Abraço fraterno de Francolino Neto e Adonias Filho. Na ocasião, Adonias Filho agradeceu na Academia o presente de seu fardão, doado pelo município, que o levou a tomar posse na Academia Brasileira de Letras.
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terça-feira, 18 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
LIVRO DE POESIA DE CYRO DE MATTOS PUBLICADO NA FRANÇA GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL JEAN-PAUL MESTAS
Publicado no ano
passado pelas Editions Du Cygne, de
Paris, na Coleção Poesia do Mundo, www.editionsducygne.com,o livro "De tes instants dans le
poème”, de Cyro de Mattos, tradução de Pedro Vianna, acaba de conquistar o Prêmio Internacional de Poesia Jean-Paul
Mestas, da União Brasileira de Escritores, Seção do Rio de Janeiro. O tradutor
do livro para o francês, Pedro Vianna, também foi agraciado com o mesmo prêmio, por
sua tradução do livro. As láureas serão
entregues aos agraciados em outubro, no Rio de Janeiro, no salão nobre da
Academia Brasileira de Letras. A comissão julgadora do prêmio esteve integrada dos
escritores Luís Gondim, Stella leonardos e Margarida Finkel. O livro De tes
instants dans le poème (De Teus instantes
no poema) é uma seleção de poemas extraídos de Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro
do Cacau, Vinte e Um poemas de Amor, livros publicados, e dos inéditos Agudo Mundo,
Rumores de Relva e de Mar e Devoto do Campo.
A obra laureada tem
apresentação de Margarida Fahel,
professora da Universidade Estadual de Santa Cruz, especializada em
Literatura Brasileira. Bebendo na tradição da poesia universal, existencial e
humanista, sem esquecer os muros da aldeia, o poeta Mattos apresenta, nesta
obra, um conjunto de sentimentos e ideias através de versos límpidos, em nível
da fala, que inauguram novos sentidos da vida: purezas da infância, solidões da
colheita do nada, verdes visões na rota da solidariedade, mundo selvagem do homem contra o homem, o
erótico e o afetivo no encontro perfeito do amor, vozes do campo, ora gemidas,
ora fraternas, rumores de relva e de mar, idênticos na ternura e dores, que ressoam a fabulosa
diversidade da vida nas paisagens urdidas
pelo tempo. (Continue lendo)
ESCRITOR DA ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA IRÁ LANÇAR "AS MARCAS DA CIDADE" NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS
"As Marcas da Cidade", livro do escritor e acadêmico, Aleilton Fonseca (FOTO), será lançado na Academia de Letras de Ilhéus no dia 19 de julho, sexta-feira. Será um lançamento bastante concorrido.
Vale a pena conferir.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
PALESTRA DE ABERTURA DA EXPOSIÇÃO 100X100 CARYBÉ ILUSTRA JORGE AMADO
O imaginário popular sobre a
Bahia foi concebido a partir de artistas singulares que, por meio de sua
genialidade, criaram obras de extrema originalidade e beleza, revelando
características da nossa cultura capazes de nos içar ao mundo: Jorge Amado e
Carybé. Com sua narrativa particular, Jorge Amado revelou curiosidades sobre
uma Bahia nunca antes imaginada, com sua mescla de religiosidade e
sensualidade, com cheiros, cores, sons e sabores eternizados em romances
traduzidos e publicados em cerca de 60 países. E se Jorge descreveu a Bahia,
Carybé materializou-a em imagens. Sua vasta obra, composta principalmente por
pinturas, gravuras, ilustrações, murais e esculturas, desvendam o povo baiano
de maneira única. Seu olhar apurado captura as cores vivas dessa terra,
acompanhadas de um traço delicado que representa o cotidiano dessa profunda
miscigenação aqui encontrada.
Complementando essa primorosa
herança geracional, Jorge e Carybé são personagens da vida real que se cruzaram
e tornaram-se irmãos, influenciando um ao outro, bebendo muitas vezes da mesma
fonte e produzindo um magnífico legado. A exposição 100x100 Carybé ilustra
Jorge Amado é uma homenagem a esses parceiros de vida e trabalho, composta por
ilustrações de Carybé sobre a obra de Jorge Amado, além de textos, fotografias
e cartazes.
E para comemorar a abertura da
Exposição 100x100 Carybé Ilustra Jorge Amado, Solange Bernabó,filha de Carybé e
curadora da exposição, irá compartilhar com o público o privilégio que teve de
testemunhar a grande amizade que uniu estes dois irmãos ao longo da vida, com a
Palestra “Carybé e Jorge, uma amizade centenária,” relatando casos acontecidos
e outros tantos inventados, cheios de humor e emoção.
QUÊ? Palestra de Abertura da
Exposição 100x100 Carybé ilustra Jorge Amado
ONDE?
Academia de Letras de Ilhéus
QUANDO?
Dia 27 de junho (quinta-feira) de 2013
QUE
HORAS? 17:00 Horas
quinta-feira, 13 de junho de 2013
A CONFREIRA ELIENE SABÓIA NOS ENVIOU A FOTO DO PATRONO DA CADEIRA 2: AFRÂNIO PEIXOTO
Júlio Afrânio Peixoto , nasceu em 17 de dezembro de
1876, em Lençóis, na Bahia e faleceu a 12 de janeiro de 1947, no Rio de
Janeiro. Patrono da Cadeira 2, da Academia de Letras de Ilhéus, cujo fundador foi o Dr. Francolino Neto. Hoje, a cadeira 2 é ocupada pelo professor Cláudio Silveira.
Em 1902, mudou-se para a
capital do país, na época, Rio de Janeiro, onde foi inspetor de Saúde
Pública e diretor do Hospital Nacional de Alienados, em 1904. Ministrou aulas de Medicina
legal na Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro (1907), ocupou a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras, para a qual
foi eleito em 7 de maio de 1910, e a cadeira 2 da Academia Brasileira de Filologia,
da qual foi fundador.
Assumiu os cargos de professor
extraordinário da Faculdade de Medicina (1911); diretor da Escola
Normal do Rio de Janeiro, em 1915 e diretor da Instrução Pública do Distrito Federal
no ano seguinte.
Criticou desde o início a
designação de "doenças tropicais", pela conotação implícita de que
elas estariam vinculadas a alguma maldição ou fatalidade geográfica. Proclamou
que "doenças tropicais não existem". Afirmava que essas doenças
surgiam das precárias condições de vida e econômicas das populações tropicais e
não que o clima tropical fosse o responsável pelas "doenças
tropicais"
Cyro de Mattos Participou das Homenagens à Escritora Nelly Novaes Coelho em São Paulo
No dia 29
de maio d 2013, a Editora Letras
Selvagem e a Casa das Rosas (Centro de Literatura e Cultura Haroldo de Campos)
prestaram homenagem em São Paulo à consagrada escritora Nelly Novaes Coelho (FOTO),
pela passagem de seus 91 anos de idade, docência universitária e exercício da
crítica literária durante 50 anos. Os escritores Ignácio Loyola Brandão e Cyro
de Mattos, os críticos Benjamin Abdala Jr e Fábio Lucas, doutores em Letras, da
USP, integraram a mesa oficial do evento
e proferiram homenagem à Nelly Novaes
Coelho, Professora Emérita da USP.
Na
oportunidade, depois das homenagens prestadas, Nelly Novaes Coelho lançou o livro “81 Escritores da Literatura Brasileira no
Século XX”, publicado pela Editora Letra Selvagem, de São Paulo, volume de
quase mil páginas, no qual é analisada
pela ensaísta a obra de grandes autores da ficção brasileira.
Eis na
íntegra a fala de Cyro de Mattos homenageando Nelly Novaes Coelho:
“Senhores e senhoras:
A linguagem
literária é caminho importante para a compreensão do outro mais o mundo.
As obras literárias falam à imaginação e ao sentimento. As científicas,
de preferência à razão. A soma da sabedoria humana não está apreendida por
nenhuma linguagem. Nenhuma linguagem em particular é capaz de exprimir todas as
formas e graus de compreensão humana. De todas as linguagens a que mais se
aproxima dessa condição é a literária
A
literatura é a expressão mais completa do homem, como ente que pensa e sente.
Todas as outras expressões referem-se ao homem enquanto especialista de uma
atividade. Só a literatura concebe e apreende o homem enquanto homem. Sem
distinção nem qualificação alguma. É a via mais direta para que os povos se
entendam e se encontrem como irmãos. Assim, ela devolve ao ser humano, o que de
fato lhe pertence como aptidão e
aderência: a inteligência e a emoção. (Continue lendo)
quarta-feira, 12 de junho de 2013
ABEL PEREIRA, O PRIMEIRO PRESIDENTE DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS
Abel
Silva Pereira é ilheense, nasceu no dia 10 de dezembro de 1908 e faleceu em 21
de maio de 2006. Filho de Felisberto da Silva Pereira e de Emilia Mundi Negrão
Pereira. Sua vida literária pode ser acompanhada através das inúmeras
instituições especializadas a que pertence, bem como por meio dos vários
periódicos com os quais colaborou. Fundador da Academia de Letras de Ilhéus,
Bahia, na qual afirmou no ato de sua fundação em 14 de março de 1959 que:
"Uma academia de letras requer muito esforço, muito denodo, muita renúncia. Ela, ao nascer, tem que fazer face a muita crítica, sendo, portanto, necessário o esforço dos fundadores para que a obra não fracasse. Esta, não fracassará, porque nasceu sob a égide de Castro Alves, que foi um excelso poeta e magnífico batalhador."¹
Abel Pereira foi também o primeiro Presidente da Academia de Letras de Ilhéus.
Abel, entre amigos, o terceiro da esquerda para direita. No centro, Carlos Drummond de Andrade
Ainda
na Bahia, pertenceu ao Instituto Geográfico e Histórico, a Associação Brasileira de Imprensa,
a Sociedade dos Homens de Letras do Brasil, A Ordem dos Velhos Jornalistas do
Brasil, a União Brasileira dos Escritores, a Academia Maçónica de Letras, a
Academia Guanabarina de Letras, e a Academia Brasileira de Literatura (Rio), dentre outras. Colaborou
com diversos periódicos como o Diário da Tarde, de Ilhéus, O Intransigente, de
Itabuna, A Voz de Itabuna, A Tarde, de Salvador e com a revista Leitura, do Rio
de Janeiro. Deixou quatro livros publicados: Colheita (1957), Poesia até Ontem
(1977), Mármore Partido (1989) e Haikais Vagaluminosos (1989), todos de Haicai.
Antes
de Abel Pereira, apenas três outros poetas haviam publicado livros
exclusivamente de Haicais no Brasil, não dois, como afirma Olga Savary no
posfácio de Mármore Partido. Waldomiro Siqueira Jr. foi o primeiro, em 1933
publicou o livro “Hai Kais”; Oldegar Vieira, o segundo com Folhas de Chá (livro
que urge ser reeditado), em 1940; seguem-se Osório Dutra, com Emoção, em 1945 e
Abel Pereira, com Colheita, em 1957.
Abel, o primeiro da direita para esquerda
Abel, o terceiro da direita para a esquerda
Sobre
“Colheita”, manifestou-se o poeta de Passárgada, Manoel Bandeira, dizendo:
“Abel Pereira é um craque do haicai. Desde o primeiro, são cento e noventa e
três estremecimentos, murmúrios ou rastros de perfume.”
Alguns
Haicais de Abel Pareira:
Passa a mocidade...
e incerto, à frente, o deserto
cheio de saudade...
***
Coisa delicada
e fina. Estrofe menina.
Síntese. Um nada.
***
De origem divina,
as luzes dos vaga-lumes
são luzes de Vida.
Passa a mocidade...
e incerto, à frente, o deserto
cheio de saudade...
***
Coisa delicada
e fina. Estrofe menina.
Síntese. Um nada.
***
De origem divina,
as luzes dos vaga-lumes
são luzes de Vida.
1. Trecho da Ata de Fundação da Academia de Letras de Ilhéus, em 14 de março de 1959.
2. Fotos do Acervo da Academia de Letras de Ilhéus.
Texto com
informações dos sites:
segunda-feira, 10 de junho de 2013
O VELHO ADOLPHO
Hans
Tosta Schaeppi (FOTO), membro da Cadeira 3, autor do livro “O Velho Adolpho” (Editora
Via Literarum, 2012) é hoteleiro e industrial, criador da marca “Chocolate
Caseiro.” Schaeppi é proprietário do Ilhéus Praia Hotel e da fábrica Chocolate
Caseiro Ilhéus. Aos 81 anos e pai de cinco filhos: Lúcia, Kátia, Solange e João
Paulo. Filho de um suíço com uma baiana, nasceu na capital baiana. Formou-se em
Engenharia Civil, trabalhou, durante 10 anos, na Odebrecht. Saiu e, em seguida,
montou a Construtora Brasil, a qual foi responsável por diversas construções,
como o edifício Santa Clara, onde funciona, no térreo, o cinema de Ilhéus.
Ficou a frente da construtora por 15 anos. Adquiriu o Bahia Praia Hotel, o qual
administrou por 8 anos.
Sua
predestinação estava para se estabelecer na princesinha do sul, Ilhéus. Em
1980, construiu o Ilhéus Praia Hotel. Depois adquiriu o Pontal Praia Hotel. Em
1985, inaugurou a fábrica Chocolate Caseiro Ilhéus, que hoje conta com três
lojas em Ilhéus, uma em Itabuna, uma em Salvador e outra em Pernambuco. Schaeppi
já escreveu artigos, editoriais e colunas sobre turismo no jornal A Tarde, de
Salvador. Atualmente, assina uma coluna semanal no jornal Agora, de Itabuna,
sempre abordando assuntos turísticos.
domingo, 9 de junho de 2013
SOANE NAZARÉ DE ANDRADE
Nasceu em Uruçuca, na época Água
Preta, município de Ilhéus, na Fazenda Felicidade, que pertencia a sua família,
em 5 de agosto de 1933, eram seus pais Adjovânio Andrade e Selika Nazaré
Andrade, que tinham mais seis filhos: Deir, Gilta, Denílson, Vera, Suzana e
Antônio (Já falecido).
Aos seis anos de idade mudou-se
para Ilhéus, estudou na Escola Afonso de Carvalho e no Instituto Municipal de Ensino
Eusínio Lavigne - IME. Em Salvador, estudou no Colégio da Bahia e na Faculdade
de Direito da Bahia onde se formou em 1953. Casou-se com Heloisa Cavalcante
Andrade, tiveram quatro filhos: Ana Virgínia, Luis Frederico, Soane Jr. e Maria
Valéria.
Foi professor no IME; diretor da
Penitenciária do Estado da Bahia; fundador, diretor e professor (Direito
Constitucional e Direito Político) da Faculdade de Direito de Ilhéus; Chefe de
gabinete do Ministro das Comunicações Carlos Simas, de 1968 a 1969; Delegado do
Brasil na Conferência das Comunicações Via Satélite em Genebra, Suíça, em 1969;
idealizador e primeiro Reitor da Universidade do Mar e da Mata, Maramata, em
Ilhéus.
Em 25 de junho de 1981 tornou-se
membro da Academia de Letras de Ilhéus, na cadeira 32, em que foi Patrono
Pethion Villar e fundador Flávio de Paula. Foi candidato a Prefeito de
Ilhéus pelo PFL em 2004. Mas não obteve êxito nas urnas.
Aos 80 anos de idade sofreu um
enfarto em Salvador, onde mora. Como nasceu numa fazenda de cacau, é lavrador
por nascimento e espera morrer à sombra dos cacauais. Seu nome é dado ao Campus
da Universidade Estadual de Santa Cruz, antiga FESPI – Federação das Escolas
Superiores de Ilhéus e Itabuna, onde lecionou e foi reitor.
Texto de Alfredo Amorim, membro
do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus. Extraído do site: www.vejoarte.com, disponível em:
sexta-feira, 7 de junho de 2013
ARTIGOS DA HISTÓRIA
COMO EXPLICAR O ATRASO DE ILHÉUS?
Por Nelson Schaun*
"Para que a sociedade se renove, é necessário que se renove a superestrutura política."
Se algum fato relacionado com Ilhéus pudesse causar admiração, nada talvez lhe seria mais significativo do que o milagre da própria sobrevivência. Isso, é claro, se fosse possível acreditar em milagres.
A sobrevivência de Ilhéus com efeito, pode ser ironicamente atribuída a verdadeiro paradoxo sócio-econômico, se não quisermos admitir o absurdo da espontaneidade social, isto é, do príncípio e do produto em si da sociedade. Porque tantos têm sido os fatores negativos em nosso processo histórico, tamanha tem sido a prevalência de elementos nocivos na luta de contradições dentro da nossa realidade, que, francamente, Ilhéus teria já desaparecido se não lhe sobrassem reservas materiais e espirituais inalienáveis. Aliás, é preciso convir que Ilhéus sobrevive e se debate nesta situação marasmática, exatamente porque, submetido à leis de desenvolvimento desigual da sociedade, os nossos elementos humanos, sobretudo os que entram na composição das classes dirigentes, nunca se dispuseram nem se dispõem a sustentar luta consequente pela transformação desta realidade.
Ora, pelas possibilidades econômicas e outras condições históricas que já detivemos, - se convenietemente aproveitadas, - poderíamos ter chegado a situação muito mais importante, social e politicamente. De modo geral, no entanto, nem somente não nos desenvolvemos, mas, na verdade, fomos perdendo as possibilidades, caindo a cada passo no conformismo, no fatalismo, nas frustrações que coroam o atraso puro e simples.
E por que isso? Terá sido por obra e graça do destino, pela força abstrata da fatalidade, esse poder que tudo explica e tudo justifica, quando os homens não sabem ou não querem encontrar explicações e justificativas concretas e objetivas para os fatos?
Nada disso. A verdade é que os homens de Ilhéus sempre quiseram viver assim mesmo, sem maiores interesses ou preocupações de progresso. Nunca se esforçaram, de modo efetivo e racional, para modificar os quadros de nossa realidade.
Para que a sociedade se renove, é necessário que se renove a superestrutura política. Mas, para que a superestrutura política seja capaz de influir no processo histórico tendente ao surgimento de nova sociedade, isto é, substituição do velho pelo novo, é preciso que se transforme a base econômica.
Desenvolver a economia, portanto, modificar as formas econômicas, tais devem ser os objetivos da ação que cumpre a todos os elementos realmente empenhados no progresso social, no aprimoramento das funções e da justeza do regime social.
Que fizeram, porém, ou que fazem ainda os homens de Ilhéus, dentro dessa realidade?
É o que tentaremos discernir através das próximas considerações.
NOTA DO BLOG: Artigo publicado originalmente no dia 13 de Agosto de 1968, página 2, do Diário da Tarde, Ilhéus, Bahia. Faz parte do livro "Nelson Schaun merece um livro... - 100 anos de um personagem da histórica política e cultural de Ilhéus," organizado pela Confreira Maria Schaun.
* Nelson Schaun (1901-1968), ilheense, professor, político, jornalista, fundador da Cadeira 12 e da Academia de Letras de Ilhéus.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
JABES RIBEIRO, O OCUPANTE DA CADEIRA 8 É PREFEITO DE ILHÉUS
Tendo como Patrono Artur de Sales e fundador o poeta Sosígenes Costa, o político, professor e advogado Jabes Ribeiro é ocupante da Cadeira 8.
Nascido em 14 de março de 1952, o
bacharel em Direito e professor Jabes Ribeiro é dono de uma das mais
bem-sucedidas trajetórias políticas da Bahia. Seu nome está ao lado de
personagens como o lendário João Mangabeira, primeiro líder político que
enfrentou o poder dos coronéis do cacau na Ilhéus do início do século passado,
e inspirou Jorge Amado a criar o personagem Mundinho Falcão, no romance
Gabriela, Cravo e Canela.
O legado de João Mangabeira
inspirou Jabes Ribeiro a interromper, no início da década de 1980, o ciclo de
poder alternado entre os representantes da elite local.
O jovem professor foi eleito
prefeito de Ilhéus pela primeira vez, em 1982, aos 30 anos de idade, pelo MDB,
projetando-se como líder das camadas sociais excluídas ao poder político,
governando até 1988.
A política o fascinava desde a
militância estudantil, quando foi eleito presidente do Centro Acadêmico João
Mangabeira da Faculdade de Direito de Ilhéus, em 1972. Após concluir a
graduação em Direito, na antiga Federação das Escolas Superiores de Ilhéus
(Fespi), que originou a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Jabes
ministrou aulas no ensino médio e foi professor de Direito Constitucional.
Entre 1980 e 1982, exerceu o cargo de secretário de Educação do Município de
Ilhéus, inovando ao construir escolas em toda zona rural.
Jabes venceu sua primeira eleição,
liderando a reivindicação da população no movimento em prol do fornecimento de
água nos morros de Ilhéus, chamado de 'Panelaço'. Tornou-se um marco na
história da cidade de tradição oligárquica, e inaugurou um novo modelo de
administração municipal pautada no atendimento das demandas populares,
modernizando a infraestrutura e fortalecendo o município politicamente além dos
seus limites territoriais.
Visão de estadista – A década
de 1980 foi marcada por uma intensa participação popular e pelo processo de
emancipação política no sul da Bahia. A visão de estadista e habilidades
estratégicas levaram Jabes ao centro das articulações favoráveis a esse
processo. Municípios como Arataca, Santa Luzia, Jussari e Teixeira de Freitas
tiveram nele um defensor das suas causas municipalistas. Em todas elas, foram
eleitos prefeitos do PMDB, partido do qual era militante.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Livro de Nelly Novaes Coelho Sobre Escritores Brasileiros no Século XX Inclui Cyro de Mattos
Cyro de Mattos, membro da Cadeira 16 da ALI
O baiano Cyro de Mattos foi incluído entre os escritores reunidos no
livro de Nelly Novaes Coelho, lançado
dia 29 de maio, na Casa Das Rosas, em São Paulo. “ 81 Escritores Brasileiros do
Século XX”, de Nelly Novaes Coelho (Professora Emérita, Doutora Titular da USP – Universidade de São
Paulo), é a suma de 50 anos de pesquisas, leituras e releituras de obras
apresentadas em cursos universitários, no Brasil, Portugal e Estados Unidos da
América.
Segundo a Autora, foi a “Sorte ou o
Acaso” que puseram em seu caminho os 81 escritores reunidos e analisados neste
livro. Ao lado dos mais conhecidos (Jorge Amado, Graciliano Ramos, Guimarães
Rosa, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, João Ubaldo, Ignácio Loyola
Brandão...) aparecem nomes que a insensibilidade crítica e o desinteresse do
“mercado” colocaram numa espécie de “limbo” (Cornélio Pena, Adonias Filho,
Murilo Rubião, Victor Giudice, Campos de Carvalho, Gustavo Corção, Alcides
Pinto...) e outros que o desinformado (ou defraudado?) “público” precisa
conhecer (Vicente Cecim, Olavo Pereira, Agrippino de Paula, Fausto Antonio,
Guilherme Dicke, Mora Fuentes, Samuel Rawet, Cyro de Mattos, Alaor Barbosa...).
Cyro de Mattos nasceu e reside em
Itabuna, sul da Bahia. Contista, cronista, poeta, novelista, ensaísta e autor
de livros infanto-juvenis. Já publicou 38 livros, no Brasil e em Portugal (3),
Itália (3), França (1) e Alemanha (1). Recebeu prêmios importantes, no Brasil e
exterior, e, entre eles, o Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, o da
Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e o Internacional de Poesia
Maestrale Marengo d’Oro, em Gênova, Itália, por duas vezes. Foi três vezes
Finalista do Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (SP). Participou como convidado do III Encontro
Internacional de Poetas da Universidade de Coimbra, em 1998. E também da Feira
do Livro em Frankfurt, 2010. Seus textos
estão presentes em 48 antologias, no Brasil Portugal, Itália, Alemanha,
Dinamarca, Rússia e Estados Unidos.
sábado, 1 de junho de 2013
ACADEMIA DE LETRAS IRÁ APOIAR FESTIVAL DE CINEMA BAIANO
A ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS
irá apoiar o III FECIBA - Festival de Cinema Baiano, que será realizado
de 07 a 13 de junho no Cine Santa Clara. Serão 25 sessões, entre longas,
curtas e convidados para bate-papo. Oficinas com profissionais qualificados no
mercado de trabalho, premiação para mostra competitiva de curtas e uma previsão
de 5.000 mil pessoas circulando na cidade de ilhéus durante os 07 dias de
evento.
A Academia irá sediar a Oficina
de Crítica, coordenada por João Carlos Sampaio. A oficina pretende proporcionar
o Estudo da leitura/interpretação de um filme. Verificando os fundamentos do
cinema e do exercício da crítica cinematográfica, ilustrados por filmes e
recortes de filmes. Analisando e comparando de obras fílmicas. Com apropriação
prática de conceitos e conteúdo elementar para a leitura fílmica e iniciação ao
exercício da crítica cinematográfica.
João Carlos Sampaio (foto) é jornalista
e Crítico de cinema. Membro fundador e integrante da diretoria da Associação
Brasileira de Críticos de Cinema. Pesquisador que trabalha com análise fílmica
há 20 anos, escrevendo para jornais, revistas e sites. Colabora com a difusão
do cinema brasileiro, participando de atividades cineclubistas. Atua ainda como
consultor de programação, realizando seleção de filmes e integrando júris de
alguns dos principais festivais brasileiros, incluindo os Festivais de
Brasília-DF, Gramado-RS e Mostra Internacional de São Paulo, além de já ter
composto o colegiado para indicação do filme brasileiro ao Oscar. Exerce ainda
as funções de curador de festivais, palestrante em seminários e ministra cursos
e oficinas dedicadas ao ofício da interpretação fílmica.
Quando? 8 a 10 de junho de 2013
Local: Academia de Letras de
Ilhéus
Horário: 08 às 12 horas.
Mais informações e inscrições:
www.feciba.com.br
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