No dia 14 de março de 2025, a Academia de Letras de Ilhéus (ALI) realizará a abertura do seu ano acadêmico em uma solenidade especial. O evento acontecerá às 19h, no auditório da instituição, localizada na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro, Ilhéus.
A cerimônia contará com a presença do renomado escritor e professor Aleilton Fonseca, atual presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB), que fará uma exortação ao poeta Castro Alves, um dos maiores nomes da literatura brasileira e símbolo da luta abolicionista.
Posse da nova diretoria
Na ocasião, o presidente da ALI, Pawlo Cidade, dará posse à nova diretoria para o biênio 2025-2026, que será liderada pelo acadêmico, professor e advogado Josevandro Raymundo Ferreira Nascimento. Mestre em Direito Público, professor aposentado da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e fundador do curso de Direito da Faculdade Madre Thaís (FMT), ele também é membro da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (Aljusba) e da Academia Brasileira Rotária de Letras da Bahia, além de ocupar a Cadeira nº 14 na ALI.
A nova diretoria, eleita sob a chapa “Cultura em Movimento”, terá a seguinte composição, além do presidente, a Vice-presidente: Luh Oliveira; Secretária-geral: Maria Schaun; 1ª Secretária: Jane Hilda Badaró; 2ª Secretária: Maria Luiza Nora de Andrade; 1ª Tesoureira: Maria Luiza Heine; 2º Tesoureiro: Vercil Rodrigues; Diretor da Revista: Fabrício Brandão e Diretor da Biblioteca: Pawlo Cidade. A Comissão de Contas será formada pelos acadêmicos Ruy do Carmo Póvoas, Efson Lima e Ramayana Vargens.
Uma trajetória de cultura e literatura
Fundada em 14 de março de 1959, a Academia de Letras de Ilhéus é um dos mais importantes espaços de fomento à literatura e à cultura no sul da Bahia. Conhecida como a "Casa de Abel", em homenagem ao escritor ilheense Abel Pereira, a instituição mantém um compromisso contínuo com a difusão do conhecimento e a valorização dos escritores regionais.
A abertura do ano acadêmico e a posse da nova diretoria prometem reforçar essa tradição, reafirmando o papel da ALI como um centro de referência intelectual e cultural na Bahia.
O Vesúvio foi inaugurado no início da década de 10, do século XX, em frente a Capela de Sâo Sebastião, conforme Francisco Borges de Barros anotou em seu livro "Crônica sobre a Capitania dos Ilhéus", editado em 1914. O empreendimento foi uma iniciativa dos italianos e primeiros proprietários, Nicolau Caprichio e Vicenti Queverini, como Pastelaria Vesúvio, em homenagem ao famoso vulcão da cidade de Nápoles, Itália. Inicialmente construído apenas com andar térreo e com telhado em duas águas, passou a ser um dos pontos mais frequentados da cidade. Nas fotografias a partir do início da década de 20, o prédio já contava com o pavimento superior.
Segundo Raymundo Pacheco Sá Barretto, em seu livro "Notas de um Tabelião", um português conhecido como Figueiredo comprou dos italianos, que posteriormente vendeu a Durval Moreno, e consecutivamente este vendeu ao sr. Costa. Depois da administração do Sr. Costa, o bar ficou por um pequeno período fechado, vindo a ser reaberto pelo espanhol Armando Lorenzo. Não há registros de qual desses proprietários trocou o nome para "Bar Triunfo", conforme registro fotográfico de J. Dias, em 1942. Ainda segundo Sá Barretto, o bar foi adquirido em 1945 por Emílio Maron, que mudou o nome para "Bar Maron", conforme registrado em 1950 por Francino Vieira.
Na década de 80, o prédio foi adquirido pelo suíço Hans Koella, voltando a funcionar com o nome "Bar Vesúvio", administrado por outro suíço, Horst Walter Mayner.
Passados alguns anos, o bar foi arrendado a Paulo César Vieira de Carvalho, o saudoso Badalo. Em 1997, Badalo recepcionou o casal Jorge Amado e Zélia Gattai com sua comitiva, quando o escritor recebeu o Título de Cidadão Ilheuense e inaugurou a Casa Jorge Amado. Após a administração de Badalo, o bar voltou a ser gerido pelo grupo suíço por dois anos, através da empresa Corviglia, fechando novamente em 1999. No ano seguinte, o arrendatário foi Guido Paternostro, que devolveu aos suíços em 2017, a partir de quando o bar passou a ser administrado por outro grupo de empresários, atuais arrendatários.
Fontes:
Raymundo Pacheco Sá Barretto - "Notas de um Tabelião" (1982). Maria Luiza Heine - "Passeio Histórico na Capitania de São Jorge dos Ilhéus" (2003). Guido Paternostro - Depoimento pessoal (2025).
Créditos:
Foto 1 - Imagem da internet (entre 1910~1920). [Foto s.i.] Foto 2 - Foto: A. Fâmula (1928) - Acervo: Ubaldo Senna Filho. Foto 3 - Foto: J. Dias (1942) - Acervo: Lêda Hora. Foto 4 - Foto: Francino (1950) - Acervo: Ubaldo Senna Filho. Foto 5 - Foto: José Nazal (2025).
NOTA:
Texto de José Nazal Pacheco Soub, membro da cadeira nº 38, da Academia de Letras de Ilhéus. Texto publicado originalmente no site O tabuleiro, em 09 de janeiro de 2025.
Contam que nasceu numa manjedoura, em Belém, o berço era de palha. Foi anunciado por uma estrela, no céu toda acesa de Deus. Os bichos cantaram: Jesus nasceu! Jesus nasceu! Os pastores tocavam uma música serena nas suas doces flautas. São José, o pai, o que tinha mãos habilidosas no manejo de enxó, plaina e formão, soube que de agora em diante ia talhar a mais pura fé do seu constante coração. A Virgem Maria, mãe do menino, dizia baixinho: Pobrezinho quando for um homem, de tanto nos amar, vai morrer na cruz.
Os três reis magos foram chegando, vieram de longe, muito longe, atravessaram montanhas e desertos. Traziam, como presente para o menino, mirra, incenso e ouro. Ajoelharam-se, sabiam que não eram dignos de tocar naquela palha. Bastava agora que fizessem o bem ao próximo e seriam alçados aos céus no final de suas vidas. Abelhas com os seus zumbidos de ouro vieram colocar afeto e mel no coração de cada um dos reis.
Contam mais que foi um menino que brincava como qualquer menino. Gostava de ficar sozinho, mirando a linha do horizonte. Quando ficou rapaz, não teve dúvida, havia sido o escolhido pelo Pai entre os humanos para ultrapassar aquela linha no horizonte. Para conseguir a façanha teria que fazer uma mágica em que disseminasse uma rosa na manjedoura dos ares. Juntar todas as mãos numa só mesa onde todos seriam irmãos.
Teve que trazer as sementes dadas pelo Pai para plantar cirandas nas areias do deserto. E assim, em cada ciranda que fazia entre os sofredores do ver e do viver, os sentimentos daquele homem humilde, com ares de profeta, correram nas águas doces do rio, seguiram no vento manso, que soprou a flor sozinha na plantinha do brejo. E foram levados pela borboleta até o lugar onde o amor sempre permanece, fazendo morada nas asas da ternura.
Acharam que sua mensagem batia de frente com o conforto dos donos do poder quando saía por aí de mãos dadas com os excluídos e curava os enfermos. Espalhava a esperança na pobreza dessa terra. Convencia os homens de que viver vale a pena desde que a vida seja exercida numa comunhão em que não haja desigualdade, injustiça, opressão e hipocrisia. Só dependia de nós que a vida fosse como uma dança, sem agressão, os bichos sem matança, a mata livre da queimada, as nuvens despejando a chuva para fertilizar a terra, desprovida do veneno letal da poluição.
Os donos do poder no sistema organizado não perdoaram a afronta. Traçaram o mais pérfido caminho para ele ultrapassar a linha do horizonte, que tanto contemplara quando era criança. Fizeram que carregasse uma cruz pesada. Puseram uma coroa de espinho na cabeça, cuspiram nele, chicotearam. Morra o rebelado, o falso profeta, o demolidor da ordem, o mentiroso fazedor de milagre, alardearam. Os que estavam com raiva nos olhos, perjuro no coração, fúria canina nas veias, investiam, urravam, não se cansavam de pedir que fosse condenado o subversivo do sistema. Ficaram calados quando foi decretada a crucificação. Não aceitaram que no seu lugar ficasse o ladrão, que para ali fora apenado com a crucificação pelos crimes cometidos.
Mas o que se viu, depois de perversa infâmia vinda de uma perseguição sem igual, é que até hoje tocam os sinos do bem na cidade e na campina, só para nos dizer que do menino nascido na manjedoura se fez um homem para ofertar a todos o amor, apesar de receber em troca seguidas pedradas. No final crucificado para que se cumprisse a profecia, o bendito salvador da humanidade veio para nos dizer que era o filho do Pai Eterno, perdoava a todos que não sabiam que a mais difícil prova era a da inocência.
Blem, blem, blem, confirmam até hoje o acontecido os sinos de Belém, dizendo que o Menino Deus veio ao mundo dos humanos por nos querer tanto bem.
José Nazal recebe a insígnia da ALI das mãos do Dr. Antônio Hygino
Em memorável e prestigiada noite da última sexta-feira, dia 13/12, o fotógrafo e memorialista José Nazal Pacheco Soub, sob a presidência do confrade Pawlo Cidade, tomou posse na Academia de Letras de Ilhéus (ALI). O acadêmico foi recebido pelo confrade Jabes Ribeiro. José Nazal ocupa agora a cadeira de nº 38, cujo efetivo anterior foi o professor e promotor Carlos Eduardo Lima Passos da Silva. E a cadeira tem como patrono Virgílio de Lemos e fundador Nestor Passos.
Em pé: Jabes Ribeiro, Antônio Hygino, Ramayana Vargens, José Nazal, Pawlo Cidade.
Sentados: Anarleide Menezes, Neusa Nascimento, Luh Oliveira, Jane Hilda Badaró e Maria Schaun.
Além dos membros da ‘Casa de Abel”, a posse foi prestigiada por autoridade civis, militares, políticos, imprensa, além de confrades/confreiras de outras academias da região, a exemplo da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (Aljusba) e da Academia Grapiúna de Letras (Agral), ambas sediadas na cidade de Itabuna.
José Nazal Pacheco Soub nasceu em uma família cujo pai, Lucio Soub, veio para a região do cacau numa leva de imigrantes do Oriente Médio e por parte do avô materno, dr. Raimundo Pacheco, juntamente com a avó Ester, que muito contribuíram para nossa cidade com serviços médicos e sociais. Sua mãe, conhecida como Amelinha e suas tias foram professoras fundadoras de colégios sendo fundamentais para a educação de algumas gerações da população ilheense.
José Nazal, Maria Schaun, Jane Hilda Badaró, Delza Schaun e Maria do Socorro Mendonça
O ocupante da cadeira de nº 38 da ALI, além de fotografo profissional é autor do livro “Minha Ilhéus”, que ganhou a sua a primeira edição no ano de 2005, e onde apresenta fotos e textos históricos de diversos autores, essa obra teve edições posteriores com ampliações e atualizações. Ele é membro do Instituto Geográfico e Histórico de Ilhéus.
José Nazal foi vice-prefeito de Ilhéus entre os anos de 2017 e 2020 e em abril de 2024, recebeu o título honorífico de Doutor Honoris Causa, pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).
Marcelo Henrique Dias é o atual diretor do CEDOC/Uesc
Foi eleito no dia 13 de dezembro de 2024, para a cadeira nº 34, o professor e historiador Marcelo Henrique Dias. Ele ocupará a cadeira do efetivo anterior André Luiz Rosa Ribeiro.
Marcelo Henrique Dias é licenciado em História pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, é mestre em História Ibero-Americana pela Unisinos e doutor em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense. Fez estágio pós-doutoral no Instituto de Ciências Sociais / Instituto Universitário de Lisboa. Atualmente é Professor Pleno da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus-BA), pesquisador e vice-coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas Arqueológicas da Bahia (NEPAB), coordenador do Centro de Documentação Histórica e Memória Regional (CEDOC-UESC) e integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em História da UESC (Mestrado em História).
Também é membro da Comissão Henrique Simões para os 500 anos de Ilhéus, da Academia de Letras de Ilhéus.
Foi eleito para a presidência da Academia de Letras de Ilhéus para o biênio 2025/2026 o professor aposentado da UESC, Josevandro Nascimento. Mestre em Direito Público, Advogado Criminalista, criador do curso de Direito da FMT, palestrante em Congressos de Direito, autor de livros jurídicos. Membro da Academia de Letras de Ilhéus, ocupando a cadeira número 14. Também membro da Academia de Letras Jurídicas de Itabuna e Ilhéus e da Academia Brasileira Rotária de Letras da Bahia.
A nova diretoria é formada por Josevandro Raymundo F. Nascimento, presidente; Luh Oliveira, vice-presidente; Maria Schaun, secretária geral; jane Hilda Badaró, 1ª. Secretária; Maria Luiza Nora de Andrade, 2ª. Secretária; Maria Luiza Heine, 1ª. Tesoureira; Vercil Rodrigues, 2º tesoureiro; Fabrício Brandão, diretor da revista e Pawlo Cidade, diretor da biblioteca. Para a Comissão de Contas foram escolhidos Ruy do Carmo Póvoas, Efson Lima e Ramayana Vargens.
A posse da nova diretoria está prevista para o dia 14 de março de 2025.
A Academia de Letras de Ilhéus convida para a palestra O império suíço do cacau: a empresa Wildberger & Co. (Bahia, 1903-1946) com o historiador suíço Michael Schmitz (Universidade de Lausanne) que está em Ilhéus desenvolvendo parte de sua pesquisa de doutorado e compartilhará com o público os resultados parciais do seu trabalho.
Uma promoção do Programa de Pós-Graduação em História da UESC, do CEDOC (UESC) e da Comissão Henrique Simões para os 500 Anos de Ilhéus da Academia de Letras de Ilhéus.
Dia 10 de dezembro, terça-feira, às 19h, no salão nobre a Academia de Letras. Entrada gratuita.
O fotógrafo e memorialista José Nazal Pacheco Soub tomará posse na Academia de Letras de Ilhéus no dia 13 de dezembro de 2024, às 18h30. Ele ocupará a cadeira de nº 38, cujo efetivo anterior foi o professor e advogado Carlos Eduardo Lima Passos da Silva. A cadeira nº 38 temo como patrono Virgílio de Lemos e fundador Nestor Passos.
O memorialista e fotógrafo José Nazal Pacheco Soub nasceu em uma família cujo pai, Lucio Soub, veio para a região do cacau numa leva de imigrantes do Oriente Médio e por parte do avô materno, dr. Raimundo Pacheco, juntamente com a avó Ester, que muito contribuíram para nossa cidade com serviços médicos e sociais. Sua mãe, conhecida como Amelinha e suas tias foram professoras fundadoras de colégios sendo fundamentais para a educação de algumas gerações da população ilheense.
José Nazal aprendeu a amar Ilhéus vendo seus familiares trabalhando por seus destinos. Ingressou no curso de Economia da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, em 1975, mas não concluiu. Entretanto, sua paixão pela fotografia amadora teve início ainda quando cursava o científico no Instituto Nossa Senhora da Piedade, mas se tornou sua profissão vinte anos depois quando passou a colecionar e publicar fotos de sua coleção, publicando seu primeiro trabalho em julho de 1977, onde comparava fotos de períodos anteriores com as daquele momento.
Em 2005 lançou a primeira edição do livro Minha Ilhéus, onde apresenta fotos e textos históricos de diversos autores, esse livro teve edições posteriores com ampliações e atualizações. É membro do Instituto Geográfico e Histórico de Ilhéus.
Em abril de 2024, nosso futuro confrade, recebeu o título honorífico de Doutor Honoris Causa, pela Universidade Estadual de Santa Cruz.
A Academia de Letras de Ilhéus, presidida pelo Sr. João Paulo Couto Santos, eleito para o biênio 2023-2025, no uso de suas atribuições,
RESOLVE:
Retificar o Edital de Convocação, em atendimento ao Artigo 18.1, do Estatuto em vigor, de 7 de dezembro de 2023.
Art. 1º — Fica publicado o Edital de Convocação do Processo Eleitoral para escolha da Diretoria e da Comissão de Contas para o biênio 2025-2026, com o seguinte calendário:
ETAPAS/PERÍODOS
Inscrição de chapas — 2 a 5 de dezembro de 2024
Publicação da(s) chapa(s) inscrita(s) — 6 de dezembro de 2024
Período da campanha — 9 a 11 de dezembro de 2024
Eleições — 12 dezembro de 2024
Contagem dos votos — 13 de dezembro de 2024
Art. 2º — A diretoria para a composição e apresentação da(s) chapa(s) deverá ser formada pelo Presidente, Vice-presidente, Secretário-Geral, 1º Secretário, 2º Secretário, 1º Tesoureiro e 2º Tesoureiro e 3 (três) membros da Comissão de Contas.
Art. 3º — As diretorias de Revista e Biblioteca são de livre indicação do Presidente eleito e poderão ou não compor a chapa a ser inscrita.
Art. 4º — Os votos poderão ser enviados para o e-mail oficial da Academia de Letras de Ilhéus, a saber: academiadeletrasdeilheus@gmail.com ou depositados diretamente na urna em cédula própria, disponibilizados pela secretaria.
Art. 5º — A contagem dos votos se dará através de Assembleia Ordinária, convocada especialmente para este fim.
Art. 6º — A posse da nova diretoria se dará em 14 de março de 2025.
A Academia de Letras de Ilhéus, presidida pelo Sr. João Paulo Couto Santos, eleito para o biênio 2023-2025, no uso de suas atribuições,
RESOLVE:
Art. 1º — Publicar o Edital de Convocação do Processo Eleitoral para escolha da Diretoria para o biênio 2025-2027, com o seguinte calendário:
ETAPAS/PERÍODOS
Inscrição de chapas — 12 a 16 de novembro de 2024
Publicação da(s) chapa(s) inscrita(s) — 18 de novembro de 2024
Período da campanha — 19 a 22 de novembro de 2024
Eleições — 25 e 26 de novembro de 2024
Contagem dos votos — 27 de novembro de 2024
Art. 2º — A diretoria para a composição e apresentação da(s) chapa(s) deverá ser formada pelo Presidente, Vice-presidente, Secretário-Geral, 1º Secretário, 2º Secretário, 1º Tesoureiro e 2º Tesoureiro.
Art. 3º — As diretorias de Revista e Biblioteca são de livre indicação do Presidente eleito e poderão ou não compor a chapa a ser inscrita.
Art. 4º — Os votos poderão ser enviados para o e-mail oficial da Academia de Letras de Ilhéus, a saber: academiadeletrasdeilheus@gmail.com ou depositados diretamente na urna em cédula própria, disponibilizados pela secretaria.
Art. 5º — A contagem dos votos se dará através de Assembleia Ordinária, convocada especialmente para este fim.
Art. 6º — A posse da nova diretoria se dará em 14 de março de 2025.
A professora Renée Albagli Nogueira acaba de ser eleita para a cadeira nº 32, cujo ocupante anterior foi o professor Soane Nazaré de Andrade. Renée Albagli Nogueira é graduada em Biologia pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, com especialização na Universidade Católica de Minas Gerais e em Genética, na Unicamp. Fez especialização também em Gestão Universitária, na Universidade Estadual do Ceará, Mestrado em Gestão Universitária, na Universidade Estácio de Sá. A última etapa deste mestrado foi concluída na St. Paul University, em Chicago (EUA) e Doutorado em Educação concluido em 2010.
Na FESPI (Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna), foi diretora acadêmica, diretora de graduação e extensão. Na UESC, foi pró-reitora de graduação e vice-reitora, e eleita reitora em 1996, tendo permanecido no cargo até janeiro de 2004, quando terminou seu segundo mandato. Foi membro e presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE).
Academia de Letras da Bahia (ALB) realiza, em parceria com a Academia de Letras de Ilhéus (ALI) e a Rede de Integração Cooperativa das Academias de Letras da Bahia (RICA), a mesa ‘As formas fixas da poesia: Poetrix, uma proposta poética para o novo milênio’.
Será no dia 30 de outubro (quarta-feira), às 19h, na Academia de Letras de Ilhéus, localizada na R. Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro.
O evento vai contar com a participação dos escritores Aleilton Fonseca, Cadeira 20 da ALB; Goulart Gomes, da Academia Internacional Poetrix (AIP); sob a coordenação do também escritor Pawlo Cidade (ALI).
Criador do Poetrix, Goulart Gomes apresentará os conceitos, origens e desenvolvimento deste subgênero literário, que completa 25 anos de criação. Abordará, também, os conceitos teóricos, as suas múltiplas formas e as aplicações do poetrix no âmbito educacional.
O evento é gratuito e aberto a todas e todos.
PARTICIPE!
Conheça mais sobre os participantes:
Goulart Gomes é escritor, mestre em Museologia, pós-graduado em Literatura Brasileira e em Comunicação Integrada, graduado em História e em Administração de Empresas. Escreve poesia há 40 anos, já tendo publicado 12 livros, obtido 70 premiações em concursos literários e participado de mais de 60 coletâneas e revistas, em diversos países. Criou a linguagem poética Poetrix, em 1999, que conta com centenas de praticantes.
Aleilton Fonseca é escritor e ensaísta, já publicou cerca de 30 livros, entre conto, romance, poesia e ensaio. Doutor em Letras pela USP, é professor de literatura da UEFS, em Feira de Santana, Bahia. Publicou em diversas revistas brasileiras e estrangeiras. Tem trabalhos traduzidos para francês, espanhol, inglês, italiano, neerlandês e alemão. Sua publicação mais recente é o livro ‘Vozes do nosso tempo’, escrito com o também Acadêmico Carlos Ribeiro. Além da Academia de Letras da Bahia, pertence à Academia de Letras de Itabuna e à Academia de Letras de Ilhéus.
Pawlo Cidade é escritor, dramaturgo, diretor de teatro, articulista, pedagogo, gestor cultural, educador ambiental, especialista em gestão e projetos culturais pela FGV—RJ. Foi presidente do Fórum de Agentes e Gestores Culturais do Litoral Sul da Bahia (2011-2013); membro do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (2014-2017); Secretário de Cultura do Município de Ilhéus (2018-2019); Diretor das Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (2020-2021). Tem 24 livros publicados. É presidente da Academia de Letras de Ilhéus (2021-2025).
A Academia de Letras da Bahia tem apoio financeiro do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.
Noite memorável, a de hoje, neste 14 de outubro de 2024. A Academia de Letras de Ilhéus fez acontecer a Sessão da Saudade, uma homenagem a André Luiz Rosa Ribeiro. Professor, pesquisador, historiador e poeta, André foi reverenciado em falas profundamente marcadas por diversas pessoas que ocuparam a tribuna.
A primeira fala foi a do Presidente Pawlo Cidade que percorreu o perfil intelectual de André. Vários foram os enfoques em sua obra sobre temas da História de nossa Região. Pawlo recitou diversos poemas da autoria de André, transbordantes de lirismo.
Em seguida, Ana Lívia, irmã de André, deixou transbordar toda a emoção oriunda de seu reconhecimento e saudade. Professor Ramayana Vargens proporcionou uma fala ímpar, abordando virtudes de André, trazendo à tona seu profundo apreço pelo homenageado. Disse de uma saudade alegre por ter tido oportunidade de conviver com uma pessoa tão maravilhosa. Foi seguido por Márcia Valéria que fez valer profunda reflexão filosófica sobre a trajetória do homenageado. Janete Macedo traçou o percurso de André, desde a chegada dele à UESC, até se tornar o pesquisador que veio a ser. Por sua vez, Higyno se fez porta-voz do preito de gratidão que resumiu o imenso reconhecimento dos acadêmicos. Enquanto isso, Adélia Pinheiro tratou de seu conhecimento pessoal com André, num depoimento digno de nota.
Confrades e confreiras. Da E. para a D.: Pawlo Cidade, Antônio Hygino, Fabrício Brandão, Anarleide Menezes, Baísa Nora, Luh Oliveira, Ramayana Vargens, Ruy Póvoas, Tica Simões e Maria Schaun.
E ouvindo todas as falas, lembrei-me de algumas passagens dos Evangelhos, que não citarei letra por letra e sim, da lição que me ficou. Numa das muitas conversas que Jesus Cristo manteve com seus discípulos, Jesus quis saber o que eles pensavam sobre Ele. Foi justamente Pedro, que não era o mais amado e depois negou Jesus por três vezes consecutivas, que sentenciou: “Tu és o filho do Deus vivo.” Tal resposta provocou Jesus que exarou uma sentença, sustentáculo da Igreja Católica até hoje: “Tu és Pedro. E sobre esta pedra, edificarei a minha igreja.” Tais lembranças me levaram a cogitar sobre a pedra fundamental que, nos tempos idos, os edificadores punham no fundo da terra, marcando o início da nova construção.
Isso também acontece conosco, os humanos. Cada um de nós constrói sua personalidade a partir e em cima de uma pedra fundamental. Pensando, sentindo e refletindo sobre tudo que eu estava ouvindo sobre André, de repente, me dei conta, que faltava uma abordagem sobre a pedra fundamental, sobre a qual André erigiu todo o percurso de sua trajetória na existência. Acontece, porém, que as pedras fundamentais de uma construção civil ficam soterradas, no fundo de uma alvenaria, e nunca mais são lembradas nem referidas, quando a edificação fica pronta. Assim é também com as pedras fundamentais que sustentam as edificações de nós mesmos. Escondidas sob o solo que sustenta o edifício de nossas escolhas, de nossos percursos, de nossas realizações.
Pawlo Cidade fez o discurso de saudação
Outra coisa a considerar que a história de vida de cada um de nós se divide em capítulos vários e diferentes. Alguns deles são conhecidos pela maioria de nossos contemporâneos. Outros, por parentes, colegas e parceiros mais achegados. Outros mais, por pouquíssimas pessoas íntimas e de nossa confiança. E ainda há aqueles capítulos que somente a própria pessoa conhece.
Então, havemos de perguntar: que capítulos da vida de André estão para além do conhecimento da Universidade, da Academia, da maioria de seus contemporâneos. Esse é o espaço em que apenas seus amigos mais íntimos puderam tomar conhecimento.
Cumpre então outra pergunta: qual foi a pedra fundamental sobre a qual André construiu o edifício de sua vida? Para que a resposta seja verdadeira, é necessário percorrer outros caminhos trilhados por André para além da Universidade e da Academia. Só assim chegaremos a um terreiro de candomblé, pois foi justamente numa comunidade de religião de matriz africana que André encontrou o material suficiente e adequando para com ele, numa ação alquímica, compor a pedra fundamental de sua trajetória.
Anna Lïvia, irmã de André Rosa
Foi justamente no Terreiro Tombenci, localizado no alto da Conquista, em Ilhéus, onde André chegou até seus iguais na crença e na fé dos Inkices e Orixás. Sob a orientação, proteção e amparo de Mãe Ilza Mukalê, a matriarca, dirigente daquele terreiro, André encontrou motivação para se tornar o que ele veio à existência para ser.
E quem é Mãe Ilza Mukalê? A nengua de angola daquele terreiro, mãe da resistência. Sem a pedra fundamental que o terreiro lhe ofertou, pelas santas mãos de Mãe Ilza, bem provável que nem a Universidade nem a Academia ganhariam o professor, o pesquisador e o poeta em que André se construiu. Certamente o chão lhe fugiria dos pés, as paredes ruiriam, a edificação viria abaixo, pois realmente, para a pessoa que André foi, era necessário que sua pedra fundamental se sustentasse no axé da ancestralidade, na vivência junto a seus iguais num terreiro de candomblé. Não se trata apenas de uma questão de crença, de fé, de religião. Trata-se de ser ou não ser.
Cabeça Isidoro cantando fez uma canção
especialmente para o amigo André Rosa.
Foi sob a tutela de Mãe Ilza Mukalê que André evoluiu na hierarquia do terreiro e chegou a um dos postos mais altos daquele terreiro. Foi sob a tutuela de Mãe Ilza que André se aceitou na sua complexidade de pessoa de axé. Foi sob a tutela Mãe Ilza que André se harmonizou com seu destino. Tudo o mais que ele construiu ou conseguiu fazer veio a reboque do axé. Servindo a Matamba, Zumbarandá e Zaze, André se tornou o que ele veio para ser. E disso apenas os terreiros de candomblé podem dar conta, pois nenhum conhecimento construído pela humana gente, por si só pode abarcar toda a complexidade que perfaz a nós, os humanos.
Vídeo-homenagem ao confrade André Rosa, exibido na Sessão
Irmão de fé e caminhada nas trilhas de terreiro, conhecedor do percurso realizado por André, aqui deixo meu sincero depoimento sobre nossas vivências, para além dos caminhos que também fizemos com os letrados. Ele, um Tata ti Inkice. Eu, um Babalorixá. Ambos, filhos de santo, gente de terreiro. Também professores, pesquisadores, poetas, com vários livros publicados. Oxalá seja louvado e André continue iluminado.
Dispõe sobre convocação de assembleia extraordinária.
A Academia de Letras de Ilhéus, presidida pelo Sr. João Paulo Couto Santos, eleito para o biênio 2023-2025, no uso de suas atribuições,
RESOLVE:
Art. 1º — Convocar todos os seus membros para Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se em 01 de outubro de 2024 (terça-feira), de forma REMOTA, às 19h, em primeira chamada; às 19h15, em segunda chamada.
Art. 2º — As decisões a serem tomadas serão validadas com o número de acadêmicos presentes.
Art. 3º — Ficam estabelecidos os seguintes pontos de pauta:
1.Homologação do(s) candidato(s) à cadeira de nº 32;
2.O que ocorrer.
Art. 4º — O link para reunião será fornecido até 30 minutos antes do início da assembleia.
Art. 5º — Esta Portaria entra em vigor a partir da data de sua publicação.
Alessandro Fernandes Santana, professor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC. Graduado em Economia e em Administração pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, Especialista em Economia de Empresas pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, Mestre em Cultura & Turismo pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC e Universidade Federal da Bahia - UFBA e Doutor em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ .
Foi reeleito para o cargo de Reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz e irá ocupar a cadeira nº 9, cujo efetivo anterior foi o confrade Luiz Pedreira Fernandes. Bernardino José de Souza é o patrono da cadeira e Adonias Filho o fundador.
Professor pleno do departamento de ciências econômicas, presidente do conselho de administração do centro de pesquisas - CEPEDI, membro da associação brasileira de reitores das universidades estaduais e municipais - ABRUEM, coordenador do programa de apoio gerencial e institucional dos municípios da região sul da Bahia, membro da Academia de Letras de Itabuna, membro benemérito da Academia Grapiúna de Letras e Artes.
Já ocupou outros cargos de destaque como Pró-reitor de extensão universitária da UESC, presidente do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia, Coordenador do Curso de Ciências Econômicas da UESC, professor da UNIME, professor da FTC, Secretário Municipal de Educação e Cultura de Arataca - BA. É detentor do título de cidadão ilheense, comendador do Município de Ilhéus.