sexta-feira, 4 de agosto de 2023

ARTIGO



Sosígenes Costa, ao centro. 
Na esquerda, Jorge Amado, e à direita, Florisvaldo Mattos.



O Triunfo de Sosígenes Costa

Por Carlos Roberto Santos Araújo*



Se todos os gostos fossem iguais, o que seria do amarelo?, perguntava-se Machado de Assis, em uma de suas crônicas escritas no final do séc. XIX. Parece que o bruxo de Cosme Velho não apreciava os tons dourados. Naqueles tempos, de conservadorismo puritano, o bom gosto pressupunha sobriedade e discrição. Repelia-se a cor solar, espalhafatosa. Em razão disso, o criador do Brás Cubas optava pelas cores escuras e cinzentas, que ele, por intermédio do seu personagem, chamava de “tinta da melancolia”.

Isto demonstra como as cores sempre foram temas prediletos dos poetas. Rimbaud escreveu um soneto célebre em que atribuía a cada vogal uma cor. Mallarmé citou o azul, mais de cinquentas vezes, em sua obra poética. Cruz e Souza endeusou a cor branca. Garcia Lorca celebrou o “verde que te quiero verde”. E o maior deles, Camões, falou de “uns olhos verdes”, tão verdes como as esmeraldas que Paes Leme nunca achou numa Sabarabuçu de meras turmalinas.

Como tudo tem a sua vez, chegou, um dia, a hora do amarelo. E este, como um Luís XIV redivivo, reinou, absoluto, dominou a pintura e a poesia, para não falar na Indústria da Moda, de tal forma que hoje ele se acha em todas os lugares, envolvendo, voluptuoso, o corpo das elegantes.

No Brasil tropical, ensolarado e sem fronteira, o amarelo, também, teria a sua vez. O amarelo das flores, das aves, dos crepúsculos, do azeite de dendê da nossa culinária. A gradação dos tons, a refração da luz. O amarelo invadiu todos os domínios. E, na literatura, o fez através de poesia do baiano Sosígenes Costa. Este, poeta sensual, esmerou-se em uma poesia visual, olfativa, auditiva. Uma poesia que celebrava a plasticidade do ambiente e se voltava para as cores fortes e para a intensidade de luz. Não fosse poeta, Sosígenes teria sido pintor. E sua cor predileta, seria, nada mais e nada menos, que o amarelo. Não teria, como Picasso, uma fase azul, outra, rosa. Não. Seria o puro amarelo. Sua poesia, que nada tinha de intelectiva nem de conceitual, era, ao contrário, feita de imagens, sobretudo de imagens coloridas, de cores quentes e sensuais, sugestivas de um forte erotismo disseminado na paisagem. Como em um Van Gogh tropical, em Sosígenes predomina um amarelo pródigo que, muitas vezes, se desdobra em gradações de “sépia, topázio, abóbora, berilo”, verso de um dos seus sonetos mais belos, “O triunfo do amarelo”. 

Tem razão Hélio Pólvora, quando vê em Sosígenes um poeta de expressão pré-modernista, que rejeitou inicialmente a escola moderna, à época chamada de futurista. Isto porque a melhor poesia de Sosígenes é aquela dos Sonetos Pavônicos, nos quais o poeta usa os procedimentos das escolas parnasiana e simbolista. Parnasiano pelo rigor do verso e da métrica, pela perfeição da forma, pelo uso da mitologia clássica e do próprio soneto como o gênero literário de sua preferência. Lembre-se que tal forma poética era simplesmente abominada nos primeiros anos do modernismo brasileiro. Simbolista foi também Sosígenes pela sua plasticidade, pelas sinestesias, pela musicalidade, pelos recursos de aliteração, pelo cromatismo intenso de suas imagens. Tudo isto vinha de Baudelaire, que abriu o caminho para a poesia moderna. Aliás, o autor das Flores do Mal, precursor do moderno, inicia estes procedimentos poéticos, influencia o simbolismo, lança mão de novos recursos, faz o intercâmbio dos sentidos. No soneto Correspondances, ele diz: ‘Comme de longs échos qui de loin se confondent / Dans une ténébreuse et profonde unité, /Vaste comme la nuit et comme la clarté, /Les parfums, les couleurs et les sons se répondent’

Este tipo de correspondência, mistura de cores, sons e perfumes, iria se disseminar, através do movimento simbolista, e, aqui na Bahia, seria largamente utilizada por Sosígenes, durante a gestação dos seus belos sonetos, sobretudo os “pavônicos”. Só depois, Sosígenes aderiu ao Modernismo, através de Iararana, poema mítico, escrito nos moldes do “Cobra Norato”, de Raul Bopp. A poesia brasileira vivia, àquela época, o dilema de ser nacionalista, de buscar raízes brasileiras e procurar sua identidade. “Tupi or not tupi, that is the question”, diziam os poetas dos grupos Antropofagia, do Verde-Amarelo, e Anta. Mario de Andrade, com sua trupe de paulistas, viaja ao Amazonas, em busca de lendas e mitos, à procura do Brasil. Escreve o Poema do Seringueiro e diz: “Este homem é brasileiro que nem eu”. Traz a lume Macunaíma e a Toada do Pai do Mato. Cassiano Ricardo apresenta o Martin Cererê e Oswald publica Pau Brasil. Redescobria-se o Brasil. Foi através destas escolas que Sosígenes participou do modernismo, e escreveu Iararana. Outra vertente que também firmou moda na época foi a valorização da cultura negra. Mario escreve os Poemas da Negra. Jorge de Lima, Raul Bopp e Ascenso Ferreira escrevem poemas com a mesma temática. Sosígenes seguiu também esta trilha e produziu uma série de poemas ‘negros’. Este tipo de poesia, entretanto, voltada para mitos indígenas e negros ficou para trás, precluso. Foi um rápido intermezzo nativista. A geração seguinte, com Drummond, Vinicius, Schmidt, Murilo, Cecília, seguiria outros caminhos, à procura de temas universais. Este desvio da poesia, ao qual Manuel Bandeira não aderiu, simplesmente morreu com o esvaziamento da ideologia das correntes nacionalistas do modernismo.

Acho, pois, que a grande força da poesia de Sosígenes se encontra em sua primeira fase, em que ele é o poeta de linguagem pré-modernista, o sonetista dos pavões, dos crepúsculos, da flora sul baiana. O poeta cromático, sobretudo da cor amarela. Aí, sim, Sosígenes foi supremo, sua poesia se tornou uma fonte de encantamento, e seduziu leitores, produziu êxtase. Vivendo à beira-mar, nos Trópicos, Sosígenes haveria de sofrer a influencia da intensa luz solar, da luminosidade da Região Cacaueira da Bahia, onde o sol, em refração com o verde da floresta, transforma-se no que Mario de Andrade chamava de “pintor de dúzias”. Dissemos acima que, não fosse poeta, Sosígenes teria sido pintor. Aliás, pensando melhor, ele foi pintor. Este é o Sosígenes que ficará: o cantor das cores, dos pássaros, dos perfumes, dos vinhos, dos crepúsculos, dos colibris, e dos pavões, os “pavões de caudas verdes e amarelas”, símbolos da beleza suprema. Com Sosígenes, aprendemos a beleza do amarelo. Ainda bem que nem todos os gostos são iguais.

* Membro efetivo da cadeira nº 26.

quinta-feira, 27 de julho de 2023

VÁ EM PAZ, QUERIDO PROFESSOR!


 

    O professor Soane Nazaré de Andrade ocupou a cadeira nº 32, da Academia de Letras de Ilhéus.

   Mestre Soane nasceu em Uruçuca, na época Água Preta, município de Ilhéus, na Fazenda Felicidade, que pertencia a sua família, em 5 de agosto de 1930, eram seus pais Adjovânio Andrade e Selika Nazaré Andrade, que tinham mais seis filhos: Deir, Gilta, Denílson, Vera, Suzana e Antônio (Já falecido).

Aos seis anos de idade mudou-se para Ilhéus, estudou na Escola Afonso de Carvalho e no Instituto Municipal de Ensino Eusínio Lavigne - IME. Em Salvador, estudou no Colégio da Bahia e na Faculdade de Direito da Bahia onde se formou em 1953. Casou-se com Heloisa Cavalcante Andrade, tiveram quatro filhos: Ana Virgínia, Luis Frederico, Soane Jr. e Maria Valéria.

Foi professor no IME; diretor da Penitenciária do Estado da Bahia; fundador, diretor e professor (Direito Constitucional e Direito Político) da Faculdade de Direito de Ilhéus; Chefe de gabinete do Ministro das Comunicações Carlos Simas, de 1968 a 1969; Delegado do Brasil na Conferência das Comunicações Via Satélite em Genebra, Suíça, em 1969; idealizador e primeiro Reitor da Universidade do Mar e da Mata, Maramata, em Ilhéus.

Em 25 de junho de 1981 tornou-se membro da Academia de Letras de Ilhéus, na cadeira 32, em que foi Patrono Pethion Villar e fundador Flávio de Paula. Foi candidato a Prefeito de Ilhéus pelo PFL em 2004. Mas não obteve êxito nas urnas.

Aos 80 anos de idade sofreu um enfarto em Salvador, onde mora. Como nasceu numa fazenda de cacau, é lavrador por nascimento e espera morrer à sombra dos cacauais. Seu nome é dado ao Campus da Universidade Estadual de Santa Cruz, antiga FESPI – Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna, onde lecionou e foi reitor.

Morre aos 92 anos de idade, nesta data.

domingo, 23 de julho de 2023

TICA SIMÕES, A MAIS NOVA CONFREIRA DA CASA DE ABEL, TOMA POSSE EM NOITE MEMORÁVEL

No último dia 22 de julho, sábado memóravel para a Casa de Abel, tomou posse a querida escritora e pesquisadora Maria de Lourdes Netto Simões, Tica Simões, que agora passará a ocupar a cadeira nº 19, cujo efetivo anterior foi o saudoso professor Arléo Barbosa. A confreira foi recepcionada pelo mestre Ruy do Carmo Póvoas e o comando dos trabalhos esteve sob a dedicada direção da confreira Anarleide Cruz Menezes, presidente em exercício.




A casa de Abel ficou repleta de autoridades, amigos e acadêmicos. O reitor Alessandro Fernandes, da Universidade Estadual de Santa Cruz, também esteve presente.





Confreira Jane Hilda e sua irmã Jane Kátia

Mestre Ruy do Carmo Póvoas, responsável por recepcionar 
nossa nova confreira Tica Simões



Confrade Aleilton Fonseca com a nova confreira.



A ex-reitora René Albagli também foi prestigiar a posse



quinta-feira, 6 de julho de 2023

MARIA DE LOURDES NETTO SIMÕES TOMA POSSE DIA 22



No próximo dia 22 de julho, sábado, às 18h30, estará tomando posse da cadeira nº 19, antecedida pelo saudoso professor Carlos Roberto Arléo Barbosa, a pesquisadora Maria de Lourdes Netto Simões, "Tica Simões".


Maria de Lourdes Netto Simões possui uma sólida formação humanística, cientifica e pedagógica. Cumpriu Doutorado em Estudos Portugueses; é pós-doutora em Literatura Comparada e Turismo Cultural; e pós-doutora em Literatura Portuguesa Contemporânea, pela Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Como professora da graduação e da pós-graduação, em Letras e em Turismo, da Universidade Estadual de Santa Cruz, ela marcou época, como uma das fundadoras das bases da pesquisa, do ensino e da extensão no estudo da nossa literatura. Assim, orientou 51 trabalhos de alunos, entre graduação e pós-graduação, organizou diversos eventos acadêmicos literários, publicou dezenas de trabalhos em periódicos nacionais e estrangeeiros, num total de 175 textos, entre prefácios, artigos e ensaios, em diversos livros e revistas. 

Participou de vários eventos locais, nacionais e internacionais, apresentando seus trabalhos, realçando o nome da UESC e da nossa região. Sua sensibilidade crítica a levou a identificar e descrever as relações entre a literatura do Sul da Bahia e o seu potencial para o desenvolvimento do turismo de qualidade cultural, demonstrando que a poesia e as narrativas contituem um legado que retrata as nossas paisagens, as nossas referências, como um conhecimento ao mesmo literário e turístico, como forma de fruição dos ilheenses e também dos nossos visitantes. Atualmente é Consultora para assuntos Literários e Culturais, inclusive os relacionados a fluxo turístico.

Depois de décadas dedicadas à formação intelectual de várias gerações de professores, estudiosos, escritores, críticos literários – seus ex-alunos que a reverenciam nos eventos, Tica Simões tornou-se Professora Titular, hoje aposentada, da Universidade Estadual de Santa Cruz, onde, além de docente, foi Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (1996-2000). 

Foi Conselheira Estadual de Cultura do Estado da Bahia (2011-2013). Por seus méritos, recebeu a Comenda da Ordem do Ensino Público ( de Portugal), e a Comenda do Mérito de São Jorge dos Ilhéus. Trata-se de uma intelectual completa, com vasta experiência, considerada uma grande conhecedora da literatura baiana, brasileira e portuguesa, reconhecida no Brasil e no exterior. Até o momento, já publicou 15 livros, sendo 12 títulos pela Editus, em sua maioria sob a direção editorial da acadêmica Baísa Nora. Entre eles: Pluralidades Patrimônio Cultural e Viagens, Fragmentos postais de um pedaço da Bahia e Expressões culturais, literatura e turismo : estudos sobre memória, identidade e patrimônio cultural.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

CONFRADE CYRO DE MATTOS RECEBE PRÊMIO CASA DAS AMÉRICAS 2023





Cyro de Mattos, membro da cadeira nº 16, da Academia de Letras de Ilhéus, recebeu o Prêmio Casa das Américas 2023 com o livro Infância com Bicho e Pesadelo e Outras Histórias, segundo anunciou no dia 28 o diretor Jorge Fornet da Casa das Américas, em Havana, Cuba. O Prêmio Casa das Américas consiste no valor de 3000 dólares e a edição do livro premiado em dez mil exemplares pelo Fondo de Cultura Editorial da Casa das Américas.

Os escritores e críticos brasileiros Mário Araújo e Clara Dias, junto com a crítica cubana Ingrid Brioso Riemont, integraram a comissão julgadora dos livros de ficção publicados em português entre 2020 e 2022. Concorreram 452 candidatos. A Comissão Julgadora decidiu premiar o livro Infância com bicho e pesadelo (e outras histórias), de Cyro de Mattos, “por ser un libro que absorbe al lector por sus narraciones poéticas de una inquietante levedad, que cautivan a quien lee, y que revelan un sor­prendente dominio del lenguaje. El volumen posee una calidad literaria única que refleja la madurez del autor”.

As obras Mesmo sem saber pra onde, de JR Bellé, e Máquina rubro-negra, de Gustavo Castanheira, receberam menções nesta categoria de Literatura brasileira. Mais de 450 candidatos concorreram ao certame na categoria Conto.

Um dos mais antigos e prestigiados certame de literatura no Continente, tendo atuado nele como jurado Alejo Carpentier, Mário Vargas Llosa, Carlos Fuentes, José Saramago, João Ubaldo Ribeiro, o Prêmio Literário Casa das Américas já foi conquistado pelos brasileiros Oduvaldo Viana Filho, Ziraldo, Chico Buarque de Holanda, Nélida Piñon, Ledo Ivo, Ângela Leite, Maria Valéria Rezende, Rubem Fonseca, Moacyr Scliar e Silviano Santiago, entre outros.

Cyro de Mattos, 84 anos, itabunense, jornalista, advogado, contista, novelista, romancista, poeta, ensaísta. "Realmente um escritor brasileiríssimo pela temática e pela linguagem. O tema é o povo brasileiro mais humilde e típico e a linguagem, depurada, exata, amplia a dramaticidade da ação, impedindo qualquer vulgaridade de sentimento."

segunda-feira, 24 de abril de 2023

CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA

   


ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS


CONVOCAÇÃO 

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA 

 

A ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS convoca todos os seus membros para ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA a realizar-se em 26de abril de 2023, de forma virtual*, às 19 horas, em primeira chamada, e às 19:10, em segunda chamada, validando-se as decisões com o número de acadêmicos presentes: 

Pontos de pauta: 

1.     Ratificação e convalidação dos atos praticados por e em nome da Academia de Letras de Ilhéus desde 01 de janeiro de 2003 até a presente data, incluindo atos de gestão da Academia, eleição de Diretoria, prestação de contas da Diretoria e atos de admissão de novos membros. 

2.     Aprovação da inserção do Capítulo III da 2ª Reforma do Estatuto da Academia de Letras de Ilhéus, referente à demissão/exclusãopara adequação ao Código Civil vigente. 

3.     O que ocorrer, inclusive a discussão de outras propostas de reforma do Estatuto 

 

• O link  será fornecido até 30 minutos antes do início da Assembleia. 

 

Ilhéus, Bahia, 11 de abril  de 2023. 

 

Atenciosamente,  

 

 

ANARLEIDE MENEZES – VICE-PRESIDENTE 

(PRESIDENTE EM EXERCÍCIO) 

terça-feira, 21 de março de 2023

URGENTE: CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA




ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS 

 

CONVOCAÇÃO 

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA 

 

A ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS convoca todos os seus membros para ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA a realizar-se em 13 de abril de 2023, de forma híbrida (presencial e remota), às 16 horas, em primeira chamada, e às 16:10, em segunda chamada, validando-se as decisões com o número de acadêmicos presentes: 

Pontos de pauta: 

1.     Ratificação e convalidação dos atos praticados por e em nome da Academia de Letras de Ilhéus desde 01 de janeiro de 2003 até a presente data, incluindo atos de gestão da Academia, eleição de Diretoria, prestação de contas da Diretoria e atos de admissão de novos membros. 


2.     Aprovação da inserção do Capítulo III da 2ª Reforma do Estatuto da Academia de Letras de Ilhéus, referente à demissão/exclusãopara adequação ao Código Civil vigente. 


3.     O que ocorrer, inclusive a discussão de outras propostas de reforma do Estatuto 

 

• O link para a reunião será fornecido até 30 minutos antes do início da reunião. 

 

Ilhéus, Bahia, 20 de março de 2023. 

 

Atenciosamente,

 

 

ANARLEIDE MENEZES – VICE-PRESIDENTE (PRESIDENTE EM EXERCÍCIO) 

JOSEVANDRO NASCIMENTO – SECRETÁRIO GERAL 

quinta-feira, 2 de março de 2023

ACADEMIA ABRE TRABALHOS E EMPOSSA NOVA DIRETORIA NA TERÇA-FEIRA, DIA 14



A Academia de Letras de Ilhéus (ALI) abre oficialmente os trabalhos deste ano na terça-feira, dia 14, em solenidade que se realiza anualmente nesse dia, em razão de ser a data de nascimento do patrono da ALI, Castro Alves (nascido a 14 de março de 1847), Dia da Poesia, e dia da fundação da própria entidade (14 de março de 1959). A solenidade começa, na Praça Castro Alves, ao lado do busto do poeta, às 17 horas, com uma homenagem ao “poeta dos escravos”, feita pelo acadêmico Josevandro Nascimento, com participação especial do ator e poeta José Delmo.

A nova diretoria, a ser empossada às 18h30, tem como presidente o escritor Pawlo Cidade, reeleito. Os demais integrantes são: Anarleide Menezes (vice-presidente), Josevandro Nascimento (secretário-geral), Sebastião Maciel (1º secretário), Luh Oliveira (1ª tesoureira) e Efson Lima (2º. Tesoureiro). Em seguida, serão empossadas as Comissões de Patrimônio (Anarleide Menezes, André Rosa e Pawlo Cidade), de Comunicação e Mobilização (Jane Hilda Badaró, Josevandro Nascimento e Sebastião Maciel) e de Editais  e Prêmios (Efson Lima, Gustavo Cunha e Rita Santana), seguidos pela conferência, também em homenagem à Castro Alves, ministrada pelos acadêmicos Gustavo Cunha e Ramayana Vargens.


O presidente Pawlo Cidade destacou a importância da solenidade, que se repete há mais de seis décadas. “Foi iniciada em 1959, por Abel Pereira, e feita anos a fio, por Francolino Neto, Plínio de Almeida, Jorge Fialho, Adonias Filho e tantos outros confrades”, disse o acadêmico. “Neste momento, pesa sobre nós todos a responsabilidade e a satisfação de conduzir a Academia de Letras que essas pessoas construíram com tanto idealismo”, finalizou Pawlo Cidade.





Texto/Ascom/ALI: Antônio Lopes.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

NOTA DE REPÚDIO


 

NOTA DE REPÚDIO


Como presidente da Academia de Letras de Ilhéus, instituição que é um dos maiores símbolos da literatura no estado da Bahia, não posso admitir como plausível ou natural o que se sucedeu neste domingo, em Brasília. Por isso, em nome de todos que subscrevem esta nota, repudio de forma arrebatada os atos terroristas que se sucederam, financiados por indivíduos e grupos que não aceitam o resultado das urnas. 

A Academia de Letras de Ilhéus estará vigilante a qualquer tentativa de hérnia constitucional e não silenciará diante dos abusos de quem busca instituir, pela bestialidade, seu desejo acima da vontade soberana do povo brasileiro.


Pawlo Cidade

Presidente

Academia de Letras de Ilhéus


Subscrevem esta nota:


Aleilton Fonseca 

Anarleide Menezes

André Rosa Ribeiro

Antônio Ezequiel

Antônio Lopes

Carlos Roberto Araújo 

Edvaldo Brito

Efson Lima

Fabrício Brandão

Geraldo Lavigne de Lemos

Jabes Ribeiro

Jane Hilda Baradó

Luh Oliveira

Manoel Carlos Neto

Maria Luiza Heine

Maria Schaun

Pawlo Cidade 

Ramayana Vargens

Rita Santana

Ruy Póvoas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

O ESCRITOR E PROFESSOR ALEILTON FONSECA RECEBE TÍTULO DE “CIDADÃO ILHEENSE”




O escritor, professor e crítico literário Aleilton Fonseca, natural da cidade de Firmino Alves e morador de Salvador, recebe o título de "Cidadão Ilheense" neste 22 de dezembro (quinta-feira), às 18 horas, no Centro de Convenções de Ilhéus. A entrega desse título foi aprovada pela Câmara de Vereadores, cuja indicação foi de autoria do vereador Cláudio Magalhães. 

O vereador Cláudio Magalhães, no projeto, enalteceu a caminhada acadêmica do professor e intelectual Aleilton Fonseca e destacou o orgulho de saber e confirmar as contribuições literárias do acadêmico para o engrandecimento deste território baiano, visto o escritor ser um promotor do município e evidencia que a homenagem é um desejo enorme do membro da Academia de Letras de Ilhéus.

O professor Aleilton Fonseca morou na cidade de Ilhéus durante a infância e a adolescência, afastando-se daqui para fazer seus estudos universitários em Salvador, quando concluiu seus estudos em Letras na Universidade Federal da Bahia. Entretanto, ele está sempre presente na cidade. 

Além de membro da Academia de Letras de Ilhéus, o poeta e intelectual Aleilton Fonseca é membro da Academia de Letras de Itabuna e da Academia de Letras da Bahia.

O ensaísta e crítico literário Aleilton Fonseca é professor da Universidade Estadual de Feira de Santana, onde leciona na graduação, no mestrado e no doutorado. Na condição de verbete da literatura brasileira, Aleilton Fonseca possui diversas obras publicadas no Brasil e no exterior, especialmente, em língua francesa. É presença constante e atuante nos inúmeros Festivais Literários, inclusive, da Feira Literária de Ilhéus e do Festival Literário Sul-Bahia, assim como de outros na Bahia e no Brasil. 

Para o futuro "Cidadão Ilheense", acadêmico e apaixonado por Ilhéus, Aleilton Fonseca, a homenagem "é uma certidão de meu amor por Ilhéus, pois, desde os 4 anos de idade, eu já me sentia ilheense. Sou muito grato por este reconhecimento oficial", concluiu o professor.

Para o escritor, pesquisador e membro da Academia de Letras de Ilhéus e Grapiúna, Efson Lima, “a homenagem a Aleilton Fonseca é uma enorme generosidade dos vereadores de Ilhéus, especialmente, do vereador Cláudio Magalhães, ao reconhecer um dos maiores escritores vivos da Bahia e, consequentemente, engrandece a Nação Grapiúna em razão do professor ser um Embaixador do Município de Ilhéus”. 

O imortal Aleilton Fonseca recorre inúmeras vezes ao município de Ilhéus para compor seus poemas, tornando a "Princesinha do Sul" um símbolo presente em sua escrita. Além de ser cantado em verso e prosa pelo acadêmico, o Rio Cururupe é um lugar que é sempre (re)visitado pelo mais novo "Cidadão Ilheense", assim como o Bataclan e a estátua de Sapho. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

ASSEMBLEIA

 

ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS

 

CONVOCAÇÃO

REUNIÃO ORDINÁRIA ONLINE

 

A ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS convoca seus membros para reunião ordinária a realizar-se em 06 de dezembro de 2022, de forma remota, às 19:00 horas em primeira chamada e as 19:10 em segunda chamada validando-se as decisões com o número de acadêmicos presentes:

 

Serão pontos de pauta:

A)    CONFRATERNIZAÇÃO

B)     PROJETOS FUTUROS

C)   O QUE OCORRER

 

• O link para a reunião será fornecido oportunamente.

 

Ilhéus, Bahia, 30 de novembro de 2022.

 

Saudações Cordiais,

 

PAWLO CIDADE - PRESIDENTE

JANE HILDA M. BADARÓ – SECRETÁRIA GERAL

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

CONFRADE PAWLO CIDADE É REELEITO PARA MAIS UM MANDATO A FRENTE DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS



Na tarde do último dia 17 de novembro, a Comissão Eleitoral da Academia de Letras de Ilhéus, presidida por Maria Schaun, declarou vencedora a chapa Akademus, com um total de 30 (trinta) votos, para o biênio 2023-2025. 

A chapa é formada pelo escritor Pawlo Cidade (presidente), a museóloga Anarleide Menezes (vice-presidente), o professor Josevandro Nascimento (secretário geral), o professor Sebastião Maciel Costa (primeiro secretário), a escritora Luh Oliveira (primeira tesoureira) e o advogado Efson Lima (segundo tesoureiro). "Nossa responsabilidade aumentou e com ela meu amor e minha dedicação à Casa de Abel. Juntos iremos construir, nos anais desta confraria, um tempo de mais amor à Cultura e as letras. Deus é bom", declarou Cidade aos confrades e confreiras.

A posse está marcada para 14 de março de 2023, na sede da ALI, à Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro, Ilhéus, Bahia.

Quem é Pawlo Cidade?

O escritor, com 22 livros publicados, professor, pedagogo, educador ambiental, dramaturgo e agente cultural Pawlo Cidade (54) é natural de Ilhéus, foi Secretário de Cultura do Município (2018-2019), Diretor das Artes da Fundação Cultural do Estado (2020-2021), Conselheiro Estadual de Cultural (2014-2017). Possui especialização em gestão cultural pela Universidade Estadual de Santa Cruz, em Gestão e Modelagem de Projetos Culturais pela Fundação Getúlio Vargas, atuou no Teatro como diretor, autor, ator e produtor por 25 anos. É casado com a médica veterinária Viviane Siqueira Couto, pai de Caio Vinicius e avô de Caleb. Recentemente lançou "O Colecionador de Lembranças", romance do gênero realismo mágico, publicado pela Editora do Teatro Popular de Ilhéus.


CONFRADE VERCIL RODRIGUES LANÇA LIVRO SOBRE JOSÉ DE ALMEIDA ALCÂNTARA E O POPULISMO EM ITABUNA

 




O professor, historiador, advogado e jornalista Vercil Rodrigues lança no mercado literário o seu oitavo livro pela Direitos Editoria. Nesta nova obra: “José de Almeida Alcântara: o populismo em Itabuna”, ele conta parte da rica e emocionante trajetória do saudoso ex-prefeito de Itabuna, que nas décadas de 1950/1960 arrastava multidões, especialmente os pobres, quando moldou e mudou a forma de fazer política no interior baiano, dividindo suas atenções com todas as classes sociais, sendo o primeiro grande político populista da região cacaueira e que fez “escola”.

“José de Almeida Alcântara: o populismo em Itabuna”, tem 222 páginas divididas em 5 capítulos, com uma narrativa precisa dos fatos, baseada em apurada pesquisa e depoimentos, além de diversas fotos que tão bem retratam o momento e a época. Vercil Rodrigues, que é autor dos livros “Breves Análises Jurídicas” (2010), “Análises Cotidianas”, “Dicas de Direito Imobiliário”, “Dicas de Direito Previdenciário”, “Jornal Direitos, 12 anos de História...Entrevistas”; “Tribunal do Júri – História, origem e evolução no Direito Processual Penal” e “Jornal O Compasso, 10 anos de História Maçônica... Entrevistas” (2022) todos pelo selo Direitos Editoria, não esconde que esse livro é um sonho antigo que ele finalmente realizou.

Para o autor a política grapiúna e a forma de administrar Itabuna tem dois momentos: o primeiro, até Alcântara e o segundo, pós Alcântara. O livro tem um corte temporal nas décadas de 1950/1960 e conta um período dos tempos áureos da região cacaueira e da retomada da democracia no Brasil, além do surgimento de políticos populistas e próximo ao povo e seu eleitorado.




Essa obra mostra uma nova faceta desse inteligente e multiprofissional Vercil Rodrigues, que divide o seu dia como professor, advogado, historiador, jornalista e imortal das academias de Letras de Ilhéus (ALI), Academia Grapiúna de Letras (AGRAL) e Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (Aljusba) e ainda arruma tempo para realizar esse projeto inovador, rico em história de Itabuna e regional e que servirá como fonte de pesquisa para essa e as futuras gerações.

Quem é Vercil Rodrigues

O autor é casado com a empresária Angélica Rodrigues e apesar das inúmeras profissões e graduações, não esconde de ninguém que tem alma “camelô”, “vendedor” e “comerciante”, ou seja, de empreendedor. O bem sucedido e multiprofissional é filho de uma comerciante/camelô e cresceu se aventurando pelos campinhos de terra da Mangabinha e tomando banho no rio Cachoeira. O menino cresceu, virou cobrador de ônibus, vendedor, produtor de bandas regionais (sempre estudando muito), virou professor, advogado, historiador, jornalista e hoje é um dos grandes autores que Itabuna tem, com oito livros lançados nos últimos 10 anos. “Trabalho diariamente pelo menos 18 horas por dia, pois acredito que o trabalho e o conhecimento são a base do sucesso profissional do indivíduo”, diz Vercil Rodrigues.


Por Arnold Coelho
Designer Gráfico, diagramador e jornalista MTB 6446/BA