segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ORAÇÃO AOS JOVENS É PALESTRA DE ENCERRAMENTO DO PRIMAVERA CULTURAL


Quarta-feira, dia 25, a Academia de Letras de Ilhéus apresenta a última palestra do Projeto Primavera Cultural – A Primavera das Letras, com o tema “Oração aos Jovens”, que será ministrada pelo professor Dorival de Freitas (FOTO). O professor, que nasceu na cidade de Santa Inês, estado da Bahia, a 8 de dezembro de 1932, passou a residir em Ilhéus em 1933.
Em 1946, iniciou seus estudos no Seminário Central da Bahia – Humanidades, no Seminário Menor, e filosofia e teologia, no seminário Maior, ordenando-se sacerdote em 6 de dezembro de 1959, na Igreja Matriz de São Jorge. Nos 7 anos de ministério sacerdotal, exerceu os cargos de Diretor Espiritual e Reitor do Seminário São Jorge dos Ilhéus, Secretário da Cúria Diocesana e Capelão do Hospital São José. “É desse tempo que me lembro de sua bela oratória,” declara Maria Luiza Heine, confreira e autora do blog Ilhéus com Amor.
Pediu licença do ministério Sacerdotal em 1966 para casar-se, em 1968, com Marita Maria Ocke de Freitas, e assim, dar início a uma nova caminhada. Nosso palestrante estudou filosofia na Faculdade de Filosofia de Itabuna, concluindo o curso em 1969, sendo o orador da turma, como não podia deixar de ser. Posteriormente fez o curso de direito na Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (FESPI), concluindo-o em 1978, e foi o orador da turma. Fez concursos para o Magistério Médio do Estado da Bahia, para Português em 1968, e Psicologia Geral em 1970, passando em 1o lugar nos dois concursos.
Exerceu ainda os cargos de Diretor do Instituto Municipal de Educação, IME, Vice-diretor do Colégio Estadual de Ilhéus, diretor do Centro Integrado de Educação Rômulo Galvão, Gerente de Seleção e Orientação na UESC, chefe de Gabinete da Reitoria na UESC e diretor de Revisão da Editus, Editora da UESC. Foi professor na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC – de História da Filosofia, Antiga e Medieval e Metafísica e Professor de Direito Constitucional; foi titular de Cosmologia do Curso de Filosofia e professor de História da Filosofia no Instituto de Teologia de Ilhéus (ITI). É membro da Academia de Letras de Ilhéus, ocupando a cadeira n° 11.
A palestra “Oração aos Jovens” terá início às 18:30 horas, na sede da Academia de Letras de Ilhéus, quarta-feira, dia 25 de setembro de 2013. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

PALESTRA DE RUY PÓVOAS NO TERCEIRO ENCONTRO DA PRIMAVERA DAS LETRAS


O terceiro encontro do Projeto Primavera Cultural traz o acadêmico Ruy Póvoas (FOTO) com a palestra “O real oculto e dado evidente no mundo do candomblé: uma abordagem bachelardiana,” inspirada no último lançamento do babalorixá. O Professor Ruy do Carmo Póvoas, filho de tradicional família do Pontal de São João, jovem que muito cedo, ainda, assume o seu papel de homem sábio, sério, devotado ao estudo da língua lusitana e das tradições afro-brasileiras, afirma Guilherme Albagli, e acrescenta: “homem sábio e santo, sem aqueles genes que trazem à alma humana a maldade que quarteia a face, com rugas e musculatura tensa, Mestre Ruy é um querubim moreno que harmoniza, numa bôa, o Espírito e a Razão.”

O Projeto Primavera Cultural – “A Primavera das Letras” prossegue nesta quarta-feira, 18 de setembro, sempre à partir das 18:30 horas, na Academia de Letras de Ilhéus, com entrada gratuita.






domingo, 15 de setembro de 2013

ARTIGO

Duas Academias de Letras
                                                  
                                                   Cyro de Mattos

Fundada em 14 de março de 1959, nos moldes da francesa, em que a Academia Brasileira de Letras também se inspirou, a Academia de Letras de Ilhéus tem como um dos princípios o cultivo da língua e da literatura nacionais, sem desprezar as relações que mantém com as artes e as ciências. O poeta ilheense Abel Pereira foi o idealizador da instituição e o primeiro presidente.

A Academia de Letras de Ilhéus é formada por quarenta membros, dos quais vinte e cinco serão obrigatoriamente residentes em Ilhéus e Itabuna. Já conta, em sua história, com figuras do porte de Jorge Amado, Adonias Filho, Zélia Gattai, Telmo Padilha, Hélio Pólvora,  Milton Santos, João Mangabeira, José Cândido de Carvalho Filho, Euclides Neto, Orlando Gomes, Luiz Fernandes Pedreira, Gumercindo Rocha Dórea e Edivaldo Brito,  citando-se aqui apenas algumas de suas figuras expressivas.

A LITERATURA DO SUL DA BAHIA ULTRAPASSA FRONTEIRAS DO BRASIL

          A literatura do Sul da Bahia  ultrapassa as fronteiras do Brasil e ganha o mundo. No próximo dia 30 de setembro, na Casa de Escrita da Câmara Municipal de Coimbra, Portugal, o escritor  grapiúna  Cyro de Mattos estará autografando a edição portuguesa de seu livro “ Vinte e Um Poemas de Amor”, com ilustrações da artista plástica baiana Edsoleda Santos.   Nos dias 2 e 3 de outubro, Cyro de Mattos estará representando a Bahia no XVI Encontro de Poetas Iberoamericanos, evento realizado na Espanha e coordenado pelo professor da Universidade de Salamanca, Alfredo Perez Alencart.

Nessa edição, o Encontro reunirá 50 poetas de 12 países, entre eles México, Portugal, Espanha, Chile, Colômbia, Nicarágua, Uruguai, Argentina, Peru e Honduras.

Além de Cyro de Mattos, os poetas Álvaro Alves de Faria, de São Paulo,  Paulo de Tarso e Rizolete Fernandes, do Rio Grande do Norte,  representam o Brasil no evento, de repercussão internacional, que neste ano homenageará um dos maiores nomes das poesia espanhola, Fray Luís de León. Durante o Encontro, uma antologia  com poemas escritos por autores convidados, entre eles Cyro de Mattos, será lançada para homenagear Fray Luís de León. “Minha poesia intitula-se Soneto de Fray Luís de León.  A antologia será publicada em 50 línguas. Essa é uma oportunidade ímpar para a cultura do nosso Estado da Bahia e, em especial, da região cacaueira, ultrapassar as fronteiras brasileiras e mostrar seu alto nível de criatividade”, disse Cyro de Mattos.

sábado, 14 de setembro de 2013

A POESIA, DONA DA CASA

Aleilton Fonseca

Se “a poesia é hoje a álgebra superior da metáfora” o que dizer de uma palestra que fala-nos ao coração, remete-nos à nossas idiossincrasias e desperta os mais puros sentimentos humanos? Assim foi a palestra do acadêmico Aleilton Fonseca ao passear sobre os mais instigantes poemas ecológicos e telúricos da poesia brasileira, através de autores baianos, na última quarta-feira, dia 11 de setembro, no Projeto Primavera Cultural. 

 Silvana (Diretora do Espaço Cultural Adonias Filho) e Baísa Nora (Acadêmica)

 O Presidente Josevandro Nascimento

 A plateia atenta. Diversos escritores presentes.




 Aleilton Fonseca e sua mãe

Momento dos autógrafos de "As Marcas da Cidade"

Registro fotográfico: Alderacy Júnior

terça-feira, 10 de setembro de 2013

“A POESIA DAS ÁGUAS: VIVÊNCIAS E ENCANTAMENTOS” É TEMA DA SEGUNDA PALESTRA DO PRIMAVERA CULTURAL


Aleilton Fonseca (natural de Firmino Rocha e criado em Ilhéus), membro da Academia de Letras da Bahia e Professor do curso de Letras da Universidade Estadual de Feira de Santana estará na Academia de Letras de Ilhéus lançando novo livro e fazendo palestra de tema pouco comum, por isso mesmo imperdível: a poesia. “Aleilton é um estudioso de muita capacidade e um orador competente. O evento tem tudo para agradar,” salienta o editor Gustavo Felicíssimo.

A palestra e o lançamento do livro fazem parte do Projeto Primavera Cultural – “A Primavera das Letras.” O tema da palestra: “A poesia das Águas: Vivências e Encantamentos” é uma reflexão sobre poemas de águas, rios, mares, chuva, mostrando as imagens líricas que registram vivências e encantamentos dos poetas. O livro de contos “As Marcas da Cidade” são sete contos sobre situações e experiências vividas por personagens populares, na cidade de Salvador.

Aleilton Fonseca é o segundo palestrante do Projeto Primavera Cultural, criado com o objetivo de aproximar cada vez mais a Academia da comunidade e da classe estudantil. “O espaço acadêmico é dinâmico e criativo, quanto mais estivermos juntos, mais cultuaremos as letras,” assinala do presidente da ALI Josevandro Nascimento.

Confira:

Quando: Dia 11 de setembro de 2013, quarta-feira
Onde: Academia de Letras de Ilhéus
Horário: 18 horas
Entrada Gratuita sujeita a lotação do espaço. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A PRIMAVERA JÁ COMEÇOU NA ACADEMIA


"A Academia é como um santuário das discussões literárias, 
poéticas e artísticas." 
Prof. Josevandro Nascimento

A Primavera das estações ainda não chegou. Mas, a Primavera da Academia de Letras de Ilhéus abriu as portas sob a égide da poesia e da experiência de Cyro de Mattos. Quem esteve na noite do último dia 04 pôde presenciar o relato vivo e apaixonante do escritor que tem percorrido o mundo com suas obras. A plateia, entusiasmada com o fato de trocar ideias e opiniões sobre a arte de escrever foi também agraciada com as palavras de Antonio Olímpio e Sônia Maron. O primeiro, um contador de causos, sempre recheados de humor; o segundo, absorvida pelas lembranças dos tempos em que meninos e meninas brincavam de cantigas de roda.

O público prestigiou. Diversos estudantes estiveram presentes 
da Faculdade Madre Thaís.

Cyro de Mattos apresentou seu mais novo livro “Onde Estou e Sou”, com uma série de poemas ecológicos extraídos de Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro do Cacau, Ecológico, Vinte e um Poemas de Amor e Oratório de Natal, livros publicados, e dos inéditos Rumores de Relva e Mar, Agudo Mundo e Devoto do Campo. O poeta autor também de “O Menino Camelô”, disse-nos que “sua voz é a voz que carrega a mata escura, sua asa é a asa que peleja contra a noite.” Como não viajar no poeta da solidão solidária? Basta sentir “Lugar”, em sua mais profunda identidade:

Ainda que eu seja
Um grão no deserto
O poema é meu lugar
Onde tudo arrisco.
Irriga minhas veias
Como a chuva a terra
Em suas mil línguas.
Antigo, tão antigo,
Anuncia-me cativo
Da solidão solidária
Dizendo silêncios.
Sem esse jeito
De ser flor e vento,
Sonho e música,
Palavra só amaor,
Não há o espanto,
A lágrima, o beijo,
O riso, o espitáfio,
Não há o sentido.

O Secretário Geral Pawlo Cidade, o presidente Josevandro Nascimento 
e o palestrante Cyro de Mattos

Para o Presidente da Academia de Letras de Ilhéus, Professor Josevandro Raymundo Nascimento, a ideia é abrir a Academia para a população mostrando o papel que a mesma desempenha na comunidade, "como um santuário das discussões literárias, poéticas e artísticas." A Primavera Cultural da Academia está apenas começando. Na próxima quarta-feira, dia 11, Aleilton Fonseca, membro da Academia Baiana de Letras, nos blindará com a palestra “A poesia das Águas: Vivências e Encantamentos”. Nela, o poeta e romancista falará sobre poemas de águas, rios, mares, chuva, mostrando as imagens líricas que registram vivências e encantamentos dos poetas com estes aspectos da natureza e que são expressas através da palavra poética. Na oportunidade, o acadêmico também lançará “As Marcas da Cidade”, da Editora Caramurê.

Você é nosso convidado. 


Sônia Maron, presidente da Academia de Letras de Itabuna


 O acadêmico Hans Schaeppi


A Confreira Eliane Sabóia


O ex-prefeito Antonio Olímpio

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

HOJE TEM INÍCIO A PRIMAVERA CULTURAL


O escritor e poeta Cyro de Mattos (FOTO) vai proferir palestra sobre o tema “Viver e Escrever” na Academia de Letras de Ilhéus, hoje, dia 4 de setembro, a partir das 18 horas, com entrada franca. Depois da palestra estará lançando o livro “Onde e Estou e Sou”,  de poesia, publicado pela  Ler Editora de Brasília,  bilíngüe, com prefácio e versão para o espanhol do poeta peruano-espanhol Alfredo Pérez Alencart, professor da Universidade de Salamanca.

O livro “Onde Estou e Sou” será também lançado durante o XVI Encontro de Poetas Iberoamericanos, evento de repercussão internacional promovido pela Fundação Cultural de Salamanca e Universidade de Salamanca, nos dias 2 e 3 de outubro. Na oportunidade,  professores universitários e estudantes estarão recitando poemas do autor grapiúna no Liceu e Teatro de Salamanca.

“Onde Estou e Sou” é uma antologia poética com textos extraídos dos livros “Vinte Poemas do Rio”, “Cancioneiro do Cacau”, “Ecológico”, “Vinte  e Um Poemas de Amor” e “Oratório de Natal”, livros publicados, e dos inéditos “Rumores de Relva e Mar”, “Agudo Mundo” e “Devoto do Campo”. Nessa amostragem poética foram reunidos textos   que inauguram novos sentidos da vida, motivados  pela pureza da infância, solidões na colheita do nada, verdes visões na rota da felicidade, mundo cego do homem contra o homem, o erótico e o afetivo no encontro perfeito do amor, vozes do campo, ora fraternas, ora aflitas, rumores de relva e mar, cantos dedicados  ao Cristo, todos eles com versos idênticos  de ternuras e dores na paisagem do tempo.


O lançamento e a palestra de Cyro de Mattos dão o pontapé inicial ao Projeto Primavera Cultural da Academia de Letras de Ilhéus. A entrada é gratuita. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

MORRE A ESCRITORA GRAPIÚNA SONIA COUTINHO


"...Autora de qualidades expressivas  indiscutíveis na moderna literatura brasileira, ao nível de Clarice Lispector, a dose deve ter sido bem forte. Uma lástima."


A Escritora Sonia Coutinho
Cyro de Mattos*

Tomo conhecimento da notícia de que a escritora Sonia Coutinho foi encontrada morta pela filha em seu apartamento, no Rio de Janeiro, na sexta-feira, dia 23 de agosto.   Aos 74 anos de idade, a escritora baiana, contista e romancista respeitável, morava só. Havia comunicado à filha pouco antes um mal-estar.

Nunca nos acostumamos com o quadro triste da morte. É amarga sempre sua memória. Em alguns casos,  quando se vive muito, preenche-se a vida com ganhos, formando-se uma biografia bem-sucedida no plano familiar, econômico e profissional, há o consolo entre os parentes, amigos e conhecidos do falecido. O trauma é atenuado com o fato  de que não se podia querer mais do morto. A dura lei da vida foi para ele recheada de trunfos. Assim, o falecido, de saudosa memória, deixa boas marcas e lembranças.

Com Sonia Coutinho, a traiçoeira invenção da vida não permitiu sob vários aspectos que os fatos acontecessem no lado azul da canção. Mas não é o momento agora para se falar das amargas que perseguiram essa notável escritora baiana.  Se Virgínia Woolf disse que viver é perigoso, o que alcança todos nós, em nossa condição de solitários no mundo, com Sonia Coutinho, autora de qualidades expressivas  indiscutíveis na moderna literatura brasileira, ao nível de Clarice Lispector, a dose deve ter sido bem forte. Uma lástima.

Ela nasceu em Itabuna, em 1939, filha do promotor Natan Coutinho, homem culto, poeta parnasiano, inteligência brilhante, que chegou a ser  deputado estadual na Bahia. Com a família, ainda menina,  mudou-se para Salvador. Na capital baiana graduou-se em Letras pela Universidade Federal da Bahia.  Depois que estreou com Do Herói Inútil, em 1966, contos, pequeno grande livro, que já prenunciava uma ficcionista de boas qualidades na sondagem e exposição contraditória da alma humana, ela foi morar no Rio onde exerceu o jornalismo. Viveu para sobreviver no sul da Brasil  também como tradutora de grandes romancistas e  deu prosseguimento à sua carreira literária.

Tornou-se autora dos livros de contos Nascimento de Uma Mulher, 1971, Uma Certa Felicidade,1976, O Último Verão de Copacabana, 1985, Mil Olhos de Uma Rosa, 2001, Ovelha Negra e Amiga Loura, 2006. E dos romances: O Jogo de Ifá,  1980, Atire em Sofia, 1989,  O Caso Alice, 1991,  e Os Seios de Pandora, 1999. Era  também ensaísta,  seus textos participam   de importantes  antologias do conto, no Brasil e exterior. Conquistou prêmios literários expressivos, com destaque para o Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (SP), duas vezes, o da Revista Status, para literatura erótica, e o da Fundação Biblioteca Nacional.

Sua ficção une arte e documento para situar o real como vínculo de gravidade nas limitações da condição humana. Desenganos, desencontros, problemas existenciais e psicológicos de natureza aguda, na cidade grande, informam o herói em crise, que a autora logra questionar através de cortes e monólogos na mente do personagem,  em suas narrativas curtas e longas.

Sonia Coutinho pertenceu à minha geração. Sua obra ficcional, como a de Hélio Pólvora,   Euclides Neto e outros, mostra, nessa altura,  que a boa literatura de  autores nascidos no sul da Bahia não acontece apenas com a grandeza de Jorge Amado e Adonias Filho. Estudos críticos calcados em bases investigativas e de análise mais larga desses outros autores são necessários  para que a  literatura de alto nível não se torne exclusivista e repetitiva apenas através de dois nomes fundamentais.

Tal postura contribui em especial  para que certos legados primorosos, que se sustentam em admirável estrutura criativa  sejam sufocados e/ou relegados ao plano menor, injusto. É que a ideologia predominante de certos setores de nossa mentalidade  costuma debruçar-se  no que já está construído.  Não gosta de arriscar, por comodismo, até porque nessa condição é mais fácil  julgar e divulgar, enfim, tirar proveito do que não impõe mais esforço.

Quando se fizer uma história séria da literatura baiana, com relação aos legítimos escritores  nascidos na região cacaueira sulina,  mesmo que  não  tenham  questionado  o tema da civilização do cacau em sua obra,  será inadmissível a falha de  quem não situar com relevância a ficção de Sonia Coutinho. Como ícone da literatura brasileira no século XX ela já é reconhecida. 

*Cyro de Mattos é escritor, poeta e advogado aposentado.

PRIMAVERA CULTURAL COMEÇA COM O POETA CYRO DE MATTOS




O escritor e poeta Cyro de Mattos vai proferir palestra sobre o tema “Viver e Escrever” na Academia de Letras de Ilhéus, no dia 4 de setembro, a partir das 18 horas, com entrada franca. Depois da palestra estará lançando o livro “Onde e Estou e Sou”,  de poesia, publicado pela  Ler Editora de Brasília,  bilíngüe, com prefácio e versão para o espanhol do poeta peruano-espanhol Alfredo Pérez Alencart, professor da Universidade de Salamanca.

O livro “Onde Estou e Sou” será também lançado durante o XVI Encontro de Poetas Iberoamericanos, evento de repercussão internacional promovido pela Fundação Cultural de Salamanca e Universidade de Salamanca, nos dias 2 e 3 de outubro. Na oportunidade,  professores universitários e estudantes estarão recitando poemas do autor grapiúna no Liceu e Teatro de Salamanca.

“Onde Estou e Sou” é uma antologia poética com textos extraídos dos livros “Vinte Poemas do Rio”, “Cancioneiro do Cacau”, “Ecológico”, “Vinte  e Um Poemas de Amor” e “Oratório de Natal”, livros publicados, e dos inéditos “Rumores de Relva e Mar”, “Agudo Mundo” e “Devoto do Campo”. Nessa amostragem poética foram reunidos textos   que inauguram novos sentidos da vida, motivados  pela pureza da infância, solidões na colheita do nada, verdes visões na rota da felicidade, mundo cego do homem contra o homem, o erótico e o afetivo no encontro perfeito do amor, vozes do campo, ora fraternas, ora aflitas, rumores de relva e mar, cantos dedicados  ao Cristo, todos eles com versos idênticos  de ternuras e dores na paisagem do tempo.

O lançamento e a palestra de Cyro de Mattos dão o pontapé inicial ao Projeto Primavera Cultural da Academia de Letras de Ilhéus. A entrada é gratuita. 


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"TRIJUNTOS ATÉ A MORTE"


“Deusdete deu uma verdadeira lição de vida mostrando competência e sentimento humano; tanto que, já curada, Neuzinha ficou sensibilizada, refletiu e reconheceu que Deusdete poderia ser uma grande amiga e partiu para uma nova aproximação.” Trecho do livro Trijuntos Até a Morte, de Jorge Luís Gonçalves Matos, (foto) natural de Canavieiras, na Bahia. Ele estudou Ciências Biológicas na Universidade Católica de Salvador e Medicina na Universidade Bahiana de Medicina. Hoje, o Dr. Jorge Matos, como é carinhosamente chamado, mora em Ilhéus, atua na área de ortopedia há mais de dez anos. É membro da Academia de Letras de Ilhéus, ocupando a cadeira 7. Possui sete livros publicados, a maioria inspirado em fatos policiais. 

Dr. Jorge encontra na literatura o prazer da escrita e se diverte com os personagens que brotam de sua imaginação. Autor de “O meu lado obscuro” – livro que trata dos mistérios e distúrbios que afetam a mente humana, “Amor e Obsessão em um só coração” que conta a história de Fred, Joyce e Jaqueline, “Seca, Marginalidade e Morte,” “Laços de Sofrimentos”, entre outros.


“A tão esperada hora é chegada, e Santinho no altar de braços dados com as duas noivas, uma de cada lado, fica em silêncio para ouvir a voz do padre.” (Trecho do livro “Trijuntos Até a Morte”). 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

POEMA


CATEDRAL DE SÃO SEBASTIÃO

                  Cyro de  Mattos

Subo os degraus e vejo
da  balaustrada formas
do silêncio suspensas
no espaço recriado
pela razão geometria
da tessitura humana.

Procuro esse milagre
da santa batina doada
sob o peso da abóbada.
Sinto a flor do coração,
outros a ela se juntam.
Dom Eduardo presteza,
Dom Eduardo amor,
Dom Eduardo oferenda.

Vejo assomar na avenida
                                               uma  enorme procissão
contrita sob cânticos.
Mãos mestiças em emoção,
este agasalho edificado
a São Sebastião flechado.
Ó comovente provação,
sinos anunciando a morte
sublimada na paixão.

Terço escorrendo no peito,
tríptico verso uni-verso,
alentado pão de todos,
oferta dessa praia bendita,
essencial como um todo
pela tábua das marés.
Estes ares em que eu medito,
roxos de penetrante compaixão
feita alma, força e vida.

Ao pé do outeiro ninho
de Deus que desceu do céu,
uma rosa é uma rosa
o que sustenta a base.


domingo, 18 de agosto de 2013

EDIÇÃO E REEDIÇÃO DE LIVROS - CYRO DE MATTOS

Cyro de Mattos no auge da juventude

Com mais de 74 anos de idade, tento reunir forças para prosseguir em minha jornada literária até quando Deus permitir. Dou de mim o que posso através dos sinais visíveis da escrita  para ser útil ao outro mais o mundo.  Sou apenas um elo na cadeia que nunca irá se partir, na qual se inserem autores magistrais.  Gosto muito de escrever, bem ou mal. Amo a literatura, ela tem mostrado que gosta de mim. São quase cinqüenta anos nessa estrada de solidão solidária.

Escrevo porque é minha condição nessa guerra sem testemunha, usando a expressão do ficcionista Osman Lins, ao estudar o assunto. É dor, mas dá prazer. Competição acirrada, tantas vezes neurótica, diabólica, Santo Deus.  É maneira de liberar pesares, fantasmas. Gratifica quando meu texto recebe reconhecimento expressivo da crítica, impressão favorável dos leitores, aquilo que como braço ao abraço dá sentido à vida, tornando-a viável,  e que os ressentidos nunca vão perceber.   

1a. Edição de "Os Brabos", de Cyro de Mattos, publicado pela Civilização Brasileira

A vida é falha, somos finitos, escreve-se também para responder perguntas que não têm  respostas. Meu coração é um rio subterrâneo, de onde vem para onde vai? (Fernando Pessoa). É maneira de conversar com Deus ou tocar na solidão de todos nós, a do nascer, viver e morrer.    

Assim, aos meus poucos leitores adianto que até o final deste mês de agosto estarei publicando os livros “Onde Estou e Sou”, poesia, português-espanhol, pela Ler Editora, de Brasília, com prólogo e versão  do poeta Alfredo Pérez Alencart, e o infantil “O que eu vi por aí”, pela Editora Biruta, de São Paulo,  com ilustrações de Marta Igneriska. 

Esgotado há mais de trinta e  cinco anos, meu livro   “Os Brabos”, novelas, com prefácio de Gerana Damulakis,  vai ter ainda neste mês de agosto uma segunda edição pela Ler Editora, enquanto “Ecológico”, poesia, será publicado pela Editora da Universidade Estadual da Bahia – EDUNEB, na Coleção Nordestina, com prefácio da ficcionista e Professora Doutora Helena Parente Cunha.  “Ecológico” vai  ser lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no final do mês. Foi  publicado primeiro em Portugal pela Palimage Editores, de Viseu e Coimbra,  em 2006.  
COMUNICADO



Prezados Confrades, prezadas Confreiras,


A Academia irá desenvolver uma série de atividades neste segundo semestre. Infelizmente, nós não temos convênio com nenhuma outra instituição pública ou privada que possa patrocinar nossas ações. Contamos somente com a contribuição mensal dos confrades e confreiras e a parceria de alguns beneméritos.

Desta forma, pedimos gentilmente que a contribuição seja depositada até o último dia de cada mês. Isto fortalecerá muito nossas ações e teríamos como planejar com responsabilidade nosso calendário de eventos.

Atenciosamente,


Josevandro Nascimento

Presidente da Academia de Letras de Ilhéus

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

SETEMBRO TEM PRIMAVERA CULTURAL





Quando setembro chegar, a Academia de Letras de Ilhéus estará promovendo um ciclo de palestras com temas diversificados no projeto Primavera Cultural. O principal objetivo da proposta é proporcionar a apresentação de assuntos com alguns dos melhores nomes da Literatura Baiana. Na opinião do Professor e presidente da ALI, Josevandro Nascimento, o “projeto irá aproximar a comunidade do espaço acadêmico. A Academia de Letras de Ilhéus não é um espaço fechado, pelo contrário, ela está aberta a todos.”

A Primavera Cultural tem início no dia 04 de setembro com o premiado escritor Cyro de Mattos que fará a palestra “Viver e Escrever” e na sequência lançamento do livro "Onde Estou e Sou", de Cyro de Mattos, poesia, português-espanhol, versão e prólogo de Alfredo Pérez Alencar, da Universidade de Salamanca.

Dia 11 será a vez de Aleilton Fonseca, membro da Academia Baiana de Letras, com o tema: “A poesia das Águas: Vivências e Encantamentos”. Aleilton Fonseca falará sobre poemas de águas, rios, mares, chuva, mostrando as imagens líricas que registram vivências e encantamentos dos poetas com estes aspectos da natureza e que são expressas através da palavra poética. Na oportunidade, o acadêmico também lançará “As Marcas da Cidade”, da Editora Caramurê.

Dia 18, o acadêmico Ruy Póvoas, sobe ao púlpito com a palestra “O real oculto e dado evidente no mundo do candomblé: uma abordagem bachelardiana.”

E por fim, dia 25, o professor e também membro da ALI, Dorival de Freitas, nos brinda com a palestra “Oração aos Jovens”, uma alusão e referência ao texto “Oração aos Moços”,de Rui Barbosa. As palestras terão início sempre às 18h00. A entrada é gratuita e estará sujeita a lotação do espaço.

Fotos de cima para baixo: Cyro de Mattos, Aleilton Fonseca, Ruy Póvoas e Dorival de Freitas.