domingo, 24 de abril de 2022

A POSSE DE EFSON LIMA NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS



Efson Lima fazendo o juramento

Em noite de 22 de abril de 2022, a nossa Academia de Letras de Ilhéus esteve iluminada, ainda mais, com a posse do confrade Efson Lima. Narrou-se, naquela oportunidade, uma história de transbordar emoções, de fazer aguar muitos olhos, inclusive os meus. Uma história de superação e vitória, digna de aplausos. 

Contou-se que uma família humilde, de trabalhadores das roças de cacau - composta por sr. Daniel, d. Maria Geni e seus 9 filhos - morava em uma casinha de taipá, na zona rural de Itapé, na Bahia. Que, movida pela necessidade de novas perspectivas, a família deixou a roça, seus roçados, e a única vida que conheciam, para aventurar num mundo novo, numa cidade, numa zona urbana, em busca de melhores condições de sobrevivência. Juntos, colocaram os poucos pertences que tinham - entre eles o amado cachorrinho Gazo - em cima de um caminhão, subiram na boléia, e vieram para Ilhéus. 

Daqui nada conheciam, e a luta foi árdua. Moraram em vários endereços, tantas quantos os parcos recursos financeiros iam permitindo. Os esforços foram grandes, mas, sempre havia honradez, dignidade e esperança. 

Pois bem, nesta noite de abril do ano de dois mil e vinte e dois, noite iluminada de alegria, a família viu chegar um dos seus filhos na Casa de Abel: Efson Lima - que aprendeu a ler por si só, com a determinação e a curiosidade de menino inteligente, - cresceu, estudou, aproveitou oportunidades, cativou pessoas e espaços distribuindo a simpatia que lhe é nata, tornou-se doutor e professor em Direito, articulista, cultor da arte e cultura, e assim, brilhantemente pavimentou seu caminho...

Chegou neste sodalício, nesta confraria, nesta casa por onde passou e passam tantas inteligências de reconhecimento local, regional, nacional... chegou onde pretendeu chegar, por que assim fez por merecer. Faz por merecer. 

D. Maria Geni, que há poucos meses fez a passagem para outro plano, esteve presente todo o tempo, porque esta história de glória é muito dela também. Sr. Daniel e todos os seus filhos estavam ali. 

A representação dos capicongos e dos habitantes dos morros ilheenses, enfim, chegou na Academia de Letras de Ilhéus. Emoção não faltou quando das belas palavras do agora confrade Efson Lima e da oração de saudação proferida com muita sensibilidade pela confreira Maria Luiza Heine. Casa cheia, lotada! 

Representatividades diversas. Familia numerosa, professor Antonio Sá da UFBA - orientador de Efson no Doutorado em Direito, prof. Alderacy docente de Efson no cursinho preparatório para o vestibular à epoca oferecido gratuitamente pela UESC, ex-vereadora Marlucia Paixão, Superintendente estadual de Economia Solidária Milton Barbosa, presidente do Lions Clube Ilheus Norte Lucimar Bitar, Eliene Hygino , guardiã da ALI, alguns municípios vizinhos se fizeram presentes, vereador Cláudio Magalhães de Ilhéus e da Vereadora Wilmaci Oliveira de Itabuna, representação da OAB com dra. Vanessa Gerson e seu dr.Fred, Secretária de Cultura de Itajuipe Silmara Oliveira, Secretário Municipal de Itacaré, Membro da Academia de Itabuna, escritor e ex-prefeito de Itororó Adroaldo Almeida, poetas, artistas, militantes da cultura grapiúna, integrantes do coletivo FLISBA (Festival Literário Sul Baiano) enfim, uma lista grande de pessoas e instituições por ele cativadas. 

Estavam presentes os acadêmicos Pawlo Cidade, Jane Hilda, Aleilton Fonseca também na representação da Academia de Letras da Bahia, Ramayana Vargens, Antonio Lopes, Josevandro Nascimento, Antonio Carlos Hygino, Luh Oliveira, André Rosa, Maria Luiza Heine, Anarleide Menezes, Gerson dos Anjos, Fabrício Brandão. 

Fotógrafos com seus cliks, e um saboroso coquetel assinado por Alana Maron. Sim. Uma noite memorável! Emocionante! Que seja bem vindo o confrade Efson. Que seja muito bem vindo! Arregaça as mangas, nobre amigo, pois na missão de servir à pátria cultuando a literatura, a cultura e as artes, a Academia de Letras tem muito trabalho, e a nós, acadêmicos, cabe o dever de fazer acontecer. 

Um salve para Yolando Souza, Mestre de Cerimônia. Amigo da ALI. Pessoa do mais fino trato. Mui gratos! 

E viva a Academia de Letras de Ilhéus, que seus 63 anos de existência se prolonguem para a imortalidade...sempre lembrada por muitas e muitas gerações! 


Texto: Jane Hilda Badaró
Fotos de : Alderacy Júnior, Mauricio de Jesus




Foto oficial dos acadêmicos presentes



Secretária geral, Jane Hilda, e o presidente Pawlo Cidade



Confrade Aleilton Fonseca coloca o broche no novo acadêmico



Confreira Maria Luiza Heine responsável pela saudação ao novo acadêmico


segunda-feira, 18 de abril de 2022

SEXTA-FEIRA, DIA 22, TEM POSSE DO ESCRITOR Efson Lima


O professor de Direito, escritor e articulista Efson Lima toma posse como novo membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI) na próxima sexta-feira (22), no Salão Nobre da instituição. A solenidade está prevista para as 19h.

Articulista de jornais diários baianos e um dos coordenadores do Festival Literário Sul-Bahia (Flisba), Efson teve o apoio necessário de votos já na indicação para a ALI, o que dispensou a eleição para escolha do novo membro, informou o presidente da Academia, Pawlo Cidade. Toma assento à cadeira 40 da Academia.

Conforme previsto, Efson Lima será saudado pela ex-presidente da ALI Maria Luiza Heine, na próxima sexta (22), na sede da Academia de Letras de Ilhéus, na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro, Ilhéus, Bahia, Brasil.

Efson foi aluno de Maria Luiza Heine, que lembra dos tempos de faculdade. “[Efson] Era aquele aluno que se aproximava para conversar, querendo ir além do assunto dado. Um dia me procurou querendo saber mais da Academia de Letras de Ilhéus, cresceu e adquiriu conhecimento para conhecer a Academia por dentro. Vai entrar pela porta da frente”, orgulha-se a ex-presidente.

Presidente da ALI, Pawlo Cidade vê na chegada de Efson ganho inestimável para a nossa Academia. Ele ressalta a experiência, a dedicação e o amor pelas letras que enxerga no novo membro.

Já o poeta, ensaísta e membro das academias de Letras da Bahia (ALB) e de Ilhéus (ALI) Aleilton Fonseca, vê Aleilton na Academia com imensa alegria, prazer e satisfação. “A Academia de Letras de Ilhéus ganha muito com a sua participação efetiva nas atividades de promoção da nossa Literatura.”

O jornalista e consultor cultural Alderacy Pereira teve Efson Pereira como seu aluno, ainda na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em 2004. “Recordo, nitidamente, dos olhos dele brilhando e me apresentando seus primeiros artigos de opinião”, relembra, completando: “Quando vejo um texto assinado pelo articulista Efson Lima, leio com grande interesse e volúpia”, encerra, não sem destacar o orgulho ao saber da posse do escritor e professor na ALI.

Fonte: pimenta.blog.br

terça-feira, 12 de abril de 2022

NOSSAS TERTÚLIAS ACADÊMICAS ESTÃO DE VOLTA!


Abrindo a segunda edição das Tertúlias Acadêmicas, o professor e doutor André Luiz Rosa, membro da ALI, fala sobre a produção poética de Sosígenes Costa, a partir de uma pesquisa de poemas ainda não publicados em livro pelo autor.

Sosígenes Marinho da Costa nasceu em Belmonte, sul da Bahia, cidade presente em diversos dos seus poemas. No início dos anos 1920 começou a publicar seu versos em jornais e revistas. Aos 25 anos mudou-se para Ilhéus, cidade em que produziu a maior parte de sua obra e onde trabalhou como professor primário, telegrafista, escriturário e secretário da Associação Comercial. A partir de 1928 estreou na imprensa e colaborou como redator no jornal Diário da Tarde e, esporadicamente, com periódicos de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. No mesmo ano, devido à sua paixão pela literatura, ingressou na Academia dos Rebeldes, grupo modernista liderado por Pinheiro Viégas, e composta por Alves Ribeiro, Clovis Amorim, Dias da Costa, Da Costa Andrade, Jorge Amado, Walter da Silveira, dentre outros que tinham o desejo de mudar a literatura baiana juntamente com os grupos de Samba e Arco & Flexa. Aposentou-se em 1954 como telegrafista do antigo DCT - Departamento de Correios e Telégrafos, um tempo depois mudou-se para o Rio de Janeiro, onde residiu até a sua morte em 1968. Seu primeiro livro foi Obra Poética publicado em 1959 pela editora Leitura, pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti de Poesia e o Prêmio Paula Brito.

Nesta nova edição do Tertúlias Acadêmicas serão homenageados os fundadores, patronos e efetivos anteriores que ocuparam as cadeiras da Academia de Letras de Ilhéus. 

O Tertúlias Acadêmicas tem novo dia e horário, quinta-feira, 19h, mensalmente, no Instagram da ALI.

ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS DARÁ POSSE A EFSON BATISTA LIMA

Efson Batista Lima ocupará a cadeira nº 40


Referência cultural em Ilhéus e na Bahia, especialmente, a Academia de Letras de Ilhéus (ALI) possui uma rica e diversificada atuação na Região Grapiúna. Fato que, certamente, deva atrair o interesse na formação continuada de novos membros acadêmicos (confrades e confreiras, no tratamento entre eles) e adesão de intelectuais, pesquisadores, turistas e comunidades em geral. Plantada e bem adubada nestes solos de natureza pujante e diversidade cultural, desde 14 de março de 1959, a ALI, de lema em latim Patriae Litteras Colendo Serviam, possui uma série de serviços culturais, como por exemplo, palestras de cunho educativo, cultural e histórico, saraus, e, recentemente a produção e circulação de uma revista própria – sonhada desde a sua implantação – que foi batizada com o nome Estante, prestando, assim, justa homenagem a um dos seus membros e autor dos ensaios reunidos em Estante da Academia, o encantado Francolino Neto.

Essa Academia é composta de 40 (quarenta) membros efetivos. Quando acontece o falecimento de um dos acadêmicos, a vaga fica disponível para a devida atualização. Recentemente, a cadeira de número 39 (trinta e nove) foi renovada com o ingresso do jovem brilhante doutor Manoel Carlos de Almeida Neto. Agora, coincidente, teremos o preenchimento da cadeira seguinte de número 40 pelo também jovem brilhante doutor Efson Batista Lima, que é um dos articulistas nos jornais A Tarde e Diário de Ilhéus, respectivamente, dos municípios de Salvador e Ilhéus, e ainda um dos articuladores do Festival de Literatura Sul-baiana (FLISBA).

De acordo com o novo Regimento Interno, o ingresso de um membro na ALI é da seguinte maneira: A pessoa interessada em ser confrade ou confreira não se candidata. Os grupos de acadêmicos propõem a indicação dos nomes, apresentando currículo e obras dos seus respectivos indicados. Na sequência, há uma sessão na qual os acadêmicos manifestam ou não apoio. A indicação que obtiver 21 (vinte e um) apoios é eleito nesse momento. Caso não alcance essa quantidade de apoio, ocorrerá uma eleição 30 (trinta) dias após a sessão da(s) indicação(ões), declarado novo(a) acadêmico(a) quem obtiver o maior número de votos.


Ainda em conformidade com a legislação atual da ALI, o presidente Pawlo Cidade elucida a validação do nome do futuro acadêmico Efson Lima com essas palavras textualmente: “Ele teve o apoio necessário de votos já na indicação, o que garantiu a dispensa de uma eleição.”

A posse de Efson Batista Lima, que será saudado pela articulista, intelectual e ex-presidente da ALI, Maria Luiza Heine, será no dia 22 de abril, no Salão Nobre da Academia de Letras de Ilhéus, na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro, Ilhéus, Bahia, Brasil.


Assim se manifestaram sobre a posse de Efson Lima:

“A entrada de Efson Batista Lima é um ganho inestimável para a nossa Academia. A experiência, a dedicação e o amor pelas letras dele enriquecerá a confraria sobremaneira, colocando a Casa de Abel (como também é conhecida a ALI) no pilar das instituições que acolhem homens e mulheres de bem.”


(Pawlo Cidade, escritor e presidente da ALI)


“Conheço Efson Lima desde 2006, quando era um jovem iniciando seus primeiros voos. Foi meu aluno na Faculdade de Ilhéus (Ilhéus, Bahia). Era aquele aluno que se aproximava para conversar, querendo ir além do assunto dado. Um dia me procurou querendo saber mais da Academia de Letras de Ilhéus, cresceu e adquiriu conhecimento para conhecer a Academia por dentro. Vai entrar pela porta da frente.”

(Maria Luiza Heine, articulista, intelectual e ex-presidente da ALI)


“Efson Lima é um escritor muito presente e comprometido com a vida cultural grapiúna. A Academia de Letras de Ilhéus ganha muito com a sua participação efetiva nas atividades de promoção da nossa Literatura.”

(Aleilton Fonseca, poeta, ensaísta e membros das Academia de Letras da Bahia (ALB) e ALI)


“É com imensa alegria, prazer e satisfação que recordo da ocasião, na qual o hoje doutor Efson Batista Lima foi meu aluno de Leitura e Produção de Texto no Curso Pré-vestibular Universidade Para Todos, promovido pela nossa Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em 2004. Recordo, nitidamente, dos olhos dele brilhando e me apresentando seus primeiros artigos de opinião. Recordo ainda que explicava e orientava aos participantes desse curso, que a principal motivação para o escritor ou a escritor é saber que o texto dele(a) será lido e apreciado pelos leitores. Quando vejo um texto assinado pelo articulista Efson Lima, leio com grande interesse e volúpia. Assim, a notícia da sua posse na Academia de Letras de Ilhéus é motivo de imenso orgulho, pois sei que ele é, de fato, brilhante e possui muita competência para escrever e participar ativamente de uma instituição do porte desta instituição cultural sul-baiana.”

(Alderacy Pereira, jornalista, consultor cultural coordenador da Sala de Leitura Ruy do Carmo Póvoas e titular do Setorial de Literatura do Conselho de Políticas Públicas Culturais do Município de Ilhéus)

Assessoria de Comunicação/Alderacy Pereira
 

sexta-feira, 1 de abril de 2022

TRATADO DE ALQUIMIAS DO VERBO E DO VERSO, NOVA OBRA DE CIRO BARBUDA, QUE SERÁ LANÇADO NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS



“Tratado de alquimias do verbo e do verso” é a mais nova obra de Ciro Barbuda, poeta soteropotalino residente em Porto Seguro, membro da Academia de Letras do Brasil – Seccional Eunápolis (Cadeira n.° 3) e doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). 

Por ser dividida em quatro partes, como as antigas obras dramatúrgicas da Grécia, a tetralogia constitui a recolha de sua produção poética durante os últimos 18 anos. Tem como pano de fundo o universo mágico da alquimia poética, por meio do qual o autor busca promover a transmutação do leitor através do elixir da palavra.

Cada um dos volumes do Tratado (I - Ácidos, II - Bases, III - Sais e IV – Óxidos) pretende estabelecer re(l)ações alquímico-poéticas, respectivamente, com o universo esotérico dos quatro elementos (fogo, água, terra e ar), segundo as tradições orientais, fazendo-os reagir com os quatro humores ou temperamentos humanos (colérico, fleumático, melancólico e sanguíneo), catalogados segundo a medicina de Galeno e Hipócrates, em permanente interação com as quatro dimensões filosóficas do homem (espírito, alma, corpo e mente).

Nessa perspectiva, o mote da obra é a tentativa de ressignificar os nossos males, transformando a substância de nossas dores pelo poder alquímico do verbo, que se transmuta primeiramente na palavra escrita do verso para, em uma segunda etapa de transmutação, atingir outras tessituras com o reverso da palavra declamada.

Os livros são editados em copyleft, sem fins comerciais, e por isso podem ser livremente reproduzidos e transformados em outras obras pelos usuários. O autor é ativista do movimento das creative commons e milita no campo dos direitos humanos com a questão fundiária indígena.

O box do Tratado, contendo os quatro livros impressos é oferecido, durante as sessões de autógrafo, pelo valor simbólico de R$ 70,00 (setenta reais), correspondente ao custo de diagramação e frete da obra. Parte da tiragem do Tratado é destinada a projetos culturais, comunitários e bibliotecas públicas, pois o autor acredita na função social da arte. A edição foi consumada, de forma totalmente independente, no âmbito do Selo Faça Ocê Mesmo, organizado pelo escritor Matheus Peleteiro, e as capas do box e dos quatro livros são assinadas pelo renomado ilustrador Nelson Provazi.

Os lançamentos estão previstos para ocorrer nas três cidades litorâneas que sediaram, um dia, as antigas capitanias hereditárias (1534), as quais conformavam o que hoje se conhece como Bahia:

- Salvador, a 21 de dezembro de 2021, no café Palles, a partir das 17h;

- Porto Seguro, a 26 de março de 2022, no espaço cultural O Livreiro, a partir das 17h; e

- Ilhéus, a 8 de abril de 2022, na sede da Academia de Letras de Ilhéus, a partir das 18h.

Outras publicações do autor:

Porta Entreaberta (poesia, editado pela Funceb/Egba – Selo Editorial Letras da Bahia, 2004), 
Princípios do direito autoral (direito, editora Lumen Juris, 2015)

Faça parte você também desse projeto sociocultural. Compareça e divulgue!

terça-feira, 29 de março de 2022

CYRO DE MATTOS VAI RECEBER COMENDA 2 DE JULHO



A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou projeto de resolução da autoria do deputado Marcelinho Veiga (PSB) que concede a Comenda 2 de Julho ao poeta e escritor Cyro de Mattos, um dos ficcionistas e poetas mais importantes da literatura contemporânea, na Bahia e no Brasil.

Cyro de Mattos é membro da Academia de Letras de Ilhéus, da Academia de Letras de Itabuna e da Academia de Letras da Bahia.

Segundo o deputado Marcelinho Veiga, essa Comenda 2 de julho é mais do que merecida. “A história de Cyro de Mattos lhe respalda. Parabéns! São mais de 60 anos compromissados com as letras e a cultura”. Membro da

Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, ele é autor de 64 livros pessoais, de diversos gêneros, e além disso tem 15 livros publicados no exterior.

Entre os membros da Academia de Letras da Bahia que foram homenageados com a Comenda 2 de Julho figuram Luís Henrique, Cid Teixeira, João Carlos Salles, Mãe Stella de Oxóssi e Joaci Góes.

Fonte: https://costadocacau.blog.br/deputados-baianos-outorgam-comenda-2-de-julho-ao-poeta/ 

segunda-feira, 28 de março de 2022

RECIPIENDÁRIO


Professor Edvaldo Brito, membro da cadeira nº 28
Foto: José Nazal/Edição ALI
 

DISCURSO DE RECEPÇÃO A MANOEL CARLOS DE ALMEIDA NETO NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS, 25 DE MARÇO DE 2022.


Edvaldo Brito 

Titular da Cadeira 28

Patrono: Junqueira Freire

Fundador: Orlando Gomes




Confreiras e confrades




A professora primária é a primeira enciclopédia do ser humano. Atua, em colaboração com a mãe, cevando o instinto gregário, peculiaridade bio-psicológica que, de modo inconsciente, move a espécie ao associativismo.

Louvores a d. Estefânia, a d. Zezinha e a d. Nair — minhas professoras primárias — que ajudaram a d. Edite na formação deste seu filho.

A creche e a pré-escola são as primeiras manifestações da vida do homem em rebanho, como os pássaros, no dizer de Martins Fontes em seu “Terras da Fantasia”.

Adolescente, adulto, acentua-se esse comportamento gregário, na busca da satisfação de necessidades sociais, seja, por exemplo, através da prática religiosa; seja, da prática mundana, isto é, do lado material e transitório da convivência. 

Explica-se, assim, o surgimento da escola criada por Platão, no bosque sagrado de oliveiras dedicado a Atena, a deusa grega da sabedoria, protetora das artes, das invenções, da bravura e da eloquência. 

Situava-se, esse aglomerado de árvores, fora das muralhas da cidade de Atenas, em local denominado Academia, em homenagem ao herói ateniense, Academo.

O tempo, aqui, é o de 384 ou 383 a.C. e a entidade platônica tinha características de associação religiosa consagrada ao culto das Musas de Apolo.

Dentre os membros notáveis, estava Aristóteles.

Mas, autoritário, o imperador Justiniano, que combateu e perseguiu judeus, pagãos e heréticos, intervindo, também, em todos os negócios da Igreja, a fim de controlá-la e tê-la como sustentáculo do seu Império, fechou a Academia de Platão, no ano 529 d.C., considerada como o último baluarte do paganismo, uma vez que Justiniano proibiu, à época, todas as escolas filosóficas, em razão de entendê-las com características pagãs, contrárias, assim, aos preceitos da fé cristã, já, então, dominante.

A ideia de Academia, contudo, continuou forjada nesse instinto gregário, como dá o exemplo a academia neoplatônica renovada no sec. VI.

Chegados ao sec. XVII, encontra-se o marco que inspira as associações dessa natureza: trata-se da Académie Française, fundada em 1635, em Paris, por Armand Jean du Plessis, o Cardeal de Richelieu, Duque de Richelieu e de Fronsac, nascido em Paris a 9 de setembro de 1585 e falecido em 4 de dezembro de 1642, o famoso primeiro ministro do rei Luís XIII.

O lema da Academie Française era o de ser a autoridade, no país, para regulamentar o uso, vocabulário e gramática do idioma francês, cumprindo-lhe publicar o dicionário oficial, conhecido como “Dictionnaire de l’Académie Française”, obra da autoria de vários acadêmicos.

A Academia Francesa é o protótipo das subsequentes e a Bahia, no Brasil, tem o pioneirismo com a Academia Brasílica dos Esquecidos, fundada em 1724, em Salvador, com uma pequena duração de um ano. 

Reaparece, contudo, em 06 de junho de 1759, na entidade literária chamada Academia Brasílica dos Renascidos. 

Todas duas são o embrião da centenária Academia de Letras da Bahia, nascida em 7 de março de 1917, pelas mãos de Arlindo Fragoso, congregando, dentre outros, Ruy Barbosa e cujo objetivo é o cultivo da língua e da literatura nacionais, a preservação da memória cultural bahiana e o amparo e estímulo ás manifestações da mesma natureza, incluídas as áreas da ciência e das artes.

Ilhéus puxa o cordão das muitas academias existentes, hoje, no interior do Estado, com esta nossa valorosa instituição, já, de 63 anos de idade, fruto da sadia memória dos seus pioneiros, no ato de 14 de março de 1959.

Dentre esses precursores, destaque-se a liderança de Francolino Neto, por cujas mãos, aqui, ingressei há 32 anos atrás, com a honra de ser recipiendário do ilustre acadêmico Jorge Calmon e de ter o testemunho da saudosa magistrada, a professora Sônia Maron.

Rendo-lhes a homenagem devida.

Afinal, somos imortais.

O fato de termos transposto os umbrais desta Casa, é o fundamento da sobrevivência, à nossa morte, indefinidamente, conservando-nos as características pelo cultivo de nossas qualidades, feito pelos pósteros.

Essa imortalidade decorre da inscrição “À l’immortalité” (para a imortalidade) constante no selo oficial da entidade de Richelieu, significando que se é membro de uma Academia por toda a existência material e imaterial.

É, assim, com José Cândido de Carvalho Filho, fundador dessa cadeira 39, ocupada, doravante, por vós, acadêmico Manoel Carlos de Almeida Neto, que homenageareis à memória ilustre desse político que se tornou um dos magistrados da melhor cepa, primeiro titular como juiz federal da seção judiciária do Estado da Bahia.

Convivemos nas duas situações: antes, ele como prócer da UDN, a União Democrática Nacional, partido político da resistência ao populismo de Vargas e de cuja ala juvenil, participei e, depois, eu, como procurador da Universidade Federal da Bahia, postulei perante S.Excia.

É, assim, com Orlando Gomes, fundador da cadeira 28, que ocupo. Será, pela sua memória, eternamente, lembrado, nesta Casa e, por mim, cultuada a sua personalidade imortal.

Enfim, é a imortalidade da alma.

Noite memorável, aquela do meu ingresso, aqui, quando se reuniram toda a minha família, os amigos ilheenses, os soteropolitanos, os itabunenses, dentre outros, para testemunharem a minha triunfal investidura nesta Casa. 

Esta Casa forma na vanguarda das demais 10 (dez) academias, das quais me honro em integrar, em Salvador, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Itabuna. Ela é a minha primeira de letras.

Uma Academia de Letras, atualmente, não é um local de culto, exclusivo, à literatura. 

É, sim, um lugar de cultivo das humanidades.

As pessoas de letras não são, especificamente, literatos. Estes são espécies daquelas.

Uma Academia de Letras contemporânea é ambiente de acolhida de personalidades que se destacam no meio social, nos seus respectivos setores de atuação, a exemplo de professores universitários, de profissionais liberais de reconhecida atuação comunitária, de homens públicos políticos, enfim, de tantos quantos, na coletividade, exerçam uma função social.

Podem todos esses se agregarem aos literatos para o concerto sobre os temas que, contemporaneamente, são objeto da vida de relação.

Tome-se o exemplo da recente pandemia do coronavirus. Esse agente infeccioso, responsável por uma doença respiratória, a covid-19, colocou a humanidade em tal estado de vulnerabilidade que lhe conscientizou da importância da solidariedade e da fraternidade.

Cada dia fez o brasileiro recordar que a pandemia da chamada gripe espanhola do ano de 1918 operou efeitos devastadores, também, nos laços ou nos vínculos recíprocos que se impõem, nessas horas, entre as pessoas independentes. 

Talvez, àquele tempo, esses efeitos fossem frutos da ignorância quanto aos elementos constitutivos de uma vida de relação.

O Brasil carecia, até, de uma legislação, que disciplinasse esses efeitos, a qual, felizmente, está adotada, a partir do Código Penal de 07 de dezembro de 1940 que cataloga as condutas tipificadas como crimes contra a saúde pública, dentre eles o de epidemia que é uma forma pela qual se define uma doença infecciosa que acomete, a um tempo, grande número de pessoas, em um só país, tornando-se pandemia quando se propaga pela população de toda a Terra.

Vive-se, enfim, um Estado brasileiro Democrático de Direito que assegura, a partir de sua Constituição, a de uma República Federativa, o bem-estar social.

Felizmente — repita-se este advérbio — o país, na pluralidade, própria de um contingente humano, teve, durante esta pandemia do coronavirus, um inexpressivo negativismo, contra o qual prevaleceram a solidariedade e a fraternidadeessenciais à convivência, garantidas pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal que nos assegurou a forma federativa de Estado, na qual o poder não fica à mercê de um único titular, como nas ditaduras.

A fraternidade inspirou a Carta Encíclica Fratelli Tutti — dada em Assis, em 03 de outubro do ano de 2020, data do meu aniversário e oitavo ano do pontificado de Sua Santidade — com a qual o Santo Padre Francisco concita, não só os cristãos, seus fiéis, mas, toda a humanidade a vivermos os conselhos de São Francisco de Assis, constitutivos de um “convite a um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço”, porque feliz é quem ama o outro, o seu irmão, considerando que “o essencial de uma fraternidade aberta” é “reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde cada uma nasceu ou habita”

Pois bem: as Academias são, hoje, úteis organizações sociais para o concerto desses temas, em sua ambiência, rompendo com as práticas tradicionais dos saraus, nos quais se transformavam suas reuniões vespertinas. 

Passaram a adotar uma integração não só com as manifestações da sociedade em geral, mas, também, a integração de gerações demonstrada, agora, aqui, com a eleição de dois ex-alunos meus: vós, sr. Manoel Carlos e o sr. Efson Batista Lima que cursou, em 2013, a pós-graduação da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia.

Vós, sr. Manoel Carlos, tendes o dever de, aqui, seguirdes a tradição do vosso avô, Manoel Carlos Amorim de Almeida, que foi titular da Cadeira 33.

Tendes, outrossim, o dever de emprestar a esta Academia o brilho de vossa atestada atuação em tantos setores da vida social dos quais tendes participado. 

Competente, como o conheço, declaro a transversalidade de nossas vidas:

Assisti a vossa proveitosa passagem, como aluno da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC. Líder estudantil, fostes capaz de promover eventos acadêmicos culturais, os mais destacados, prestigiados por ministros de Tribunais Superiores, a exemplo do meu pranteado amigo, José Delgado, do Superior Tribunal de Justiça, meu confrade na Academia Brasileira de Direito Tributário e a exemplo do eminente Enrique Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, o qual se encantou, naquele momento, com o vosso desempenho convidando-o para a atuação brilhante que tivestes como gestor da nossa Suprema Corte de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral.

Assim, começastes a brilhar, em Brasília, até hoje.

A transversalidade de nossas vidas é histórica: 

Paraninfei a solenidade de entrega de um troféu de honra ao mérito que lhe outorgou, em Brasília, no ano de 2010, a Revista Justiça & Cidadania. Vosso convite para que eu tivesse a satisfação de ser vosso padrinho, naquela solenidade, demonstra o seu caráter de gratidão.

Vós, sr. Manoel Carlos, professor desde 2005 na UESC, provastes, ali, a vossa vocação para o magistério, como o demonstrastes, recentemente, escolhido, que fostes, pelo sistema do mérito, para ministrar aulas nas salas das Arcadas do Largo de São Francisco, em São Paulo, cuja frequência é um privilégio, por isso, ao alcance de poucos iluminados, como vós.

Escrevestes textos profundos, examinando um objeto cultural dos mais significativos, o Direito, fazendo-o com o rigor de cientista.

Essa é outra oportunidade da nossa transversalidade de vida: prefaciei, em 2010, o vosso livro “O novo controle de constitucionalidade municipal”, tema escasso na literatura jurídica, mas, abordado por vós, com a acuidade que o ministro Cunha Peixoto, do Supremo Tribunal Federal, pela qual ele tanto esperou e que, afinal, o ministro Gilmar Mendes equacionou, a ponto de esse vosso livro ser pioneiro na racionalização do assunto, típico do silêncio eloquente, tema tão bem estudado pelos autores alemães.

Não satisfeito, trazeis, agora, para integrar as letras jurídicas, uma historiografia das Constituições brasileiras, resultado de uma pesquisa digna de aplausos, no vosso recente livro “O colapso das Constituições do Brasil: uma reflexão pela democracia”, lançado, nacionalmente, em Brasília, durante a solenidade de instalação da importante Comissão de Estudos Constitucionais da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, em concorrida tarde de autógrafos, que presenciei — na transversalidade de nossas vidas — no momento em que fostes eleito o vice-presidente, daquele destacado órgão fracionário da OAB.

Será uma grande satisfação integrar, sob o vosso comando, aquele grupo, constituído por expressivos juristas nacionais — à minha exceção — os quais compõem, essa Comissão, mantendo-me, assim, perto do vosso aconchego.

Esses vossos dois livros estão na Bibliografia do Plano de Curso da disciplina Jurisdição Constitucional do Programa de Pós-graduação da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, de que sou professor há 40 anos, ininterruptos, completados em 11 de março de 2022 e do qual fostes aluno e meu orientando na elaboração de vossa Dissertação. 

É um dos melhores atestados de vossa brilhante trajetória universitária, o de participardes a lista dos mais destacados nomes de cultores da Ciência do Direito, no ambiente em que fostes aluno e no qual se situa mais um episódio da transversalidade de vidas, de que aqui se fala.

Os discursos de ingresso em Academias remontam aos idos de 1640, quando o advogado e escritor francês, Oliver Patru, foi recebido na Academia Francesa. Ele marcou, com isso, a história dessas solenidades e, assim, deixa confortáveis, nesta noite, a nós dois, que somos advogados e cultores das letras jurídicas.

Sois vós o segundo advogado que eu, também, como advogado, sou incumbido de dar as boas-vindas à Casa.

O primeiro, é o eminente confrade Luiz Pedreira Fernandes, desembargador do nosso Tribunal de Justiça da Bahia, que, aqui, ocupa a Cadeira 09, cujo Patrono é Bernardino de Souza, jurista e professor, a quem a Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia deve a construção do seu imponente prédio, sua segunda sede, na rua Teixeira de Freitas, em Salvador e da qual Cadeira é fundador Adonias Filho, que foi, também, presidente desta Academia.

As Academias deste nosso novo tempo continuam sendo o melhor exercício do instinto gregário e se atualizam diante dos fatos que estão a proscrever o repúdio aos galicismos que resistiram e passaram a integrar o nosso idioma, a exemplo de feitiche, em lugar de feitiço; ter lugar, em vez de realizar-se; etc. e aos anglicismos, pois, hoje, estão incorporadas, ao nosso uso vocabulário, inimaginável outrora, palavras como YouTube, Instagram, WhatsApp, Facebook, Facetime, E-mail, E-social, live, on-line, etc.

O grupo de WhatsApp da Academia de Letras de Ilhéus é a prova da contemporaneidade da Casa.

Registre-se, aqui, que é uma Casa de diálogo e não de debates, eis que nosso confrade presidente, Pawlo Cidade, nome que pronuncio com o respeito merecido, concilia com o tempo presente a participação das confreiras e confrades, respondendo as indagações: 

— A solenidade será presencial ou on-line?

E ele:

— Presencial. Mas, vou tentar transmitir pelo meu perfil”.

O que é perfil?

Todos entendemos a mensagem, sem sabermos, propriamente, o que é perfil.

Caros confreiras e confrades, é este o ambiente contemporâneo de convivência em que o novo membro desta Academia, nela ingressa, ao qual vós escolhestes em significativa eleição e de que me fizestes vosso porta-voz das boas vindas para que ele participe desse novo tempo deste sodalício.

Permiti-me, vós, então, no desempenho deste mandato, que eu diga, em nome de todos vós, a Manoel Carlos de Almeida Neto:

Entrai nesta Casa, sentai-vos na Cadeira 39, ocupada pelo seu fundador, o saudoso José Cândido de Carvalho Filho. 

Temos todos a certeza de que a honrareis, como ele o fez.

Sede bem-vindo.

domingo, 27 de março de 2022

REGISTRO DOS MOMENTOS DA POSSE DE MANOEL CARLOS DE ALMEIDA NETO, AGORA OCUPANTE DA CADEIRA Nº 39, com texto do confrade Antônio Lopes e fotos de José Nazal


Manoel Carlos de Almeida Neto ocupa agora a cadeira nº 39


O jurista Manoel Carlos de Almeida Neto tomou posse na Academia de Letras de Ilhéus na sexta-feira, 25 de março. Ele passa a ocupar a Cadeira 39, cujo fundador foi o também jurista José Cândido de Carvalho Filho – cearense de Boa Viagem que fez carreira na política e na magistratura da Bahia – falecido em abril de 2019.

Na saudação protocolar, o acadêmico Edvaldo Brito, ex-professor de Direito de Manoel Carlos, fez breve histórico das academias de letras, que têm por modelo a “Académie Française”, criada em 1635 por Armand-Jean Du Plessis, o folclórico cardeal de Richelieu, apontando mudanças que ocorreram nesses mais de quatro séculos. “As academias hoje não são apenas espaços ocupados por literatos, mas o lugar de variadas manifestações artísticas e culturais”, disse o mestre baiano. O professor Edvaldo Brito também destacou a necessidade, nestes novos tempos, de que as academias participem mais da vida brasileira e – em gestos largos de reconhecido orador condoreiro – chamou a atenção para o grave momento vivido pelo Brasil, com a pandemia do coronavírus, quando houve esforço de grupos para negar a realidade trágica que tínhamos a enfrentar.

Constituições em colapso

Manoel Carlos de Almeida Neto, novo titular da Cadeira 39, é professor de Direito da USP, Doutor em Direito do Estado pela mesma Universidade (grau obtido summa cum laude), Mestre em Direito Público (pela UFBA e pela UnB), tendo prestado assessoria jurídica ao Supremo Tribunal Federal em diferentes épocas, particularmente ao ministro Ricardo Lewandowsky.

Pesquisador conceituado, publicou vários livros, dentre os quais Direito Eleitoral Regulador (Editora Revista dos Tribunais), O Novo Controle de Constitucionalidade Municipal” (Forense), Juiz Constitucional (Revista dos Tribunais), entre outros. Recentemente publicou, com grande repercussão no meio jurídico, O Colapso das Constituições do Brasil: uma reflexão pela democracia, trabalho que mostra as circunstâncias político-sociais em que nascem e morrem nossas Constituições.

Em seu discurso, o novel acadêmico destacou o perfil pessoal e profissional do seu antecessor, José Cândido de Carvalho Filho e do patrono da Cadeira 39, o político e jurista baiano José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu.




No sentido horário: Vercil Rodrigues, Antônio Lopes, Hygino Filho, André Rosa, Josevandro Nascimento, Gerson dos Anjos, Manoel Carlos Neto, Jane Hilda, Anarleide Menezes, Pawlo Cidade e Edvaldo Brito.
Foto: José Nazal



Entrada solene dos acadêmicos/Foto José Nazal





Mesa composta por Vercil Rodrigues (Academia de Letras Jurídicas), Renée Albagli (Magnífica Reitora por dois mandatos: 1996-2000; 2000-2004,  da UESC), Jane Hilda (Secretária Geral), Pawlo Cidade (Presidente da ALI), Tenente Paulo (18º CSM) e Jacson Cupertino (Presidente da OAB/Ilhéus). Foto: José Nazal 







Gerson dos Anjos, Manoel Carlos de Almeida Neto, André Rosa e Antônio Hygino Filho 
instantes antes da posse do confrade.



Momento do juramento do novo confrade/Foto José Nazal




Manoel Carlos recebe a pelerine das mãos do confrade Josevandro Nascimento/Foto José Nazal



Confrade Manoel Carlos recebe o broche pelas mãos da confreira Anarleide Menezes/Foto José Nazal





Antônio Hygino, Antônio Lopes, Gerson dos Anjos, Josevandro Nascimento, André Rosa, Manoel Carlos e Anarleide Cruz Menezes/Foto José Nazal



O confrade e professor Edvaldo Brito fez o discurso de saudação ao novo confrade Manoel Carlos de Almeida Neto/Foto José Nazal.





No seu discurso de posse, o confrade Manoel Carlos de Almeida Neto ressaltou os feitos de seu patrono Visconde de Cairu e do efetivo e fundados anterior  o confrade José Cândido de Carvalho Filho. Foto José Nazal.


Manoel Carlos recebe da avó, dona Sara Albagli, uma medalha do avô Manoel Carlos, membro efetivo anterior da Academia de Letras de Ilhéus que ocupou a cadeira nº 33. Foto: José Nazal.



 

quarta-feira, 23 de março de 2022

JURISTA TOMA POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS, NESTA SEXTA-FEIRA, 25 DE MARÇO




O jurista Manoel Carlos de Almeida Neto, (foto), tomará posse como novo membro da Academia de Letras de Ilhéus, na próxima sexta-feira (25), em solenidade que ocorrerá às 18h30min, na sede da entidade, localizada no Centro Histórico do município. O novo membro da ALI passará a ocupar a Cadeira 39, antes pertencente ao fundador da instituição, José Cândido de Carvalho Filho, que foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Manoel Carlos é doutor e pós-doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Advogado e vice-presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB, o novo membro da ALI foi professor da Faculdade de Direito da USP (2020-2022) e da Faculdade de Direito da UESC (2005-2006), secretário-geral da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É autor das obras “O novo controle de Constitucionalidade Municipal” (editora Forense), “Direito Eleitoral Regulador” (RT), “Juiz Constitucional” (RT), dentre outras. A posse de Manoel Carlos de Almeida Neto na Academia de Letras de Ilhéus coincide com o lançamento nacional da sua mais recente obra literária, “O Colapso das Constituições do Brasil: uma reflexão pela democracia”, considerado pelo ex-presidente da República e membro da Academia Brasileira de Letras, José Sarney, um “trabalho insubstituível na literatura de nosso Direito Constitucional”. É o ex-presidente da República quem assina o prefácio do livro.

O ministro do STF, Ricardo Lewandowski é outra personalidade a falar do livro. “Com rigor acadêmico e destacada originalidade, esta obra do professor Manoel Carlos de Almeida Neto, fruto de longa e proveitosa pesquisa de pós-doutorado na Faculdade de Direito da USP, revisita os últimos duzentos anos da história político-institucional do País para desvendar os fatores reais do poder que deram vida e decretaram a morte das distintas Constituições brasileiras, propiciando aos leitores uma reflexão sobre as raízes sociológicas determinantes da fragilidade de nossa democracia”, escreveu. Na semana de lançamento nacional, o livro ocupou a 12ª posição no top 100 de vendas pelo site Amazon, no segmento “Especialidades profissional e técnico”.

Uma das academias de letras mais antigas do Brasil, a Casa de Abel, fundada em 1959, já reuniu personalidades como Adonias Filho, Jorge Amado, Zélia Gatai, João Mangabeira, Orlando Gomes, entre outros imortais. A solenidade de posse do novo acadêmico deve reunir personalidades da cultura e literatura baiana.

Texto: Maurício Maron