sexta-feira, 5 de março de 2021

CONVOCAÇÃO


ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS

CONVOCAÇÃO

 P/ ABERTURA ANO ACADÊMICO 2021 


POSSE NOVA DIRETORIA PARA BIÊNIO 2021 A 2023



A ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS CONVOCA SEUS MEMBROS PARA REUNIÃO DE ABERTURA DO ANO ACADÊMICO DE 2021, QUANDO OCORERRÁ A POSSE DA NOVA DIRETORIA PARA O BIÊNIO 2021 A 2023, A REALIZAR-SE DE FORMA REMOTA, EM 14 DE MARÇO DE 2021, ÀS 18 HORAS. *** O LINK PARA ACESSO À REUNIÃO SERÁ DIVULGADO OPORTUNAMENTE. 

DIRETORIA QUE SERÁ EMPOSSADA:



PRESIDENTE: PAWLO CIDADE

VICE-PRESIDENTE: GUSTAVO CUNHA

SECRETÁRIA-GERAL: JANE HILDA BADARÓ

PRIMEIRO SECRETÁRIO: SEBASTIÃO MACIEL

SEGUNDA SECRETÁRIA: LUH OLIVEIRA

PRIMEIRA TESOUREIRA: ANARLEIDE MENEZES 

SEGUNDO TESOUREIRO: LEÔNIDAS AZEVEDO. 



SAUDAÇÕES CORDIAIS,



ANDRÉ LUIZ ROSA RIBEIRO- PRESIDENTE

JANE HILDA M. BADARÓ – SECRETÁRIA GERAL

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

AINDA SOBRE NOSSO SAUDOSO CONFRADE GUMERCINDO DÓREA

Morre Gumercindo Rocha Dorea, primeiro editor de Rubem Fonseca – Rascunho

EDITOR BAIANO MORREU HOJE EM SÃO PAULO


Por Sérgio Mattos


O jornalista e editor Gumercindo da Rocha Dorea morreu hoje(21/2/2021) em São Paulo com a idade de 96 anos. Transcrevo a seguir o que escrevi sobre ele, no livro VIDA PRIVADA NO CONTEXTO PÚBLICO (Quarteto, 2015, páginas 227-228): 

“Abro aqui parênteses para fazer justiça ao jornalista e escritor Gumercindo Rocha Dorea, baiano de Ilhéus, que é um dos mais importantes editores nacionais, apesar de ser relegado e contestado devido às suas ligações com o integralismo. As Edições GRD, no entanto, independentemente das posições ideológicas de seu editor, foram responsáveis pela renovação da literatura nacional. Gumercindo Rocha Dorea foi responsável direto pelo lançamento dos primeiros livros de autores hoje consagrados, a exemplo de Rubem Fonseca, Nelida Piñon, Fausto Cunha, Gerardo Melo Mourão, Astrid Cabral e Marcos Santarrita entre outros. 

Além destes, ao longo de mais de 55 anos de atuação como editor, publicou vários autores baianos independente de suas respectivas ideologias, tais como Vasconcelos Maia, Castro Alves, Oleone Coelho Fontes, Ildásio Tavares, Ivan Dórea Soares, Sérgio Mattos, Jorge Medauar, Wilson Lins, Maria da Conceição Paranhos, José Haroldo Castro Vieira, Adonias Filho, Fernando Hupsel de Oliveira, Telmo Padilha, Cyro de Matos, Rubem Nogueira, Raymundo Schaun, Euclides Neto, Fernando Sales e Claudio Veiga. No plano nacional, as Edições GRD publicaram também nomes consagrados como os de: Walmir Ayala, Antonio Olinto, Rachel de Queiroz, Bráulio Tavares, André Carneiro, Plínio Salgado, Zora Seljan, Dinah Silveira de Queiroz, Xavier Marques, Mario Faustino e José Alcides Pinto. Isto sem falar de autores estrangeiros de ficção científica que ele publicou a exemplo de Theodore Sturgeon, Zbigniew Brzezinski, Frederic Brown, Clifford D. Simak, Sheridfan Le Fanu, Morris Janowitz, entre outros. 

Em 2008, quando estava preparando tese de doutoramento sobre o integralismo no Brasil, Rodrigo Christofoletti gravou depoimento de Gumercindo Rocha Dorea sobre o seu papel como editor em 4/6/2008. Na oportunidade Gumercindo se queixou: ‘[...] jamais tive conselho consultivo na GRD. Só publicava como, aliás, processo até hoje, o que eu lia e aprovava. E veja: nunca tomei posição contrária aos autores não integralistas; Este é um ponto que poucos divulgam [...] os perdedores preferem dizer que um integralista sectário e que por isso pouco me importo com a boa literatura. As obras é que me interessavam, não as ideologias de seus autores! Já editei textos de integrantes do PCB, por exemplo, a mulher do Rubem Braga, a Zora Seljan, primeira mulher a correr is países da cortina de ferro após a guerra – o que lhe trouxe desilusão e abandono do comunismo, de quem publiquei o livro: Três mulheres de Xangô, causando pasmo na intelectualidade carioca de meados dos anos sessenta.’ 

Como já tive oportunidade de dizer, mantenho em minhas relações de amizades pessoas que defendem ideologias, pontos de vistas e opções de vida completamente diferentes das minhas. Nunca tive problema em conviver com os contrários e, apesar de não ser integralista, leia-se direitista, de certa forma, já senti na pele o peso do patrulhamento ideológico com relação aos meus livros de poemas que foram editados pela GRD. Tais como Estandarte (1ª edição, 1995; 2ª edição, 1996; e 3ª edição, 1996), Trilha Poética (1998) e Essência Poética (2011). Livros graficamente muito bem produzidos e que foram sucesso de vendas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

MORRE GUMERCINDO ROCHA DOREA, MEMBRO DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS

Gumercindo foi um dos pioneiros da ficção científica no Brasil(foto: Matheus Daisy/Wikipedia)

Fomos pegos de surpresa com o passamento do confrade Gumercindo Rocha Dorea*, ocupante da cadeira nº 40, da Academia de Letras de Ilhéus, ocorrido seu deu no último domingo, 21 de fevereiro de 2021. O jornal Estado de Minas, em seu suplemento cultural, dedicou um extenso artigo sobre sua trajetória literária no qual reproduzimos aqui na íntegra:

Primeiro editor de escritores que se tornaram célebres, como Rubem Fonseca e Nélida Piñon, além de ter sido um dos pioneiros na divulgação da literatura de ficção científica no Brasil, Gumercindo Rocha Dorea morreu neste domingo (21/02) aos 96 anos, em decorrência de complicações do tratamento de um câncer. O velório aconteceu no dia 21/02/2021, entre 12h30 e 14h30, no Memorial Parque Paulista, onde o corpo será sepultado em seguida.

Nascido em Ilhéus, na Bahia, em 1924, mudou-se com a família dez anos depois para Salvador, onde foi aluno do filólogo Herbert Parentes Fortes, um dos principais intelectuais e líderes da Ação Integralista Brasileira (AIB).

Aos 20 anos, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, formando-se em Direito. Lá, escreveu para o jornal "A Marcha", ligado ao Partido de Representação Popular, e entrou em contato com o mentor do integralismo, Plínio Salgado (1895-1975), que sedimentaria suas convicções políticas conservadoras.

Atuou como jornalista em diversos órgãos de imprensa, como o jornal "Folha Carioca". Em 1956, fundou as Edições GRD, que traziam suas iniciais, com a publicação de Filosofia da Linguagem, de Herbert Parentes Fortes.

Sua ousadia, visão e compromisso altruísta com a promoção da cultura brasileira fizeram com que ele lançasse os primeiros livros de autores que, então desconhecidos, logo se firmariam como grandes nomes da literatura brasileira, como Rubem Fonseca, Nélida Piñon e o poeta Gerardo Melo Mourão, entre outros, que logo se tornaram conhecidos como membros da Geração GRD.

O lançamento de "Os Prisioneiros", em 1963, de Fonseca, aliás, rendeu uma boa história, pois ele trabalhava como diretor na Light, empresa de geração e distribuição de energia elétrica. Uma de suas secretárias, Fernanda, à revelia do chefe, entregou a Gumercindo alguns contos que Fonseca guardava na gaveta. Impressionado com a qualidade, o editor imprimiu algumas provas do livro e as levou para Fonseca.

"Olha, um anjo misterioso me deu os originais de seu livro", disse Gumercindo, o que irritou Fonseca, a ponto de soltar um monte de impropérios. Uma semana depois, mais calmo, concordou com a edição do livro, mas exigiu que a capa fosse feita pelo filho Zeca, de 6 anos. Depois de "Os Prisioneiros", seguiu-se "A Coleira do Cão", cujo sucesso foi tamanho e motivou Fonseca a se transferir para uma editora maior.

No campo literário, Gumercindo entrou em contato com a ficção científica pela primeira vez por meio do "Suplemento Juvenil", que circulou no país entre 1934 e 1945, e pelo qual descobriu personagens clássicos dos quadrinhos, como Flash Gordon, Buck Rogers e Brick Bradford.

Motivado pela leitura, o ainda jovem Gumercindo teve uma espécie de revelação quando, aos 20 anos, ia montado em um burro de Salvador para a usina de açúcar de seu pai, no Recôncavo Baiano.

"Levantei a cabeça, tomei um bruto susto, a impressão que me deu foi que aquilo ia despencar repentinamente. Era o céu salpicado de estrelas, de uma beleza, nunca me saiu da memória", contou ele em entrevista ao 'Aliás', em 2017. A experiência o fez abrir caminho para a ficção científica no Brasil.

Ele foi primeiro a criar uma coleção dedicada a publicar sistematicamente as obras do gênero de 1958 em diante, quando lançou "Além do Planeta Silencioso", de C.S. Lewis. Foi o ponto de partida para que sua editora revelasse ao país autores do nicho como Ray Bradbury, H.P. Lovecraft, Dinah Silveira de Queiroz (que lançou, em 1960, os contos de Eles Herdarão a Terra) e Robert Heinlein.

Em 1961, publicou a primeira Antologia Brasileira de Ficção Científica, com trabalhos de Diná, além de Antônio Olinto, Rachel de Queiroz e Fausto Cunha, dentre outros. Sua importância para a divulgação do gênero no Brasil é reconhecida em um verbete da SFE (Science Fiction Encyclopedia), de Londres, que o considera "o mais importante na história da ficção científica brasileira", tendo sido "em larga medida responsável pela Primeira Onda da Ficção Científica Brasileira (1958-1972)" que, sem ele, "poderia talvez nem ter ocorrido".

Com o golpe militar de 1964, Gumercindo mudou o foco de suas publicações de ficção científica, concentrando-se na tradução de publicações europeias. Entre os autores nacionais, o olhar era para os críticos do regime, com destaque para "Não Verás País Nenhum" (1981), de Ignácio de Loyola Brandão.

Em 1972, já vivendo em São Paulo, Gumercindo trabalhou na Convívio - Sociedade Brasileira de Cultura por cerca de cinco anos. Nesse período, coordenou a edição da revista Convivium e a coleção Biblioteca do Pensamento Brasileiro, ambas publicadas pela Editora Convívio.

Em 2002, publicou o livro "Ora, Direis… Ouvir "Orelhas" Que Falam de Livros, Homens e Ideias", reunião das "orelhas" das obras publicadas e escritas pelo autor, que declara, na própria orelha desse livro, que as escreveu com pleno conhecimento do significado e sua possível projeção. "Se repercutiram, bem ou mal, quis ter a sensação de que estava fazendo o que me competia investido que me achava num papel fundamental para a evolução de meu país", anotou.


Fonte: Estado de Minas Cultura: https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/02/21/interna_cultura,1239606/morre-gumercindo-rocha-dorea-que-lancou-rubem-fonseca-e-nelida-pinon.shtml


* Gumercindo Rocha Dorea era membro da cadeira nº 40, cujo patrono foi Xavier Marques e o fundador Osvaldo Ramos. "O editor foi um dos pioneiros na divulgação da ficção científica no país; aos 96 anos, ele foi vítima de complicações por um tratamento de câncer".

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS REALIZOU ABERTURA DO ANO ACADÊMICO 2020 COM REUNIÃO VIRTUAL



A sessão de abertura do ano acadêmico de 2020 estava prevista para acontecer em 14 de março p.p., como é de tradição da Casa de Abel. A data é regimental, e foi escolhida em homenagem ao nascimento do escritor Castro Alves. Ocorre, que, excepcionalmente este ano, a sessão não pode ser realizada, visto que a declaração da pandemia de COVID-19 foi feita no dia 11 de março, o que impossibilitou, após esta data, realização de eventos presenciais com aglomeração social. Em 2019 a ALI realizou eventos diversos para comemorar seus 60 anos de sua fundação, ocorrida em 14 de março de 1959. É uma das Academias de Letras mais antigas do Brasil, e seu material humano, desde a fundação, confere-lhe grande importância. 

 

Desta forma, a Academia de Letras de Ilhéus, na esteira das transformações que os tempos atuais exigem, abriu o ano acadêmico de 2020 no último dia 5 de agosto p.p., de forma remota, com uma reunião virtual, dirigida pelo Presidente da ALI André Rosa, quando dezessete (17) dos seus membros se fizeram presentes. Durante o período de março a agosto vários acadêmicos realizaram lives, que ficam registradas nos anais da instituição, pela contribuição prestada ao desenvolvimento da arte e da cultura ilheense, que é um dos objetivos primordiais da mesma.  

 

Decidiu-se que o primeiro número da Revista ESTANTE, publicação comemorativa dos 60 anos da Academia de Letras de Ilhéus, trazida à lume para fechar o ano do seu sexagésimo aniversário, será lançada, presencialmente, na abertura do ano acadêmico de 2021, em 14 de marco próximo, quando se espera que a pandemia já tenha sido controlada, em função da existência das vacinas que estão sendo anunciadas para distribuição em poucos meses. Também foram traçadas as metas para o ano em curso, com atividades remotas diversas, que serão divulgadas na medida dos seus agendamentos. 

A próxima reunião remota acontecerá em 4 de setembro vindouro.  

 

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

RESENHA DE Jorge Amado: "DOIS LIVROS DE CYRO DE MATTOS


Jorge Amado (1912 - 2001)



Os poemas reunidos em Cantiga Grapiúna, de Cyro de Mattos, referem-se ao campo e às cidades da região do cacau, no sul da Bahia. Canto de filho amantíssimo, cuja voz se ergue no alto louvor dos pioneiros, “homens domando os ventos”, da mata, “corpo de medo”, das fazendas, “entre o nascer dos verdes e cair dos maduros”, no louvor de todos os elementos desse chão tão rico e de história tão dramática,

 

Com profunda emoção, Cyro de Mattos canta a cidade de Ilhéus no seu centenário, no magnífico “Poemazul para Ilhéus”, “repetida de azul a cidade anoitece...” Não menos belo é o poema “ Itabunamada”, dedicado à cidade de Itabuna, “minha cidade de metal”, como fala o poeta.

 

Cantiga Grapiúna, pequeno grande livro de poemas, do conhecido ficcionista Cyro de Mattos, detentor de vários prêmios brasileiros importantes, é canto construído de ternura e solidariedade. Canto de amor de um escritor que carrega dentro de si, para transformar em literatura, a epopéia e o mistério da terra grapiúna. 

 

As quatro narrativas de Cyro de Mattos, reunidas em Os Brabos, volume de recente edição da Civilização Brasileira, mereceram, ainda inéditas, o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, distribuído pela Academia Brasileira de Letras. Relator da ilustre comissão de romancistas que o concedeu (Bernardo Elis, José Cândido de Carvalho, Herberto Sales, Adonias Filho e Afonso Arinos de Meio Franco), nosso mestre Alceu de Amoroso Lima, a mais alta expressão de crítica literária brasileira, consagrou o livro e o autor.

 


No livro, Alceu de Amoroso Lima encontrou "narrativas dramáticas .e brasileiríssimas, por seu tema e por sua linguagem", e disse do autor ser ele "escritor visceralmente nosso... Admirável ficcionista." Transcrevo esses trechos do relatório do .Mestre Alceu porque sintetizam, com aquele singular poder de análise e definição, a literatura de Cyro de Mattos (foto ao lado). Realmente um escritor brasileiríssimo pela temática e pela linguagem.O tema é "o povo brasileiro mais humilde e típico" e a linguagem, depurada, exata, amplia a dramaticidade da ação, impedindo qualquer vulgaridade de sentimento, evitando qualquer recurso aos modismos tão em voga atualmente. 

 

Cyro de Mattos não se confunde à maioria de escrevinhadores que, na falta de real experiência humana e de real experimentação literária, se perdem na imitação uns dos outros, em cacoetes e fogos de artifícios enganadores. Cyro de Mattos possui uma personalidade vigorosa e original: a condição humana dos personagens que surgem de seu conhecimento e emoção nada têm de artificialismo da pequena burguesia a exibir angústia de psicanalista. O autor de Os Brabos pisa chão verdadeiro, toca a carne e o sangue dos homens,"entre sombras e abismos".

 

Largo caminho andou Cyro de Mattos do livro de estréia -estréia,aliás, marcante com Berro de fogo, em 1966, até as narrativas reunidas neste volume de 1979. O escritor cresceu, depurou-se, a poesia que é parte inerente de sua criação fundiu-se na limpidez da expressão, formando um todo harmonioso, iluminando os personagens de dentro para fora, expressando a vida solidária.

Com seu novo livro, Cyro de Mattos marca mais uma vez a presença na literatura brasileira dos escritores grapiúnas, do poderoso clã de poetas e ficcionistas nascidos da civilização do cacau no sul da Bahia. 

 

 

*Jorge Amado, “Dois Livros de Cyro de Mattos”, in Revista FESPI, janeiro-dezembro 1983, Ilhéus, Bahia. O Texto de Jorge Amado sobre Os Brabos, novelas, de Cyro de Mattos, está registrado na ata da Academia Brasileira de Letras. Já o livro Cantiga Grapiúna é o embrião de Cancioneiro de Cacau (2015, Editus/UESC), vasto poemário em que o autor evoca a epopeia e o mistério da civilização cacaueira no sul da Bahia, que rendeu a Cyro de Mattos o Prêmio Nacional de Poesia Ribeiro Couto da União Brasileira de Escritores, Segundo Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, em Gênova, Itália, e o Terceiro Prêmio Nacional de Poesia Emílio Moura da Academia Mineira de Letras, além de ser Finalista do Prêmio Jabuti.

 

segunda-feira, 27 de julho de 2020

CYRO DE MATTOS HOMENAGEIA O MUNICÍPIO DE ITABUNA COM POEMAS

O poeta Cyro de Mattos, ocupante da cadeira nº 16

Dia 28 de julho o Município de Itabuna completa 110 anos de emancipação e o confrade e poeta Cyro de Mattos faz uma justa homenagem com dois lindos poemas:
SONETO DE ITABUNA
Encontro-me no verde de teus anos,
Como sonho menino nos outeiros,
Afoitas minhas mãos de cata-vento
Desfraldando estandartes nessas ruas.
São meus todos esses frutos maduros:
Jaca, cacau, mamão, sapoti, manga.
E esta canção que trago na capanga
É o vento soprando nos quintais.
Quem me fez estilingue tão certeiro
Nos verões das caçadas ideais?
Quem nesse chão me plantou com raízes
Fundas até que me dispersem ventos
Da saudade e solidão? Ó poema!
Ó recantos! Ó águas do meu rio!

Vista aérea de Itabuna, na Bahia

CANÇÃO DE ITABUNA
Uma canção de Itabuna
Nessa estrada ressoa,
A essa altura comprida,
Vem de dentro da infância,
Nesses ventos da aventura.
Pelejando nos campinhos,
Festejando nos quintais,
São meninos como sonho,
Cada um quer ser herói,
Nesses ventos da esperança.
Todos eles um rio conhece
Nos mergulhos do verão,
Nos acenos da aurora,
Que desponta radiante
Nesses ventos da ilusão."
* Cyro de Mattos é escritor, poeta, membro da Academia de Letras da Bahia, da Academia de Letras de Ilhéus e da Academia de Letras de Itabuna. Foi o primeiro a receber o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC.

quinta-feira, 12 de março de 2020

ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS LANÇA PRIMEIRA EDIÇÃO DA SUA REVISTA EM 14 DE MARÇO PRÓXIMO.



Em 14 de março próximo, quarta-feira, às 19 horas, a Academia de Letras de Ilhéus realiza sessão de abertura do ano acadêmico de 2020, em sua sede, à Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, centro históricoao tempo que lança o primeiro número da Revista ESTANTE, uma publicação da instituição. Desde março de 2019 a ALI realizou eventos diversos em comemoração aos 60 anos de sua fundação, ocorrida em 14 de março de 1959. Assim, a Academia de Letras de Ilhéus fecha o ano do seu sexagésimo aniversário trazendo a lume a primeira edição de sua revista, batizada de ESTANTE, de modo a realizar o sonho dos membros fundadores, que já na ata de sua fundação fizeram consignar um Diretor de Revista nos quadros da Diretoria.


“Um belo trabalho de conteúdo histórico, memorialista e literário foi realizado, com dedicação dos(as) confrades”, diz André Luiz Rosa Ribeiro, atual Presidente da Academia, e integrante do Conselho Editorial da revista, juntamente com Aleilton Fonseca, Fabrício Brandão, Jane Hilda Badaró, Maria Luiza Nora (Baísa) e Ramayana Vaz Vargens. Publicada pelo selo editorial da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, a revista tem coordenação editorial de Paulo Bina, assistentes editoriais Alexsandro Mateus dos Santos, Bira Paim e Idalina Vilas Boas, projeto gráfico, editoração e capa P55 Edição de André Portugal e Marcelo Portugal, e impressão e acabamento da Empresa Gráfica da Bahia. A distribuição será direcionada e gratuita. 
A ESTANTE é composta por Memórias dos 60 anos da ALI, artigos, contos, crônicas, poesias e entrevistas, assinados por membros efetivos da Academia ilheense, a exemplo de Carlos Roberto Santos Araujo, Raymundo Laranjeira, Cyro de Mattos, Ruy Póvoas, Aleilton Fonseca, Geraldo Lavigne de Lemos, Neuzamaria Kerner, Carlos Eduardo Passos, Arléo Barbosa, Baísa Nora, Ramayana Vargens, André Rosa, Jane Hilda Badaró, Maria Schaun,  Josevandro Nascimento, Gustavo Cunha, Luh Oliveira, Fabrício Brandão, e dos saudosos Sosígenes Costa e João Hygino Filho. A imagem que compõe a capa da edição é fragmento de uma das obras de Jane Hilda Badaró, intitulada “País do Carnaval”. No miolo da revista, vê-se outras obras da artista, trabalhos que foram realizados em 2012, quando das comemorações do centenário de nascimento do escritor Jorge Amado. 
Através da realização de conferências, concursos, cursos, premiações, e outras atividades de natureza literária, artística e cultural, o sodalício ilheense é uma das Academias de Letras mais antiga do Brasil.  Também chamada de “Casa de Abel”- numa referência ao seu idealizador e fundador poeta Abel Pereira-, a ALI, que tem como lema “Patriae Litteras Colendo Serviam”, segue cumprindo sua hercúlea missão, visto que para mantê-la viva, exigiu e exige grande esforço de muitos idealistas, desde os fundadores, até seus atuais membros, intelectuais e cultores das Artes e das Letras, incentivadores e promotores da cultura nestas terras grapiúnas. Sua atual diretoria é composta por: Presidente: André Luiz Ribeiro Rosa, Vice Presidente: Carlos Roberto Arléo Barbosa, Secretária Geral: Jane Hilda Badaró, 1a. Secretária: Maria Schaun, 2o. Secretário: Josevandro Nascimento, 1o. Tesoureiro: Gustavo Cunha, 2o. Tesoureiro: Fabrício Brandão e Diretora de Revista: Maria Luíza Nora (Baísa).                                     

quarta-feira, 13 de março de 2019

A ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS COMEMORA 60 ANOS DE HISTÓRIA!



"Aos quatorze dias do mês de março de mil novecentos e cinquenta e nove (1959), nesta cidade de Ilhéus, do Estado Federado da Bahia, precisamente as 17 horas, na residência do intelectual Abel Pereira, Edifício Magalhães, 2o. andar, apartamento 2, à Praça Visconde de Mauá, reuniram-se os srs. Abel Pereira, Nelson Schaun, Wilde Oliveira Lima e Plínio de Almeida, membros da comissão de iniciativa , e mais os convidados Dom Caetano Antonio Lima dos Santos, Osvaldo Ramos, José Cândido de Carvalho Filho, Halil Medauar, Jorge Fialho e Otávio Moura- para o caso especial de se estudar o plano e consequente fundação da Academia de Letras de Ilhéus.  Nessa reunião, fizeram-se representar pelo Sr. Abel Pereira, por meio de cartas de autorização, os srs. Fernando Diniz Gonçalves, Sosígenes Costa, Camilo de Jesus Lima, Raimundo Brito, Eusígnio Lavigne, Ramiro Berbert de Castro, Flávio Jarbas, Heitor Dias, Flávio de Paula e Milton Santos”. 

Com o texto acima, foi iniciada a Ata Especial da Fundação da Academia de Letras de Ilhéus, lavrada em 14 de março de 1959, oportunidade em que registrou-se a designação da primeira diretoria do novel silogeu, composta por Presidente- Abel Pereira, 1º. Vice Presidente- Halil Medauar, 2º. Vice Presidente- Osvaldo Ramos, Nelson Schaun- Secretário Geral,  Francolino Neto-1º. Secretário, José Nunes de Aquino- 2º. Secretário, Jorge Fialho-1º. Tesoureiro, Washington Landulfo- 2º. Tesoureiro, Nilo Cardoso- Diretor da Biblioteca, e Plínio de Almeida- Diretor da Revista. 

Naquela reunião histórica, o primeiro orador, Plinio de Almeida, “disse considerar aquele dia um dos maiores para os forais ilheenses, pois que, no dia do nascimento de um dos mais altos poetas das Américas, Castro Alves, fundava-se em Ilhéus, graças aos esforços do Sr. Abel Pereira, uma Academia de Letras. Salientou o orador que o cometimento não era pequeno. Uma Academia de Letras requer muito esforço, muito denodo, muita renúncia. Ela, ao nascer, tem de fazer face a muita crítica, sendo, portanto, necessário o esforço dos fundadores para que a obra não fracasse. Esta, acentuou, não fracassará, porque nasceu sob a égide de Castro Alves, que foi um excelso poeta e magnífico batalhador”. 

A profética oratória mostra força de concretude na medida em que em 14 de março de 2019 a Academia de Letras de Ilhéus - uma das Academias de Letras mais antiga do Brasil- comemora sessenta (60) anos de fundação. Decerto a missão é hercúlea, exigiu e exige grande esforço de muitos idealistas, desde os fundadores, até seus atuais membros, intelectuais e cultores das Artes e das Letras, mantendo viva a entidade no seu fidedigno propósito expresso no lema do sodalício: “Patriae Litteras Colendo Serviam”. E a Casa de Abel – assim chamada numa referência ao seu idealizador e fundador poeta Abel Pereira- segue firme no cumprimento da missão de incentivar e promover a cultura, através da realização de conferências, concursos, cursos, premiações, e outras atividades de natureza literária, artística e cultural.

Vale assinalar alguns nomes referenciais que ocuparam uma das 40 cadeiras da ALI: Jorge Amado, Adonias Filho, Otávio Moura, Carlos Monteiro, Leones da Fonseca, Paulo Cardoso Pinto, Clarêncio Baracho, Ramiro Berbert de Castro, Otávio Moura, Pe. Nestor Passos, Osvaldo Ramos, Carlos Pereira Filho, Natan Coutinho, Leopoldo Campos Monteiro, José Nunes de Aquino, João Mangabeira, Gileno Amado, Zélia Gattai, Amilton Ignácio de Castro, Janete Badaró, Ariston Cardoso, Dorival de Freitas, Ton Lavigne, Mario Pessoa, Hélio Pólvora, Érito Machado, Raymundo Sá Barreto, Claudio Silveira, Manoel Carlos de Almeida, Hans Tosta Schaeepi, João Hygino Filho, dentre outros.  

A despeito da rica história, e maturidade, a Academia de Letras de Ilhéus é hoje uma academia jovem e vigorosa. Existe entre seus atuais membros personalidades das mais diferentes idades, desde o decano ministro José Cândido Carvalho Filho, contando seus 96 anos de vida, Gumercindo Dórea com 95 anos, até o poeta Geraldo Lavigne, hoje com 32 anos, empossado desde 2014. Todos contribuem para o crescimento e enriquecimento da instituição na medida das riquezas de suas trajetórias, da força que empreendem nas lides culturais e artísticas das terras grapiúnas, regionais, estaduais, ou de suas produções literárias. Muitos dos membros da Academia ilheense ganharam, e/ou ganham, visibilidade e reconhecimento que extrapolam as fronteiras nacionais e internacionais. 

A Academia de Letras de Ilhéus celebra portanto bodas de diamante,  e o momento será comemorado em 14 de março, na sede da Rua Antonio Lavigne de Lemos, às 19 horas, ocasião da abertura do Ano Acadêmico de 2019, com uma preleção sobre a trajetória da instituição proferida por Arléo Barbosa, e posse da Diretoria eleita para o biênio 2019-2021: Presidente: André Luiz Ribeiro Rosa, Vice Presidente- Arléo Barbosa, Secretária Geral: Jane Hilda Badaró, 1ª. Secretária- Maria Schaun, 2º. Secretário- Josevandro Nascimento, 1º. Tesoureiro- Gerson dos Anjos e 2º. Tesoureiro- Gustavo Cunha. 

Compõem ainda o quadro da Academia de Letras de Ilhéus: o decano José Cândido Carvalho Filho, Raymundo Laranjeira, Antônio Lopes, Aleilton Fonseca, Luis Pedreira Fernandes, Carlos Roberto Santos Araújo, Cyro de Mattos, Ruy Póvoas, Geraldo Lavigne, Baísa Nora, Eliane Sabóia Ribeiro, Soane Nazaré de Andrade, Ramayana Vargens, Antônio Ezequiel, Jabes Ribeiro, Maria Luiza Heine, Neuzamaria Kerner, Neuza Nascimento, Edvaldo Brito, Carlos Eduardo Passos, Mário Albiani, Pawlo Cidade, Neide Silveira, Anarleide Menezes, Sebastião Maciel, Vercil Rodrigues, Leônidas Azevedo, Gumercindo Dórea, Jorge Luiz Matos, Fabrício Brandão, Luh Oliveira e Carlos Valder Nascimento. 



Programada para ocorrer com o quadro completo - com seus membros efetivos ocupando as 40 cadeiras existentes - o destino, entretanto, resolveu surpreender, e, na semana que antecede a solenidade, no dia 8 de março p.p., o advogado João Hygino Filho se despediu deste plano, tendo deixado vaga a cadeira de número 1, e um sentimento de pesar entre seus pares, que, por ocasião da “Sessão da Saudade”, com data ainda a ser definida, eternizarão a sua memória, ressaltando os méritos que possuía enquanto pessoa, profissional e acadêmico. 

* Por Jane Hilda Badaró 
  (Secretária Geral da ALI)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

AVISO DE RECESSO


A Academia de Letras de Ilhéus comunica que devido ao recesso acadêmico, e à necessidade de reformas urgentes devido às infiltrações nas paredes, não estamos pautando nenhum evento até a abertura dos trabalhos acadêmicos em 14 de março de 2019.

Contamos com a compreensão de parceiros, amigos e colaboradores.

Cordialmente,

André Luiz Rosa Ribeiro
Presidente

quinta-feira, 17 de maio de 2018

ADEUS, AMIGO CONFRADE! ADEUS, NÃO! ATÉ BREVE.



Hans Tosta Scharppi - Membro efetivo da Academia de Letras de Ilhéus, cadeira n. 3. Nascido em Salvador, onde também fez a passagem na madrugada de 16 de maio de 2018, aos 90 anos de idade. Ilhéus perde um grande homem. Idealista, guerreiro, hoteleiro, industrial, agricultor, pecuarista, escritor, artista plástico, compositor e dramaturgo ( prêmio Silvio Bocanera Júnior). Recebeu título de Cidadão ilheense em 1985! Nesta cidade viveu durante muitos anos, e por ela demonstrava grande amor! Vá em paz, confrade! Missão cumprida!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Festa Literária de Ilhéus

Confirmada a atriz e escritora Elisa Lucinda na abertura da Festa Literária de Ilhéus


A arte marca a abertura oficial da Festa Literária de Ilhéus. O evento contará com a participação da escritora e atriz de peças, filmes e telenovelas da Rede Globo, Elisa Lucinda. A atriz participará de um bate-papo literário com a professora de Sociologia da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Flávia Alessandra de Souza. Será na próxima terça-feira (16), às 17h30, no Teatro Municipal de Ilhéus.

A escritora e professora da UESC, Maria de Lourdes Netto Simões (Tica Simões) é a homenageada desta edição da Festa Literária. O nome escolhido pela comissão organizadora levou em consideração a carreira de Tica Simões, sempre voltada para a pesquisa, leitura e literatura.

Ainda nesta cerimônia, haverá a premiação dos vencedores do III Prêmio Sosígenes Costa de Poesia e o lançamento da Campanha “Memórias de Leitura”, da Fundação Pedro Calmon (FPC). O público ainda vai poder curtir apresentações musicais, com os grupos locais Dilazenze e Mulheres em Domínio Público.




Festa Literária de Ilhéus integra Feira do Livro da UESC e Festival Literário de Ilhéus

A Festa Literária de Ilhéus será de 15 a 18 de maio, na UESC, Teatro Municipal de Ilhéus, Academia de Letras de Ilhéus, Biblioteca Municipal Adonias Filho, Casa de Arte Baiana, Human Network do Brasil, Calçadão Jorge Amado e Praça Pedro Mattos.

O evento é uma co-realização entre a Editus – Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Secretaria Municipal de Cultura, Academia de Letras de Ilhéus (ALI) e Fundação Pedro Calmon (Secult/BA), e reúne a 6ª Feira do Livro da UESC e o III FLIOS - Festival Literário de Ilhéus.

A programação geral conta com palestras, oficinas, saraus, exposições, apresentações culturais, lançamentos de livros, além de estandes para a venda de livros variados de editoras universitárias filiadas à ABEU (Associação Brasileira das Editoras Universitárias) e editoras comerciais, todos a preços promocionais. Outras informações sobre o evento podem ser conferidas no site: https://doity.com.br/festa-literaria-de-ilheus.

sábado, 5 de maio de 2018

Vem aí!


Divulgados os finalistas do III Prêmio Sosígenes Costa de Poesia


Os escritores José de Assis Freitas Filho, Maria do Carmo Sena do Nascimento e Messias Nunes Correia são os finalistas do III Prêmio Sosígenes Costa de Poesia. Eles são autores, respectivamente, dos livros "Poemas sobre a ternura das lâminas", "Na veia da palavra" e "A ascensão noturna”.

No dia 16 de maio, às 17h30, no Teatro Municipal de Ilhéus, durante a abertura oficial da Festa Literária de Ilhéus será divulgado o resultado final e haverá a premiação do vencedor. O campeão terá o livro de poemas publicado pela Editus – Editora da UESC e ganhará um prêmio de R$ 2.000,00.

As inscrições para a terceira edição do Prêmio ocorreram entre os dias 20 de fevereiro e 30 de março. Cada autor teve que se inscrever em pseudônimo e apresentar uma obra inédita. O Prêmio Sosígenes Costa de Poesia é uma realização da Editus – Editora da UESC e Academia de Letras de Ilhéus (ALI) e, nesta edição, conta com o apoio da Secretaria de Cultura de Ilhéus. Ao homenagear o escritor sul-baiano Sosígenes Costa, a organização do concurso busca valorizar, difundir e revelar novos talentos da literatura poética baiana.

Na primeira edição, em 2016, o concurso premiou Weslley Almeida, mestrando em Literatura e morador de Feira de Santana, pelo livro “Memórias Fósseis”. Já em 2017, Natan José Muniz Barreto, tradutor e professor primário, nascido em Salvador e residente em Londres, foi o ganhador da segunda edição, com a obra “Um quintal e outros cantos” – que será lançada pela Editus no dia 15 de maio, na Festa Literária de Ilhéus.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Literatura e arte na programação da Festa Literária de Ilhéus




    Contagem regressiva para a Festa Literária de Ilhéus. De 15 a 18 de maio, o evento vai oferecer palestras, oficinas, saraus, exposições, apresentações culturais, lançamentos de livros, além de estandes para a venda de títulos variados de editoras universitárias filiadas à ABEU (Associação Brasileira das Editoras Universitárias) e editoras comerciais.

    Por meio do tema “Leituras Democráticas: livros e zaps”, a Festa Literária de Ilhéus vai propor discussões, durante os quatro dias de evento, sobre a integração das juventudes com o universo dos livros nas suas diferentes plataformas e linguagens, destacando as variadas maneiras de acessar e difundir o conhecimento.

    A programação reúne nomes como a escritora capixaba Elisa Lucinda, o coordenador da Campanha Vidas Negras da ONU Brasil, Thiago Ansel; o membro da Plataforma Educação Não Formal e Tecnologias Sociais, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ex-consultor da Secretaria Nacional de Juventude, André Sobrinho, e a cantora baiana Márcia Short. As atividades contemplam todos os públicos. As crianças contarão com uma programação especial, com jogos educativos, brincadeiras, oficinas e apresentações artísticas.

    Inovadora, a Festa Literária nasce como uma ação integradora entre dois grandes eventos literários já consagrados na região: a 6ª Feira do Livro da UESC e o III FLIOS - Festival Literário de Ilhéus, e é uma co-realização entre a Editus – Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Secretaria Municipal de Cultura, Academia de Letras de Ilhéus (ALI) e Fundação Pedro Calmon (Secult/BA). O objetivo da parceria é somar esforços para oferecer uma programação diversificada e garantir uma maior participação e envolvimento da comunidade regional.

    A realização da Festa Literária de Ilhéus conta ainda como o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UESC, NAU (Núcleo de Artes da UESC), Proler (Programa Nacional de Incentivo à Leitura), Rádio UESC, TV UESC, Casa de Arte Baiana, Human Network do Brasil, Rota Transportes, Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Bombom Gelados, Cenoe – Hospital de Olhos, Barrakítika, Bataclan, Vesúvio, Cerveja Sier Beer, TV Santa Cruz, Canal Futura, Rádio Bahia FM Sul, Rádio Gabriela FM, Rádio Ilhéus FM e Blog O Tabuleiro.

    O evento será realizado na UESC, Teatro Municipal de Ilhéus, Academia de Letras de Ilhéus, Biblioteca Municipal Adonias Filho, Casa de Arte Baiana, Human Network do Brasil, Calçadão da Rua Jorge Amado e Praça Pedro Mattos. A programação completa e outras informações sobre o evento podem ser conferidas no site: https://doity.com.br/festa-literaria-de-ilheus


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

ASSEMBLEIA GERAL


CONVOCAÇÃO





O Presidente da Academia de Letras de Ilhéus convoca todos os seus membros para ASSEMBLEIA GERAL a ser realizada em 15 de fevereiro de 2018, às 17 horas, havendo quorum metade mais um de seus membros, ou às 17:30, em segunda convocação com número de membros presentes,  na sede da instituição, sita à Rua Antonio Lavigne de Lemos n. 39, centro, na cidade de Ilhéus-Bahia, com o  objetivo de referendar as diretorias da Academia de Letras de Ilhéus desde o ano de 2005 até a diretoria atual, de acordo com registros documentais existentes; e as mudanças estatutárias ocorridas no mês de junho de 2017, procedidas dentro dos ditames regimentais. Ao final, será lavrada uma Ata Histórica para registro e averbação no Cartório/Ofício de Registro de Títulos e Documentos e Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Ilhéus-Bahia. Tal procedimento se faz necessário para regularizar civilmente a ALI, de modo a possibilitar necessários procedimentos de direito.







Ilhéus, 9 de fevereiro de 2018







André Luiz Rosa Ribeiro- Presidente ALI
Jane Hilda Mendonça Badaró- Secretária Geral ALI