segunda-feira, 13 de novembro de 2017

NOTAS DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS

Trata-se a Academia de Letras de Ilhéus, de um Templo da inteligência e do espírito - e desde sua fundação passaram, assim como também hoje estão, e são, intelectuais do  mais alto quilate, pessoas exponenciais no cenário cultural e literário de Ilhéus e da Bahia, além dos que extrapolam fronteiras e galgam o reconhecimento nacional e internacional. Por isso vale registrar as notícias, os movimentos da “Casa de Abel”, como carinhosamente é chamado aquele sodalício, em homenagem a Abel Pereira, que a fundou nos idos de 1954, acompanhado por alguns sonhadores idealistas à exemplo de Nelson SchaunLeones da Fonseca, Wilde Oliveira Lima, Jorge Amado, Paulo Cardoso Pinto, Ramiro Berbert de Castro, Adonias Filho, dentre outros. Vamos às nossas notas:




MARIA LUÍZA HEINE LANÇA LIVRO DIA 13 DE NOVEMBRO NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS. 

A Academia de Letras de Ilhéus e a Editora Via Literarum, convidam para o lançamento do livro “Política Nacional de Educacão Ambiental: entre a lei e a realidade”, de Maria Luiza Heine, no próximo dia 13 de novembro  ( segunda-feira), às 17 horas, na sede da ALI - Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39 - centro, Ilhéus-Bahia - (73) 3231-1612. O livro é resultado do trabalho desenvolvido no seu curso de Doutorado em Educação realizado na UNEB, quando desenvolveu pesquisas em 12 escolas públicas da zona sul da cidade de Ilhéus, com tese defendida em 2013. A autora é membro da Academia de Letras de Ilhéus, professora visitante da Universidade do Estado da Bahia – UNEB - com atuação no mestrado profissional em Educação - GESTEC, e professora Titular na Universidade Tiradentes em Aracajú.  




ALEILTON FONSECA FEZ PALESTRA EM EVENTO DA SORBONNE, E LANÇA TRADUÇÃO FRANCESA DO SEU LIVRO “O PÊNDULO DE EUCLIDES”, EM PARIS. 

Aleilton Fonseca, membro da Academia de Letras de Ilhéus, da Academia Baiana de Letras, e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana, participou, na primeira quinzena de novembro, do Colloque Internacional da Université du CREPAL, Amérindianités au Brésil et au Québec: ArtLittératurepatrimoineles armes d’une reconquête. Integrando as programações do Colóquio - evento promovido pela Universitè Sorbonne Nouvelle- Paris 3, em parceria com o Mestrado em Estudos Literários/UEFS -  Aleilton participou de mesa redonda sobre a Guerra de Canudos, ao lado da professora Rosana Patrício, e realizou lançamento de “O Pêndulo de Euclides”, livro de sua lavra, traduzido para o francês por Dominique Stoenesco com o título La guerre de Canudos: une tragedie au coeur du sertão” - Editora Petra 





MARIA SCHAUN REPRESENTOU A ALI NA ABERTURA DA SEMANA TECNOLÓGICA DO CEEP, DIALOGANDO SOBRE NELSON SHAUN.  

Em 6 de novembro p.p. a acadêmica Maria Schaun, que  é autora (org) do livro “Nelson Schaun merece um livro”, Editus/ UESC, esteve presente na abertura da Semana Tecnológica do Colégio Estadual de Educação Profissional do Chocolate Nelson Schaun – CEEP, antigo Colégio Estadual de Ilhéus, tendo participado de roda de conversa com professores, alunos e funcionários, sobre a vida e obra de Nelson Schaun, Na oportunidade esteve presente também Socorro Schaun, filha de Nelson, e o Superintendente de Educação Durval Libânio, que falou de seu encantamento com os escritos daquele que foi um dos grandes entusiastas para a criação e fundação da academia ilheense.  



DIA DA CULTURA FOI COMEMORADO PELA ALI EM ATIVIDADE COM ALUNOS DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO 

Para comemorar o Dia da Cultura, que transcorre anualmente em 5 de novembro de cada ano -  data escolhida por ser a de nascimento de Ruy Barbosa - a Academia de Letras de Ilhéus, por seu presidente André Luiz Rosa, realizou em 7 de novembro p.p., uma visita guiada com alunos do quinto ano da rede municipal de ensino-Colégio Heitor Dias- no Centro Histórico da cidade, percorrendo os cenários ambientados na obra de Jorge Amado. Na oportunidade, foram realizadas rodas de conversas nas praças Ruy Barbosa e Castro Alves, em torno das estátuas dos dois grandes vultos da literatura baiana e nacional, sobre vida e obra dos mesmos.  

NOVA COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA DA ALI, ATÉ MARÇO DE 2018. 

Com o pedido de afastamento de Pawlo Cidade do cargo de Secretário Geral da ALI, devido a nova função que passou a ocupar na Secretaria de Cultura do Município de Ilhéus- cuja titularidade deve ser oficializada em breve, a acadêmica Jane Hilda Badaró passou a integrar, desde outubro p.p., a diretoria da ALI, que fica assim composta para a gestão que se encerra em 14 de março de 2018:  

Presidente: André Luiz Rosa Ribeiro
Vice-Presidente: Arléo Barbosa 
Secretária Geral: Jane Hilda Badaró  
1ª. Secretária: Maria Schaun 
2º. Secretário: Josevandro Nascimento 
1º. Tesoureiro: Gerson dos Anjos 
2º. Tesoureiro: Gustavo Cunha 
Diretor de Biblioteca: Geraldo Lavigne de Lemos  
     Diretora de Revista: Maria Luiza Nora Baísa 



SEBASTIÃO MACIEL EMPOSSADO NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS, COM SAUDAÇÃO DE LUIZ PEDREIRA FERNANDES.   

Sabastião Maciel Costa passou a ocupar, a partir de 27 de outubro, a cadeira n. 2 da Academia de Letras de Ilhéus, cujo patrono é Afrânio Peixoto, e ocupante efetivo anterior Cláudio Silveira. O acadêmico Luiz Pedreira fez a saudação. Na mesa condutora da solenidade estiveram o Presidente da ALI André Luiz Rosa, Secretária Geral da ALI Jane Hilda Badaró, Presidente do Lions Clube Pontal- Gilda Porto, Representante da Marinha do Brasil - Capitão de Corveta Uanderson Simoni Lauriano, e prof. José Augusto Carvalho, docente da UESC e membro da Loja Macônica e Resistência. Presentes também os Acadêmicos Arléo Barbosa, Neide Silveira, Jabes Ribeiro, Pawlo Cidade, Neuza Nascimento, Leônidas Azevedo, Anarleide Menezes e Gerson dos Anjos, além de familiares, educadores ilheenses, e amigos do novo imortal.  

RAMAYANA VARGENS FOI ELEITO PARA CADEIRA N. 11 DA ALI, EM 25 DE OUTUBRO P.P. 


Eleito em 25 de outubro de 2017, Ramayana Vaz Vargens, logo seja empossado, passará a ocupar a cadeira n. 11 da ALI, anteriormente pertencente a Dorival de Freitas. O eleito é professor, jornalista, gestor, escritor e roteirista. Nasceu em 23 de Junho de 1944, na cidade do Rio de Janeiro, filho de Olímipio Balduíno da Costa Vargens e Deolinda Vaz Vargens. É neto de João Vargens, um dos fundadores de Camacan, um dos pioneiros de cacau na região. Fez o Ensino Médio e o Fundamental II na Escola Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Começa a experimentar a escrita aos 13 anos e desde a juventude envolve-se em vários assuntos culturais, tendo participado do Centro de Cultura Popular da União Nacional dos Estudantes – um importante núcleo de formação da arte e cultura brasileira da década de 60 em diante. Depois entra no grupo de teatro Teatro Jovem, onde fizeram uma das primeiras montagem de Eugène Lonesco no Brasil e a primeira apresentação de Álbum de Família, de Nelson Rodrigues, antes proibido pela censura há 21 anos. Inicialmente ator, depois interessa-se pela direção, quando começa a escrever peças de teatro. Participou do concurso de peças teatrais do Estado do Rio de Janeiro em 1966 com a adaptação do livro A Revolta da Chibata, de Edmar Morel. Também no Teatro Jovem participou da criação da Feira de Música, que reunia no teatro cantores jovens, com participação de nomes como Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gutemberg Guarabyra. 
Durante o período de pré-vestibular, ensinou matemática e geometria analítica em aulas particulares. Prestou vestibular para arquitetura na Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro; mas, por ser militante de esquerda, teve dificuldade de reunir os documentos necessários (que sumiram, como, por exemplo, o processo de registro profissional como jornalista), tendo frequentado como ouvinte durante o primeiro ano. Em 1965, entrou para o Jornal do Brasil como repórter, ocupando posição de destaque na geração de redatores como Affonso Romano de Sant’anna e Hélio Pólvora e colaboradores como Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector, tendo permanecido até 1969. Considera tal período a grande formação em termos literários e culturais; e, para admissão nesse trabalho, fez o curso de formação de repórter, promovido pelo Jornal do Brasil e coordenado por Fernando Gabeira. 
Colaborou para diversos suplementos literários do Rio de Janeiro, merecendo destaque a Tribuna da Imprensa, de Hélio Fernandes. Participou da antologia Cacos I, como contista, e Cacos II, como poeta. Líder do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, é preso pela ditadura em 1972e permanece um ano encarcerado. Ao retomar a liberdade, o grupo de teatro Teatro Jovem havia sido desarticulado pelas investidas do governo, e alguns remanescentes montaram o Grêmio Dramático Brasileiro, ao qual se aproximou, trabalhando com Luiz Carlos Maciel e Aderbal Freire Filho.Volta a dar aulas particulares e também ao Jornal do Brasil, mas fica insatisfeito com o jornalismo pelas limitações impostas pelo regime sobre o conteúdo das matérias. 
Em seguida, trabalhou para a Editora Bloch, onde foi redator da revista Pais & Filhos. Colaborou, nessa época, para a Folha de São Paulo, a Revista Veja, o jornal O Globo. Participou fortemente da luta pela anistia e contribui para a edição de inúmeros jornais nanicos, até que fossem fechados pelo governo.A condição política do país continuou a causar-lhe desgosto, motivo porque largou todos os empregos e mudou-se para o Arraial do Cabo, reunião dos lagos do Rio de Janeiro, onde foi pescador durante quatro anos, quando também lecionou história na Escola Cardeal Arcoverde e formatou-se como professor regular. 
Pretendia mudar-se para a África, mas, no final de 1979, foi trabalhar como Gerente de Bem-Estar Social no SESC de Rio Branco, no Acre; após apresentar uma palestra no mesmo Estado sobre imprensa, comunicação e meio ambiente. Trabalhou no campo cultural e de lazer, montou peças teatrais e organizou apresentações musicais. Utilizou a posição para fortalecer a comunidade indígena e promover encontros, tendo conhecido e se aproximado de Chico Mendes. Diante dessa atuação, o SESC fez uma articulação para a sua saída do cargo, conduzindo-o ao cargo de Coordenador de Ação Cultural do Estado do Acre, que correspondia ao atual Secretário de Cultura. 
Em 1982, ocupando este último cargo, participou de uma reunião nacional do MEC em Brasília, quando defendeu que a pauta preestabelecida não atendia em nada aos interesses do Acre, e sim que seria importante dar voz aos diversos representantes para que pudessem expor os anseios e traçar um projeto nacional em termos de cultura. Daí em diante, todas as reuniões acataram a ideia. Foi relator da reunião que pela primeira vez exigiu a criação do Ministério da Cultura. Propôs a criação do Pacto Cultural da Amazônia e foi coordenador do projeto enquanto existiu. Conseguiu desenvolver o projeto Saber Comum com Governo Federal para diagnóstico cultural do Estado do Acre, visando conhecer a cultura popular sem pretender introduzir novos e externos padrões culturais. 
Quando o Secretário de Cultura do Estado de São Paulo era João Carlos Martins, promoveu a Feira de Cultura do Brasil, com amplo envolvimento de todos os Estados brasileiros. No Acre, também atuou como jornalista no jornal Rio Branco e no Folha do Acre; e, depois, na última fase, foi editor do jornal Gazeta do Acre. Ainda no Acre, saindo dos cargos antes descritos, teve uma empresa de comunicação social e trabalhou para o primeiro governo eleito do Estado, pois antes o Governo era indicado.Ajudou a construir as primeiras organizações pró Diretas Já no Estado do Acre. 
Voltou para o Rio de Janeiro, onde passou um ano na área de jornalismo e imprensa do CESP, inclusive no período da 8ª Conferência Nacional de Saúde, que concebeu a atual noção do Sistema Único de Saúde. Mudou-se para Ilhéus e Camacan em 1987, onde retomou o contato com as origens familiares e com a cultura do cacau. Participou ativamente perante os Governos Estadual e Federal após a disseminação da vassoura-de-bruxa para chamar à ordem sobre a crise que estava se instalando. 
Começou a dar aulas de redação no Colégio Vitória, em Ilhéuscom novos métodos de ensino, baseados na formação que teve no Jornal do Brasil. Em março de 1990, entrou para o Instituto Nossa Senhora da Piedade, na gestão da Irmã Georgina Costa, onde permaneceu até a aposentadoria. Na Piedade, montou a peça Cidadão Jesus, durante 4 anos;a peça Dores de Maria, durante 3 anos;a peça O Grito da Voz de Dentro, com fragmentos de diversas obras sobre a consciência; escreveu o roteiro de dois desfiles, um de uma escola de samba em 1992, De Colombo a Collor, com 1100 participantes, inclusive Chica de Cidra e Leto Nicolau, e o outro em agradecimento à comunidade pelo apoio à restauração da Piedade. Em 1992, festejou os 80 anos de Jorge Amado com a presença do autor em um grande evento na Piedade, juntamente com as escolas Ursulinas de Salvador e Ribeirão Preto, tendo na programação montagens sobre os 5 livros do autor que abordam Ilhéus e região. 
Em 1998, foi convidado por Renée Albagli para auxiliar a Universidade Estadual de Santa Cruz na programação dos 500 anos do Brasil e montar um espetáculo baseado no texto O Auto do Descobrimento, de Jorge de Souza Araújo. A partir desse espetáculo, fundou o Núcleo de Artes da UESC, responsável pela formação inicial de artistas que até hoje se apresentam em Ilhéus. Nesse Núcleo, implantou o sistema de teatro de modelagem que aprendeu com Martim Gonçalves, na Embaixada Francesa do Rio de Janeiro, desenvolveu também trilhas sonoras e peças, como O Auto da Compadecida e Terras do Sem Fim. Ainda no Núcleo, escreveu a peça Cururupe, sobre a batalha dos nadadores. 
No Colégio Instituto Nossa Senhora da Piedade, em Ilhéus, entre 2008 e 2015, criou e coordenou o Programa de Educação Global, que levava e recebia alunos em intercâmbio por escolas Ursulinas ao redor do mundo, alocando-os em famílias locais, além de apresentá-las a cultura das respectivas cidades e de contribuir para o aperfeiçoamento dos professores envolvidos. Em Ilhéus, dirigiu espetáculos em programações locais, tais como Prata da Casa e Projeto Seis e Meia, e em ambientes locais, como a Casa dos Artistas. Durante o período de residência na Bahia, escreveu três livros, ainda inéditos: Então Eu Grito, de poesia; “Museu meu, de poesia; Sustos sem suspiros, de contos. Compôs com Luciano Sanjuan Portela a música Ilhéus, que homenageia a cidade, gravada por Marcelo Ganem. (Na foto, ladeado pelas acadêmicas Jane Hilda Badaró e Anarleide Menezes, em evento cultural de Ilhéus. )  

ABERTO PERIODO ELETIVO PARA CADEIRA N. 15 DA ALI, COM CANDIDATURA ÚNICA DE FABRÍCIO BRANDÃO  


Encontra-se aberto o período de votação para a cadeira de n. 15 da ALI, anteriormente ocupada por Newton Pádua, com encerramento marcado para 29 de novembro próximo, às 17 horas. Fabrício Brandão é candidato único, por indicação dos membros presentes na reunião ordinária de 25 de outubro p.p., conforme ditames regimentais. Graduado em Comunicação Social pela UFES -Universidade Federal do Espírito Santo, Fabrício enveredou pelo ofício de editor cultural, editando a Revista Eletrônica de Literatura e Artes “Diversos Afins”, mensalmente,desde 2006, juntamente com Leila Andrade.Natural de Ilhéus- Bahia,”tem uma profunda e misteriosa relação com a palavra escrita, além de um amor táctil e espiritual pelos livros, fato que o desloca a lugares invisíveis com alguma freqüência”, conforme afirma. Produz textos literários ligados à poesia e prosa, bem como resenhas e ensaios sobre literatura, cinema, música, artes plásticas e fotografia. Atuou como parecerista ad hoc de texto original apresentado para publicação junto à Editus- Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz. Amante da sétima arte, engajou-se em projetos de exibição de filmes, a exemplo do Cinema BR em Movimento. Alguns de seus versos estão dispersos pela coletânea Diálogos – Novo Panorama da Poesia Grapiúna (Ed. Via Litterarum/Editus – 2010 – 2ª edição). Na categoria conto, integrou a coletânea Traços Tortos (Contos & Crônicas), publicada em 2015 pela Editora Mondrongo. Morou em quase todas as regiões do país, e deduz que sua sina não respeita endereço fixo. Atualmente é mestrando em Letras: Linguagens e Representações pela UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), cuja linha de pesquisa reúne literatura e cultura. Membro do Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus, representante da cadeira de literatura. 



Texto (e/ou org.): Jane Hilda Badaró /Secretária Geral da ALI – novembro 2017 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

"CUIDAI DA ROSEIRA... COMPENSA A ESPERA A ROSA PRIMEIRA"

POSSE DE JANE HILDA BADARÓ, QUE A PARTIR DE AGORA OCUPA A CADEIRA N. 6  FOI COM POESIA E MUITA CELEBRAÇÃO

Jane Hilda, ao centro, nova acadêmica

Em 22 de setembro p.p , tomou posse  na ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS a poeta, jornalista, professora , advogada e artista plástica JANE HILDA MENDONÇA BADARÓ, ocupando a cadeira n. 6, outrora pertencente a sua mãe  JANETE MENDONÇA BADARÓ.  A  cerimônia, presidida por ANDRÉ LUIZ ROSA, foi bastante prestigiada por  familiares e amigos. Estiveram presentes os acadêmicos: Aleilton Fonseca, Antônio Lopes, Arléo Barbosa, Antônio Ezequiel Nunes, Josevandro Nascimento, Neide Silveira, Jabes Ribeiro, Hans Schaeepi,  Geraldo Lavigne, Anarleide Menezes , Gerson dos Anjos.Impossibilitados de se fazerem presentes,  encaminharam congratulações os acadêmicos Eliane Sabóia, Neuzamaria Kerner,Neuza Nascimento,  Baísa Nora, Raymundo Laranjeiras, Everaldo Brito, Pawlo Cidade, dentre outros. A saudação da nova acadêmica foi feita por Maria Schaun. 
 
O discurso de posse  de Jane Hilda deu conta do surgimento das Academias, pontuando historicamente o inícios das academias francesa, brasileira, da Bahia, até chegar na academia ilheense, indicando também  os objetivos propostos pelas mesmas , além  de ter discorrido sobre o patrono da cadeira , o Coronel Antônio Pessoa da Costa e Silva, do Fundador Leones da Fonseca e da primeira efetiva Janete Badaró: 


Abaixo, excerto do mesmo, o intróito:  

“Cuidai da roseira...
compensa a espera
a rosa primeira.” [1]

Trazendo-lhes esta pérola de haikai, sabiamente intitulado “Experiência”, da lavra do saudoso poeta Abel Pereira, inicio minha oratória, nesta Casa.

Pois bem, senhores, e senhoras, o meu coração pulsa acelerado! Forte emoção invade meu peito nesta noite, marcada pela generosidade dos confrades e confreiras, insígnes acadêmicos ilheenses, que ora me acolhem, para, doravante, convivermos sob este teto que agasalha a cultura e as artes - a Academia de Letras de Ilhéus- carinhosamente chamada de “Casa de Abel”, por justíssima homenagem ao seu fundador e primeiro presidente - plantador, e jardineiro - Abel Pereira. Sua roseira continua produzindo e encantando por aqui...
De logo, agradeço a calorosa recepção neste cenáculo, e me penitencio pelas belas coisas que agora sinto, mas que não sou capaz de dizer por que as palavras que sei são insuficientes para expressar - mas que são impressões gravadas para sempre, qual  delicadas flores do campo, colorindo e perfumando minh’alma. Um jardim semeado em dias de Primavera, a mais bela das estações!



Em mim há também um sentimento, que, a princípio, poderia ser contraditório, mas que, ao final, se unifica! Um, pelo vagar da cadeira n.6, cujo motivo se deu com o passamento da sua anterior ocupante, Janete Mendonça Badaró, minha doce e querida poeta mãe, como gosto de chamá-la. Uma saudade enorme me toma no caminhar dos dias, e também nesta hora. Contudo, sua presença é tão viva e intensa em mim, que não hei de alagar-me em lágrimas de tristeza, mas sim, deixar-me-ei contagiar pela alegria de imaginar seu belo sorriso e seu contentamento, se aqui estivesse – sentada,  no local reservado aos imortais, o seu lugar - apreciando este momento, para mim tão honroso e glorioso, quanto para ela também fora um dia!

Chego humildemente na Academia de Letras de Ilhéus, até porque trago uma bagagem ainda por fazer. Espírito inquieto que sou, gosto de rabiscar escritos jurídicos, traços, palavras e cores. É certo que, reiteradas vezes, me pego distraída a abrir portinholas da imaginação para deixar-me passear livre entre céu, mar e terra. Chego, entretanto, neste sodalício, com atenção devida, pés no chão, e o firme propósito de "servir a pátria - servindo a minha cidade – cultuando as letras e as artes". Diante de mim um portal se abre, e uma estrada se delineia – cumpre-me atravessá-los para que a caminhada prossiga, tratando, de atender, pois, o chamado,  o convite, ao crescimento intelectual e ao crescimento interior. 


Quanto a ela, minha amada poeta mãe Janete Badaró, em meus silenciosos momentos de reflexão e trabalho espiritual, já lhe pedi a devida licença, me comprometendo a honrar a cadeira n. 6, da qual ela foi primeira efetiva, e que passo a sucedê-la. Uma grande responsabilidade que assumo com alegria, posto que, também dentro de minhas lembranças, e do meu coração, ela é imortal! Aí um dos sentidos mais sublimes de imortalidade: o eterno amor que nos une, o amor que ela espalhou nos caminhos trilhados enquanto encarnada. Além da beleza de sua vida, e de sua obra literária, que agora, mais que nunca, tenho o dever, e a grata satisfação, de fazer perpetuar”.

"Acredito que uma força divina determinou o meu destino - e que nossos caminhos são iluminados segundo essa força. Sinto-me privilegiada pelos presentes que recebi, e acredito que serei agraciada com essa luminosidade para meus descendentes mesmo depois que eu me torne apenas um rastro de sonho a perpetuar o TODO...”.  [2]

Sim! Janete Mendonça Badaró consignou, em seus escritos, este pensamento. Mais que uma reverência ao Divino, e uma doce oração típica de um coração maternal, percebo ai também um pensamento premonitório - se considerarmos este honroso e mágico momento - quando eu, sua filha, sua descendente, com necessário esforço, e grande determinação, venho seguir nesta confraria as suas pegadas, o seu rastro de luz ...

E assim, senhores e senhoras, considerando que “as academias inventaram os discursos” [3], e que me cabe a missão de atender ao tradicional protocolo, ainda nesta assentada virei discorrer sobre o Patrono, o Fundador, e a ocupante anterior da cadeira n. 6. Uma atribuição que transbordo em satisfação, embora destituída da eloqüência pedida para ocasião tão nobre, mas pela oportunidade de aprender com a notoriedade de suas trajetórias, e assim também homenageá-los. Aqui mais um sentido da imortalidade: cada novo membro que se associa a este sodalício, há de trazer a lume os elogios aos antecessores de sua cadeira!  E então, a história é rememorada, ao tempo que segue adiante, devendo-se tudo registrar nos anais desta Casa, para que sua memória esteja sempre viva!"
 


[1] Haikai intitulado “Experiência”, de autoria de Abel Pereira. In: Reflexões Acadêmicas, pág. 21- Francolino Neto.
[2]  Texto encontrado em escritos inéditos de Janete Mendonça Badaró.
[3]  discurso de posse na Academia Brasileira de Letras de J.C de Macedo Soares, reproduzido em discurso de recepção feito por Higino Brito para Luiz Augusto da Franca Crispim na Academia Paraibana de Letras em 28 de abril de 1979. In: Revista da Academia Paraibana de Letras, set 1984, pág 51. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

PRESIDENTE DA ACADEMIA DE LETRAS LANÇA SEU MAIS NOVO LIVRO



O Presidente da Academia de Letras de Ilhéus, André Luiz Rosa, lançou em 13 de setembro o livro intitulado "In Memorian". Na oportunidade falou sobre o histórico concepcional do trabalho, que integra parte de seus estudos enquanto professor pesquisador de História na Uesc, envolvendo aspectos de história regional. Estiveram presentes acadêmicos , intelectuais, familiares e amigos. 




JANE HILDA BADARÓ OCUPA CADEIRA N. 6 NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS


Em 22 de setembro próximo, às 19 horas, a Academia de Letras de Ilhéus realiza sessão festiva de posse da nova acadêmica Jane Hilda Mendonça Badaró (foto), para a cadeira n.6, cadeira anteriormente ocupada por sua genitora Janete Mendonça Badaró, e cujo patrono é Antonio Pessoa Costa e Silva e Fundador Leones da Fonseca. Primeira mulher a ingressar na Academia de Letras de Ilhéus, a escritora, advogada, jornalista e poeta ilheense Janete Mendonça Badaró nasceu em 16 de julho de 1935, e morreu em 25 de julho de 2015. Nos seus 80 anos de vida construiu uma bela história. Casou-se com Carlos Alberto Ramagem Badaró (in memoriam) e teve cinco filhos: Arilton Carlos, Jane Kátia, Jane Suely, Carlos Alberto Filho e Jane Hilda. Formou-se em Letras e Direito, escreveu dois livros de poesias, intitulados “Momentos” e “Máscaras em Procissão”, exerceu funções em cargos públicos no município de Ilhéus, e atuou na imprensa regional por vários anos. A cadeira que vagou naquele sodalício, em função de seu desencarne, doravante, passa a ser ocupada por sua filha Jane Hilda, eleita que foi, em agosto p.p., para ingressar naquela confraria. A recepção da nova acadêmica – que tradicionalmente ocorre através de um discurso de saudação por um dos membros da Casa - será feita pela escritora e jornalista, Maria Schaun, em sessão conduzida pelo professor André Luiz Rosa Ribeiro, Presidente da ALI.

A nova acadêmica, de múltiplos dons, possui diversas publicações de textos  jurídicos, textos jornalísticos, colunas de arte e cultura, colunas de variedades, crônicas, e poesias, em jornais, revistas, periódicos e blogs, além de participação em coletâneas regionais de poesias. É autora do livro "Imagens e Sentimentos: Poemas (Des)engavetados  e Pinturas"- editora Mondrongo, 2016. Seu livro contém um “prefácio póstumo” de Abel Pereira, que nos idos de 1991 escreveu o poema “Versos Circunstanciais” – à propósito da sua poesia.  É também artista plástica com várias exposições individuais em Ilhéus, e participações em exposições coletivas em Ilhéus, em outros estados brasileiros, e em outros países, a exemplo de França, Portugal, Espanha, Japão, dentre outros. É Membro da Academia Latino-Americana de Arte- ALA- presidida por Fabio Porchat, com participação em livro bilingue editado por aquela instituição. Em 2012 esteve participando do Salão de Arte Contemporânea no Carrousel do Louvre, em Paris, sob a chancela do Governo Brasileiro, após vencer edital próprio. Levou obras com a temática amadiana, por ela produzidas, no ano das comemorações do centenário de Jorge Amado.

“Chego humildemente na Academia de Letras de Ilhéus. Espírito inquieto que sou, gosto de rabiscar escritos jurídicos, traços, palavras e cores - e, reiteradas vezes, me pego distraída a abrir portinholas da imaginação para deixar-me passear livre entre céu, mar e terra- chego, entretanto, neste sodalício, com atenção devida, pés no chão, e o firme propósito de "servir a pátria - servindo a minha cidade – cultuando as letras e as artes". Diante de mim um portal, e um caminho, que chamam ao crescimento intelectual e ao crescimento interior. Quanto a ela, minha amada poeta mãe Janete Badaró, em meus silenciosos momentos de reflexão e trabalho espiritual, já pedi licença, me comprometendo a honrar a cadeira n. 6 da ALI, da qual ela foi titular, e que passo a sucedê-la. Uma responsabilidade que assumo com alegria, posto que, dentro de minhas lembranças, e do meu coração, ela está muito viva! Aí um dos sentidos mais sublimes de imortalidade: pelo eterno amor que nos une, pelo amor que ela espalhou nos caminhos trilhados enquanto encarnada. E pela beleza de sua vida e se sua obra, que agora, mais que nunca, tenho o dever de perpetuar”, diz Jane Hilda.

AS INDICAÇÕES PARA A VAGA DO MESTRE DORIVAL DE FREITAS JÁ PODEM SER REALIZADAS


Os membros da Academia de Letras de Ilhéus já podem fazer as indicações para a vaga da Cadeira n. 11, antes ocupada pelo Mestre Dorival de Freitas. Na próxima reunião ordinária devem ser apresentados os nomes ou o nome que poderá ocupar a cadeira do professor.

Professor Dorival, como ela carinhosamente chamado nos deixou no dia 28 de junho de 2016, próximo de completar 84 anos.

ABERTA VOTAÇÃO PARA OCUPAÇÃO DA CADEIRA DO SAUDOSO PROFESSOR CLÁUDIO SILVEIRA

Cláudio Silveira, agachado. Foto do final dos anos 50. Fonte: R2cpress

Estão abertas as eleições para preenchimento da Cadeira nº 02, ocupada pelo professor Cláudio Fausto da Silveira. O saudoso mestre foi diretor e professor do antigo Centro Educacional Álvaro Melo Vieira; era advogado, foi vereador e também membro da Loja Maçônica Regeneração Sulbaiana. 

Após a reforma dos estatutos e regimento interno da Academia de Letras de Ilhéus o processo de ingresso agora é feito pela indicação de um novo membro por três ou mais confrades ou confreiras da academia. Após indicação, o candidato é submetido à aprovação de todos os membros por voto direto e secreto. Se confirmada a votação de 50% + 1, ele ou ela é eleito.


Para a cadeira nº 02, cujo patrono foi Afrânio Peixoto e o fundador o jurista Francolino de Queiroz Neto, foi indicado o professor de literatura Sebastião Maciel Costa (foto), autor do livro "Autorregulação de aprendizagem e autonomia do educando". A votação já foi deflagrada e vai até o dia 01 de outubro. Todos os membros podem votar por voto direto, com cédula, na sede da academia ou confirmar seu voto pelo e-mail: academiadeletrasdeilheus@gmail.com 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

REUNIÃO ORDINÁRIA DA ACADEMIA DE LETRAS PARA APURAÇÃO DE VOTOS


No próximo dia 24, a partir das 17h, os membros da Academia de Letras estarão reunidos para apuração dos votos da candidata Jane Hilda Badaró, que concorre à cadeira da saudosa confreira e poetisa Janete Mendonça Badaró (foto).

Janete Mendonça Badaró ocupou a cadeira nº 6, fundada por Leones da Fonseca, tendo como patrono Antonio Pessoa Costa e Silva.

A reunião será na sede da própria Academia.

terça-feira, 30 de maio de 2017

REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA NO DIA 1 DE JUNHO

Prezados Confrades, senhoras Confreiras,

Da ordem do presidente, André Luiz Rosa Ribeiro, convocamos todos os membros desta Academia para reunião extraordinária a ser realizada no dia01 de junho de 2017, às 17 horas, na sede da academia, com a seguinte pauta:

- Leitura e Aprovação da redação final do novo regimento.

Aguardamos a presença de todos.

Cordialmente,

Pawlo Cidade
Secretário Geral
ALI

quarta-feira, 5 de abril de 2017

ABERTO PERÍODO DE VOTAÇÃO PARA ESCOLHA DE NOVA CONFREIRA



Prezados Confrades, Prezadas Confreiras,



No período de 05 de abril a 5 de maio de 2017 estaremos recebendo os votos para eleição da vacância da cadeira nº 29, anteriormente ocupada por Dom Caetano. Temos apenas uma candidata ao cargo. Trata-se da professora e gestora cultural Anarleide Cruz Menezes.

Os votos estarão a disposição de todos na recepção da Academia de Letras, em sua sede, à Rua Antonio Lavigne de Lemos. Aqueles que não residem em Ilhéus poderão fazê-lo manifestando seu voto a favor ou não, via e-mail. 

E-mail da Academia: academiadeletrasdeilheus@gmail.com 


Maiores informações pelo telefone: 73. 3231.1612 ou pelo celular: 73.9.9998.2555

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

ELEIÇÕES - PERÍODO DE VOTAÇÃO




Senhores e senhoras membros da Academia de Letras de Ilhéus,

O presidente Josevandro Nascimento, no uso de suas atribuições, comunica aos membros efetivos desta Academia que estará aberta no período de 14 a 19 de dezembro a votação da chapa candidata ao biênio 2017-2018, com a seguinte composição:

Presidente: André Rosa
Vice Presidente: Arléo Barbosa
Secretário-Geral: Pawlo Cidade
1ª. Secretária: Maria Schaun
2º Secretário: Josevandro Nascimento
1º Tesoureiro: Gerson dos Anjos
2º Tesoureiro: Gustavo Cunha
Diretor de Biblioteca: Geraldo Lavigne
Diretora de Revista: Maria Luiza Nora

Os membros residentes no Município de Ilhéus deverão retirar e, concomitantemente, depositar seu voto na sede da Academia de Letras de Ilhéus, em horário comercial. Para os não residentes o voto poderá ser enviado para o e-mail: academiadeletrasdeilheus@gmail.com  colocando no campo assunto: “Eleição 2016”. E no corpo do e-mail a palavra “SIM” ou “NÃO”.

Atenciosamente,


Comissão de Eleição