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sexta-feira, 19 de março de 2021
MEMÓRIAS

quinta-feira, 18 de março de 2021
NOSSA POESIA

*Ruy Póvoas
Sem ar,
sem luz,
sem música,
sem perfume,
sem paz,
sem gente,
sem planta,
sem bichos,
sem livros,
não sou semente.
Sem raios de sol,
sem nuvens,
sem chuva,
sem lua,
sem minha rua,
fico doente.
Custa muito caro
ao mundo
me manter contente.
Para onde vou
com esta consumição
tão exigente...
15/03/21
terça-feira, 16 de março de 2021
"NA CARREIRA LITERÁRIA VOCÊ TEM QUE TER DUAS COISAS PARA SER ESCRITOR: VOCAÇÃO E TALENTO!" (Cyro de Mattos)
Entrevista do escritor, jornalista e advogado Cyro de Mattos à Associação Brasileira de Editoras Universitárias.
Nosso confrade Cyro de Mattos, premiado em mais de 40 concursos, ocupa a cadeira 16 da Academia de Letras de Ilhéus. Nesta conversa nos brinda com essa deliciosa entrevista falando um pouco de sua carreira literária. E aconselha: "Na carreira literária você tem que ter duas coisas para ser escritor: vocação e talento! Sem estas duas coisas, você nunca será escritor".
NOSSA POESIA
e com ele eu risquei um mundo
no muro que existia entre nós
tinha caliça em meu nariz
de tanto procurar o cheiro
que traduzisse a sua voz
e da solidão que se erguia
eu fiz ruir com teimosia
a divisa do estar a sós
quebrei do tijolo à alvenaria
mas do outro lado nada havia
senão o sonho e a ilusão
desenhei seu corpo naquele chão
com a cal que restou em minhas mãos
e depois o cobri com frios lençóis
segunda-feira, 15 de março de 2021
"SERVIR A PÁTRIA, CULTUANDO AS LETRAS!"
Acompanhe o vídeo de posse da nova diretoria da Academia de Letras de Ilhéus, realizada no dia 14 de março de 2021. Data em que A Casa de Abel completou 62 anos de fundação. A posse contou com a palestra do ilustre confrade Aleilton Fonseca sobre o tema: "Castro Alves, entre a pandemia e o cancelamento".
terça-feira, 9 de março de 2021
segunda-feira, 8 de março de 2021
CONFRADES GERALDO LAVIGNE E CYRO DE MATTOS PARTICIPAM DA 2a. FEIRA VIRTUAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EDITORAS UNIVERSITÁRIAS - ABEU
8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER
domingo, 7 de março de 2021
POSSE DA NOVA DIRETORIA DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS ACONTECE EM 14 DE MARÇO, DE FORMA REMOTA
Gustavo Cunha, vice-presidente, é ocupante da cadeira n. 5 da Academia de Letras de Ilhéus, é medico, poeta e autor do livro “Chácara das Tormentas”. Possui especialização em Saúde Pública e em Infectologia. É membro titular da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), docente titular e fundador da cadeira de parasitologia da Faculdade madre Thaís (Ilhéus-Ba), Presidente da Comissão de Controle de Infecção hospitalar do Hospital Costa do Cacau. Médico referência em HIV/SIDA do Município de Ilhéus.
Anarleide Menezes ocupa a cadeira n. 29 da Academia de letras de Ilhéus. É especialista em Educação e Relações Étnicos Raciais pela Universidade Estadual de Santa Cruz- UESC.Graduada em Letras pela Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna -FESPI, atua como professora de Língua Portuguêsa e Produção Textual. Gestora do Museu da Piedade, dedica-se, há mais de dez anos aos estudos e à prática da museologia, conservação de acervo e educação para conservação do patrimônio. Participa ativamente do cenário cultural da Região Sul da Bahia, promovendo eventos culturais, artísticos, de memória e identidade regional. É Articuladora de Museus do Interior da Bahia, e produtora cultural.
Leônidas Azevedo é médico, professor, e autor de diversos livros de Literatura Infantil, lançados com o selo da EDITUS, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC. Ocupa a cadeira n. 10 do silogeu. Algumas de suas obras já foram disponibilizadas em braille e fonte ampliada, beneficiando os pequenos leitores com necessidades especiais.
Texto informativo:
Jane Hilda Badaró/Secretária Geral da ALI
sexta-feira, 5 de março de 2021
CONVOCAÇÃO
ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS
CONVOCAÇÃO
P/ ABERTURA ANO ACADÊMICO 2021
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
AINDA SOBRE NOSSO SAUDOSO CONFRADE GUMERCINDO DÓREA

EDITOR BAIANO MORREU HOJE EM SÃO PAULO
terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
MORRE GUMERCINDO ROCHA DOREA, MEMBRO DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS REALIZOU ABERTURA DO ANO ACADÊMICO 2020 COM REUNIÃO VIRTUAL
Desta forma, a Academia de Letras de Ilhéus, na esteira das transformações que os tempos atuais exigem, abriu o ano acadêmico de 2020 no último dia 5 de agosto p.p., de forma remota, com uma reunião virtual, dirigida pelo Presidente da ALI André Rosa, quando dezessete (17) dos seus membros se fizeram presentes. Durante o período de março a agosto vários acadêmicos realizaram lives, que ficam registradas nos anais da instituição, pela contribuição prestada ao desenvolvimento da arte e da cultura ilheense, que é um dos objetivos primordiais da mesma.
Decidiu-se que o primeiro número da Revista ESTANTE, publicação comemorativa dos 60 anos da Academia de Letras de Ilhéus, trazida à lume para fechar o ano do seu sexagésimo aniversário, será lançada, presencialmente, na abertura do ano acadêmico de 2021, em 14 de marco próximo, quando se espera que a pandemia já tenha sido controlada, em função da existência das vacinas que estão sendo anunciadas para distribuição em poucos meses. Também foram traçadas as metas para o ano em curso, com atividades remotas diversas, que serão divulgadas na medida dos seus agendamentos.
A próxima reunião remota acontecerá em 4 de setembro vindouro.
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
RESENHA DE Jorge Amado: "DOIS LIVROS DE CYRO DE MATTOS
Os poemas reunidos em Cantiga Grapiúna, de Cyro de Mattos, referem-se ao campo e às cidades da região do cacau, no sul da Bahia. Canto de filho amantíssimo, cuja voz se ergue no alto louvor dos pioneiros, “homens domando os ventos”, da mata, “corpo de medo”, das fazendas, “entre o nascer dos verdes e cair dos maduros”, no louvor de todos os elementos desse chão tão rico e de história tão dramática,
Com profunda emoção, Cyro de Mattos canta a cidade de Ilhéus no seu centenário, no magnífico “Poemazul para Ilhéus”, “repetida de azul a cidade anoitece...” Não menos belo é o poema “ Itabunamada”, dedicado à cidade de Itabuna, “minha cidade de metal”, como fala o poeta.
Cantiga Grapiúna, pequeno grande livro de poemas, do conhecido ficcionista Cyro de Mattos, detentor de vários prêmios brasileiros importantes, é canto construído de ternura e solidariedade. Canto de amor de um escritor que carrega dentro de si, para transformar em literatura, a epopéia e o mistério da terra grapiúna.
As quatro narrativas de Cyro de Mattos, reunidas em Os Brabos, volume de recente edição da Civilização Brasileira, mereceram, ainda inéditas, o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, distribuído pela Academia Brasileira de Letras. Relator da ilustre comissão de romancistas que o concedeu (Bernardo Elis, José Cândido de Carvalho, Herberto Sales, Adonias Filho e Afonso Arinos de Meio Franco), nosso mestre Alceu de Amoroso Lima, a mais alta expressão de crítica literária brasileira, consagrou o livro e o autor.
No livro, Alceu de Amoroso Lima encontrou "narrativas dramáticas .e brasileiríssimas, por seu tema e por sua linguagem", e disse do autor ser ele "escritor visceralmente nosso... Admirável ficcionista." Transcrevo esses trechos do relatório do .Mestre Alceu porque sintetizam, com aquele singular poder de análise e definição, a literatura de Cyro de Mattos (foto ao lado). Realmente um escritor brasileiríssimo pela temática e pela linguagem.O tema é "o povo brasileiro mais humilde e típico" e a linguagem, depurada, exata, amplia a dramaticidade da ação, impedindo qualquer vulgaridade de sentimento, evitando qualquer recurso aos modismos tão em voga atualmente.
Cyro de Mattos não se confunde à maioria de escrevinhadores que, na falta de real experiência humana e de real experimentação literária, se perdem na imitação uns dos outros, em cacoetes e fogos de artifícios enganadores. Cyro de Mattos possui uma personalidade vigorosa e original: a condição humana dos personagens que surgem de seu conhecimento e emoção nada têm de artificialismo da pequena burguesia a exibir angústia de psicanalista. O autor de Os Brabos pisa chão verdadeiro, toca a carne e o sangue dos homens,"entre sombras e abismos".
Largo caminho andou Cyro de Mattos do livro de estréia -estréia,aliás, marcante com Berro de fogo, em 1966, até as narrativas reunidas neste volume de 1979. O escritor cresceu, depurou-se, a poesia que é parte inerente de sua criação fundiu-se na limpidez da expressão, formando um todo harmonioso, iluminando os personagens de dentro para fora, expressando a vida solidária.
Com seu novo livro, Cyro de Mattos marca mais uma vez a presença na literatura brasileira dos escritores grapiúnas, do poderoso clã de poetas e ficcionistas nascidos da civilização do cacau no sul da Bahia.
*Jorge Amado, “Dois Livros de Cyro de Mattos”, in Revista FESPI, janeiro-dezembro 1983, Ilhéus, Bahia. O Texto de Jorge Amado sobre Os Brabos, novelas, de Cyro de Mattos, está registrado na ata da Academia Brasileira de Letras. Já o livro Cantiga Grapiúna é o embrião de Cancioneiro de Cacau (2015, Editus/UESC), vasto poemário em que o autor evoca a epopeia e o mistério da civilização cacaueira no sul da Bahia, que rendeu a Cyro de Mattos o Prêmio Nacional de Poesia Ribeiro Couto da União Brasileira de Escritores, Segundo Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, em Gênova, Itália, e o Terceiro Prêmio Nacional de Poesia Emílio Moura da Academia Mineira de Letras, além de ser Finalista do Prêmio Jabuti.
















