segunda-feira, 12 de abril de 2021

ARTIGO


A Poesia com Afeto de Afonso Manta 

Cyro de Mattos*

Antologia Poética (2013), de Afonso Manta (foto), seleção, prefácio e organização de  Ruy Espinheira Filho, é uma publicação da ALBA, editora da Assembleia Legislativa da Bahia, em parceria com a Academia de Letras da Bahia. O livro está inserido na Coleção Mestres da Literatura Baiana. Pela primeira vez um livro do poeta de Poções recebe uma publicação digna de sua lírica. Seus livros tiveram edições por gráficas e editoras pequenas do interior, fazendo com isso que sua poesia circulasse no ambiente de amigos e poucos leitores. Tornaram-se raridades bibliográficas. 

Essa Antologia Poética agora faz jus ao conhecimento e expansão de um poeta que tem um brilho inusitado, capaz de enlouquecer as flores, aprofundar as cores, tornando-se, no trânsito da ternura, como um anjo em voo do infinito.  Chegou a nos dizer que quando essa noite passar com o seu manto de trevas, numa “sinistra gaiola comendo o alpiste do dono... com seus frios caracóis de angústia e desesperança, praga dos que vivem sós... faz teu canto na manhã, que todo dia traz luz. E não é vã, não é vã.”

É fácil perceber que a poesia de Afonso Manta flui pelos caminhos da esperança, da ternura expressa por uma linguagem simples longe do vulgar, ao invés disso se apresentando com a palavra tomada emprestada ao encantamento. Toca-nos sem arroubos, nos versos simples sem pieguismo, encanta o pensamento e o sentimento com leveza, dizendo com nitidez sobre a tristeza diáfana. Nos momentos de sonho produz mel e ingenuidade, que confortam e possibilitam uma carícia de brisa. Em muitos casos usa a rima, a estrofe apoiada no verso que soa e fere a vida através das notas da contradição humana. Mostra a alma fragilizada de um homem sensitivo, que ao se ver no espelho flagra como está cansado de tudo.

Se a poesia no Brasil repercute no século vinte com o que tem de melhor na clave da solidão, intensa nos conflitos, em questões complexas, em Afonso Manta conserva-se nos ares ingênuos, embora de interioridades profundas, como na explícita certeza desses versos:

 

 Vale a pena viver, mesmo sofrendo.

Eu mesmo vivo assim, triste gemendo,

Escravo da ilusão e da beleza.

 

Essa é a maneira do poeta estar na vida com sinceridade, ter como base, apesar da dor, as construções de conteúdo inocente, guardadas pela alma de um cantor prisioneiro do menino, bebedor de umas doses de extravagância, mas sem maldades, a exalar a consciência do dever cumprido, banhar-se com as luzes de uma musa portadora de canários verdes na varanda. Entre a ordem e a vertigem, do viajante que transita para o último gemido, Afonso Manta tece seus poemas de versos harmoniosos. Escreve uma poesia clara, com a alma de um poeta que só precisa de um pouco de sonho para equilibrar-se em seus rumos e rumores loucos, de “estrelas na testa de rapaz” para que suas angústias fiquem serenas. Só assim, com a mansidão das amargas, o poeta se dará por contente.

Se tudo isso aqui onde vivemos é ilusão, para quem queira ler e ouvir a poesia de Afonso Manta vai saber como esse poeta foi um homem digno de seu estar no mundo, corajoso conforta-nos quando assume sua maneira de andar sozinho com os seus versos delicados para o alimento da alma, intenso de saberes, sustentando-o como um homem real, que transita na vida pela rua da solidão e do sonho com matizes do lilás. Vai senti-lo em dado momento aos frangalhos, mas consciente de que não precisa ser rico, nem ter crédito na praça, pois convive com o vento que o agita interior e largado. No poema “O Realejo do Vinho”, esse poeta sabe como a vida é falha, mas basta quando o torna com os cabelos devastados, rosto, sorriso e palavra.

Na fatura do soneto Afonso Manta é modelar, raro inventor de sentimentos na frase iluminada.  Qualquer um deles surpreende pela simplicidade da rima, condução nítida da ideia, o fluxo espontâneo que nos torna cúmplice da palavra simulada com emoção e simbolismo.  Libertos de sua camisa de força imposta pelo formato clássico, vemos como tamanha é a habilidade de sua elaboração por um mestre, que não se veste com a roupa compositiva de sua estrutura fixa. Faz com fluência que transmitam sentimentos doloridos, os ares do que é triste, que se encontrará sempre na paz do espírito redimido.   Assim o poeta procede em “O Rei Afonso”.

 

Aqui, o rei Afonso, o Derradeiro,

Vê naus que não são mais as naus do porto.

São já as naus febris do sonho morto

No mar tão vasto como traiçoeiro.


Aqui, o mesmo rei, também chamado

Restaurador do Império Agonizante,

Perde para o inimigo, doravante,

O reino duramente conquistado.

 

O rei, flor-de-lis santa e vulnerável

Ferido pela dor inevitável,

Perdoa a punhalada do assassino

 

E morre sem palavra de desgosto,

Mostrando paz até o fim no rosto,

A mesma paz dos tempos de menino... 

 

Louco esse poeta vestido do pôr do sol, mas que tinha uma rosa na cabeça?  Bicho estranho que não queria morrer enquanto existisse estrelas cintilando no céu e o pássaro cantando? Homem da lua, triste divagando pelas ruas da Bahia? O que tocava o violino nas solidões de sua cidade natal com as cordas do sorriso? Ousado guerreiro, dispersivo, que tudo arriscava num momento veloz e passageiro? Um detentor de humanas paixões, que morreu sereno e forte? 

 Era poeta que tinha um olhar vago, de mendigo e sonhador, de aspecto excessivo de profeta.  Banhava-se nas águas da esperança. Não há quem não desperte enriquecido quando se entra em contato com a sua lírica de alto nível, não se deixe encantar com o prontuário iluminado onde não morre a solidão solidária, imaginada nos toques do amor.  Quanta simplicidade em versos que enleiam, rumorejam com generosidade, primam por relâmpagos que nos mostram da vida verdades. Poeta de alma com doces soluços, brilhantes abraços da cor dos lírios, dos jasmins com seus inebriantes perfumes. Oferta, na chuva que bate nas orelhas, incandescentes ternuras naquele lugar onde a esperança não morre.  

No poema “De Um Rabisco”, de fino humor, os versos como se fossem para serem lidos em dia de riso, Afonso Manta alerta:

 

Há que deixar em paz o poema.

Ou o poema nos afeta.

O poema há de ser perfeito.

Ou ele come o poeta.

 

No seu caso, o poema, por ser perfeito, alimenta a alma, comete a catarse de curar como o melhor alento. 

 Leitura Sugerida

 *Antologia Poética, Afonso Manta, Editora da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia – ALBA, em parceria com a Academia de Letras da Bahia, Coleção Mestres da Literatura Baiana, organização, seleção e prefácio de Ruy Espinheira Filho, Salvador, 2013.

  * Cyro de Mattos, membro da Academia de Letras de Ilhéus e da Academia de Letras da Bahia.


domingo, 11 de abril de 2021

CYRO DE MATTOS LANÇA CONJUNTO DA OBRA EM VOLUME ÚNICO PELA FUNDAÇÃO CULTURAL CASA DE JORGE AMADO


Clique na capa do livro e leia em PDF


Foi lançado, no último dia 8 de abril, numa live de comemoração dos 60 anos do imortal da Academia de Letras de Ilhéus, o livro Canto para Hoje, do escritor Cyro de Mattos. A Academia de Letras de Ilhéus, via Fundação Cultural Casa de Jorge Amado  disponibiliza aqui para leitura eletrônica, o volume de 800 páginas que reúne a poesia completa de Cyro de Mattos e mais artigos e outras referências à obra do autor grapiúna. 

Na versão eletrônica, pode-se escolher a leitura em PDF, pela E-Book.Br, clicando na capa acima. Devido a extensão deste livro ele não pode ser lido na plataforma internacional ISSU, onde figura um texto anterior do autor. O conjunto de obras de Cyro de Mattos foi laureado com o Prêmio Jorge Portugal, da Fundação Cultural do Estado da Bahia, via Lei Aldir Blanc, do governo federal.

terça-feira, 6 de abril de 2021

COMUNICADO



CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA



O Presidente da Academia de Letras de Ilhéus convoca todos os seus membros para ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA a ser realizada em 08 DE ABRIL DE 2021, QUINTA-FEIRA, às 18 horas, em havendo quorum metade mais um de seus membros, ou às 18:15, em segunda convocação com número de membros presentes. A reunião, complementar à Assembeia Geral Ordinária ocorrida em 01 de abril p.p., se dará DE FORMA REMOTA, PELA PLATAFORMA MEET, tem por objetivo a discussão e aprovação exclusivamente dos artigos que tratam de “demissão” e “exclusão” de membros associados, matérias que precisam ser incluídas no ESTATUTO/REGIMENTO DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS, para regularizá-lo civilmente, de modo a atender a atual legislação federal que rege a matéria. Todo o restante já foi discutido e aprovado em 01.04 p.p. Ao final, será lavrada ata, que junto ao Estatuto, serão encaminhados para registro e averbação no Cartório/Ofício de Registro de Títulos e Documentos e Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Ilhéus-Bahia. 



Ilhéus, 06 de abril de 2021



Pawlo Cidade- Presidente ALI

Jane Hilda Mendonça Badaró- Secretária Geral ALI

sexta-feira, 2 de abril de 2021

ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS ESTÁ ATUALIZANDO SEU ESTATUTO




A Academia de Letras de Ilhéus se reuniu em Assembleia Geral, de forma remota, em 1 de abril p.p., com o objetivo de promover a atualização de seu Estatuto, de maneira a atender ao que determina a nova Legislação Federal que trata da matéria. Em breve a instituição estará com seus regramentos devidamente atualizados.

Os pontos mais polêmicos da atualização estão situados em conceitos importantes de admissão, demissão e exclusão, já que, pela tradição das Academias de Letras, não há a previsão de demissão, nem tampouco de exclusão. "Admissão é o ingresso de um associado, demissão é a saída do associado pela iniciativa do próprio associado e exclusão é a saída do associado por decisão da associação", exigências do Código Civil Brasileiro, desde 2002.

O confrade Geraldo Lavigne, relator responsável pela adequação do estatuto, explica: "Via de regra, as academias consideravam que seus membros não poderiam deixar a academia nem serem excluídos. Isso não é mais compatível com a Constituição Federal, desde 1988, nem com o Código Civil, desde 2002. A pedido do presidente, trabalhamos nesse assunto nos últimos dias. Busquei compatibilizar o estatuto à Constituição, ao Código Civil e à Mrosc (Lei nº 13.019/2014), sem desnaturar nossos princípios. Caso tenham saídas mais adequadas, vamos ajustando".

O próximo encontro tratará, exclusivamente, destes conceitos, assinalados nos artigos 8º e 9º, do estatuto em atualização. A Assembleia Extraordinária está marcada para o dia 8 de abril, quinta-feira, às 18h, pela plataforma Google Meet, e é reservada apenas aos membros da ALI.

Até a data da reunião, os membros da ALI podem responder a uma pesquisa sobre as mudanças do Estatuto que poderão também subsidiar as modificações. No vídeo abaixo, o presidente Pawlo Cidade, fala sobre a importância da pesquisa.




quarta-feira, 31 de março de 2021

Lançamento do livro “Canto até hoje” marca os 60 anos de atividades literárias do autor Cyro de Mattos com live no dia 08/04, às 19h, no canal do YouTube da Fundação Casa de Jorge Amado

Ele nasceu em 1939, lançou 56 livros editados no Brasil, de diversos gêneros, que lhe renderam muitos prêmios, e 14 no exterior, em países como Itália, França, Espanha, Alemanha, Dinamarca, Portugal e Estados Unidos. Criou um legado a partir de 60 anos de atividades literárias, rompeu os limites físicos e regionais da cidade de Itabuna e agora, na maturidade dos seus 82 anos, se prepara para laçar sua obra poética completa, em 800 páginas, para que seus leitores possam conhecer a totalidade de sua arte no verso, na primeira live de sua vida. 

Isso mesmo, dia 08/04, às 19h, ele fará a apresentação de uma publicação inédita, ancorado no canal do YouTube da Fundação Casa de Jorge Amado (youtube.com/casadejorgeamado). O autor? O surpreendente e incansável Cyro de Mattos, que está encarando este novo momento virtual e da pandemia com a mesma determinação e ousadia que o fizeram escritor e poeta e deram à sua trajetória um alcance internacional. 

 

São seis décadas da sua vida dedicadas à literatura. Ele começou com uma escrita experimental, como prosador de ficção. O primeiro conto, em 1960, foi publicado em um suplemento literário do Jornal Bahia, que tinha como editor o amigo e também escritor João Ubaldo Ribeiro. Mas Cyro de Mattos considera sua estreia literária a partir do terceiro livro, em 1979, "Os Brabos", que ganhou o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, e o projetou para o mundo.

 

De lá pra cá, o escritor vem contando suas histórias em muitos versos, dando aos seus leitores muitas oportunidades de conhecer suas produções ao longo do tempo. Parte dele dedicado a livros infantis, mas também dialogando com o público adulto, sensibilizando-o para a poesia. 

 

Sua necessidade vital de escrever o fez não apenas poeta, mas contista, novelista, romancista, cronista e ensaísta, além de jornalista e advogado. Mas foi a literatura que me escolheu e me trouxe muitas conquistas pelas mãos do tempo. Ela funciona como catarse, um alívio da alma, capaz de ofertar mel e afeto, ternura e esperança no lugar do  sofrimento, dor e solidão, declara o Membro da Cadeira 22 da Academia de Letras da Bahia e das Academias de Letras de Ilhéus e Itabuna.

 

Cyro diz que é um poeta lírico e, por isso, canta até hoje


O poeta é um cantor de alma e eu sou um poeta lírico, um cantor que liberta a alma quando faz um poema, por isso eu canto até hoje. Assim se define o escritor itabunense Cyro de Mattos, que também cita a frase para explicar o título de seu mais novo livro: Canto ate hoje. Ele diz que "cantou em versos o seu estar no mundo, visto sob as vestes da vida e da morte relacionadas com os seres e as coisas, a natureza, o tempo, o amor, a infância e a beleza, devolvendo ao homem o que é próprio do homem, a razão e o coração.

 

O autor dessa obra poética completa, que reúne todos seus livros publicados no Brasil e no exterior, traz artigos assinados por outros escritores e críticos consagrados, como Jorge Amado, Eduardo Portela, Nelly Novaes Coelho, Assis Brasil, Muniz Sodré, Heloísa Prazeres, Alfredo Perez Alencard, Graça Capinha e Maria Irene Ramalho, além de poemas inéditos. Uma vida literária, impressa pela Egba com o selo editorial da Fundação Casa de Jorge Amado, com distribuição gratuita para bibliotecas públicas via Fundação Pedro Calmon e também disponível para download em uma versão digital.

 

Canto até hoje destina-se ao leitor adulto de aguçado senso crítico ou com interesse literário para fruir poemas de lastro clássico ou moderno, de versos livres, metrificados ou rimados, capaz de compreender as motivações ao nível da fala e da prosa poética, onde o discurso move-se por unidades musicais do ritmo que o autor quer transmitir em suas mensagens.

 

Neste momento da minha caminhada, com 82 anos, um legado de 56 livros publicados no Brasil e 14 no exterior, e além de organizar 10 antologias de outros autores, é muito natural querer reunir minha obra poética completa em uma única publicação. Assim, posso dar aos leitores a oportunidade de conhecer minha poesia em sua totalidade, inclusive inédita. Um sonho que o Prêmio Jorge Portugal das Artes me permitiu realizar, por meio da Lei Aldir Blanc Bahia. 

 

Homenagem e capa de Juarez Paraiso


As relações afetivas sempre permeiam o trabalho e a vida do poeta e escritor Cyro de Mattos. Seja como prosador ficcionista ou autor de poemas. O último, dedicado ao artista plástico Juarez Paraiso, colega imortal da Academia de Letras da Bahia, está na contracapa de Canto até hoje. 

 

A homenagem a Juarez Paraiso, um dos nomes mais importantes da cultura baiana contemporânea, tem um motivo especial. Foi a ele que Cyro de Mattos encomendou a capa do livro, que leva o mesmo nome da poesia e que inspirou o artista inovador a unir os versos do amigo à sua criação.

 

Cyro de Mattos conheceu Juarez quando publicou os primeiros contos na Revista da Bahia, da Secretaria de Cultura do Estado, dirigida por ele, já um ícone das artes plásticas. "Nos reencontramos na Academia, onde somos confrades, e o seu cordial companheirismo me deu abertura para lhe convidar para ilustrar um dos meus livros e, agora, para fazer a capa de Canto até hoje, a quem dediquei a poesia de mesmo nome. Juarez é um mago, fez um trabalho belíssimo, me deu de presente uma capa magnífica, que dá força ao livro e expressa com primor o poema dedicado a ele, agradece o autor.

 

O artista também relembra que Cyro de Mattos era um dos escritores preferidos da Revista, hoje reconhecido pela crítica nacional e internacional, e que se aproximaram pela forte empatia. Cyro é um ser humano muito equilibrado, um poeta admirável. Sempre tivemos uma relação de afinidade com a poesia e a arte, afirma Juarez Paraiso, enobrecido pela homenagem do poema referencial do livro.

 

"A inspiração para o layout da capa veio do próprio pássaro dos versos. Da presença do autor e da relação dos olhos que se cruzam de uma forma lírica, focando nos seus olhos, numa triangulação com o olhar do pássaro e do encontro entre os dois, numa linha imaginária a partir do bico do pássaro olhando Cyro, um olhar que busca o infinito e vai até o leitor, desvenda o artista, que escolheu usar tons aveludados, apastelados, nas cores primárias, azul, amarelo e vermelho, de forma suave. 

 

"Um equilíbrio inevitável, como Cyro, alegre e sóbrio. Gostei muito da poesia e tentei expressá-la numa visualização plástica buscando impactar e proporcionar ao leitor uma interação com a parte poética da obra por meio dessa ligação exponencial e espectral, de expor os sentimentos e as emoções das palavras em um momento de alta espiritualidade do ser e do ler invisível. Menos da vida física e mais da relação de emoção com o outro, observa.

 

A live de lançamento vai marcar sua estreia nas plataformas digitais 


Este notável escritor não para no tempo. Cyro de Mattos tem atravessado séculos mantendo a mente aberta para o tempo e se beneficiando dele. Como agora, revertendo as agruras do necessário isolamento social para aproveitar a disseminação das tecnologias digitais e ampliar a sua voz e a visibilidade de seu legado para novos públicos e para os leitores que já se acostumaram a consumir cultura online.

 

Para sua primeira live, estreia no mundo virtual, o escritor escolheu a jornalista, diretora de TV e produtora cultural Mira Silva para ser mediadora de um bate-papo com ele e convidados. A escritora e psicóloga Lilia Gramacho, para falar sobre sua poesia infantojuvenil, representada no livro "O Menino Camelô", Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes, em 2001, também publicado na Itália; o romancista e poeta Aramis Ribeiro Costa, que o recebeu ao ser empossado na Academia de Letras da  Bahia; o jornalista Oscar DAmbrosio, Doutor em Arte e História da Cultura, que conhece muito bem a poesia de Cyro de Mattos e éautor do prefácio de "Canto até hoje; o poeta e ensaísta Cid Seixas, editor digital e Doutor em Letras, que acompanha o trabalho de ficcionista e as poesias de Cyro de Mattos na mesma geração; e Ângela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, selo pelo qual o autor já publicou algumas obras, incluindo a atual. 

 

A dinâmica vai durar 1h30, no canal do YouTube da Fundação Casa de Jorge Amado (youtube.com/casadejorgeamado), parceiro institucional da publicação, com uma conversa sobre literatura, a obra de Cyro de Mattos, o livro "Canto até hoje, futuros livros e impressões dos convidados, com espaço interativo para perguntas do público.

 

"Adoro receber cartas dos leitores de todas as idades, estudantes e adultos. Sempre é uma emoção muito grande, é o milagre da literatura, pois o verdadeiro prêmio do escritor é ser lido, assim como o do artista éreceber o aplauso, declara Cyro de Mattos.

 

Segundo ele, mesmo vindo de outra geração, da linguagem impressa, sabe do valor dos novos mecanismos da internet. “É muito importante para o modo de vida contínuo. O ser humano chegou a essa forma de aldeia global, da linguagem virtual, de um mundo mais presente e para o futuro, diferente do que aprendi. Essa seráa minha primeira experiência virtual e acredito que terei como vantagem ser mais divulgado e, consequentemente, mais condições de ser lido  também pela versão digital que o público poderá fazer download, dando um maior alcance para a minha obra, considera o autor.

 

Sobre o autor





Possui prêmios literários no Brasil e exterior, com destaque para o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, com o livro "Os Brabos"; Prêmio Jabuti (menção honrosa) para o livro "Os Recuados"; Prêmio da APCA para o livro infantil O Menino Camelô; Prêmio Nacional de Poesia Ribeiro Couto, com o livro Cancioneiro do Cacau; Prêmio Nacional de Ficção Pen Clube do Brasil para o romance Os Ventos Gemedores; e Prêmio Nacional Cidade de Manaus, para o livro Histórias de Encanto e Espanto, nove vezes primeiro lugar nos concursos literários da União Brasileira de Escritores (RJ). 

 

Obteve o segundo lugar para obra publicada no Concurso Internacional de Literatura Maestrale Marengo dOro, Gênova, Itália, com o livro Cancioneiro do Cacau, e segundo lugar para obra inédita com o livro Poemas escolhidos/Poesie scelte. Foi ainda um dos quatro finalistas do Prêmio Internacional de Literatura da Revista Plural, no México, com a noveleta Coronel, Cacaueiro e Travessia. Em 2020, recebeu o Prêmio Conjunto de Obra da Academia de Letras da Bahia e Eletrogóes. É tambémembro do Pen Clube do Brasil e primeiro Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz (Bahia), além de ser premiado com a Medalha Zumbi dos Palmares, pela Câmara Municipal de Salvador (2020).

 

Cyro de Mattos verbete no Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira; Dicionário Literário Brasileiro, de Raimundo de Menezes; Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho; Literatura e Linguagem, de Nelly Novaes Coelho; Navegação de Cabotagem, de Jorge Amado; Bibliografia Crítica do Conto Brasileiro, de Celuta Moreira Gomes e Theresa da Silva Aguiar, e Enciclopédia Barsa.

 

Algumas Opiniões sobre a Poesia de Cyro de Mattos


No Lado Azul da Cançãé um livro belo e denso, do mar e dos bichos, dos animais que fazem parte da nossa vida. Poderoso canto do mar e do amor,  o amor do homem e da mulher em todos os detalhes do oceano imenso. Jorge Amado, romancista, da Academia Brasileira de Letras.

 

O poema Rio Morto é uma bela e nostálgica visão do que os homens estão fazendo hoje com o mundo em que lhes cumpre viver. É belo e doloroso... que os homens se sintam tocados por ele! Nelly Novaes Coelho, escritora, doutora em Letras, da USP.

                                

Em Viagrária e A Casa Verde esplende o timbre nativo da origem e da raiz; e da memória tornada linguagem. Ledo Ivo, ficcionista, ensaísta e poeta, da Academia Brasileira de Letras. 

 

A sua poesia é uma poesia cheia de referências que identificam os signos da vida e do homem. A sua poesia é uma busca interminável dos caminhos da infância perdida, dos caminhos que passam pela anca dos rios e pelas várzeas onde burros encantados vão deixando marcas do menino pelas estradas do reino. Francisco Carvalho, poeta.

 

Cancioneiro do Cacau è poesia dagli ampi orizzonti storici ed esistenziali, articolata in lucidi spazi lirici, che evocano misteri ed epopee brasiliane di grande suggestione  (anche nella traduzione di Mirella Abriani). Graziella Corsinovi, Presidente della Giuria Premio Letterario Internazionale Maestrale Marengo DOro, della  Università di Genova.  

 

Li e reli sua obra, com encanto dos sentidos e admiração por seu talento mágico. (Ich habe Ihr Werk gelesen und wiedergelesen mit dem  Entzücken  der Sinne und der  Bewunderung für Ihr magisches Talënto). Curt Meyer-Clason, autor e tradutor de Zwanzig Gedichte von Rio und andere Gedichte, antologia, Projekte Editora, Halle, Alemanha, 2009. 

 

                   “É desta janela pessoana que escolho ler aqui o sensualíssimo lirismo de Cyro de Mattos, que em poemas da mais cristalina corrente-do-existir dá a beber a precária realidade-de-ser. Maria Irene Ramalho, Professora Doutora em Literatura Norte-Americana, da Universidade de Coimbra, Portugal, in Poemas Escolhidos/ Poesie scelte, Segundo Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo dOro, Gênova, Itália, para obra estrangeira inédita (2006), Editora Escrituras, São Paulo, 2007.

 

 ... mas é a problemática humana, em sua  visão global, o que assoberba o poeta, e é preciso ler este seu livro devagar, sorvendo aos poucos a beleza de sua linguagem. A atitude do poeta é simples e profunda diante da vida, não só neste cancioneiro, mas em toda a sua obra poética. Assis Brasil, ensaísta e ficcionista.

 

 Tive o prazer de ler o seu livro Poemas Iberoamericanos, encontrando nele, entre líricas memórias, encantatórias leituras e releituras, um texto que se insere perfeitamente nas atualidades nacionais: o poema "Pátria Amada", que parece reescrever, ao mesmo tempo, o de Gonçalves Dias que lhe serve de mote, e o "Pátria Minha", de Vinícius de Moraes. Bela sacada. Antonio Torres, romancista, da Academia Brasileira de Letras.

 

Para além dos localismos mais ou menos exóticos, o lugar da poesia é qualquer lugar onde o poeta circunstancialmente esteja, disposto a permitir que a cor local se transforme em paleta multicolorida como o faz, com maestria, o poeta de Itabuna. Carlos Felipe  Moisés, poeta e crítico, Doutor em Letras, da USP.

 

 

SERVIÇO

 

O quêLançamento livro Canto até hoje

Obra poética completa: Comemoração dos 60 anos de atividades literárias

Autor: Cyro de Mattos

Onde: Canal do YouTube da Fundação Casa de Jorge Amado (youtube.com/casadejorgeamado)

Quando: Dia 08/04, às 19h

 

Live: 1h30, com mediação da jornalista, diretora de TV e produtora cultural Mira Silva e participação especial da escritora e psicóloga Lilia Gramacho, do romancista e poeta Aramis Ribeiro Costa, do jornalista Oscar DAmbrosio, do poeta e ensaísta Cid Seixas e da presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, e Ângela Fraga.

 

Acesso: gratuito

Fontes oficiais para entrevistas: Cyro de Mattos, mediadora e participantes da live

Fanpage INSTA: @cantoatehoje

Fanpage FB: Canto até hoje

Site: http://cyrodemattos.blogs pot.com

Hastags Institucionais: #culturaquemovimenta #artesbahia #leialdirblancbahia #programaaldirblancbahia #premiodasartesjorgeportugal #funceb #funcacaopedrocalmon #casadejorgeamado

Assessoria de Imprensa: Adriana Nogueira (71) 99118-7870

terça-feira, 30 de março de 2021

ENTREVISTA

Foto: Ítalo Matos. Ao fundo, a biblioteca Dorival de Freitas, da ALI.

"Somos uma instituição que se dedica a estudar, incentivar e promover os autores da literatura baiana e brasileira"


O portal de notícias www.jornaldireitos.com e o jornal DIREITOS entrevistam o recém empossado presidente da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), o escritor, gestor cultural Pawlo Cidade (foto).

DIREITOS – Quando e quem foram os fundadores da Academia de Letras de Ilhéus (ALI)?

PAWLO CIDADE – A Academia de Letras de Ilhéus foi fundada em 14 de março de 1959, entre seus fundados estão Abel Pereira, Halil Medauar, Osvaldo Ramos, Nelson Sachaun, Francolino Neto, José Nunes de Aquino, Jorge Fialho, Washington Landulfo, Nilo Cardoso e Plínio de Almeida. Que por sinal, se tornou a primeira diretoria. Mas podemos citar ainda grandes nomes como o poeta Sosígenes Costa, o geógrafo Milton Santos, o ex-ministro José Cândido de Carvalho Filho e Otávio Moura.

DIREITOS – Quais são os objetivos e finalidades da Academia de Letras de Ilhéus (ALI)?

PAWLO CIDADE – Nosso estatuto é bem claro quanto a isso. Neste momento estamos fazendo uma reforma para adequá-lo ao Art. 5º, da Constituição Federal, ao Código Civil de 2002 e a Lei nº 13.019/2014, que trata do Marco Regulamentório das Organizações da Sociedade Civil, sem perder nossos principais objetivos e finalidades que têm a cultura da língua e da literatura nacionais, nas suas relações com as ciências e as artes, sob a divisa Patriae Litteras Colendo Serviam, “Cultuando a pátria, servindo as letras”. 

Somos uma instituição que se dedica tanto quanto possível, a estudar, incentivar e promover os autores da literatura baiana e da literatura brasileira, assim como à realização de capacitações, cursos, eventos, saraus, encontros, seminários, feiras e festivais, a exemplo do FLIOS – Festa Literária de Ilhéus, do Prêmio de Literatura Sosígenes Costa e em breve o Prêmio Castro Alves de Poesia e a entrega da Comenda Ruy Barbosa. Todas estas ações fazem parte de nossas finalidades e permitem uma integração da instituição com o meio social em que está inserida. Além de estimular o movimento intelectual onde quer que consiga chegar com sua influência, sugerindo aos poderes públicos medidas necessárias.

DIREITOS – O que vem a ser a Comenda Ruy Barbosa?

PAWLO CIDADE – A Comenda Ruy Barbosa é um projeto que irá homenagear profissionais, intelectuais e artistas de diversos campos de atuação. Entre eles, a saúde, as artes, o judiciário. Mas antes de dar mais detalhes iremos primeiro apresentá-la aos confrades e confreiras para regulamentação, aprovação e criação de uma comissão que fará a escolha dos homenageados. É comum à nossa confraria erguer bandeiras somente após ouvir nossos pares. O que não é nenhuma dificuldade para mim, já que venho de uma escola em que estou acostumado a ouvir os mais interessados de um determinado segmento quando apresentamos uma nova proposta.

DIREITOS – Quais foram as ações desenvolvidas ao longo dos anos pela ALI que merecem destaques?

PAWLO CIDADE – A gestão anterior, sob o comando do professor e historiador André Rosa foi muito bem avaliada e merece elogios. Dentre as principais articulações eu destaco o Prêmio Sosígenes Costa e a FLIOS – Festa Literária de Ilhéus, em parceria com importantes instituições públicas como a UESC/Editus e a Fundação Pedro Calmon e a criação de saraus literários. 

DIREITOS – O senhor acha importante dar continuidade a projetos que se destacaram na gestão anterior?

PAWLO CIDADE – Absolutamente! Aprendi que as boas práticas, os bons costumes e o que foi bom para um período, pode e deve ter solução de continuidade. A gestão passada abriu as portas da Academia para a sociedade civil, para o diálogo, para o bom debate. É fato que algumas coisas precisam ser ajustadas e ter o devido tom na execução. Nós daremos continuidade à FLIOS e ao Prêmio Sosígenes Costa. Somos uma tertúlia de pensadores e intelectuais com uma única missão: Patriae Litteras Colendo Serviam. A ALI não é o escritor Pawlo Cidade, o historiador André Rosa, o poeta Geraldo Lavigne. A ALI é um conjunto de 40 membros com a finalidade primeira de cuidar, sobretudo, do nosso maior patrimônio. 

DIREITOS – Quais são os critérios para ser aceito como imortal da ALI? E se existe alguma cadeira vaga atualmente?

PAWLO CIDADE – Para fazer parte do quadro de imortais, o candidato ou a candidata à vaga de membro efetivo, deverá ser indicado por, no mínimo, três membros efetivos, como atestam nosso Estatuto e nosso Regimento Interno. Se a indicação for chancelada pela maioria absoluta dos membros efetivos, o candidato é declarado admitido.

DIREITOS – A Academia de Letras de Ilhéus aceita como membro de seu quadro intelectual de outras cidades e/ou regiões?

PAWLO CIDADE – Sim. Dos membros efetivos da Academia, trinta devem ser, obrigatoriamente, baianos natos, podendo os dez restantes serem ou não baianos de nascimento, contanto que sejam brasileiros, e, no caso de não serem baianos, possam ter-se como tais, pela sua atuação cultural, intelectual e social na Bahia. A última versão do estatuto ratifica isso. 

DIREITOS – Quais são os endereços físico e virtual e telefone (s) de contato (s) da ALI?

PAWLO CIDADE – A Academia está situada à Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, centro de Ilhéus. Nosso telefone de contato é o 73.3231.1612. Nosso e-mail: academiadeletrasdeilheus@gmail.com e blog: http://academiadeletrasdeilheus.blogspot.com

DIREITOS – Além do senhor como presidente da ALI, quais são os demais membros da atual diretoria e suas funções?

PAWLO CIDADE – A diretoria eleita para o biênio 2021-2023 é composta pelo vice-presidente doutor Gustavo Cunha, a secretária geral e advogada Jane Hilda Badaró; o 1º secretário, professor Sebastião Maciel; a 2ª. secretária, a escritora Luh Oliveira; a 1ª. tesoureira, a museóloga Anarleide Menezes; o 2º tesoureiro, o pediatra e escritor Leônidas Azevedo; o diretor da revista, Ramayana Vargens e a diretora de biblioteca, Baísa Nora.

DIREITOS – Quais são as propostas dessa gestão para o biênio 2021-2023?

PAWLO CIDADE – Nós não pensando apenas em propostas que se limitem apenas a mensurar o tempo, aos recursos necessários a sua execução e as ações que vão tirá-las do papel para a prática. Apresentamos um Plano de Ação que contemplem, sobretudo, metas institucionais, metas operacionais e metas de fomento. Ou seja, se você tem uma missão a ser cumprida, você precisa ter uma visão de onde você quer chegar. Desta forma, queremos uma Academia que seja a representação e a referência do livro e da leitura na Bahia. Projetos como a FLIOS e prêmios literários; auxiliar na publicação de obras literárias e científicas ou artísticas de autores regionais que não disponham dos recursos necessários; promover autores e autoras da literatura regional; coligir dados biográficos e literários de autores regionais, como subsídio a estudos da literatura produzida em nosso meio, criar um memorial da academia, um espaço para exposição e venda dos livros baianos, são alguns destes projetos estruturantes.

DIREITOS – A ALI desenvolve parcerias com outras instituições da cidade e/ou região?

PAWLO CIDADE – Sim. Além de empresários locais, ao longo da nossa história temos firmado parcerias com a prefeitura municipal de Ilhéus, a Secretaria Estadual da Cultura, a Fundação Pedro Calmon, a Universidade Estadual de Santa Cruz e com empresas de segurança, como a VIP Segurança que tem sido nosso braço forte ao longo destes anos.

DIREITOS – Suas considerações finais.

PAWLO CIDADE – As Academias de Letras precisam estimular, facilitar, organizar e estar presente no movimento intelectual onde quer que consigamos chegar com nossa influência, dizendo aos poderes públicos quais as medidas convenientes a serem tomadas. Tem que estar na dianteira das políticas públicas, sobretudo, do livro e da leitura. Não podemos, por exemplo, nos omitir diante do baixo índice de leitura da região. Temos que fazer mais do que reclamar daqueles que não gostam de ler, das políticas ineficazes ou dos projetos eventuais. Nós, literatos, escritores, intelectuais e leitores sabemos do poder transformador de um livro. Um livro pode mudar a vida de muita gente. É papel das Academias, também, despertar o interesse pela leitura. Enquanto estivermos à frente da ALI, faremos este papel.

Disponível em: http://jornaldireitos.com/#/entrevista?p=15788 Acessada em 30/03/2021. Publicada no site www.jornaldireitos.com em 29 de março de 2021.

domingo, 28 de março de 2021

ACADEMIA DE LETRAS FARÁ ALTERAÇÃO DE SEU ESTATUTO


CONVOCAÇÃO 


O Presidente da Academia de Letras de Ilhéus convoca todos os seus membros para ASSEMBLEIA GERAL a ser realizada em 01 DE ABRIL DE 2021, QUINTA-FEIRA, às 18 horas, havendo quorum metade mais um de seus membros, ou às 18h30, em segunda convocação com número de membros presentes. A reunião se dará DE FORMA REMOTA, PELA PLATAFORMA MEET, com o objetivo da discussão e aprovação do ESTATUTO/REGIMENTO DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS. Ao final, será lavrada ata, que junto ao Estatuto, serão encaminhados para registro e averbação no Cartório/Ofício de Registro de Títulos e Documentos e Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Ilhéus-Bahia. Tal procedimento se faz necessário para regularizar civilmente a ALI, de modo a atender a nova legislação federal que rege a matéria.



Ilhéus, 26 de março de 2021


João Paulo Couto Santos /Pawlo Cidade- Presidente ALI

Jane Hilda Mendonça Badaró- Secretária Geral ALI


ATENÇÃO! A minuta do novo estatuto será enviado por e-mail à todos os membros e compartilhado também no grupo da ALI. Aqueles que não receberem, gentileza entrar em contato com a secretaria ou enviar e-mail para: academiadeletrasdeilheus@gmail.com