
O livro
“Dicas de Direito Imobiliário” tem o respaldo dos melhores advogados do Estado
da Bahia, a exemplo do Dr. Eurípedes Brito Cunha (In Memoriam), Advogado,
especialista em Direito Imobiliário, ex-presidente da Ordem dos Advogados do
Brasil/Seção-Bahia, ex-conselheiro Federal da OAB e autor do livro Advocacia
Trabalhista – Experiências Profissionais, que prefacia a obra lítero-juridica.
“O Direito Imobiliário
se destina a disciplinar os diversos aspectos de nossa vida particular no que
se refere à posse e às várias formas de aquisição e perda da propriedade;
condomínio; aluguel; compra e venda; permuta; doação; cessão de direitos;
usucapião; financiamentos da casa própria; direito de construir; direito de
vizinhança; registro de imóveis; adjudicação compulsória; enfiteuse; laudêmio e
outros tantos institutos e assuntos concernentes ao bem imóvel”, frisou Dr. Vercil
Rodrigues, autor também de obras de grande repercussão nacional, a exemplo dos
livros “Breves Análises Jurídicas” e “Análises Cotidianas” (Editora Direitos).
“Um excelente livro para profissionais,
estudantes, síndicos e inquilinos que buscam a boa vizinhança e o respeito aos
seus direitos e individualidades”, declarou Dr. José Carlos Oliveira, Auditor
Fiscal do Trabalho aposentado e advogado militante, que apresenta a obra.
Sobre o
livro, declarou Dr. Leandro Alves Coelho, advogado e coordenador
do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da Faculdade Unime e membro-fundador
e ex-presidente da Academia de
Letras Jurídicas do Sul da Bahia – Aljusba: “No livro ‘Dicas de Direito
Imobiliário’, o ilustre advogado Vercil Rodrigues, não se preocupa em trazer
apenas conceitos estereotipados acerca do tema. De fato, há uma
verdadeira aproximação da obra com o rigor técnico-jurídico e a prática
necessária ao cotidiano do mundo imobiliário, de modo que o presente livro
servirá como parâmetro para diversos seguimentos, tanto para operadores do
Direito quanto para aqueles que de algum modo vivenciam o mundo imobiliário. É
factível que o autor utiliza linguagem clara e inteligível através de temas
próprios, de modo que os leitores conseguirão encontrar com facilidade
respostas para os questionamentos trabalhados na presente intentada literária.
Nesse sentido, o trabalho configura-se como obra de vanguarda, visto que traz
uma abordagem pragmática embasada em estudos sólidos e robustos da doutrina e
da jurisprudência dominante”.
O Autor – Advogado, historiador e jornalista. Pós-graduado em
Direito Público e Privado, fundador dos jornais Direitos e O Compasso e da
revista Direitos, idealizador-fundador e vice-presidente da Academia de Letras
Jurídicas do Sul da Bahia – Aljusba; membro-fundador da Academia Grapiúna de
Letras – Agral, membro da Academia de Letras de Ilhéus – ALI e do Instituto
Histórico e Geográfico de Ilhéus.
Livro: Dicas de Direito Imobiliário.
Páginas: 250.
Editora: Direitos.
Ano: 2015.
Tema: Jurídico.
Preço: R$ 50,00.
terça-feira, 12 de maio de 2015
QUINTA-FEIRA, DIA 14, TEM NOITE DA SAUDADE
A
noite da saudade, em homenagem ao escritor Hélio Pólvora, ocupante da cadeira
nº 24, será realizada no dia 14 de maio, com a saudação feita pelo acadêmico
Aleilton Fonseca, da Academia de Letras da Bahia, às 18 horas.
Contamos
com a presença de todos os acadêmicos, amigos e amantes da literatura do nosso
saudoso confrade.
Hélio
Pólvora era casado com Maria Pólvora Silva de Almeida. Deixou três filhos,
Hélio e Raquel, frutos da união com Maria Pólvora, e uma filha (Fernanda), de
união anterior. Entre os livros publicados estão os romances Inúteis Luas
Obscenas (Casarão do Verbo, 2010) e Don Solidon (Casarão do Verbo, 2011), além
dos livros Memorial de Outono (2005), Contos da Noite Fechada (2003) e “…de
amor ainda se morre…” (2008).
sábado, 9 de maio de 2015
quinta-feira, 23 de abril de 2015
CENTENÁRIO DE ADONIAS FILHO, por Cyro de Mattos
Comemora-se
neste ano o Centenário de Adonias Filho, escritor baiano aclamado pela crítica
nacional, nascido em Itajuípe, antigo Pirangi, distrito de Ilhéus, em 27 de
novembro de 1915. Deixou em sua obra de contista
e romancista cinco livros que têm como
cenário o Sul da Bahia na época da conquista da terra: Os Servos da morte (1946), Memórias
de Lázaro (1952), Corpo vivo (1962), Léguas da promissão (1968), e As velhas (1975).
Adonias Filho
é um autor de livros de ficção que engrandece
a região cacaueira baiana no corpo das letras brasileiras. Legítimo
homem da civilização cacaueira baiana sustentou pela vida afora um amor de
perdição por suas raízes e histórias de sua gente. Nos últimos anos de
vida, mudou-se do Rio de Janeiro e foi morar com a esposa na sua fazenda Aliança, em Inema. Depois de muito caminhar
pela cidade grande, por entre edifícios e gente vinda de todos os lados, retornava
aquele homem de voz mansa, cordial, ao chão de seus ancestrais.
É sabido que a obra literária motivada
por certa região enfoca o peculiar de determinada cultura, tendo por fundo um
cenário típico, cujas condições são refletidas no conteúdo da narrativa, conferindo-lhe
nota especial. Os estudiosos dizem que o que faz uma obra regional é o fato de
mostrar-se presa, em sua matéria narrativa, a um contexto cultural específico, que se propõe a retratar e de onde vai haurir
a sua substância. Mas isso não a impede de adquirir sentido universal, em
função de seu significado portador de humanidades, mensagem profunda da existência, fazendo com que
ultrapasse as fronteiras da região retratada.
É o caso do consagrado narrador Adonias
Filho. Um criador de histórias que tem como cenário a região cacaueira baiana na
época da infância quando a selva era impenetrável e hostil. Percebe-se nesse
artesão da linguagem uma moderna forma de ser contada a história, harmonizada
com a representação das essencialidades da criatura, as quais são retiradas do
ambiente onde habitam.
Ressalte-se que atrás do homem de
determinada região, com sua típica problemática existencial do indivíduo, seus falares e maneiras próprias de relacionar-se
com o mundo, há o que é próprio de qualquer ser humano onde
quer que esteja. Razão e emoção, pensamento e sentimento. O pensamento e o
sentimento dos personagens de Adonias Filho obedecem às forças cegas do
destino, que resultam de solidões e
desesperos impostos pelo ambiente de natureza bárbara. Como seres embrutecidos,
primitivos, possuem os sentimentos reprimidos. São índios, negros,
tropeiros, caçadores, pequenos agricultores arruinados.
Esse narrador de estilo sincopado e
poético é uma das vozes fundamentais da melhor literatura de todos os tempos.
Influenciado pelos dramaturgos gregos, Shakespeare, o cinema, do fundo trágico
de seus romances, novelas e contos emanam personagens marcantes, em cujos
passos e travessias ressoam os sortilégios
da morte através de entonações bíblicas.
Homem culto,
simples, ocupou cargos públicos importantes. Foi diretor da Biblioteca Nacional,
Editora A Noite, Serviço Nacional de Teatro e pertenceu à Academia Brasileira
de Letras. Conquistou o Prêmio Nacional da Fundação Educacional do Paraná,
Instituto Nacional do Livro, Jabuti, Pen Club do Brasil e Fundação Cultural do Distrito Federal pelo
conjunto da obra. Seus romances foram publicados nos Estados Unidos, Portugal,
Alemanha, Venezuela e Bratislava. É tão importante o seu trajeto de vida para o Sul da Bahia que
foi instalado em Itajuípe o Memorial
Adonias Filho para preservar sua obra e acervo. O Centro Cultural de Itabuna,
da Fundação Cultural da Bahia, leva o seu nome. Ele é o patrono da Academia de
Letras de Itabuna (ALITA).
Depois que a esposa Rosita morreu em 1990, Adonias Filho caiu em grande
tristeza. Ficava deprimido, em seus vagares pela casa-sede da fazenda. Dizem os
conterrâneos que morreu de amor, em 2 de
agosto daquele mesmo ano, na casa-sede de sua fazenda, em Inema. O homem
criador de romances pujantes e densos não conseguiu suportar a solidão com a
perda da mulher amada e companheira.
Agora, no
reencontro do legítimo homem do cacau com a sua paisagem, no seu regresso às origens,
o bem vence o mal. Ultrapassa a morte pelas mãos do amor vivido entre Adonias e Rosita.
*Cyro de Mattos é contista,
romancista, poeta e cronista. Organizou e prefaciou a coletânea Histórias
Dispersas de Adonias Filho.
terça-feira, 14 de abril de 2015
SARAU NA ACADEMIA DE LETRAS REUNIU POETAS, ESCRITORES E AMANTES DA LITERATURA
Sob a organização do confrade Gerson dos Anjos, com apoio dos confrades Pawlo Cidade e Geraldo Lavigne de Lemos, o primeiro sarau da Academia deste ano contou com a participação de vários poetas e escritores, como Luh Oliveira, José Maria, Ângela, Mari, o próprio Geraldo e Pawlo Cidade. Além de estudantes da escola estadual Paulo Américo, conduzidos pela professora Naiara Rocha.
Foi uma noite de muita poesia e depoimentos que passaram por declamações de Fernando Pessoa, Olavo Bilac, Renato Russo, Valdelice Pinheiro e muitos outros. Sem falar dos poemas dos autores regionais e locais.
O próximo sarau será no dia 11 de maio, a partir das 18h30.
sábado, 4 de abril de 2015
CRÔNICA
Queima do
Judas
Cyro de Mattos
O sábado era o dia em que mais gostava na Semana Santa.
Amanhecia alegre porque Jesus Cristo ressuscitava nesse dia. Já podia cantar
marchinhas no banheiro lá em casa quando fosse escovar os dentes e tomar banho.
Já podia beber leite no café da manhã e
comer carne de gado, porco, carneiro ou galinha na refeição do almoço. Podia
jogar bola no campinho da beira-rio,
pescar, nadar e mergulhar no rio Cachoeira. Se quisesse, podia ir assistir ao
último episódio do seriado de Flash Gordon na matinê do Cine Itabuna.
A cidade voltava a ter sua vida normal, os comerciantes
abriam as portas de suas lojas, as pessoas caminhavam na rua, ora apressadas, ora tranqüilas. A
feira atrás da estação do trem voltava a fazer sua festa, com vozes que não
paravam de falar, as pessoas comprando tudo que podia se imaginar. O padre
Nestor celebrava a missa das sete com entusiasmo na igreja de Santo Antônio
cheia de fiéis. Depois que dava a bênção final, bradava que Cristo estava vivo,
era o verdadeiro e único rei dos
cristãos, reinou e sempre haveria de reinar, ressuscitava para o bem da
vida, aleluia!
A queima do Judas acontecia nos bairros populares. Para
minha alegria e surpresa, dessa vez o
Judas ia ser queimado lá na rua. Quem
preparou o boneco de palha, cheio de bombas na cabeça, tronco e membros, foi
seu Filó, o dono da casa que vendia ferro e alumínio na rua do comércio. À noite, por volta das 19 horas, já havia
muita gente diante do Judas pendurado no
poste.
Seu Filó começou a ler o testamento do Judas por volta das
20 horas.
A cabeça vai pra
seu Ribeiro,
A dele nunca
prestou mesmo,
A do burro vale
mais dinheiro.
As mãos espertas e
macias
Dou pro açougueiro
Berilo
Roubar melhor no
quilo,
Cada nádega é pra seu Augusto
Comer gostoso e
soltar arroto,
As pernas finas e
compridas
Deixo pro João
Monteiro
Andar pra frente e
ligeiro,
O chapéu grande de
palha
É pro prefeito
usar sem as galhas,
A calça velha, a
camisa rasgada,
O paletó com a gravata preta
Vão vestir o Zeca
Hemetério
Quando viajar pro
cemitério,
Os sapatos furados
sem cadarço
Dou pra Luís
Bernardo calçar
Quando tiver são
ou bêbado,
É da meninada
minha barriga
Cheia de doces e
lombriga,
O charutão é de
seu Tonico,
Bom proveito
quando for ao circo,
O dinheiro vai pro
seu Aleixo
Gastar no jogo do
bicho,
O par de
meias com chulé
É pro padre Nestor
fazer rapé,
O que precisa
Maria Padeira
É um bocado de
pele grossa
Pra ela fazer uma
peneira,
Já uma parte da
peitaça
É pra Dona Maria
Graça,
Se ainda sobrar
algum osso
É pra dona
Joanísia botar
Na sopa de seu
Lindolfo.
Começava a ser
queimado pelos pés, aí o que se ouvia eram os estouros de cada bomba arrancando
os pedaços do traidor de Jesus Cristo. Eram lançados para todos os lados. Os
estouros das bombas misturavam-se com gaiatices, sorrisos, gritaria de gente grande e pequena.
Alguns dos moradores da rua achavam graça quando tomavam
conhecimento de que tinham figurado como herdeiros no testamento do Judas.
Outros ficavam aborrecidos, evitando se encontrar com seu Filó na rua, durante
algumas semanas. Seu Ribeiro, o agente dos correios, exigiu que ele lhe pedisse desculpa, se ainda
quisesse tê-lo como amigo e bom vizinho. O prefeito Nazário pensou até em
processar seu Filó, velho companheiro de partido. Achava que sua fiel esposa
Maria Santinha não merecia ser ofendida por tão
grande mentira, mesmo que se tratasse de uma brincadeira inventada por
seu Filó no testamento de Judas. Não levou a idéia adiante porque as eleições
municipais iam ocorrer naquele ano. Queria ser reeleito como prefeito. E ele
bem sabia que seu Filó era o seu melhor
cabo eleitoral na cidade. (Do livro Roda da Infância, novela, Editora
Dimensão, BH)
quinta-feira, 2 de abril de 2015
ACADEMIA REABRIU OS TRABALHOS COM POESIA DE CASTRO ALVES NA PRAÇA QUE LEVA SEU NOME
Acadêmicos presentes: Pawlo Cidade, Josevandro, Neuza, André Rosa, Geraldo Lavigne e Gerson dos Anjos
Todo início de abertura dos
trabalhos de cada ano, (14 de março) depositar flores no busto do poeta Castro Alves e
recitar seus versos, é mais que uma obrigação, é uma celebração ao grande poeta
dos escravos. Castro Alves nasceu no dia 14 de março. Data em que comemoramos o Dia Nacional da Poesia. Por coincidência ou não, quando foi fundada no mesmo dia em 1959, a Academia de Letras de Ilhéus já tinha pronto o seu lema: Patriae
Litteras Colendo Serviam – Servir à Pátria cultuando as letras.
Encontro de poetas, José Delmo e o busto de Castro Alves
As comemorações iniciaram às
17h30, na Praça Castro Alves, bem em frente à Biblioteca Pública Adonias Filho,
na Avenida Soares Lopes. O poeta e ator José Delmo recitou poemas de Castro
Alves e de sua autoria. Depois foi a vez de estudantes do Colégio Ideal também prestar homenagem ao poeta. Em seguida, os confrades se reuniram na Academia de
Letras de Ilhéus para a posse do segundo mandato do presidente Josevandro
Nascimento e sua diretoria. Em seguida, antes mesmo da emocionante palestra da
Dra. Olívia Barradas, o poeta José Delmo recitou um trecho do livro “As Velhas”,
do autor centenário Adonias Filho.
A palestrante Olívia Barradas (FOTO) optou por falar sobre o escritor Adonias Filho revelando curiosidades sobre sua
vida privada e de como os dois se conheceram. Falou de suas amizades e de como
ele foi considerado um arquiteto e engenheiro da narrativa, sobretudo no livro
que destacou: “Luanda, Beira, Bahia.” Salientou que “o historiador tem
compromisso com o fato histórico, mas, o romancista tem compromisso com o verossímil.”
Diversas autoridades civis e
militares estiveram presentes. Por fim, o presidente fez um breve relato das
atividades de sua diretoria no biênio 2013-2015 reafirmando que ainda tem muito
o que fazer pelas letras em Ilhéus. Lembrou o saudoso Barão de Popof
NOITE DA SAUDADE EM HOMENAGEM AO ESCRITOR HÉLIO PÓLVORA SERÁ DIA 14 DE MAIO
A noite da saudade, em homenagem ao escritor Hélio Pólvora, ocupante da cadeira nº 24, será realizada no dia 14 de maio, com a saudação feita pelo acadêmico Aleilton Fonseca, da Academia de Letras da Bahia, às 18 horas.
Hélio Pólvora era casado com
Maria Pólvora Silva de Almeida. Ele deixa três filhos, Hélio e Raquel, frutos
da união com Maria Pólvora, e uma filha (Fernanda), de união anterior. Entre os
livros publicados estão os romances Inúteis Luas Obscenas (Casarão do Verbo,
2010) e Don Solidon (Casarão do Verbo, 2011), além dos livros Memorial de
Outono (2005), Contos da Noite Fechada (2003) e “…de amor ainda se morre…”
(2008).
O MESTRE DORIVAL DE FREITAS CONTINUA HOSPITALIZADO
O professor Dorival de Freitas, ocupante da cadeira nº 11 ainda continua sob cuidados médicos, em São Paulo. Estamos na torcida para que o idealizador do nosso Sarau Literário volte logo. Que Deus possa ouvir nossas preces e recuperar de vez o confrade.
POESIA EM HOMENAGEM AO SAUDOSO HÉLIO PÓLVORA POR CYRO DE MATTOS
Memória de Hélio Pólvora
Cyro de Mattos
No sempre do vento,
No sem agora do
silêncio,
Embarcado em solidão.
Ah, o mar misterioso
Quer me parecer
destino.
Entre viver e partir,
Nunca mais reverter
Minha casa de sonhos
Onde no quintal convivi
Com auroras e bichos.
E no alpendre divisei
Gente que inventei
Para oscilar nas
vagas
Assustadas,
estranhas.
Assim cheguei neste mar
Que me torna secreto.
De estar nele para
sempre
Como em alta onda vertido
Não sei se encalho ou
sigo,
Embora certo do que fiz
E deixo com mergulhos
Fundos, profundos,
Para inaugurar
sentidos.
terça-feira, 31 de março de 2015
ELE PARTIU COM OS "GALOS DA AURORA". A ACADEMIA PERDE UM DOS MAIS ATIVOS ESCRITORES GRAPIÚNAS
Hélio Pólvora - 1928 - 2015
Na última madrugada de quinta-feira (26) perdemos o escritor, jornalista e crítico literário Hélio Pólvora (foto). Confrade desta Academia de Letras, um expoente da literatura nacional. Hélio Pólvora era natural de Itabuna, região sul da Bahia, lutava contra um câncer de pulmão há mais de um ano. Segundo Aramis Costa, ele morreu em casa. O corpo do escritor foi cremado no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, em solenidade realizada às 17h30 de quinta-feira.
Hélio Pólvora era casado com
Maria Pólvora Silva de Almeida. Ele deixa três filhos, Hélio e Raquel, frutos
da união com Maria Pólvora, e uma filha (Fernanda), de união anterior. Entre os
livros publicados estão os romances Inúteis Luas Obscenas (Casarão do Verbo,
2010) e Don Solidon (Casarão do Verbo, 2011), além dos livros Memorial de
Outono (2005), Contos da Noite Fechada (2003) e “…de amor ainda se morre…”
(2008).
“Ele morreu escrevendo. Um dos
maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Deixa um legado literário
brasileiro importantíssimo. Nós perdemos uma glória da literatura nacional. Uma
grande figura humana. Levou a vida toda trabalhando pela literatura e pela
cultura. Um homem de inteligência e cultura fora do lugar. Foi uma perda
irreparável para a cultura brasileira. Ele nunca parou de escrever”, disse
Aramis Ribeiro Costa.
Para o poeta e integrante da
Academia de Letras da Bahia, Luís Antônio Cajazeira Ramos, Hélio Pólvora é um
dos contistas mais importantes da atualidade. “A Bahia perde a maior expressão
das letras da atualidade. Sem dúvida, o maior contista, além de ser destacado
como crítico, cronista, jornalista, editor e com uma longa militância na
imprensa nacional. É o maior contista brasileiro da atualidade”, diz Cajazeira
Ramos.
Biografia
Hélio Pólvora de Almeida nasceu
em 1928, em Itabuna, na Bahia. Em 1953, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde
morou por 30 anos. Nesse período, o escritor iniciou a carreira literária e
atividade jornalística, que prosseguiram, depois de 1984, na Bahia (nas cidades
de Itabuna, Ilhéus e Salvador).
A estreia literária ocorreu com a
publicação Os Galos da Aurora (1958, reeditado em 2002, com texto definitivo).
Mais de 25 títulos de obras de ficção e crítica literária, além de participação
em dezenas de antologias nacionais e estrangeiras, foram publicados. Hélio
Pólvora também possui contos traduzidos em espanhol, inglês, francês, italiano,
alemão e holandês.
O escritor passou a morar em
Salvador no ano de 1990. Eleito para a Cadeira 29 da Academia de Letras da
Bahia, fez parte também da Academia de Letras do Brasil (sede em Brasília, DF),
onde ocupa a cadeira 13, que tem como patrono Graciliano Ramos. Pertenceu ainda
à Academia de Letras de Ilhéus, ocupando a cadeira 24. Ele atuava como cronista
do jornal A Tarde há mais de oito anos e foi presidente da extinta Fundação
Cultural de Ilhéus. O prefeito de Ilhéus também decretou luto oficial de três
dias.
Fonte: G1 Bahia/Observatório de
Imprensa
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