sábado, 15 de março de 2025

ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS TEM NOVO PRESIDENTE PARA O BIÊNIO 25/26: JOSEVANDRO NASCIMENTO



Na sequência: Fabrício Brandão, Pawlo Cidade, Efson Lima, José Nazal, Leônidas Azevedo, Josevandro Nascimento, Aleilton Fonseca, Maria Schaun, Luh Oliveira, Jane Hilda Badaró, Neusa Nascimento, Antônio Hygino, Sebastião Maciel, Anarleide Menezes e Vercil Rodrigues.


O professor e advogado Josevandro Raymundo Ferreira Nascimento (cadeira 14) foi empossado no cargo de presidente da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), ao lado dos membros da nova diretoria, durante a solenidade realizada na noite desta sexta-feira, 14, para o biênio 2025-2026. O ato contou com a presença da vice prefeita de Ilhéus, Wanessa Gedeon, que representou o prefeito Valderico Júnior e da jornalista Naianne Ministro, superintendente de comunicação da Prefeitura de Ilhéus.

A sessão também foi prestigiada por autoridades militares, política e civis, a exemplo dos representantes do Rotary, Lions, OAB/BA, maçonaria, Wenceslau Júnior, Superintendente de Economia Solidária do Estado da Bahia, Anarleide Menezes, secretária municipal de cultura, além de membros da imprensa (sites, blogs, portais e jornais) regional, que no caso de Itabuna, esteve representada por Angélica Rodrigues, colunista dos jornais e sites DIREITOS e O COMPÁSSO. Enviaram representantes a Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (Aljusba), Academia Grapiúna de Letras (Agral) Academia de Letras Jurídicas de Ilhéus (ALJIL), Academia de Letras de Itabuna (Alita) e a Academia Maçônica de Letras Ciências e Artes da Região Grapiúna (Amalcarg).



O presidente Josevandro Nascimento presta juramento 


A cerimônia de posse, que abriu os trabalhos ordinários da Academia em 2025, contou com os lançamentos da “Revista Estante 2” e do livro “Celebrações a Sapho Musa de Ilhéus (1924-2024)”, produzidos pelos “imortais” da casa das letras ilheense e pela participação especial da atriz e professora Teresa Damásio que recitou Navio negreiro de Castro Alves.

Na oportunidade, o presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB) e membro da ALI (cadeira 24), Aleilton Fonseca, fez uma louvação ao poeta Castro Alves, patrono da Academia de Letras de Ilhéus. Por sua vez, o presidente Pawlo Cidade, que deixa o cargo, fez um balanço das suas duas profícuas gestões junto a instituição liteiro-cultural ilheense. Enquanto que o novo presidente Josevandro Nascimento, que assume os destinos da “Casa de Abel” pela terceira vez, declarou que dará continuidade aos bons projetos do seu antecessor e que com a sua diretoria implantará novos.



Zé Carlinhos, colunista; Josevandro Nascimento, Efson Lima 
e a jornalista e fotógrafa Angélica Rodrigues



Efson Lima, Jamilton e Wenceslau Júnior, superintendente de Economia 
Solidária do Estado da Bahia e Pawlo Cidade


Estiveram presentes os acadêmicos: Josevandro Nascimento, Vercil Rodrigues, Gustavo Cunha, Jorge Matos, Anarleide Menezes, Fabrício Brandão, Efson Lima, Sebastião Maciel, Antônio Hygino, Jane Hilda Badaró, Leônidas Azevedo, Neusa Nascimento, José Nazal, Maria Schaun, Luh Oliveira, Tica Simões e Aleilton Fonseca.

Texto de Vercil Rodrigues, membro da cadeira 21, para o Jornal Compasso e este blog. Fotos de Angélica Rodrigues.

DISCURSO DO CONFRADE PAWLO CIDADE AO DEIXAR A PRESIDÊNCIA DA ALI

 

Auditório repleto de autoridades, amigos e membros da Academia



"Ilhéus é a cidade dos poetas, dos escritores, das Marias do Rosário, dos Josés e dos Joãos; dos Alfredinhos que se foram; de Mendonça, Chuvinha, Coló; Dona Lourdes, Seu Maron; Janete Badaró, José Abobreira e tantos outros que amaram esta cidade". 



Em novembro de 2021 foi eleita para o biênio 21/23 a Chapa Akademus — Chapa única — presidida por mim, Pawlo Cidade; pelo Vice-presidente Gustavo Cunha; pela Secretária Geral Jane Hilda Badaró; pelo Primeiro Secretário Sebastião Maciel Costa; pela Segunda Secretária Luh Oliveira; pela Primeira Tesoureira Anarleide Menezes e pelo Segundo Tesoureiro Leônidas Azevedo. E reeleita, por 80% dos membros efetivos para o biênio 23/25, desta vez com a Vice-presidência de Anarleide Menezes; o Secretário Geral Josevandro Nascimento; o Primeiro Secretário Sebastião Maciel Costa; a Primeira Tesoureira Luh Oliveira e o Segundo Tesoureiro Efson Lima.

A Chapa Akademus surgiu com o objetivo geral de cumprir e fazer cumprir os Estatutos da Academia de Letras de Ilhéus. Destarte, foi a partir dos objetivos e metas apresentados na inscrição da chapa, apesar das nossas dificuldades financeiras, que desenvolvemos as seguintes ações, elencadas no nosso Plano de Trabalho: 

Pawlo Cidade na tribuna

1.   Estabelecemos parcerias e filiações com as Academias de Letras da região e da Bahia e de imediato nos associamos à RICA – Rede de Integração Cooperativa de Academias de Letras da Bahia, favorecendo a interlocução e o diálogo entre todos os acadêmicos e acadêmicas, divulgando nossas atividades literárias, participando de eventos, LIVES, produção de revistas, livros, debates, seminários e colóquios.

2. Promovemos diversos autores da literatura local, regional, estadual e nacional com a realização de 22 lançamentos de livros; 04 edições de feiras de livros e festas literárias — a partir da assinatura de um Termo de Cooperação Técnica com a Fundação Pedro Calmon, a Universidade Estadual de Santa Cruz e a Prefeitura Municipal de Ilhéus através da Secretaria Municipal de Cultura — que nos permitiu a promoção de mais de 24 rodas de conversa e a participação de 72 escritores, entre eles: Jeferson Tenório, Tom Figueiredo, Rodrigo Melo, Elisa Lucinda, Mia Couto, Ailton Krenak, Jarid Arraes, MV Bill e tantos outros. 

3.   Participamos de 2 edições do Webnário de Estudos Amadianos e realizamos 3 edições da Semana Jorge Amado em parceria com a Secult e a participação de membros efetivos desta Academia nas mesas e discussões, a exemplo da conferência online “Jorge Amado e eu”, com a participação do saudoso amigo André Luiz Rosa, Jane Hilda Badaró, Neuzamaria Kerner e Maria Luiza Heine.

4.   Entre as tertúlias promovidas por esta casa, nos últimos quatro anos desta gestão, realizamos durante a pandemia: LIVES sobre a importância da língua portuguesa intitulada “Pobre Língua Rica”; palestras dos mais variados temas; Sessões da Saudade; Posses dos novos acadêmicos: Dr. Efson Lima, poeta Rita Santana, Dra. Tica Simões, Dr. Manoel Carlos de Almeida Neto e por último o memorialista José Nazal Pacheco Soub. No campo das artes visuais realizamos exposições com temas importantes da cultura indígena e da educação ambiental.

5.  Na promoção de eventos e parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e escolas públicas e privadas com vistas à valorização das letras e da arte foram realizadas neste auditório, e externamente, inúmeras atividades, entre eles a FILIN — Festival para as infâncias, sob a coordenação da confreira Luh Oliveira, o FLISBA – Festival da Literatura Sul Baiana; participamos do Festival Internacional do Cacau e do Chocolate com exposição e vendas de livros; do Webnário de Estudos Amadianos, em parceria com a UNEB — Universidade Estadual da Bahia, co-promovemos o Prêmio Nacional de Contos Sosígenes Costa, ao lado da Universidade Estadual de Santa Cruz e participamos do I Simpósio das Academias de Letras da Bahia. Este ano, o II Simpósio será em Ilhéus, sob a coordenação desta Academia.

6.  No aconselhamento, contribuição à órgãos públicos nas políticas públicas de promoção da literatura e da cultura, participamos da oitiva de literatura da Secretaria Municipal de Cultura de Ilhéus e do Conselho Municipal de Cultura. 

7.  Na infraestrutura e melhoria do nosso espaço, firmamos parceria com a Prefeitura Municipal de Ilhéus para a reforma do telhado e do primeiro piso. Graças também a generosa participação financeira dos próprios membros desta confraria, melhoramos as redes elétrica e hidráulica, deixamos em dia o pagamento de salários de funcionários e colaboradores, prestadores de serviços, material de limpeza, pintura, manutenção de portas e do idoso ar-condicionado. Por falar em ar-condicionado não conseguimos ainda trocar o atual que necessita urgentemente de ser substituído.

8.  Criamos e atualizamos periodicamente o blog da academia e criamos, sob a coordenação do confrade Ramayana Vargens, com a participação de Tica Simões, Geraldo Lavigne, Aleilton Fonseca, Anarleide Menezes, Luh Oliveira, Josevandro Nascimento, Maria Schaun e Ruy Póvoas a Comissão Henrique Simões com vistas as comemorações dos 500 anos de Ilhéus. 

9.  Promovemos a celebração do Centenário do Dr. Francolino Neto, fundador desta casa, sob a responsabilidade do confrade Josevandro Nascimento. 

10. Abrimos as portas desta confraria para a Semana Nacional de Museus, a Rede de Museus e Pontos de Memória do Sul da Bahia, a Secretaria Municipal de Educação, a Secretaria Municipal de Cultura, O Conselho Municipal de Cultura, o Fórum de Cultura, a Polícia Militar e diversas instituições de organização da sociedade civil e da iniciativa privada que puderam realizar aqui reuniões, conferências, palestras e seminários. 

11. Reformulamos o Estatuto desta Academia, adequando-o às exigências do Código Civil Brasileiro. Estamos lançando nesta noite a segunda edição da Revista Estante, com textos de vários acadêmicos desta casa e o livro em comemoração aos cem anos da Estátua de Sapho, intitulado: “CELEBRAÇÕES A SAPHO MUSA DE ILHÉUS (CENTENÁRIO 1924-2024)”, sob a organização dos confrades Aleilton Fonseca, Efson Lima e Ramayana Vargens; e das confreiras Anarleide Menezes e Luh Oliveira. 

12. Concedemos a Comenda Rui Barbosa a uma personalidade das artes, da cultura e da ciência; a uma instituição social e a uma instituição pública.

13. Apesar de todos os nossos esforços, do meu afastamento desta casa por um ano, para tratamento de saúde, estimulamos, no que foi possível, o livro como gênero de primeira necessidade e a leitura como importante instrumento para desenvolver o raciocínio, o senso crítico e a capacidade de interpretação. 

"Ainda estão nos meus projetos para esta instituição — na função de Diretor da Biblioteca — a concepção, captação de recursos e execução do Memorial da Literatura Sul Baiana".

Tenho dito que a Academia de Letras de Ilhéus, entidade sexagenária, que hoje completa 66 anos, precisa protagonizar o movimento intelectual ilheense nas discussões de políticas públicas para a literatura, a cultura, a ciência e a arte. Mas para isso, todos nós — confreiras e confrades — precisamos participar ativamente da vida cultural deste Município que está às vésperas de completar 500 anos. Eu disse 500 anos! 500 anos de história. 500 anos de luta. 500 anos de maus tratos. Mas sozinha a literatura não será capaz de transformar esta cidade. E neste momento conclamo aos intelectuais desta casa, aos políticos, aos artistas, aos literatos que, juntos, possamos escrever uma grande carta manifesto de pedido de socorro ao nosso patrimônio cultural. Que esta carta chegue ao governo federal, ao governo estadual a quem interessa possa que nos ajude a restaurar nosso patrimônio! Esqueçamos ideologias, partidos, lados opostos. Vamos lutar por Ilhéus! Vamos lutar por esta cidade, repito, que completará em 2024, 500 anos!

Ilhéus é a cidade dos poetas, dos escritores, das Marias do Rosário, dos Josés e dos Joãos; dos Alfredinhos que se foram; de Mendonça, Chuvinha, Coló; Dona Lourdes, Seu Maron; Janete Badaró, José Abobreira e tantos outros que amaram esta cidade. 

Ilhéus é a cidade que quando anoitece, dizia o poeta: 

“Roxa mantilha suspende o céu do seu zimbório. 

Que noite azul! Que maravilha! 

Sinto-me, entanto, merencório”,*  

Merencório com o prédio do General Osório prestes a desabar; o Teatro lutando para falar; A Casa de Jorge em silêncio. Mas o poeta, o escritor, o artista, os membros desta academia, as promessas alvissareiras que se rompem na antemanhã e invadem a noite, faz com que:

“Ilhéus rebrilha qual grande búfalo fosfóreo, 

enquanto as flores da baunilha 

são como um cândido incensário. 

Estão as casas figurando como que um bando de camelas a descansar sob as estrelas em sideral reclinatório”.  

Mas chega de poesia e vamos aos números. E isto é, muitas vezes o que acaba notabilizando uma gestão de cultura efervescente. Destarte, tivemos:

 

AÇÃO/ATIVIDADE ACADÊMICA

 

 

QUANT

Redes sociais em atividade: Facebook/Instagram/Blog

3

Revista publicada

1

Livro publicado em parceria

2

Termos de Cooperação Técnica

2

Participação em festivais, simpósios e feiras etc

23

Palestras na sede da ALI

18

Reuniões de terceiros na sede

54

Posses de novos membros

5

Sessões da Saudade

8

Eleitos novos membros

7

Lançamentos literários

22

Exposição artística

3

Lives

12

Saraus

3

Comenda Rui Barbosa

1

Comissões específicas

5

Abertura dos trabalhos acadêmicos

4

Concursos literários (Prêmio Sosígenes Costa)

3

 

Total de atividades no período

 

 

176

 

E antes de finalizar, gostaria de chamar aqui o confrade Efson Lima para que apresente o livro “Celebrações a Sapho Musa de Ilhéus (centenário 1924-2024). 

(...)

Ainda estão nos meus projetos para esta instituição — na função de Diretor da Biblioteca — a concepção, captação de recursos e execução do Memorial da Literatura Sul Baiana, no primeiro piso, com a devida acessibilidade. O Memorial da Literatura Sul Baiana irá contar a história da literatura de nossa região e de nossos membros e retomar a funcionalidade da biblioteca, que deixará de ser um depósito de livros, transferindo-a para o Espaço Zélia e Jorge ou a Sala Nelson Schaun. 

Quero agradecer — e não me canso disso — a confreira, e hoje Secretária de Cultura Anarleide Menezes, por ter me substituído por um ano; Maria do Rosário, Eliene Hygino, Bada, confrades, confreiras, em especial ao confrade Edvaldo Brito, confrade Ministro Manoel Carlos, Neide Silveira, Neusa Nascimento, Luh Oliveira, etc. “A gratidão é uma forma singular de reconhecimento, e o reconhecimento é uma forma sincera de gratidão”.

E interrompo mais uma vez meu discurso, que já está nos parágrafos finais, para convidar a vice-presidente desta casa, que junto comigo deixa hoje a diretoria do biênio 23-25 para que possa fazer uma saudação.

(...)

Meus senhores, minhas senhoras, enquanto Deus me der fôlego e coragem, estarei arregaçando as mangas pelo livro, pela leitura, pela literatura e pela Palavra, combatendo o bom combate, fortalecendo minha fé. Que Deus me dê mais e mais palavras para escrever diuturnamente a história desta terra. Terra de Santa Cruz, terra de Berá, Mestre Virgílio, Quinto de Souza, André... E neste momento peço vênia aos confrades, às confreiras para citar os nomes dos nossos companheiros das letras que nos deixaram nestes últimos quatro anos: André Luiz Rosa Ribeiro, Gerson dos Anjos, Carlos Alberto Arléo Barbosa, Luiz Pedreira Fernandes, Carlos Eduardo Lima Passos e Soane Nazaré de Andrade. 

A vida, meus queridos, é assim: uma eterna renovação de homens, mulheres e acontecimentos. E por que com a Academia de Letras de Ilhéus seria diferente? Saibam que a nossa imortalidade — e quando digo “nossa” não me refiro somente aos membros desta confraria — está no legado que todos nós deixamos. 

Lembrem-se: “Daqui a cem anos, em 2125, seremos apenas ossos secos em caixões esquecidos. As casas que construímos com suor abrigarão rostos que nunca conhecemos, e o carro que você pagou com anos de vida, será descartado como uma lata velha. Nossos tesouros serão doados, jogados em lixões ou virarão cinzas. Nossos descendentes mal saberão quem somos. Seu rosto será um retrato empoeirado durante alguns anos na parede de alguém, até que alguém o jogue fora para pendurar um quadro novo. 

Morremos duas vezes: quando o coração para e quando a última pessoa que pronuncia nosso nome se torna terra. E você ainda se sacrifica por um cargo, por um carro, por um elogio vazio? A vida é mais como um empréstimo. E o banco do tempo cobra juros altíssimos”. Deus abençoe!

 

Muito obrigado.


Pawlo Cidade

Presidente

2021/2023 a 2023/2025.


A poesia a que se refere o presidente é Búfalo de fogo e o autor Sosígenes Costa.

sexta-feira, 14 de março de 2025

ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS COMPLETA 66 ANOS, ABRE ANO ACADÊMICO COM POSSE DA NOVA DIRETORIA E EXORTAÇÃO A CASTRO ALVES




No dia 14 de março de 2025, a Academia de Letras de Ilhéus (ALI) realizará a abertura do seu ano acadêmico em uma solenidade especial. O evento acontecerá às 19h, no auditório da instituição, localizada na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro, Ilhéus.

A cerimônia contará com a presença do renomado escritor e professor Aleilton Fonseca, atual presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB), que fará uma exortação ao poeta Castro Alves, um dos maiores nomes da literatura brasileira e símbolo da luta abolicionista.


Posse da nova diretoria


Na ocasião, o presidente da ALI, Pawlo Cidade, dará posse à nova diretoria para o biênio 2025-2026, que será liderada pelo acadêmico, professor e advogado Josevandro Raymundo Ferreira Nascimento. Mestre em Direito Público, professor aposentado da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e fundador do curso de Direito da Faculdade Madre Thaís (FMT), ele também é membro da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (Aljusba) e da Academia Brasileira Rotária de Letras da Bahia, além de ocupar a Cadeira nº 14 na ALI.

A nova diretoria, eleita sob a chapa “Cultura em Movimento”, terá a seguinte composição, além do presidente, a Vice-presidente: Luh Oliveira; Secretária-geral: Maria Schaun; 1ª Secretária: Jane Hilda Badaró; 2ª Secretária: Maria Luiza Nora de Andrade; 1ª Tesoureira: Maria Luiza Heine; 2º Tesoureiro: Vercil Rodrigues; Diretor da Revista: Fabrício Brandão e Diretor da Biblioteca: Pawlo Cidade. A Comissão de Contas será formada pelos acadêmicos Ruy do Carmo Póvoas, Efson Lima e Ramayana Vargens.


Uma trajetória de cultura e literatura


Fundada em 14 de março de 1959, a Academia de Letras de Ilhéus é um dos mais importantes espaços de fomento à literatura e à cultura no sul da Bahia. Conhecida como a "Casa de Abel", em homenagem ao escritor ilheense Abel Pereira, a instituição mantém um compromisso contínuo com a difusão do conhecimento e a valorização dos escritores regionais.

A abertura do ano acadêmico e a posse da nova diretoria prometem reforçar essa tradição, reafirmando o papel da ALI como um centro de referência intelectual e cultural na Bahia.

 

Texto: Jonildo Glória.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

O BAR VESÚVIO NO TEMPO E NA HISTÓRIA, por JOSÉ NAZAL

 


O Vesúvio foi inaugurado no início da década de 10, do século XX, em frente a Capela de Sâo Sebastião, conforme Francisco Borges de Barros anotou em seu livro "Crônica sobre a Capitania dos Ilhéus", editado em 1914. O empreendimento foi uma iniciativa dos italianos e primeiros proprietários, Nicolau Caprichio e Vicenti Queverini, como Pastelaria Vesúvio, em homenagem ao famoso vulcão da cidade de Nápoles, Itália. Inicialmente construído apenas com andar térreo e com telhado em duas águas, passou a ser um dos pontos mais frequentados da cidade. Nas fotografias a partir do início da década de 20, o prédio já contava com o pavimento superior.




Segundo Raymundo Pacheco Sá Barretto, em seu livro "Notas de um Tabelião", um português conhecido como Figueiredo comprou dos italianos, que posteriormente vendeu a Durval Moreno, e consecutivamente este vendeu ao sr. Costa. Depois da administração do Sr. Costa, o bar ficou por um pequeno período fechado, vindo a ser reaberto pelo espanhol Armando Lorenzo. Não há registros de qual desses proprietários trocou o nome para "Bar Triunfo", conforme registro fotográfico de J. Dias, em 1942. Ainda segundo Sá Barretto, o bar foi adquirido em 1945 por Emílio Maron, que mudou o nome para "Bar Maron", conforme registrado em 1950 por Francino Vieira.



Na década de 80, o prédio foi adquirido pelo suíço Hans Koella, voltando a funcionar com o nome "Bar Vesúvio", administrado por outro suíço, Horst Walter Mayner.




Passados alguns anos, o bar foi arrendado a Paulo César Vieira de Carvalho, o saudoso Badalo. Em 1997, Badalo recepcionou o casal Jorge Amado e Zélia Gattai com sua comitiva, quando o escritor recebeu o Título de Cidadão Ilheuense e inaugurou a Casa Jorge Amado. Após a administração de Badalo, o bar voltou a ser gerido pelo grupo suíço por dois anos, através da empresa Corviglia, fechando novamente em 1999. No ano seguinte, o arrendatário foi Guido Paternostro, que devolveu aos suíços em 2017, a partir de quando o bar passou a ser administrado por outro grupo de empresários, atuais arrendatários.




Fontes:

Raymundo Pacheco Sá Barretto - "Notas de um Tabelião" (1982).
Maria Luiza Heine - "Passeio Histórico na Capitania de São Jorge dos Ilhéus" (2003).
Guido Paternostro - Depoimento pessoal (2025).

Créditos:

Foto 1 - Imagem da internet (entre 1910~1920). [Foto s.i.]
Foto 2 - Foto: A. Fâmula (1928) - Acervo: Ubaldo Senna Filho.
Foto 3 - Foto: J. Dias (1942) - Acervo: Lêda Hora.
Foto 4 - Foto: Francino (1950) - Acervo: Ubaldo Senna Filho.
Foto 5 - Foto: José Nazal (2025).

NOTA:

Texto de José Nazal Pacheco Soub, membro da cadeira nº 38, da Academia de Letras de Ilhéus.
Texto publicado originalmente no site O tabuleiro, em 09 de janeiro de 2025.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

CONTO DE NATAL

Imagem da internet. Extraída aqui

Amado Menino de Belém

Cyro de Mattos* 



Contam que nasceu numa manjedoura, em Belém, o berço era de palha. Foi anunciado por uma estrela, no céu toda acesa de Deus. Os bichos cantaram: Jesus nasceu! Jesus nasceu! Os pastores tocavam uma música serena nas suas doces flautas. São José, o pai, o que tinha mãos habilidosas no manejo de enxó, plaina e formão, soube que de agora em diante ia talhar a mais pura fé do seu constante coração. A Virgem Maria, mãe do menino, dizia baixinho: Pobrezinho quando for um homem, de tanto nos amar, vai morrer na cruz.

Os três reis magos foram chegando, vieram de longe, muito longe, atravessaram montanhas e desertos. Traziam, como presente para o menino, mirra, incenso e ouro. Ajoelharam-se, sabiam que não eram dignos de tocar naquela palha. Bastava agora que fizessem o bem ao próximo e seriam alçados aos céus no final de suas vidas. Abelhas com os seus zumbidos de ouro vieram colocar afeto e mel no coração de cada um dos reis.

Contam mais que foi um menino que brincava como qualquer menino. Gostava de ficar sozinho, mirando a linha do horizonte. Quando ficou rapaz, não teve dúvida, havia sido o escolhido pelo Pai entre os humanos para ultrapassar aquela linha no horizonte. Para conseguir a façanha teria que fazer uma mágica em que disseminasse uma rosa na manjedoura dos ares. Juntar todas as mãos numa só mesa onde todos seriam irmãos.

Teve que trazer as sementes dadas pelo Pai para plantar cirandas nas areias do deserto. E assim, em cada ciranda que fazia entre os sofredores do ver e do viver, os sentimentos daquele homem humilde, com ares de profeta, correram nas águas doces do rio, seguiram no vento manso, que soprou a flor sozinha na plantinha do brejo. E foram levados pela borboleta até o lugar onde o amor sempre permanece, fazendo morada nas asas da ternura. 

Acharam que sua mensagem batia de frente com o conforto dos donos do poder quando saía por aí de mãos dadas com os excluídos e curava os enfermos. Espalhava a esperança na pobreza dessa terra. Convencia os homens de que viver vale a pena desde que a vida seja exercida numa comunhão em que não haja desigualdade, injustiça, opressão e hipocrisia. Só dependia de nós que a vida fosse como uma dança, sem agressão, os bichos sem matança, a mata livre da queimada, as nuvens despejando a chuva para fertilizar a terra, desprovida do veneno letal da poluição. 

Os donos do poder no sistema organizado não perdoaram a afronta. Traçaram o mais pérfido caminho para ele ultrapassar a linha do horizonte, que tanto contemplara quando era criança. Fizeram que carregasse uma cruz pesada. Puseram uma coroa de espinho na cabeça, cuspiram nele, chicotearam. Morra o rebelado, o falso profeta, o demolidor da ordem, o mentiroso fazedor de milagre, alardearam. Os que estavam com raiva nos olhos, perjuro no coração, fúria canina nas veias, investiam, urravam, não se cansavam de pedir que fosse condenado o subversivo do sistema. Ficaram calados quando foi decretada a crucificação. Não aceitaram que no seu lugar ficasse o ladrão, que para ali fora apenado com a crucificação pelos crimes cometidos.

Mas o que se viu, depois de perversa infâmia vinda de uma perseguição sem igual, é que até hoje tocam os sinos do bem na cidade e na campina, só para nos dizer que do menino nascido na manjedoura se fez um homem para ofertar a todos o amor, apesar de receber em troca seguidas pedradas. No final crucificado para que se cumprisse a profecia, o bendito salvador da humanidade veio para nos dizer que era o filho do Pai Eterno, perdoava a todos que não sabiam que a mais difícil prova era a da inocência. 

Blem, blem, blem, confirmam até hoje o acontecido os sinos de Belém, dizendo que o Menino Deus veio ao mundo dos humanos por nos querer tanto bem.

*Cyro de Mattos é membro da cadeira nº 16, 
da Academia de Letras de Ilhéus.

domingo, 15 de dezembro de 2024

JOSÉ NAZAL PACHECO SOUB OCUPA A CADEIRA 38 NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS

 


José Nazal recebe a insígnia da ALI das mãos do Dr. Antônio Hygino


Em memorável e prestigiada noite da última sexta-feira, dia 13/12, o fotógrafo e memorialista José Nazal Pacheco Soub, sob a presidência do confrade Pawlo Cidade, tomou posse na Academia de Letras de Ilhéus (ALI). O acadêmico foi recebido pelo confrade Jabes Ribeiro. José Nazal ocupa agora a cadeira de nº 38, cujo efetivo anterior foi o professor e promotor Carlos Eduardo Lima Passos da Silva. E a cadeira tem como patrono Virgílio de Lemos e fundador Nestor Passos.



Em pé: Jabes Ribeiro, Antônio Hygino, Ramayana Vargens, José Nazal, Pawlo Cidade.
Sentados: Anarleide Menezes, Neusa Nascimento, Luh Oliveira, Jane Hilda Badaró e Maria Schaun.


Além dos membros da ‘Casa de Abel”, a posse foi prestigiada por autoridade civis, militares, políticos, imprensa, além de confrades/confreiras de outras academias da região, a exemplo da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (Aljusba) e da Academia Grapiúna de Letras (Agral), ambas sediadas na cidade de Itabuna.



José Nazal Pacheco Soub nasceu em uma família cujo pai, Lucio Soub, veio para a região do cacau numa leva de imigrantes do Oriente Médio e por parte do avô materno, dr. Raimundo Pacheco, juntamente com a avó Ester, que muito contribuíram para nossa cidade com serviços médicos e sociais. Sua mãe, conhecida como Amelinha e suas tias foram professoras fundadoras de colégios sendo fundamentais para a educação de algumas gerações da população ilheense.


José Nazal, Maria Schaun, Jane Hilda Badaró, Delza Schaun e Maria do Socorro Mendonça

O ocupante da cadeira de nº 38 da ALI, além de fotografo profissional é autor do livro “Minha Ilhéus”, que ganhou a sua a primeira edição no ano de 2005, e onde apresenta fotos e textos históricos de diversos autores, essa obra teve edições posteriores com ampliações e atualizações. Ele é membro do Instituto Geográfico e Histórico de Ilhéus.

José Nazal foi vice-prefeito de Ilhéus entre os anos de 2017 e 2020 e em abril de 2024, recebeu o título honorífico de Doutor Honoris Causa, pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).


Registro fotográfico: Janine Soub

Leia o discurso de José Nazal CLICANDO AQUI.

Veja mais fotos da posse CLICANDO AQUI.

ELEITO MARCELO HENRIQUE DIAS PARA A CADEIRA 34 DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS



Marcelo Henrique Dias é o atual diretor do CEDOC/Uesc


Foi eleito no dia 13 de dezembro de 2024, para a cadeira nº 34, o professor e historiador Marcelo Henrique Dias. Ele ocupará a cadeira do efetivo anterior André Luiz Rosa Ribeiro.

Marcelo Henrique Dias é licenciado em História pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, é mestre em História Ibero-Americana pela Unisinos e doutor em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense. Fez estágio pós-doutoral no Instituto de Ciências Sociais / Instituto Universitário de Lisboa. Atualmente é Professor Pleno da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus-BA), pesquisador e vice-coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas Arqueológicas da Bahia (NEPAB), coordenador do Centro de Documentação Histórica e Memória Regional (CEDOC-UESC) e integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em História da UESC (Mestrado em História).

Também é membro da Comissão Henrique Simões para os 500 anos de Ilhéus, da Academia de Letras de Ilhéus.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

ELEITA NOVA DIRETORIA DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS PARA O BIÊNIO 25/26


Foi eleito para a presidência da Academia de Letras de Ilhéus para o biênio 2025/2026 o professor aposentado da UESC, Josevandro Nascimento. Mestre em Direito Público, Advogado Criminalista, criador do curso de Direito da FMT, palestrante em Congressos de Direito, autor de livros jurídicos. Membro da Academia de Letras de Ilhéus, ocupando a cadeira número 14. Também membro da Academia de Letras Jurídicas de Itabuna e Ilhéus e da Academia Brasileira Rotária de Letras da Bahia.

A nova diretoria é formada por Josevandro Raymundo F. Nascimento, presidente; Luh Oliveira, vice-presidente; Maria Schaun, secretária geral; jane Hilda Badaró, 1ª. Secretária; Maria Luiza Nora de Andrade, 2ª. Secretária; Maria Luiza Heine, 1ª. Tesoureira; Vercil Rodrigues, 2º tesoureiro; Fabrício Brandão, diretor da revista e Pawlo Cidade, diretor da biblioteca. Para a Comissão de Contas foram escolhidos Ruy do Carmo Póvoas, Efson Lima e Ramayana Vargens.

A posse da nova diretoria está prevista para o dia 14 de março de 2025.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

PALESTRA: O IMPÉRIO SUÍÇO DO CACAU: A EMPRESA WILDBERGER & CO. (BAHIA,1903-1946), SERÁ REALIZADA NA ACADEMIA




A Academia de Letras de Ilhéus convida para a palestra O império suíço do cacau: a empresa Wildberger & Co. (Bahia, 1903-1946) com o historiador suíço Michael Schmitz (Universidade de Lausanne) que está em Ilhéus desenvolvendo parte de sua pesquisa de doutorado e compartilhará com o público os resultados parciais do seu trabalho.

Uma promoção do Programa de Pós-Graduação em História da UESC, do CEDOC (UESC) e da Comissão Henrique Simões para os 500 Anos de Ilhéus da Academia de Letras de Ilhéus.

Dia 10 de dezembro, terça-feira, às 19h, no salão nobre a Academia de Letras. Entrada gratuita.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

JOSÉ NAZAL PACHECO SOUB TOMA POSSE DIA 13 DE DEZEMBRO




O fotógrafo e memorialista José Nazal Pacheco Soub tomará posse na Academia de Letras de Ilhéus no dia 13 de dezembro de 2024, às 18h30. Ele ocupará a cadeira de nº 38, cujo efetivo anterior foi o professor e advogado Carlos Eduardo Lima Passos da Silva. A cadeira nº 38 temo como patrono Virgílio de Lemos e fundador Nestor Passos.

O memorialista e fotógrafo José Nazal Pacheco Soub nasceu em uma família cujo pai, Lucio Soub, veio para a região do cacau numa leva de imigrantes do Oriente Médio e por parte do avô materno, dr. Raimundo Pacheco, juntamente com a avó Ester, que muito contribuíram para nossa cidade com serviços médicos e sociais. Sua mãe, conhecida como Amelinha e suas tias foram professoras fundadoras de colégios sendo fundamentais para a educação de algumas gerações da população ilheense.

José Nazal aprendeu a amar Ilhéus vendo seus familiares trabalhando por seus destinos. Ingressou no curso de Economia da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, em 1975, mas não concluiu. Entretanto, sua paixão pela fotografia amadora teve início ainda quando cursava o científico no Instituto Nossa Senhora da Piedade, mas se tornou sua profissão vinte anos depois quando passou a colecionar e publicar fotos de sua coleção, publicando seu primeiro trabalho em julho de 1977, onde comparava fotos de períodos anteriores com as daquele momento.

Em 2005 lançou a primeira edição do livro Minha Ilhéus, onde apresenta fotos e textos históricos de diversos autores, esse livro teve edições posteriores com ampliações e atualizações. É membro do Instituto Geográfico e Histórico de Ilhéus.

Em abril de 2024, nosso futuro confrade, recebeu o título honorífico de Doutor Honoris Causa, pela Universidade Estadual de Santa Cruz.

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

ELEIÇÕES DA NOVA DIRETORIA E DA COMISSÃO DE CONTAS



 RETIFICAÇÃO DO EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO

PROCESSO ELEITORAL PARA A DIRETORIA 2025-2026

  

 

A Academia de Letras de Ilhéus, presidida pelo Sr. João Paulo Couto Santos, eleito para o biênio 2023-2025, no uso de suas atribuições, 

  

RESOLVE:

  

Retificar o Edital de Convocação, em atendimento ao Artigo 18.1, do Estatuto em vigor, de 7 de dezembro de 2023.

 

Art. 1º — Fica publicado o Edital de Convocação do Processo Eleitoral para escolha da Diretoria e da Comissão de Contas para o biênio 2025-2026, com o seguinte calendário:

 

ETAPAS/PERÍODOS

 

Inscrição de chapas — 2 a 5 de dezembro de 2024

Publicação da(s) chapa(s) inscrita(s) — 6 de dezembro de 2024

Período da campanha — 9 a 11 de dezembro de 2024

Eleições — 12 dezembro de 2024

Contagem dos votos — 13 de dezembro de 2024

 

Art. 2º — A diretoria para a composição e apresentação da(s) chapa(s) deverá ser formada pelo Presidente, Vice-presidente, Secretário-Geral, 1º Secretário, 2º Secretário, 1º Tesoureiro e 2º Tesoureiro e 3 (três) membros da Comissão de Contas.

 

Art. 3º — As diretorias de Revista e Biblioteca são de livre indicação do Presidente eleito e poderão ou não compor a chapa a ser inscrita.

 

Art. 4º — Os votos poderão ser enviados para o e-mail oficial da Academia de Letras de Ilhéus, a saber: academiadeletrasdeilheus@gmail.com ou depositados diretamente na urna em cédula própria, disponibilizados pela secretaria.

 

Art. 5º — A contagem dos votos se dará através de Assembleia Ordinária, convocada especialmente para este fim.

 

Art. 6º — A posse da nova diretoria se dará em 14 de março de 2025.

 

 

João Paulo Couto Santos

Presidente