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quarta-feira, 1 de setembro de 2021
SESSÃO DA SAUDADE DO ESCRITOR GUMERCINDO ROCHA DÓREA SERÁ REALIZADA ESTE MÊS DE SETEMBRO
sexta-feira, 27 de agosto de 2021
ACADEMIA DE LETRAS ELEGE NOVO EFETIVO
O ilheense Manoel Carlos de Almeida Neto irá ocupar a cadeira nº 39, em substituição ao saudoso confrade José Cândido de Carvalho Filho. O ato de indicação foi chancelado por 22 (vinte e dois) membros da Academia, portanto, maioria absoluta neste momento em que ainda estamos com duas vacâncias na confraria. A escolha se deu eu reunião ordinária, com a pauta específica das indicações, conforme rege os estatutos da ALI.
Subscreveram a indicação: Edvaldo Brito, Jabes Ribeiro, Luiz Pedreira, Sebastião Maciel, Soane Nazaré, Carlos Valder, Cyro de Mattos, Neuza Nascimento, Antônio Ezequiel, Antônio Lopes, Josevandro Nascimento, Ramayana Vargens, André Rosa, Pawlo Cidade, Luh Oliveira, Anarleide Menezes, Aleilton Fonseca, Jane Hilda, Maria Schaun, Carlos Alberto Arléo Barbosa, Gerson dos Anjos e Rui Póvoas.
O FUTURO CONFRADE
Manoel Carlos de Almeida Neto, 41 anos, é casado com Melissa Ribas de Almeida, com quem têm um casal de filhos (Isadora, 8 anos e João Manoel, 4 anos), e se divide entre a vida acadêmica na USP e encargos jurídicos no eixo Brasília-São Paulo.
Na seara acadêmica, é Professor da Faculdade de Direito da USP, nas Arcadas do Largo São Francisco, aprovado em seleção pública, para a área de Teoria do Estado.
É Doutor em Direito do Estado pela USP, grau obtido “summa cum laude”, em 2013, e pós-doutorando pela mesma instituição. É Mestre em Direito Público pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em cooperação e créditos cursados na Universidade de Brasília (UnB), em 2008, e foi Professor da Faculdade de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), entre 2005 e 2006, na cadeira de Teoria do Estado.
Publicou os livros “O Novo Controle de Constitucionalidade Municipal” (editora Forense, 2010); “Direito Eleitoral Regulador” (editora Revista dos Tribunais, Thomson Reuters, 2014); “Juiz Constitucional” (coordenador, editora Revista dos Tribunais, 2015); e as seguintes obras, em coautoria: “A Constituição entre o Direito e a Política” (editora Mundo Jurídico, 2017); “O Supremo por seus Assessores” (editora Almedina, 2014); “Reflexões sobre a Constituição” (editora Leya, 2013); “O Novo Direito Eleitoral Brasileiro” (editora Fórum, 2012); “Direito Eleitoral em Debate” (editora Saraiva, 2012), além de inúmeros artigos veiculados em jornais e revistas especializadas no Brasil e no exterior.
No campo profissional, é advogado, Secretário-Geral da Comissão de Estudos Constitucionais da OAB Nacional e exerce, desde janeiro de 2016, o cargo de Diretor Jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), empresa multinacional brasileira, 100% privada e de capital aberto. Foi Secretário-Geral da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), entre 2014 e 2016, e Secretário-Geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre 2010 e 2012.
Entre prêmios e títulos, foi agraciado com a “Medalha do Pacificador”, pelo Exército Brasileiro, 2011; com a “Ordem do Mérito Militar, no grau de Comendador”, pelo Exército Brasileiro, em 2011; com o “Troféu Dom Quixote de La Mancha”, pela Revista Justiça & Cidadania, em 2014; com a “Medalha Mérito Santos Dumont”, pela Aeronáutica do Brasil, em 2015; com a “Grande Medalha da Inconfidência”, pelo Estado de Minas Gerais, em 2015, e com a “Medalha Mérito Tamandaré”, pela Marinha do Brasil, em 2021.
Manoel Carlos de Almeida Neto é neto do saudoso Manoel Carlos Amorim de Almeida, que muito honrou a Academia de Letras de Ilhéus, ocupando a cadeira de número 33. A posse do futuro confrade ainda será designada pelo presidente, conforme rege o Regimento, e a saudação à sua chegada será discutida com o eleito.
quinta-feira, 26 de agosto de 2021
ARTIGO
James Amado: 1912 - 2001
Situação de James Amado
Cyro
de Mattos*
Os exemplos não são poucos em que
autores de uma obra importante não impressionam à crítica arguta com o livro da
estreia. As imperfeições são flagrantes.
O talento e a entrega ao fazer literário não se tornam suficientes para que o nascimento do escritor
aconteça no texto de nível superior
reconhecido. Fundo e forma demonstram instabilidade. Vícios e virtudes convivem
em alguns trechos.
É
muito grande o salto que James Joyce deu entre a primeira fase de sua obra e a
segunda com Ulisses (1966),
considerada esta como subversiva na estrutura tradicional das formas narrativas
da novelística ocidental. Machado de
Assis no passado e Jorge Amado no presente podem ser assinalados entre nós como
escritores que se tornaram importantes com a obra em andamento, ficando a
desejar com os seus livros primeiros. Os romancistas Assis Brasil e Lígia
Fagundes Telles chegaram ao ponto de
riscar de sua bibliografia o livro de estreia por considerá-lo
insignificante como expressão literária na prosa de ficção.
. O fato repetiu-se com os nossos autores ao longo dos anos em
razão de nossa novelística ainda não ter se aprofundado na renovação dos
processos formais de criação
e firmado uma tradição de autonomia. A intuição predominava na
construção do texto, os instrumentos de concepção e execução da obra não tinham
sido bem assimilados. O risco do desequilíbrio entre a forma e o fundo ocorria
sem que fosse obtido o efeito eficaz da projeção positivada.
Adonias Filho, com Os servos da morte (1946), João
Guimarães Rosa, comSagarana(1946), Samuel
Rawet, com os Contos de imigrante (1956),
Clarice Lispector, com Perto do coração selvagem (1944), José J. Veiga, com Os
Cavalinhos de Platipanto (1959) e Luís
Vilela , com Tremor de terra (1967),
entre outros, são exemplos de autores bem-sucedidos na estreia.
O romancista levado a
construir um universo ficcional com linguagem adequada e moderna, diferente dos
meios tradicionais empregados na sua época e antes dela, adota elementos
formais novos para focar sua temática característica. Expande suas visões
oblíquas do mundo ao introduzir no conteúdo os motivos decorrentes das relações
sociológicas e regionais, trabalhando com a perspectiva formal moderna, que
projeta encontrar para a narrativa uma maneira incomum de dizer sobre seres e
coisas, com base numa técnica avançada. Exemplo disso é o romancista James
Amado com o seu Chamado do mar, livro
de estreia, o único de ficção que o
autor escreveu.
James Amadoé o terceiro e último filho de João Amado
de Faria e Eulália Leal Amado, desbravadores da região cacaueira baiana, na
época da conquista da terra. Nasceu em Ilhéus, em 1922. Era o irmão caçula de
Jorge Amado. Com Chamado do mar obteve
menção honrosa no Prêmio Paulo Prado, em 1949.
O
livro reproduz um território que alterna a paisagem marinha e a servidão à
terra, tendo como cenário Pontal dos Ilhéus, no Sul da Bahia. A ambiência de natureza marinha é o local em
que acontecem conflitos interiores e sociais vividos por pescadores numa
colônia de pesca. É um dos romances mais vigorosos da ficção brasileira que tem
como motivação o mar e sua gente. Acontecem os dramas de ordem psicossocial
numa paisagem típica e regional, com personagens convincentes que transmitem a
imagem da criatura humana afundada numa conjuntura miserável, marcada pelas
injustiças sociais.
Na
incursão por sentimentos baixos e desvãos da alma, em que entra o desespero, a
revolta, o ciúme e o medo, o lirismo não é deixado de lado. A praia e a
economia do cacau com suas mazelas servem como referenciais contrários à
paisagem humana em que criaturas primárias vivem a dura realidade diária
carregada de dramas. O que chama atenção nesse romance com forte apelo do mar é
a técnica usada, que difere da empregada por Jorge Amado em seus romances de
conteúdo popular. Se em Jorge Amado o que interessa para a teia romanesca se tornar interessante
é contar a história como se apresenta na
vida real, com uma linguagem que corresponda a do povo, despretensiosa, em
nível da fala, através do relato que se
desenvolve nas ações dos personagens com princípio, meio e fim, em James Amado
o procedimento do ficcionista moderno toma direção inversa.
Existe no autor de O Chamado do mar uma técnica moderna na montagem do romance. Na
estrutura da obra entra o corte cinematográfico, o uso do contraponto e do
monólogo interior. Aqui com propriedade são empregados os meios adequados
modernos para auscultar a alma e expor o drama. Os personagens ganham dimensão
na trama, ocupando um curso que avança em situações descontínuas dos
movimentos.
Narrado
assim, com a técnica moderna dos ficcionistas norte-americanos, que trouxeram
para a estrutura do romance, após a Segunda Guerra Mundial, o uso do
contraponto e do tempo cronológicolinear fragmentado, desmembrado para se
associar à trama, até hoje Chamado do mar
guarda a áurea de texto romanesco inovador e mantém o segredo perene de
atualidade. Personagens de marcante psicologia sobressaem no desenvolvimento
fragmentado do enredo, como Alício, Arlinda, Tonha, Yazinha, José Alves e
Vicente.
Tradutor
de Tolstoi, Eugene O’Neil, Hemingway
e Sartre, James Amado foi também o responsável pela edição das Obras Completas
de Gregório de Matos, publicadas pela Editora Janaina, em Salvador. Pena que publicasse apenas um romance, dos
bons. Talento, vocação e consciência do ofício, qualidades que lhe sobravam,
infelizmente não foram requisitos
suficientes para motivá-lo a escrever
livros de contos ou romances, deixando um legado expressivo em termos de criação no panorama
das letras brasileiras. Seu conto “A sentinela” participa de três antologias: Panorama do Conto Baiano, organizada por
Nélson de Araújo e Vasconcelos Maia; Histórias
da Bahia, por Adonias Filho, eModerno Conto da Região Cacaueira, por
Telmo Padilha.
Formado em sociologia e política,
James Amado foi atuante na política e tinha posições firmes na defesa da
democracia. E na luta pela liberdade. Dono de um humor cáustico, exerceu o
jornalismo no Rio. Foi casado com Jacinta Passos, Gisela Magalhães e Luiza
Ramos, filha do escritor Graciliano Ramos. Ocupou como membro efetivo a cadeira
27 da Academia de Letras da Bahia. Faleceu em 1* de dezembro de 2013, em
Salvador.
Referência
AMADO, James. Chamado do mar, romance, Editora Record. 5ª. edição, Rio de Janeiro, 1977.
* Membro da Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna.
sexta-feira, 20 de agosto de 2021
NESTE SÁBADO TEMOS NOVA EDIÇÃO DO TERTÚLIAS ACADÊMICAS COM OS CONFRADES GERALDO LAVIGNE E JOSEVANDRO NASCIMENTO
segunda-feira, 16 de agosto de 2021
CONFRADE JOSEVANDRO NASCIMENTO LANÇA SEGUNDA EDIÇÃO DE FUNDAMENTOS DE DIREITO PENAL
O confrade, advogado e professor Josevandro Nascimento, informa que a 2a. edição revista e atualizada do seu livro Fundamentos de Direito Penal, já está à venda. Trata-se, como o autor mesmo diz, de "um livro básico de Direito Penal que procura mostrar aos alunos, os principais Instituto de Direito Penal, trazendo, ainda, um capítulo sobre a pena como consequência do crime.
O livro teve muita repercussão da comunidade acadêmica. Trás um prefácio do Prof. Yuri Coelho, renomado jurista baiano, prof de Direito Penal em diversas Faculdades em Salvador.
sexta-feira, 13 de agosto de 2021
MARIA LUIZA HEINE E SUEDE MAYNE LANÇAM “MEMÓRIA E HISTÓRIA: LIÇÕES DE UM VÍRUS ASSUSTADOR", SÁBADO,14/08
Nesse sábado, dia 14/08, às 16 horas, ocorre o lançamento do livro: “Memória e História: Lições de Um Vírus Assustador” por meio de live no Instagram: @ml_heine, com apresentação do professor Efson Lima. O livro é uma produção conjunta das professoras Maria Luiza Heine, ocupante da cadeira n° 20, da Academia de Letras de Ilhéus, e Suede Mayne.
quinta-feira, 12 de agosto de 2021
ARTIGO

Rui Barbosa - 1849 -1923
Erudição e Sabedoria em Rui Barbosa
por Cyro de Mattos
Rui Barbosa nasceu em
Salvador, aos 5 de novembro de 1849. Filho de Maria Adélia, moça de temperamento
calmo e bem educada. Seu pai, João Barbosa, fora um político atuante,
jornalista inflamado, homem preocupado com as reformas humanas no ensino, um
médico que abandonara a profissão.
Rui foi membro da Academia de Letras da
Bahia e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, tendo sido
presidente quando Machado de Assis faleceu. Era um homem de estatura baixa,
franzino, a cabeça grande sustentada por um pescoço fino. Tímido e feio, mas
tinha uma voz poderosa quando ocupava a tribuna. Os olhos faiscavam, de cada
centelha a oratória incendiava com a argumentação fascinante, baseada na verdade.
Fora incapaz de
conceber a vida sem um ideal. Liberal convicto, construtor da República,
deu-lhe o arcabouço jurídico inicial. Não aceitava a escravidão, clamava pela
adoção das eleições diretas, reforma do ensino com métodos humanos, investia
contra o poder papal, como defensor ferrenho da ideia de separação entre o
Estado e a Igreja.
A erudição adquirida ao longo do
tempo era aplicada com brilho nas relações sociais, no intuito de construir a
vida, só querendo fazer o bem. Gostava de repetir o versículo, “todo o bem que
fizeres, receberás do Senhor.” No elogio a José Bonifácio, falecido no fim de
1886, desabafou contra aquele mundo político, que o fizera sofrer várias derrotas
e que era considerado por ele como meio louco e míope, espécie de divindade
gaga, protetora do daltonismo e da surdez, uma combinação da esterilidade das
estepes com a paisagem onde não se
canta, supondo-se queassim fosse inimiga
da harmonia, contradição do belo, como tem sido neste país. E, numa
intencional advertência ao poder monárquico, reafirmou como encarava a questão
da escravatura na célebre frase, primeiro a abolição, nada sem a abolição,
tudo pela abolição.
Amara de verdade
duas profissões: o jornalismo e a advocacia. O jornalismo sempre foi a janela
de sua alma, por onde se acostumou a conversar durante todo o tempo, todas as
manhãs, para a rua com os seus compatriotas, como informa Luís Viana, seu
melhor e mais completo biógrafo, em A Vida de Rui Barbosa. Advogado do
povo, foi o patrono dos professores demitidos de suas funções na Escola
Politécnica. Quando o Congresso decretou a anistia, julgando impossíveis de
revisão as penas e os processos dos aparentemente beneficiados, ele bate às
portas dos tribunais para se opor à situação que feria a lei e maltratava a
justiça.
Ao se dedicar à política, fora
eleito Deputado Provincial em 1878 e no período de 1879-1884 exerceu mandato
na Câmara dos Deputados do Império. Com o advento da República, nomeado
Ministro da Fazenda, a política financeira que adotou caracterizou-se pelo
abandono do lastro-ouro e a adoção de grandes emissões garantidas por apólices
do Governo, visando fomentar o comércio, além da criação do Tribunal de Contas
e delegacias fiscais.
O conferencista falava mais de três horas,
sem que houvesse um murmúrio desaprovador do auditório repleto de pessoas.
Quando terminava, no meio das palmas demoradas ouvia-se: “Continue!
Continue!” Pessoas riam, choravam, deliravam, indignavam-se, aplaudiam,
acompanhavam o orador hipnotizadas pelas emoções que a sua alma a todos
transmitia.
Designado pelo Senado para examinar
o projeto do Código Civil, já revisto pelo filólogo baiano Carneiro Ribeiro,
essa tarefa sem natureza política revelaria ao Brasil um gramático conhecedor amiúde
e melhor na colocação dos pronomes. Em pouco tempo, o seu parecer apresentou
mais de mil emendas ao texto revisto por Carneiro Ribeiro, o antigo mestre do
Ginásio Baiano, sendo corrigido agora pelo ex-aluno nas regras gramaticais.
Em Haia, o assunto mais importante da
Conferência era a organização do Tribunal Permanente de Arbitragem, com o palco
previamente armado para o papel de destaque das potências que governavam o
mundo e mandavam nos povos.
A voz impetuosa e indignada de Rui apresenta
sua proposta para a Organização do Tribunal, onde todos os países terão
assento. Fica ao livre arbítrio dos contendores submeterem as suas questões ao
plenário do Tribunal. Falou em francês castiço, entre o silêncio geral, perante
um auditório que o desconsiderava, mas que ficara espantado. No final fora
reconhecido como uma das mais poderosas vozes da assembleia. Aquele homem
pequeno, de voz ritmada na verdade e no direito, derrotara os que representavam
os direitos e interesses das grandes potências, Alemanha, Estados Unidos,
Inglaterra, França, Rússia e Itália. Por seu desempenho superior ficou
conhecido como a Águia de Haia.
O discurso de Rui surpreende pela
variedade e nas expressões soberbas de suas leituras. Da palavra imantada nas
imagens candentes emergem verdades que iluminam a vida, mas sua erudição não é
apenas variada, de vocabulário ilimitado, domínio do idioma, citações e
argumentos que impressionavam vivamente. Pode-se dizer desse paladino da
liberdade que fora um erudito abraçado com um sábio.
Rui Barbosa, o que conhecia
Vieira, lia Castilho, recitava Camões aos dez anos, santo Deus, o erudito e o
sábio. Deixou este velho mundo em 1 de março de 1923. Fora residir na morada do
eterno.
Referência
A Vida de Rui Barbosa, Luís Viana Filho, Lelo& Irmãos, Porto, Portugal, 1981.
segunda-feira, 9 de agosto de 2021
SESSÃO DA SAUDADE SERÁ REALIZADA NO TRADICIONAL ILHÉUS HOTEL
Com o avanço da reforma do telhado e dos pisos superior e térreo da Academia de Letras de Ilhéus, em parceria com a Prefeitura Municipal de Ilhéus, a Sessão da Saudade do confrade José Cândido de Carvalho Filho será realizada na sede do Ilhéus Hotel, sito à Rua Eustáquio Bastos, 144, Centro.
Devido às restrições sanitárias, só poderão participar da cerimônia apenas 20 convidados. Para ampliar a participação, a sessão será transmitida ao vivo pelo Facebook e Pelo Youtube da Academia de Letras.
sábado, 7 de agosto de 2021
TERTÚLIA ESPECIAL NO DIA DO ESCRITOR JORGE AMADO
No dia em que comemoramos os 109 anos de nascimento do escritor Jorge Amado, a Academia de Letras de Ilhéus promove uma tertúlia especial com o confrade, professor, escritor e mestre em letras vernáculas, Ruy Póvoas que fará comentários sobre a obra do escritor. A conversa será mediada pelo poeta e confrade Geraldo Lavigne.
quinta-feira, 5 de agosto de 2021
ARTIGO
OS NOVENTA E UM ANOS DE SOANE NAZARÉ DE ANDRADE*
Por Renée Albagli Nogueira
No dia 5 de agosto de 2021, Soane Nazaré de Andrade completa noventa e um anos. É com muito orgulho que me dirijo à sociedade regional e à comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) para registrar homenagem a um dos maiores baluartes da implantação da Educação Superior na Região Sul da Bahia.
Falar de Soane Nazaré de Andrade e de sua importância para a Educação é um dever cívico para com as gerações futuras. Sua trajetória como educador teve início em 1960, com a criação da Faculdade de Direito de Ilhéus, sendo o seu primeiro Diretor. Participaram dessa luta: Amilton Ignácio de Castro, Francolino Gonçalves Queiroz Neto, Jorge Weill Fialho e José Cândido de Carvalho Filho.
Nesse mesmo ano de 1960, foi criada a Faculdade de Filosofia de Itabuna, por iniciativa de Dona Amélia Tavares Amado, reunindo figuras expressivas da Educação itabunense. Só em 1970 foi criada a Faculdade de Ciências Econômicas de Itabuna.
Convidado por José Haroldo Castro Vieira, então Secretário Geral da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Soane Nazaré de Andrade recebeu a incumbência de liderar a implantação da Federação das Escolas Superiores de Ilhéus, que teve o seu funcionamento aprovado pelo Conselho Federal de Educação (CFE), mediante Processo CFE 4.989/73.
Em uma sala cedida pela CEPLAC, Soane Nazaré de Andrade liderou uma Comissão responsável pela elaboração do Projeto a ser submetido ao CFE. Integraram essa Comissão: Flávio José Simões Costa, Manoel Simeão da Silva, Valdelice Soares Pinheiro, Helena dos Anjos, Rosalina Molfi de Lima e Erito Francisco Machado.
As três Faculdades – Faculdade de Direito de Ilhéus, Faculdade de Filosofia de Itabuna e a Faculdade de Ciências Econômicas de Itabuna – foram então reunidas na Federação de Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (FESPI).
Instalado o Campus, em 1974 foi realizado o primeiro vestibular, sob a coordenação dos Professores José Formigli Rebouças, Henrique Campos Simões e Maria de Lourdes Neto Simões. Já na Coordenação Pedagógica da FESPI, Soane Nazaré de Andrade foi assessorado pelas Professoras Enilda Lordello e Litza Mary Modesto Câmera.
A FESPI passou a funcionar sob a égide de uma fundação de direito privado, a Fundação Santa Cruz (FUSC), sendo seu presidente o Professor Erito Francisco Machado.
A FUSC era mantida, prioritariamente, pela CEPLAC e pelas anuidades estudantis. Na gestão de Soane Nazaré de Andrade, as primeiras edificações do Campus foram realizadas pela CEPLAC, cujos recursos, oriundos da cacauicultura, destinavam-se ao desenvolvimento regional.
Soane Nazaré de Andrade atribuiu às primeiras edificações da FESPI uma homenagem a dois grandes escritores brasileiros do Século XX: Jorge Amado e Adonias Filho. Posteriormente, foi construída a Torre Administrativa, e a esse edifício de seis andares foi dado o nome de José Haroldo de Castro Vieira. Foi uma justa homenagem, considerando os relevantes serviços prestados à Região Sul da Bahia.
Todos esses atos foram referendados democraticamente pelo Conselho Superior da FUSC, onde tinham assento os três dirigentes das Unidades Federadas.
A FESPI tinha localidade na Zona da Mata Atlântica, de grande importância para a preservação da cacauicultura, o que lhe assegurou, entre as universidades brasileiras, uma singularidade na sua vocação acadêmica: observar cientificamente o equilíbrio entre a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento regional. Soma-se a isso a importância de se manter como um Centro de Biotecnologia, associando-se à sua vocação cultural, enriquecida pela sua área de influência no sítio do descobrimento e na rica literatura regional.
Consciente dessa potencialidade de inserção regional, a FESPI sempre teve como ideal maior transformar-se em uma Universidade.
Por Soane Nazaré de Andrade foi pensada a bandeira da FESPI/UESC e o Hino da Universidade Estadual de Santa Cruz. Estas feições específicas lhe asseguram a sua identidade como Universidade.
Soane Nazaré de Andrade dirigiu a FESPI de 1974 a 1985. Durante todo o período Carmem Dolores Vieira Passos foi sua secretária.
No ano de 1982 foi instalada a Associação Profissional dos Professores Universitários de Ilhéus e Itabuna (APRUNI), sendo o seu primeiro presidente o Professor Joaquim Bastos da Silva. Nesse mesmo ano, em virtude das vicissitudes do ensino privado, surgem as primeiras mobilizações para a estatização da FESPI/UESC. Assim, a APRUNI liderou a comunidade acadêmica e as representações regionais, encaminhando ao então Governador do Estado, em 30 de agosto de 1982, a pretensão de estatização da FESPI/UESC.
Em 1984, perto da conclusão do seu mandato como Diretor Geral da FESPI, por iniciativa da comunidade acadêmica em documento encaminhado ao Conselho Superior da FUSC, foi aprovado atribuir-se ao Campus da FESPI/UESC o nome de Campus Professor Soane Nazaré de Andrade.
É nesse Campus que repousam os sonhos de centenas de professores, que, em gerações sucessivas, não só atuam nos fins da universidade: ensino, pesquisa e extensão, mas o fazem com competência e idealismo.
Hoje, dia 5 de agosto de 2021, do alto dos seus noventa e um anos, Soane Nazaré de Andrade acompanha os desafios e a grandiosidade da caminhada vitoriosa da FESPI/UESC, responsável pela educação de várias gerações de jovens da região, do estado, do país e até do exterior.
Para Soane Nazaré de Andrade, o pensamento de Henfil: “Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente”.
* Professor e confrade Soane Nazaré de Andrade ocupa a cadeira nº 32, da Academia de Letras de Ilhéus.
quinta-feira, 29 de julho de 2021
SESSÃO DA SAUDADE HOMENAGEIA O SAUDOSO CONFRADE JOSÉ CÂNDIDO DE CARVALHO FILHO
ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS PARTICIPA DO II WEBINÁRIO DE ESTUDOS AMADIANOS
Criado pelo Grupo de Pesquisa Crítica Literária e Identidade Cultural (CLIC), o Webinário Estudos Amadianos constitui-se como instrumento de divulgação, difusão, apoio e incentivo a pesquisas, atividades extensionistas e de ensino em andamento e concluídas, relacionadas à obra do autor brasileiro mais lido em todo mundo. O Webinário Estudos Amadianos constitui-se, ainda, como um projeto de formação de leitores, leitoras, professoras, professores, discentes e público em geral, falante de língua portuguesa.
Iniciado em 2020, agora em 2021 será realizado o II Webinário Estudos Amadianos com escritores e intelectuais de diversas universidades brasileiras e respeitados nomes da Nigéria, Polônia e Estados Unidos. Contará, também, com a participação da família de Jorge Amado, de escritores como Antônio Torres, Socorro Acioli, Itamar Vieira Júnior, Josélia Aguiar, Aleilton Fonseca, Cyro de Matos, Ordep Serra, Ruy Póvoas, Nelson Cerqueira, Sérgio Habib, Edilene Matos e outros grandes nomes.
Para a sua realização o evento tem mais de duas dezenas de signatários com o apoio Cultural da Editora Companhia das Letras. Vale ressaltar a presença da Fundação Casa de Jorge Amado, da Casa do Rio Vermelho e das Academias de Letras da Bahia, Ilhéus, Itabuna e Aracaju com diversos imortais na nossa programação. Ao todo serão 19 Lives, sendo 17 Mesas e duas conferências. A conferência magna será proferida pelo professor doutor Félix Ayoh’OMIDIRE (Obafemi Awolowo, Ile-Ife, University, Nigéria) “A yorubaianidade de Jorge Amado e o triunfo dos orixá nagô na literatura brasileira”. Já o professor Prof. Dr. Eduardo de Assis Duarte (UFMG) tem como título de sua conferência “Dona Flor – nas encruzilhadas da nova mulher”.
Todas as Lives serão em língua portuguesa. Todos os inscritos receberão dois e-books da coleção “Cadernos de Leitura” sobre a obra de Jorge Amado e a cada Live novos livros serão ofertados. Visite o Canal Universidade da Gente. Confira a programação que vai de 4 a 31 de agosto de 2021 e faça logo sua inscrição no link .
PARTICIPAÇÃO DA ACADEMIA
No II Webinário Estudos Amadianos, a Mesa da ALI será 27.08, às 19:00 horas, com o tema: “Jorge Amado, múltiplo e plural: terra, morte e coronelismo“, com André Rosa que abordará a morte na obra de Jorge Amado; Maria Luiza Heine, que discutirá sobre Jorge Amado e os coronéis do cacau e o confrade Aleilton Fonseca que abordará "a mata viva, em Terras do sem-fim". A coordenação da mesa será do presidente da ALI, Pawlo Cidade.
domingo, 25 de julho de 2021
sábado, 24 de julho de 2021
FUNDAÇÃO PEDRO CALMON RECEBE OBRA POÉTICA COMPLETA DE CYRO DE MATTOS

Cyro de Mattos é contista, novelista, romancista, cronista, poeta, ensaísta e organizador de antologia. É autor de 54 livros e seus contos e poemas figuram em mais de 50 antologias, no Brasil e no exterior. Conquistou mais de 40 prêmios literários. É membro efetivo do Pen Clube do Brasil, Ordem do Mérito da Bahia, no grau de Comendador, e da Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de Itabuna e Academia de Letras de Ilhéus. De acordo com o diretor geral da FPC, Zulu Araújo, a obra de Cyro de Mattos é e será de grande valia para o estímulo do livro e da leitura em todo o estado.












