terça-feira, 4 de outubro de 2016

ABERTA PERÍODO DE VOTAÇÃO PARA ESCOLHA DE NOVO CONFRADE

Modelo da cédula de votação

Prezados confrades, senhoras confreiras,

No período de 05 a 20 de outubro de 2016 estaremos recebendo os votos para eleição do candidato Aleilton Fonseca. O professor e poeta Aleilton Fonseca é candidato à vaga da cadeira nº 24, anteriormente ocupada pelo saudoso confrade Hélio Pólvora;

Os votos estarão à disposição de todos na recepção da Academia de Letras, em sua sede, à Rua Antonio Lavigne de Lemos. Aqueles que não residem em Ilhéus poderão fazê-lo manifestando seu voto a favor ou não, via e-mail. 

E-mail da Academia: academiadeletrasdeilheus@gmail.com 

Os votos serão depositados em urna específica que se encontra na sede. Caso o candidato não obtenha 50% + 1 dos votos válidos será aberta nova inscrição para a cadeira vaga. 

Maiores informações pelo telefone: 73. 3231.1612 ou pelo celular: 73.9.9998.2555


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

COMENDA ABEL PEREIRA SERÁ ENTREGUE AO INSTITUTO NOSSA SENHORA DA PIEDADE PELO SEU CENTENÁRIO



No ano em que completa 100 anos, o Instituto Nossa Senhora da Piedade recebe no próximo dia 16 de setembro a Comenda Abel Pereira. Trata-se da maior honraria desta academia a ser entregue à personalidades, instituições e organizações da sociedade civil que prestaram relevantes serviços à educação e a cultura do nosso Município. 

O evento está marcado para às 18h30, na sede da Academia de Letras de Ilhéus.

Quem foi Abel Pereira? 


Abel Silva Pereira nasceu na cidade de Ilhéus, na Bahia, em 1908, filho de Felisberto da Silva Pereira e de Emilia Mundi Negrão Pereira. Sua vida literária pode ser acompanhada através das inúmeras instituições especializadas a que pertence, bem como por meio dos vários periódicos com os quais colaborou.

Fundador da Academia de Letras de Ilhéus, Bahia, foi também o seu primeiro Presidente. Ainda nesse Estado, pertence ao Instituto Histórico. Abel Pereira é membro de muitas outras instituições culturais, dentre elas a Associação Brasileira de Imprensa, a Sociedade dos Homens de Letras do Brasil, A Ordem dos Velhos Jornalistas do Brasil, a União Brasileira dos Escritores, a Academia Maçónica de Letras, a Academia Guanabarina de Letras, a Academia Brasileira de Literatura (Rio).  

Livros:  "Colheita" — em 1957 e — "Poesia até Ontem" —  em 1977 "Mármore Partido", seguindo a mesma linha haikaistica de "Colheita" e de "Poesia até Ontem.”


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

CYRO DE MATOS IRÁ RECEBER O TÍTULO DE DOUTOR HONORIS CAUSA

O presidente Josevandro Nascimento convida confrades e confreiras para a cerimônia do título de Doutor Honoris Causa que será concedido ao confrade Cyro de Matos, no próximo dia 15 de setembro, quinta-feira, às 19h, no auditório Governador Paulo Souto, na Universidade Estadual de Santa Cruz.


Clique na imagem para ampliar

quinta-feira, 28 de julho de 2016

OFICINA DE LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL NA ACADEMIA DE LETRAS

Foto: Divulgação

A primeira Oficina de Leitura e Produção Textual promovida pela Academia de Letras de Ilhéus tem como principal objetivo a criação de textos mistos que gerem reflexão social no leitor. Dividida em teoria e prática, a Oficina organiza e desenvolve a competência leitora ao realizar plenamente a interlocução entre a produção de textos e o contexto que se impõe diverso e transformador. A realização da oficina faz parte do convênio de manutenção básica das atividades artísticas e culturais com a Prefeitura Municipal de Ilhéus, através da Secretaria de Relações Institucionais.
“Vivemos num mundo cada vez mais “visual”. As imagens se apresentam como mensagens a todo instante e provocam os olhos atentos dos jovens. A fim de possibilitar interpretações cada vez mais precisas, essa oficina pretende apresentar para os alunos textos mistos, mesclando textos não-verbais e verbais, inferindo conceitos e promovendo o debate acerca de assuntos ligados à atualidade”, assinala a facilitadora e gestora cultural Anarleide Menezes.
O presidente Josevandro Nascimento salientou que “nunca se criou uma programação que pudesse abrir as portas da Academia para a comunidade, para o estímulo à leitura, para o fortalecimento da escrita e da poesia. Esta proposta tenta minimizar o hiato que se manteve presente ao longo dos anos na Academia, criando uma programação de doze meses que pudesse, não só dinamizar o espaço, mas, aproximá-lo da comunidade ilheense”.

SERVIÇO:
O quê? Oficina de Leitura e Produção Textual
Quando? Dia 28/07/2016
Onde? Academia de Letras de Ilhéus

Inscrições e vagas no local.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

NO DIA DO ESCRITOR A ACADEMIA DE LETRAS ABRE EDITAL PARA MAIS DUAS VAGAS


ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS
PATRIAE LITTERAS COLENDO SERVIAM
FUNDADA EM 14 DE MARÇO DE 1959
ILHÉUS – BAHIA


EDITAL DE INSCRIÇÃO


Hélio Pólvora, ex-ocupante da cadeira nº 24
Dom Caetano, ex-ocupante da cadeira nº 29


O Presidente da Academia de Letras de Ilhéus, no uso de suas atribuições regimentais e estatutárias, de acordo com os arts. 47 e 48 e ss/parágrafos do Regimento Interno, faz saber a quantos este Edital virem ou dele conhecimento tiverem, que, com vacância das cadeiras nº 24, antes ocupada pelo escritor e jornalista Hélio Pólvora, cujo fundador foi Otávio Moura e patrono João Florêncio Gomes e cadeira nº 29, antes ocupada pelo Sr. Antônio Lima dos Santos – Dom Caetano - cujo fundador foi o próprio e patrono Manoel Quirino, ficam abertas as inscrições para preenchimento dessas vagas, pelo prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data de publicação deste, devendo os interessados procurar a Secretaria da Academia de Letras de Ilhéus, turno vespertino, na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro, nesta cidade, para maiores esclarecimentos e informações a respeito ou pelo telefone 73.3231.1612.


Ilhéus, Bahia, 25 de julho de 2015.



Josevandro Nascimento
Presidente



Pawlo Cidade
Secretário Geral


sábado, 9 de julho de 2016

GERALDO LAVIGNE DE LEMOS LANÇARÁ NOVO LIVRO

O confrade Geraldo Lavigne de Lemos lançará o livro Massapê: Solo de poesia no dia 12 de julho de 2016, às 18h30, na sede da Academia de Letras de Ilhéus. A edição é pelo selo Mondrongo e conta com 36 poemas inéditos. O prefácio foi gentilmente escrito por Aleilton Fonseca.


Trata-se do quarto livro do autor, sendo todos de poesia. A presente obra é marcada pelo território de origem do confrade, que é natural de Itabuna e radicado em Ilhéus. Porém, o conteúdo supera as fronteiras da região. Dois dos poemas da obra estão a seguir:



Os demais livros do autor são: À Espera do Verão (2011), amenidades (2014) e alguma sinceridade (2014). Todos são comercializados no site da editora Mondrongo e na Livraria Papirus, em Ilhéus.

Ademais, o autor mantém o instagram @geralavigne e um perfil no Facebook (com o nome completo) onde divulga rotineiramente a obra.

sábado, 2 de julho de 2016

ANARQUISTAS GRAÇAS A ZÉLIA!



SE VIVA ESTIVESSE COMPLETARIA HOJE 100 ANOS!

Descendente de imigrantes italianos, Zélia Gattai nasceu e cresceu cresceu na cidade de São Paulo. Nas três primeiras décadas do século 20, a capital paulista sofria forte influência da imigração européia, especialmente a italiana. Italianos e espanhóis constituíam a maior parte da mão de obra que atuava na cidade, que experimentava seu primeiro surto de industrialização. Além do trabalho, esses imigrantes deram origem a um movimento operário, influenciado por idéias socialistas e anarquistas.

Ainda jovem, Zélia participou do movimento anarquista, juntamente com membros de sua família. Aos 20 anos, ela se casou com Aldo Veiga, intelectual e militante comunista, com quem teve um filho em 1942. No entanto, três anos mais tarde, já separada de Aldo, conheceu o escritor baiano Jorge Amado, por quem se apaixonou. Os dois se casaram e o relacionamento se estendeu até a morte do escritor, em 2001.

Jorge Amado também desenvolvia militância política, sendo membro do Partido Comunista Brasileiro. Assim, ele e Zélia se conheceram na prática militante, quando os dois trabalhavam pela anistia dos presos políticos, em 1945, no fim do Estado Novo. A partir de então, Zélia passou a secretariar o trabalho do marido, cuidando da preparação e da revisão dos originais de seus livros.

Em 1946, com o fim da ditadura de Getúlio Vargas e a restauração da democracia, Jorge Amado elegeu-se deputado federal e o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, então a capital do país e sede do Congresso Nacional. Porém, um ano depois, o Partido Comunista foi declarado ilegal, Amado não só perdeu o mandato, como teve que exilar-se em Paris, juntamente com a família. Permaneceu na França três anos.


Durante esse período, Zélia fez cursos universitários na Sorbonne (civilização francesa, fonética e língua francesa). Entre 1950 e 1952, a família viveu na Tchecoslováquia. Lá, Zélia começou a fotografar, documentando momentos significativos da vida e da carreira do escritor baiano. Durante sua permanência na Europa, o casal teve contato com outras personalidades de destaque no panorama internacional da cultura, como o poeta Pablo Neruda, o filósofo Jean-Paul Sartre e o pintor Pablo Picasso.

Jorge Amado e Zélia Gattai retornaram ao Brasil ainda em 1952, estabelecendo-se no Rio de Janeiro. Em 1963, fixaram residência em Salvador, na Bahia. Neste ano, Zélia lançou "Reportagem Incompleta", uma fotobiografia do marido.

A escritora teve um filho do primeiro casamento e um casal do segundo.

Entretanto, Zélia Gattai se tornaria conhecida de um público mais amplo aos 63 anos, com a publicação de "Anarquistas, Graças a Deus", livro de memórias que recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária de 1979 e foi adaptada para a TV em 1982, numa minissérie dirigida por Walter Avancini.

No dia 6 de agosto de 2001, Jorge Amado morreu. No mesmo ano, Zélia foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 23, anteriormente ocupada por seu marido, numa eleição controversa. Houve quem a considerasse mais uma homenagem ao escritor do que propriamente mérito literário de sua viúva.

De qualquer modo, a carreira literária de Zélia Gattai não parou no primeiro livro. A escritora lançou ainda "Um Chapéu para Viagem", 1982 (memórias); "Jardim de Inverno", 1988 (memórias); "Pipistrelo das Mil Cores", 1989 (infantil); "Crônica de uma Namorada", 1995 (romance); "A Casa do Rio Vermelho", 1999 (memórias); "Vacina de Sapo e Outras Lembranças", 2005 (memórias). Alguns desses livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o espanhol, o alemão e o russo.

Em 31 de março de 2008, a escritora foi internada com dores abdominais no Hospital Aliança, em Salvador. A situação de Zélia se agravou e no dia 17 de abril a escritora foi transferida para o Hospital da Bahia, onde passou por uma cirurgia de desobstrução do intestino. Ao longo do procedimento, foi confirmada a existência de um tumor benigno, que foi retirado.


Em 16 de maio o estado de saúde da escritora, que respirava com a ajuda de aparelhos, se agravou, com "piora hemodinâmica progressiva que evoluiu para o quadro clínico de choque", além de "piora significativa da função renal", segundo o boletim assinado pelos médicos Jadelson Andrade, Jorge Pereira e Izio Kowes, do Hospital da Bahia. Segundo boletim divulgado na manhã do dia seguinte, Zélia, sedada, apresentava quadro clinico de choque circulatório irreversível. Ao final da tarde, foi divulgada sua morte.


NOTA:

Fonte:http://educacao.uol.com.br/biografias/zelia-gattai.htm
Fotos: Internet.

Na Academia de Letras de Ilhéus, Zélia Gattai ocupou a cadeira 13, antes pertencente a Jorge Amado. Atualmente, a cadeira 13 é ocupada pelo acadêmico escritor Pawlo Cidade.

terça-feira, 28 de junho de 2016

LAMENTAMOS COM PESAR O PASSAMENTO DO MESTRE DORIVAL DE FREITAS, QUE SEUS INIGUALÁVEIS DISCURSOS CONTINUEM ECOANDO NO CÉU


Professor Dorival de Freitas, ex-membro da cadeira 11


"Lembro-me de Dorival de Freitas desde a década de sessenta. Gostava muito de ouvi-lo falar, da emoção que colocava na voz, quando discursava. Mas me aproximei dele, quando se tornou meu professor de Cosmologia, na antiga Fespi. Hoje somos amigos e participamos da mesma confraria, a Academia de Letras de Ilhéus.

Dorival de Freitas nasceu na cidade de Santa Inês, estado da Bahia, a 8 de dezembro de 1932, filho de Cantídio de Freitas e Julieta Leal de Freitas. Com o falecimento de seu pai em fevereiro de 1933, sua mãe e filhos vieram residir em Ilhéus no então, arrabalde do Pontal. Portanto, podemos afirmar que Dorival é um ilheense nascido em Santo Inês. O curso primário foi realizado no Grupo Escolar Barão de Macaúbas, tradicional escola pública do município.

Em 1946, iniciou seus estudos no Seminário Central da Bahia – Humanidades, no Seminário Menor, e filosofia e teologia, no seminário Maior, ordenando-se sacerdote em 6 de dezembro de 1959, na Igreja Matriz de São Jorge.

Nos 7 anos de ministério sacerdotal, exerceu os cargos de Diretor Espiritual e Reitor do Seminário São Jorge dos Ilhéus, Secretário da Cúria Diocesana e Capelão do Hospital São José. É desse tempo que me lembro de sua bela oratória.

Mas, nem sempre, os caminhos dos homens são os caminhos de Deus; o que não impede que os novos caminhos sejam santos, também. E o caminho do amor humano tem lá suas razões, que a “própria razão desconhece”. Dorival, mesmo sendo um sacerdote dedicado a Deus, sempre foi um homem honesto e coerente com seu coração. Pediu licença do ministério Sacerdotal em 1966 para casar-se, em 1968, com Marita Maria Ocke de Freitas, e assim, dar início a uma nova caminhada. Do casamento nasceram três filhos: João Paulo, Inês Maria e Dorival Filho. A família continua crescendo, agora enriquecida com a chegada de três netos.

Nosso homenageado estudou filosofia na Faculdade de Filosofia de Itabuna, concluindo o curso em 1969, sendo o orador da turma, como não podia deixar de ser. Posteriormente fez o curso de direito na Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (FESPI), concluindo-o em 1978, e foi o orador da turma. Fez concursos para o Magistério Médio do Estado da Bahia, para Português em 1968, e Psicologia Geral em 1970, passando em 1o lugar nos dois concursos. Exerceu ainda os cargos de Diretor do Instituto Municipal de Educação, IME, Vice-diretor do Colégio Estadual de Ilhéus, diretor do Centro Integrado de Educação Rômulo Galvão, Gerente de Seleção e Orientação na UESC, chefe de Gabinete da Reitoria na UESC e diretor de Revisão da Editus, Editora da UESC.

Foi professor na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC – de História da Filosofia, Antiga e Medieval e Metafísica e Professor de Direito Constitucional; foi titular de Cosmologia do Curso de Filosofia e professor de História da Filosofia no Instituto de Teologia de Ilhéus (ITI) É membro da Academia de Letras de Ilhéus, ocupando a cadeira n° 11. E eu gosto muito de dizer-lhe que, quando o ouço falar, o que fala parece música para o meu ouvido".

Texto escrito por Maria Luiza Heine, no blog Ilhéus com Amor, em 08/12/12
Veja o original clicando aqui 


NOTA: As despedidas ao mestre estão sendo realizadas hoje, na Igreja São João Batista, no bairro do Pontal, em Ilhéus. O sepultamento será na tarde de quarta-feira, 29 de junho de 2016.

sábado, 14 de maio de 2016

MÉDICO E ESCRITOR LEÔNIDAS AZEVEDO É O MAIS NOVO MEMBRO DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS




Foi eleito  na tarde de ontem com 23 dos 35 votos válidos dos membros da Academia de Letras de Ilhéus, o escritor, autor de diversas obras infantojuvenis (A Viagem, O Rato Saliente, Contos a Contar), professor da Universidade Estadual de Santa Cruz e médico pediatra Dr. Leônidas Azevedo Filho. O novo confrade irá ocupar a cadeira nº 10, cujo fundador foi Camilo de Jesus Lima e patrono Carlos Chiachio, antes ocupada pelo jornalista e escritor Adelindo Kfouri. 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

EDITORA NO SUL DA BAHIA PUBLICA TRÊS LIVROS DE MEMBRO DA ALI


Dono de obra literária extensa, entre volumes de contos, novelas, romance, literatura infantojuvenil e organização de antologia, membro da Academia de Letras de Ilhéus, o escritor e poeta brasileiro Cyro de Mattos (foto) acaba de ser publicado pela Via Literarum, editora do sul da Bahia,   sediada no município de Ibicaraí,  com os três livros seguintes:   Fissuras e Rupturas: Verdades, contos, capa do artista plástico  Santescaldaferri,   Poemas da Terra de Rio, para o leitor adulto,  imagem da capa de Van Gogh,  e O Circo  no Quintal, para as crianças, capa e ilustrações do desenhista Ângelo Roberto.   
Autor versátil, dominando várias linguagens, o escritor Cyro de Mattos  com esses três livros lançados pela Via Literarum  consegue atingir a marca de 54 livros publicados, no Brasil e exterior, vários deles com prêmios literários expressivos no âmbito nacional e internacional.  
Em O Circo no Quintal, o poeta das crianças mostra que, nesse circo,  alegria é o que mais existe,  como na cena do músico Marreco e suas artes de tocar reco-reco ou na do Trio Banana com zabumba e sanfona. Já em um trecho do poema Canto a Nossa Senhora das Matas, do livro Poemas da Terra e do Rio, o poeta indaga: Quando a mata for deserta,/ não mais se colher a flor, /  o rio se esconder da chuva/ e de Deus não cair a lágrima/ será esta a triste música?                         
       O livro Fissuras e Rupturas: Verdades reúne vinte e dois  contos modernos de composição condensada para formar o quadro, o episódio ou o  flagrante no espaço reduzido,  diferente  do que o contista forjou em oportunidades anteriores com as motivações de sua gente e sua terra.  No conto Paixão, por exemplo,  encontramos o trecho seguinte:
     
     Chamados pelos vizinhos, os mesmo policiais prenderam Zé Amaro em flagrante. Já mais calmo, não esboçou qualquer reação quando recebeu a ordem de prisão e foi algemado. Ele admitiu na delegacia  que não tinha sido essa a primeira vez que encontra a mulher com algum desconhecido em sua residência. “A vida é assim mesmo, cada um cumpre sua sina, nada se pode fazer.” Completou conformado: “Cada um no seu canto sofre o seu tanto.” Logo que saísse da cadeia, ia pedir perdão â mulher e tentar a reconciliação.


sábado, 30 de abril de 2016

PRIMEIRO DIA DO I FESTIVAL LITERÁRIO DE ILHÉUS

As atividades do I Festival Literário de Ilhéus (FLIOS) iniciaram dia 28 de abril de 2016, às 09:00, com a Oficina de Poesia Visual promovida por Rava Midlej na sede desta Academia.






A abertura oficial do I FLIOS ocorreu às 19:00 do dia 28 de abril de 2016, na sede desta Academia, seguida da divulgação do vencedor do I Prêmio Sosígenes Costa de Poesia e da palestra do ilustre Jorge de Souza Araújo sobre Minelvino Trovador: o cordel no Sul da Bahia.
Durante esta cerimônia, o público consultou e adquiriu com desconto os livros do acervo da Editus - Editora da UESC e da Papirus Livraria na Feirinha de Livros, que já havia iniciado desde as 16:00 do mesmo dia. A Feirinha continuará por toda a programação do evento.

 





As atividades do primeiro dia encerraram na praça Castro Alves, que recebeu o Sarau Literomusical à noite, com discotecagem poética de Qila e Múcio, apresentação combinada de Dr. Imbira & Rita Santana e de Banda Quizila & Heitor Brasileiro.








Cada momento foi registrado pelas lentes mágicas de Ana Lee, que se fez presente em todas as atividades com o seu olhar apurado.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

RESULTADO DO I PRÊMIO SOSÍGENES COSTA DE POESIA

Anunciamos o vencedor do I Prêmio Sosígenes Costa de Poesia durante a cerimônia de abertura do I Festival Literário de Ilhéus – FLIOS, dia 28 de abril de 2016.

O poeta é Weslley Almeida, de Feira de Santana, autor do livro Memórias Fósseis, que será publicado pela Editus – Editora da UESC. Agradecemos o permanente apoio desta editora, tão necessário para a realização do Prêmio e do FLIOS.

Além da publicação, o poeta receberá como prêmio a quantia de mil reais e o troféu Sosígenes Costa.


quarta-feira, 16 de março de 2016

PREFEITO ASSINA CONVÊNIO COM A ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS

 Pawlo Cidade (Secretário Geal) Josevandro Nascimento (Presidente da ALI) e o Prefeito Jabes Ribeiro

Durante a sessão de abertura dos trabalhos da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), que homenageou a escritora Zélia Gattai, na noite de segunda-feira, 14, o prefeito Jabes Ribeiro assinou convênio de cooperação com a instituição, com o objetivo de subsidiar atividades de caráter cultural. O presidente da ALI, Josevandro Nascimento, lembrou a contribuição do prefeito (também membro da Academia), em mandato anterior, para a existência da sede da entidade.

A data de 14 de março é tradicional na história da Academia de Letras de Ilhéus, dedicada ao aniversário de fundação da casa, ao Dia de Castro Alves, ao Dia Nacional da Poesia e à abertura dos trabalhos acadêmicos. Além dos imortais, a solenidade contou com as presenças de escritores, jornalistas, ativistas culturais, da primeira-dama Adryana Ribeiro, o vice-prefeito Carlos Machado (Cacá), da ialorixá Ilza Mukalê, o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Nei Rodrigues, o secretário de Comunicação Social, Valério de Magalhães, o chefe de Gabinete, Victor Veiga, entre outros.

O convênio, de acordo com o gestor, “vai auxiliar na manutenção das atividades desta casa das letras e demonstra a preocupação da atual administração em apoiar as mais diversas instituições de nossa cidade”. O prefeito enfatizou ainda os compromissos mantidos pela transformação do Palácio Paranaguá no Museu da Capitania de Ilhéus e de conclusão da recuperação total do Teatro Municipal.

Zélia – Coube à professora e acadêmica Eliane Sabóia proferir palestra com o tema “Zélia e Ilhéus, Zélia em Ilhéus”, que abordou a relação mantida entre a escritora, fotógrafa pessoal e esposa do escritor grapiúna Jorge Amado, e a cidade que inspirou sua carreira literária.   Saboia lembrou que, assim como Jorge Amado, Gattai foi membro da Academia de Letras de Ilhéus, cuja posse ocorreu em 15 de fevereiro de 2002, durante cerimônia ocorrida no Centro de Convenções, tendo ocupado a mesma cadeira do seu companheiro.
Após a solenidade, os acadêmicos e demais convidados homenagearam com parabéns o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, que aniversaria também na data de 14 de março. Ribeiro, por sua vez, agradeceu a manifestação de todos em nome da primeira dama Adryana Ribeiro e de Jeanne Ribeiro, sua irmã, que prestigiou o evento. 


Por sua vez, o secretário da Academia de Letras de Ilhéus, Pawlo Cidade, reforçou a importância do convênio de cooperação financeira, “já que esta casa depende da sensibilidade de seus integrantes, do poder público e da sociedade, para continuar mantendo suas atividades, sendo a principal a difusão da leitura, do saber entre os nossos conterrâneos”.

Texto: Secretaria de Comunicação/PMI