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domingo, 28 de março de 2021
ACADEMIA DE LETRAS FARÁ ALTERAÇÃO DE SEU ESTATUTO

sábado, 27 de março de 2021
HOJE É DIA MUNDIAL DO TEATRO! NOSSA HOMENAGEM A ESTA ARTE FANTÁSTICA DO ESPETÁCULO
Quando tudo isso passar, certamente estaremos na primeira fila, para sentir de perto a energia, o pulsar, o movimento, o gesto, o choro, o riso, e a magia de uma das maiores artes da nossa história!
Viva Téspis de Ática!
Parabéns a todos e todas artistas de Teatro do Brasil e do mundo.
quarta-feira, 24 de março de 2021
CONFRADE ALEILTON FONSECA ESCREVE POEMA ÉPICO SOBRE A PANDEMIA

Durante a pandemia da Covid-19, o confrade Aleilton Fonseca, membro da cadeira nº 24, escreveu um longo poema que narra a trajetória do coronavírus pelo planeta, de janeiro até setembro de 2020. A Terra em pandemia, publicado pela Editora Mondrongo, estrutura-se em cinco cantos: O enterro dos mortos, Um jogo de cartas, A Terra em pandemia, O desfile das infâmias e Canto final.
São 620 versos, em 62 estrofes. De forma cronológica, registra aspectos tristes e emocionantes da pandemia no Brasil e no mundo. O livro dialoga com o famoso poema The waste land (1922), de T.S. Eliot, ao descrever a terra devastada pela doença e pela dor, em que o sofrimento e o luto levam o poeta a refletir sobre as estruturas podres de um mundo enfermo, que não respeita as regras da natureza e por isso se encontra condenado pela crise ecológica e pelas desigualdades sociais.
O poema convoca e cita diversas vozes de poetas e filósofos históricos como Ovídio, Platão, Dante Alighieri, William Shakespeare, Cervantes, Camões, Descartes, Charles Baudelaire, Stéphane Mallarmé, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar e Patativa do Assaré, entre outros.
Há também várias passagens originais em inglês, alemão, francês, espanhol, italiano, chinês catalão, japonês e até em árabe, grego, latim e sânscrito, tudo traduzido e explicado em 62 notas de rodapé.
Publicado originalmente no site: RASCUNHO
(O link ficará disponível gratuitamente até 6 de abril de 2021).
domingo, 21 de março de 2021
ARTIGO
Diretoria biênio 2015/2017. Da esquerda: Euzner Teles (Vice-presidente), Alfredo Silveira (Tesoureiro), André Rosa (Secretário), José Nazal (Presidente), Arléo Barbosa (Membro honorário), Raimundo Sá Barreto Neto (Bibliotecário), e Isaac Albagli, representando a memória do pai, Manoel Carlos Amorim de Almeida, patrono do instituto.
Uma década de filiação ao Instituto
Histórico e Geográfico de Ilhéus
*Vercil Rodrigues
O ano de 2011, portanto, a 10 anos, foi um ano emblemático na vida desse doublé de professor, jornalista, advogado, empresário de comunicação – fundador dos jornais e portais de notícias DIREITOS e O COMPASSO – e autor de livros nas “horas vagas.”
Nesse ano com um grupo de intelectuais de Itabuna, fundamos no dia 4 de abril, a Academia Grapíúna de Letras (AGRAL), a primeira academia de letras de Itabuna, já no dia 5 de maio – dia do meu aniversário – fui empossado na cadeira 21, cujo patrono é Francisco Borges de Barros e tem como fundador Paulo Cardoso Pinto, na Academia de Letras de Ilhéus/ALI (fundada no dia 14 de março de 1959), realizando um sonho acalentado a muito tempo. E ainda nesse mesmo mês, dia 20, junto com um grupo de operadores do Direito sulbaiano, idealizamos e fundamos a Academia de Letras Jurídica do Sul da Bahia (ALJUSBA), a primeira do gênero a ser implanta no interior do estado.
No começo daquele ano, dia 10 de janeiro, enquanto historiador formado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), especialista em História Regional (UESC) e professor de História da rede pública estadual da (SEC/BA) a mais de duas décadas, o ápice foi ter sido aceito pelo Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus (IHGI) como membro efetivo, na gestão do historiador e professor-doutor da UESC André Luiz Rosa Ribeiro, que então presidia o órgão.
O Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus (IHGI), foi fundado em 28 de Junho de 1953, é uma sociedade civil de caráter científico e cultural, reconhecida de utilidade pública municipal pelo Decreto nº 2.929 de 6 de novembro de 2001, com a finalidade de promover o estudo e a divulgação da História e dos aspectos geográficos regionais, mediante conferências públicas, publicações de obras científicas, conservação e guarda de documentação, manutenção de intercâmbio com instituições congêneres do estado e do país, manutenção de bibliotecas e arquivos especializados, promoção de cursos abertos à comunidade, assim como colaborar com os poderes públicos nas solenidades cívicas que se realizem, a exemplo do 28 de Junho – Dia da Cidade (Lei Municipal nº 921 de 10/03/1967).
Vale salientar que, grande parte do conhecimento produzido sobre a história da antiga capitania de São Jorge dos Ilhéus até os dias de hoje foi produzido por seus sócios e apresentado em forma de teses acadêmicas, livros didáticos e científicos, assim como por palestras em inúmeros eventos culturais.
* Vercil Rodrigues, membro da cadeira nº 21.
sexta-feira, 19 de março de 2021
ARTIGO
Existem escritores que produzem obras literárias combinando imaginação e testemunho da realidade exterior. Através da acumulação dos fatos registrados, impressões guardadas, lembranças do cenário conhecido, a vida real é imaginada no quadro objetivo e transposta para o plano literário com os seus episódios. O texto forma um retrato fiel da vida sob o ritmo cotidiano do plano exterior. Fotografa-se com nitidez o exterior para não deixar dúvida a quem lê o que se passa com os tipos e costumes firmados na paisagem de caracteres próprios. Os meios de franco realismo são exercidos para que correspondam à ótica acurada de quem viu, ouviu e sentiu o drama.
Essa é a impressão que nos transmite Sabóia Ribeiro com os contos de Rincões dos Frutos de Ouro (1933), livro premiado pela Academia Brasileira de Letras, mas escrito em 1928. Como se deu com Afrânio Peixoto com o romance Maria Bonita, Sabóia Ribeiro surge com os seus contos regionais para ocupar o lugar de autor precursor do tema do cacau no cenário de nossa prosa de ficção. Enquanto Afrânio Peixoto tem uma narrativa que resvala no tema, em Sabóia Ribeiro a ambiência de seus contos regionais expande-se na trama, que acontece nas zonas banhadas pelos Rios de Contas e Almada, no sul da Bahia.
Os estudiosos de nossa história literária registram O missionário (1888), de Inglês de Sousa, O cortiço (1890), de Aluízio Azevedo, A normalista (1893) e Bom-Crioulo (1895), de Adolfo Caminha, como realmente o que de melhor produziu a prosa de ficção naturalista no Brasil. O Rio de Janeiro serviu de cenário para a maior parte dos romances naturalistas no final do século dezenove e começo do vinte. Às vezes, a província serviu de ambiente para o desenvolvimento desse tipo de romance. Foram os casos de A Normalista, em Fortaleza, e O mulato (1881), de Aluízio Azevedo, em São Luís. Esses romances podem ser considerados até certo ponto como regionalistas. Uma modalidade urbana de regionalismo. Um desvio acentuado do modelo genérico, subjacente a esses livros como romances da pequena cidade, da província com suas intrigas, preconceitos, rivalidades pessoais, presença marcante do clero, mandonismo político, paixões e tipos peculiares.

Alguns dos ingredientes que permeiam os romances dos autores naturalistas em uma época sincrética de nossa letras, situada no final do século XIX e começo do XX, estão presentes no regionalismo rural dos contos de Sabóia Ribeiro, que era cearense como Adolfo Caminha. A admiração que teve por este seu conterrâneo motivou-lhe uma biografia e estudos sobre o ficcionista de A Normalista. Essa admiração tornada influência percebe-se subjacente em algumas cenas naturais, vigorosas, descritas em Rincões dos frutos de ouro. Exemplo do que afirmo é encontrado no conto “Ferocidade”.
As narrativas de Sabóia Ribeiro retratam a realidade da zona cacaueira com fidelidade aos tipos, correspondência aos costumes e ao cenário armado para as ações dos personagens no desenvolvimento do drama. Embora tardio, filiam-se ao regionalismo representativo de nossos autores no final de século dezenove e começo do vinte. Regionalismo que tinha como finalidade a fixação do ambiente, tipos e costumes, por fim expressar a correspondência psicológica e social da linguagem no texto narrado ao nível da fala, em cujo conteúdo perderia o sentido sem esses elementos exteriores, pois é nesse contexto típico que hábitos e formas de vida mostram-se diferentes dos padrões impressos na civilização de natureza urbana.
Nessa época eclética de nossas letras, o conto brasileiro vai procurar os elementos necessários para documentar a realidade e renovar nossa sensibilidade no espaço geográfico. Se fortalece com alguns escritores que procuravam ver o Brasil dentro do Brasil, focando o processo de suas realidades como reflexo da problemática social. O romance regionalista de 30, com José Américo de Almeida, Jorge Amado, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, retrata, em quadro e imagem, o universo brasileiro que se mostra no micro duma região nordestina. Em linguagem e paisagem, problema e drama, folclore e comportamento, os padrões desse romance são capazes de representar a personalidade típica de um povo.
Em Sabóia Ribeiro ressalta-se como virtude o desfecho imprevisível que o autor utiliza com habilidade no relato. Sua narrativa segue o padrão cronológico dos acontecimentos com os momentos de princípio, meio e fim. Vê-se no conto “Vida Áspera” que o personagem Cirilo ganha dimensão humana na sua angústia de trabalhar a terra e conquistá-la no esforço dos dias, apesar da doença grave no coração. O final que o autor encontra para os contos “Ciganos” e “Gente Nativa” surpreende em seu feliz achado. Já com o coronel Norberto Duarte, de “Brios Sertanejos”, a velha Cipriana, de “ Rapsódia do Rio”, tanto quanto Cirilo de “Vida Áspera”, temos personagens bem caracterizados quando agem e se manifestam no contexto histórico da região cacaueira baiana em que estão inseridos.
O livro Rincões dos frutos de ouro teve três edições. A primeira pela editora Paschoal Simões, Rio de Janeiro, em 1933; a segunda em 1966, pela Pongetti, Rio de Janeiro, acrescida de uma segunda parte do volume com os Contos do cacau; a terceira, quase quarenta anos depois da segunda, é da Editus, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, em 2005. Como o autor falecera em 7 de agosto de 1968, percebe-se que teve cerca de dois anos para reescrever os seus contos regionais para uma terceira edição de seu livro com temática cacaueira.
Chama a atenção que só depois de quase quarenta anos é que vai ser publicada a última edição do livro. Para melhor aferir os avanços e recuos da escrita nos contos desse autor, através das publicações em épocas diferentes, oportuna seria a aplicação da crítica genética aos manuscritos das três edições, ou sejam, a originária, a segunda e a terceira, para que sejam detectados os elementos formais da escritura desses relatos ambientados no Vale do Rio de Contas e arredores.
A última edição de Rincões dos frutos de ouro mostra uma escritura amadurecida, de tal sorte ocorre uma mudança visível na construção verbal de períodos. Trechos dos contos na segunda edição são agora eliminados. Apresentam-se com um fraseado mais seguro no que pretende dizer na narrativa. O livro agora não foi apenas revisto, mas reescrito em sua versão originária, embora traga em sua terceira estruturação literária os mesmos equívocos da segunda edição. Termos difíceis voltam inseridos na frase para alcançar tão somente o efeito sonoro e mostrar seu uso para o adorno, para a erudição com o emprego do idioma no plano da linguagem literária. Esse procedimento praticado por escritores do final do século XIX e começo do XX empobreciam o texto literário. Tornava-o longe de ser apreendido com transparência no tecido verbal. Esse equívoco que se tornou moda por alguns de nossos expoentes literários na época, como o festejado Coelho Neto, causou mal a seguidores na metrópole carioca e nos que estavam espalhados de resto pelo interior do Brasil, forçando-os a pôr o desnecessário na escrita melhor e intensa.
Escritos tardiamente, quando então o regionalismo do final do século dezenove e começo do vinte não correspondiam aos anseios de uma nova estética para refletir outros tempos, com uma problemática social diferente, a repercutir suas tonalidades sociais, econômicas e políticas nos territórios rurais brasileiros, não se pode deixar de reconhecer que os contos de Rincões dos frutos de ouro aproximam-se de sua verdade histórica. Permitem que se ressalte neles sua importância documentária, seu poder cultural advindo de uma temática vinculada a uma civilização de natureza singular com bases na lavra do cacau. Formam no conjunto uma nota especial marcada por seus tipos, costumes e valores. Outros elementos de resultados positivos podem ser vistos no texto literário desses contos precursores do cacau como tema na literatura baiana, mesmo que transferidos do romance naturalista nas cenas e situações.
· Cyro de Mattos é ficcionista e poeta. Doutor Honoris Causa da UESC. Membro da Academia de Letras da Bahia, de Ilhéus e de Itabuna. Do Pen Clube do Brasil. Publicado em inglês, francês, italiano, espanhol, alemão, dinamarquês e russo. Premiado no Brasil, Itália e México.
REGISTROS NO TEMPO
Almoço em homenagem aos 80 anos de Joaquim Inojosa
MEMÓRIAS

quinta-feira, 18 de março de 2021
NOSSA POESIA

*Ruy Póvoas
Sem ar,
sem luz,
sem música,
sem perfume,
sem paz,
sem gente,
sem planta,
sem bichos,
sem livros,
não sou semente.
Sem raios de sol,
sem nuvens,
sem chuva,
sem lua,
sem minha rua,
fico doente.
Custa muito caro
ao mundo
me manter contente.
Para onde vou
com esta consumição
tão exigente...
15/03/21
terça-feira, 16 de março de 2021
"NA CARREIRA LITERÁRIA VOCÊ TEM QUE TER DUAS COISAS PARA SER ESCRITOR: VOCAÇÃO E TALENTO!" (Cyro de Mattos)
Entrevista do escritor, jornalista e advogado Cyro de Mattos à Associação Brasileira de Editoras Universitárias.
Nosso confrade Cyro de Mattos, premiado em mais de 40 concursos, ocupa a cadeira 16 da Academia de Letras de Ilhéus. Nesta conversa nos brinda com essa deliciosa entrevista falando um pouco de sua carreira literária. E aconselha: "Na carreira literária você tem que ter duas coisas para ser escritor: vocação e talento! Sem estas duas coisas, você nunca será escritor".
NOSSA POESIA
e com ele eu risquei um mundo
no muro que existia entre nós
tinha caliça em meu nariz
de tanto procurar o cheiro
que traduzisse a sua voz
e da solidão que se erguia
eu fiz ruir com teimosia
a divisa do estar a sós
quebrei do tijolo à alvenaria
mas do outro lado nada havia
senão o sonho e a ilusão
desenhei seu corpo naquele chão
com a cal que restou em minhas mãos
e depois o cobri com frios lençóis
segunda-feira, 15 de março de 2021
"SERVIR A PÁTRIA, CULTUANDO AS LETRAS!"
Acompanhe o vídeo de posse da nova diretoria da Academia de Letras de Ilhéus, realizada no dia 14 de março de 2021. Data em que A Casa de Abel completou 62 anos de fundação. A posse contou com a palestra do ilustre confrade Aleilton Fonseca sobre o tema: "Castro Alves, entre a pandemia e o cancelamento".
terça-feira, 9 de março de 2021
segunda-feira, 8 de março de 2021
CONFRADES GERALDO LAVIGNE E CYRO DE MATTOS PARTICIPAM DA 2a. FEIRA VIRTUAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EDITORAS UNIVERSITÁRIAS - ABEU
8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER
domingo, 7 de março de 2021
POSSE DA NOVA DIRETORIA DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS ACONTECE EM 14 DE MARÇO, DE FORMA REMOTA
Gustavo Cunha, vice-presidente, é ocupante da cadeira n. 5 da Academia de Letras de Ilhéus, é medico, poeta e autor do livro “Chácara das Tormentas”. Possui especialização em Saúde Pública e em Infectologia. É membro titular da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), docente titular e fundador da cadeira de parasitologia da Faculdade madre Thaís (Ilhéus-Ba), Presidente da Comissão de Controle de Infecção hospitalar do Hospital Costa do Cacau. Médico referência em HIV/SIDA do Município de Ilhéus.
Anarleide Menezes ocupa a cadeira n. 29 da Academia de letras de Ilhéus. É especialista em Educação e Relações Étnicos Raciais pela Universidade Estadual de Santa Cruz- UESC.Graduada em Letras pela Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna -FESPI, atua como professora de Língua Portuguêsa e Produção Textual. Gestora do Museu da Piedade, dedica-se, há mais de dez anos aos estudos e à prática da museologia, conservação de acervo e educação para conservação do patrimônio. Participa ativamente do cenário cultural da Região Sul da Bahia, promovendo eventos culturais, artísticos, de memória e identidade regional. É Articuladora de Museus do Interior da Bahia, e produtora cultural.
Leônidas Azevedo é médico, professor, e autor de diversos livros de Literatura Infantil, lançados com o selo da EDITUS, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC. Ocupa a cadeira n. 10 do silogeu. Algumas de suas obras já foram disponibilizadas em braille e fonte ampliada, beneficiando os pequenos leitores com necessidades especiais.
Texto informativo:
Jane Hilda Badaró/Secretária Geral da ALI











