Páginas
- Início
- HISTÓRIA
- DIRETORIA 2025-2026
- MEMBROS
- PATRONOS E FUNDADORES
- DISCURSOS DE POSSE
- PORTARIAS
- MEMÓRIA DA ACADEMIA
- FALE CONOSCO
- LEI DE UTILIDADE PÚBLICA
- INDICADOS À COMENDA RUI BARBOSA
- PRÊMIO SOSÍGENES COSTA DE POESIA 2025
- ATAS
- ANIVERSARIANTES
- PRESIDENTE
- COMISSÃO 500 ANOS
- PRESIDENTES 1959-2024
- REVISTA ESTANTE
- ESTATUTOS
- DIRETORIA 2025-2026
- DISCURSO DE RECEPÇÃO
- CENTENÁRIOS COMEMORATIVOS
- EDITAIS
sábado, 24 de abril de 2021
CONTAS, QUE EU TE CONTO!
sexta-feira, 23 de abril de 2021
terça-feira, 20 de abril de 2021
A ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA - ALITA COMPLETA DEZ ANOS!
quinta-feira, 15 de abril de 2021
"POBRE LÍNGUA RICA" ABRE UMA SÉRIE DE TERTÚLIAS DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS NESTE SÁBADO

A Academia de Letras de Ilhéus realiza, neste sábado, 17 de abril, às 18 h, roda de conversa entre os acadêmicos Sebastião Maciel, Ramayana Vargens e Ruy Póvoas,tendo como mediador o acadêmico Pawlo Cidade. O temaabordado será “LÍNGUA, LEITURA E LITERATURA”, no viés da “POBRE LÍNGUA RICA”, subtítulo que permitirá enfoques aos aspectos formais da língua portuguesa, a leitura na contemporaneidade e os gêneros literários que permeiam a literatura grapiúna. A transmissão será via Instagram da Academia de Letras de Ilhéus.
“Esta será a primeira de uma série de tertúlias que a Academia de Letras de Ilhéus promoverá ao longo do ano acadêmico de 2021. As tertúlias acadêmicas estão sendo programadas para acontecer mensalmente, e as temáticas abordadas visam a discussão do idioma, motivação do fazer literário, assim como o incentivo à leitura, com abordagens de vida e obra de autores diversos, resenhas de livros, etc. As rodas de conversas serão, certamente, especiais em seus conteúdos, e ocorrerão entre os membros da Academia de letras de Ilhéus e seus convidados com ricos saberes na área em comento ”, destaca o presidente da ALI, Pawlo Cidade.
quarta-feira, 14 de abril de 2021
CONTAS, QUE EU TE CONTO
segunda-feira, 12 de abril de 2021
ARTIGO

ARTIGO

Antologia Poética
(2013), de Afonso Manta (foto), seleção, prefácio e organização de Ruy Espinheira Filho, é uma publicação da
ALBA, editora da Assembleia Legislativa da Bahia, em parceria com a Academia de
Letras da Bahia. O livro está inserido na Coleção Mestres da Literatura Baiana.
Pela primeira vez um livro do poeta de Poções recebe uma publicação digna de
sua lírica. Seus livros tiveram edições por gráficas e editoras pequenas do
interior, fazendo com isso que sua poesia circulasse no ambiente de amigos e
poucos leitores. Tornaram-se raridades bibliográficas.
Essa Antologia
Poética agora faz jus ao conhecimento e expansão de um poeta que tem um
brilho inusitado, capaz de enlouquecer as flores, aprofundar as cores,
tornando-se, no trânsito da ternura, como um anjo em voo do infinito. Chegou a nos dizer que quando essa noite
passar com o seu manto de trevas, numa “sinistra gaiola comendo o alpiste do
dono... com seus frios caracóis de angústia e desesperança, praga dos que vivem
sós... faz teu canto na manhã, que todo dia traz luz. E não é vã, não é vã.”
É fácil perceber que a
poesia de Afonso Manta flui pelos caminhos da esperança, da ternura expressa
por uma linguagem simples longe do vulgar, ao invés disso se apresentando com a
palavra tomada emprestada ao encantamento. Toca-nos sem arroubos, nos versos
simples sem pieguismo, encanta o pensamento e o sentimento com leveza, dizendo
com nitidez sobre a tristeza diáfana. Nos momentos de sonho produz mel e
ingenuidade, que confortam e possibilitam uma carícia de brisa. Em muitos casos
usa a rima, a estrofe apoiada no verso que soa e fere a vida através das notas
da contradição humana. Mostra a alma fragilizada de um homem sensitivo, que ao
se ver no espelho flagra como está cansado de tudo.
Se a poesia no Brasil
repercute no século vinte com o que tem de melhor na clave da solidão, intensa
nos conflitos, em questões complexas, em Afonso Manta conserva-se nos ares
ingênuos, embora de interioridades profundas, como na explícita certeza desses
versos:
Vale a pena viver, mesmo sofrendo.
Eu mesmo vivo assim,
triste gemendo,
Escravo da ilusão e da
beleza.
Essa é a maneira do
poeta estar na vida com sinceridade, ter como base, apesar da dor, as
construções de conteúdo inocente, guardadas pela alma de um cantor prisioneiro
do menino, bebedor de umas doses de extravagância, mas sem maldades, a exalar a
consciência do dever cumprido, banhar-se com as luzes de uma musa portadora de
canários verdes na varanda. Entre a ordem e a vertigem, do viajante que
transita para o último gemido, Afonso Manta tece seus poemas de versos
harmoniosos. Escreve uma poesia clara, com a alma de um poeta que só precisa de
um pouco de sonho para equilibrar-se em seus rumos e rumores loucos, de
“estrelas na testa de rapaz” para que suas angústias fiquem serenas. Só assim,
com a mansidão das amargas, o poeta se dará por contente.
Se tudo isso aqui onde
vivemos é ilusão, para quem queira ler e ouvir a poesia de Afonso Manta vai
saber como esse poeta foi um homem digno de seu estar no mundo, corajoso
conforta-nos quando assume sua maneira de andar sozinho com os seus versos
delicados para o alimento da alma, intenso de saberes, sustentando-o como um
homem real, que transita na vida pela rua da solidão e do sonho com matizes do
lilás. Vai senti-lo em dado momento aos frangalhos, mas consciente de que não
precisa ser rico, nem ter crédito na praça, pois convive com o vento que o
agita interior e largado. No poema “O Realejo do Vinho”, esse poeta sabe como a
vida é falha, mas basta quando o torna com os cabelos devastados, rosto,
sorriso e palavra.
Na fatura do soneto
Afonso Manta é modelar, raro inventor de sentimentos na frase iluminada. Qualquer um deles surpreende pela
simplicidade da rima, condução nítida da ideia, o fluxo espontâneo que nos
torna cúmplice da palavra simulada com emoção e simbolismo. Libertos de sua camisa de força imposta pelo
formato clássico, vemos como tamanha é a habilidade de sua elaboração por um
mestre, que não se veste com a roupa compositiva de sua estrutura fixa. Faz com
fluência que transmitam sentimentos doloridos, os ares do que é triste, que se
encontrará sempre na paz do espírito redimido.
Assim o poeta procede em “O Rei Afonso”.
Aqui, o rei Afonso, o
Derradeiro,
Vê naus que não são
mais as naus do porto.
São já as naus febris
do sonho morto
No mar tão vasto como
traiçoeiro.
Aqui, o mesmo rei,
também chamado
Restaurador do Império
Agonizante,
Perde para o inimigo,
doravante,
O reino duramente
conquistado.
O rei, flor-de-lis
santa e vulnerável
Ferido pela dor
inevitável,
Perdoa a punhalada do
assassino
E morre sem palavra de
desgosto,
Mostrando paz até o fim
no rosto,
A mesma paz dos tempos
de menino...
Louco esse poeta vestido
do pôr do sol, mas que tinha uma rosa na cabeça? Bicho estranho que não queria morrer enquanto
existisse estrelas cintilando no céu e o pássaro cantando? Homem da lua, triste
divagando pelas ruas da Bahia? O que tocava o violino nas solidões de sua cidade
natal com as cordas do sorriso? Ousado guerreiro, dispersivo, que tudo
arriscava num momento veloz e passageiro? Um detentor de humanas paixões, que
morreu sereno e forte?
Era poeta que tinha um olhar vago, de mendigo
e sonhador, de aspecto excessivo de profeta.
Banhava-se nas águas da esperança. Não há quem não desperte enriquecido
quando se entra em contato com a sua lírica de alto nível, não se deixe
encantar com o prontuário iluminado onde não morre a solidão solidária,
imaginada nos toques do amor. Quanta
simplicidade em versos que enleiam, rumorejam com generosidade, primam por
relâmpagos que nos mostram da vida verdades. Poeta de alma com doces soluços,
brilhantes abraços da cor dos lírios, dos jasmins com seus inebriantes perfumes.
Oferta, na chuva que bate nas orelhas, incandescentes ternuras naquele lugar
onde a esperança não morre.
No poema “De Um
Rabisco”, de fino humor, os versos como se fossem para serem lidos em dia de
riso, Afonso Manta alerta:
Há que deixar em paz o
poema.
Ou o poema nos afeta.
O poema há de ser
perfeito.
Ou ele come o poeta.
No seu caso, o poema,
por ser perfeito, alimenta a alma, comete a catarse de curar como o melhor
alento.
domingo, 11 de abril de 2021
CYRO DE MATTOS LANÇA CONJUNTO DA OBRA EM VOLUME ÚNICO PELA FUNDAÇÃO CULTURAL CASA DE JORGE AMADO
terça-feira, 6 de abril de 2021
COMUNICADO
sexta-feira, 2 de abril de 2021
ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS ESTÁ ATUALIZANDO SEU ESTATUTO
Os pontos mais polêmicos da atualização estão situados em conceitos importantes de admissão, demissão e exclusão, já que, pela tradição das Academias de Letras, não há a previsão de demissão, nem tampouco de exclusão. "Admissão é o ingresso de um associado, demissão é a saída do associado pela iniciativa do próprio associado e exclusão é a saída do associado por decisão da associação", exigências do Código Civil Brasileiro, desde 2002.
O confrade Geraldo Lavigne, relator responsável pela adequação do estatuto, explica: "Via de regra, as academias consideravam que seus membros não poderiam deixar a academia nem serem excluídos. Isso não é mais compatível com a Constituição Federal, desde 1988, nem com o Código Civil, desde 2002. A pedido do presidente, trabalhamos nesse assunto nos últimos dias. Busquei compatibilizar o estatuto à Constituição, ao Código Civil e à Mrosc (Lei nº 13.019/2014), sem desnaturar nossos princípios. Caso tenham saídas mais adequadas, vamos ajustando".
O próximo encontro tratará, exclusivamente, destes conceitos, assinalados nos artigos 8º e 9º, do estatuto em atualização. A Assembleia Extraordinária está marcada para o dia 8 de abril, quinta-feira, às 18h, pela plataforma Google Meet, e é reservada apenas aos membros da ALI.
quarta-feira, 31 de março de 2021
Lançamento do livro “Canto até hoje” marca os 60 anos de atividades literárias do autor Cyro de Mattos com live no dia 08/04, às 19h, no canal do YouTube da Fundação Casa de Jorge Amado
Ele nasceu em 1939, lançou 56 livros editados no Brasil, de diversos gêneros, que lhe renderam muitos prêmios, e 14 no exterior, em países como Itália, França, Espanha, Alemanha, Dinamarca, Portugal e Estados Unidos. Criou um legado a partir de 60 anos de atividades literárias, rompeu os limites físicos e regionais da cidade de Itabuna e agora, na maturidade dos seus 82 anos, se prepara para laçar sua obra poética completa, em 800 páginas, para que seus leitores possam conhecer a totalidade de sua arte no verso, na primeira live de sua vida.
Isso mesmo, dia 08/04, às 19h, ele fará a apresentação de uma publicação inédita, ancorado no canal do YouTube da Fundação Casa de Jorge Amado (youtube.com/casadejorgeamado). O autor? O surpreendente e incansável Cyro de Mattos, que está encarando este novo momento virtual e da pandemia com a mesma determinação e ousadia que o fizeram escritor e poeta e deram à sua trajetória um alcance internacional.
São seis décadas da sua vida dedicadas à literatura. Ele começou com uma escrita experimental, como prosador de ficção. O primeiro conto, em 1960, foi publicado em um suplemento literário do Jornal Bahia, que tinha como editor o amigo e também escritor João Ubaldo Ribeiro. Mas Cyro de Mattos considera sua estreia literária a partir do terceiro livro, em 1979, "Os Brabos", que ganhou o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, e o projetou para o mundo.
De lá pra cá, o escritor vem contando suas histórias em muitos versos, dando aos seus leitores muitas oportunidades de conhecer suas produções ao longo do tempo. Parte dele dedicado a livros infantis, mas também dialogando com o público adulto, sensibilizando-o para a poesia.
Sua necessidade vital de escrever o fez não apenas poeta, mas contista, novelista, romancista, cronista e ensaísta, além de jornalista e advogado. “Mas foi a literatura que me escolheu e me trouxe muitas conquistas pelas mãos do tempo. Ela funciona como catarse, um alívio da alma, capaz de ofertar mel e afeto, ternura e esperança no lugar do sofrimento, dor e solidão”, declara o Membro da Cadeira 22 da Academia de Letras da Bahia e das Academias de Letras de Ilhéus e Itabuna.
Cyro diz que é um poeta lírico e, por isso, canta até hoje
O poeta é um cantor de alma e eu sou um poeta lírico, um cantor que liberta a alma quando faz um poema, por isso eu canto até hoje”. Assim se define o escritor itabunense Cyro de Mattos, que também cita a frase para explicar o título de seu mais novo livro: “Canto ate hoje”. Ele diz que "cantou em versos o seu estar no mundo, visto sob as vestes da vida e da morte relacionadas com os seres e as coisas, a natureza, o tempo, o amor, a infância e a beleza, devolvendo ao homem o que é próprio do homem, a razão e o coração”.
“Canto até hoje” destina-se ao leitor adulto de aguçado senso crítico ou com interesse literário para fruir poemas de lastro clássico ou moderno, de versos livres, metrificados ou rimados, capaz de compreender as motivações ao nível da fala e da prosa poética, onde o discurso move-se por unidades musicais do ritmo que o autor quer transmitir em suas mensagens.
“Neste momento da minha caminhada, com 82 anos, um legado de 56 livros publicados no Brasil e 14 no exterior, e além de organizar 10 antologias de outros autores, é muito natural querer reunir minha obra poética completa em uma única publicação. Assim, posso dar aos leitores a oportunidade de conhecer minha poesia em sua totalidade, inclusive inédita. Um sonho que o Prêmio Jorge Portugal das Artes me permitiu realizar, por meio da Lei Aldir Blanc Bahia”.
Homenagem e capa de Juarez Paraiso
As relações afetivas sempre permeiam o trabalho e a vida do poeta e escritor Cyro de Mattos. Seja como prosador ficcionista ou autor de poemas. O último, dedicado ao artista plástico Juarez Paraiso, colega imortal da Academia de Letras da Bahia, está na contracapa de “Canto até hoje”.
A homenagem a Juarez Paraiso, um dos nomes mais importantes da cultura baiana contemporânea, tem um motivo especial. Foi a ele que Cyro de Mattos encomendou a capa do livro, que leva o mesmo nome da poesia e que inspirou o artista inovador a unir os versos do amigo à sua criação.
Cyro de Mattos conheceu Juarez quando publicou os primeiros contos na Revista da Bahia, da Secretaria de Cultura do Estado, dirigida por ele, já um ícone das artes plásticas. "Nos reencontramos na Academia, onde somos confrades, e o seu cordial companheirismo me deu abertura para lhe convidar para ilustrar um dos meus livros e, agora, para fazer a capa de ‘Canto até hoje’, a quem dediquei a poesia de mesmo nome. Juarez é um mago, fez um trabalho belíssimo, me deu de presente uma capa magnífica, que dá força ao livro e expressa com primor o poema dedicado a ele”, agradece o autor.
O artista também relembra que Cyro de Mattos era um dos escritores preferidos da Revista, hoje reconhecido pela crítica nacional e internacional, e que se aproximaram pela forte empatia. “Cyro é um ser humano muito equilibrado, um poeta admirável. Sempre tivemos uma relação de afinidade com a poesia e a arte”, afirma Juarez Paraiso, enobrecido pela homenagem do poema referencial do livro.
"A inspiração para o layout da capa veio do próprio pássaro dos versos. Da presença do autor e da relação dos olhos que se cruzam de uma forma lírica, focando nos seus olhos, numa triangulação com o olhar do pássaro e do encontro entre os dois, numa linha imaginária a partir do bico do pássaro olhando Cyro, um olhar que busca o infinito e vai até o leitor”, desvenda o artista, que escolheu usar tons aveludados, apastelados, nas cores primárias, azul, amarelo e vermelho, de forma suave.
"Um equilíbrio inevitável, como Cyro, alegre e sóbrio. Gostei muito da poesia e tentei expressá-la numa visualização plástica buscando impactar e proporcionar ao leitor uma interação com a parte poética da obra por meio dessa ligação exponencial e espectral, de expor os sentimentos e as emoções das palavras em um momento de alta espiritualidade do ser e do ler invisível. Menos da vida física e mais da relação de emoção com o outro”, observa.
A live de lançamento vai marcar sua estreia nas plataformas digitais
Este notável escritor não para no tempo. Cyro de Mattos tem atravessado séculos mantendo a mente aberta para o tempo e se beneficiando dele. Como agora, revertendo as agruras do necessário isolamento social para aproveitar a disseminação das tecnologias digitais e ampliar a sua voz e a visibilidade de seu legado para novos públicos e para os leitores que já se acostumaram a consumir cultura online.
Para sua primeira live, estreia no mundo virtual, o escritor escolheu a jornalista, diretora de TV e produtora cultural Mira Silva para ser mediadora de um bate-papo com ele e convidados. A escritora e psicóloga Lilia Gramacho, para falar sobre sua poesia infantojuvenil, representada no livro "O Menino Camelô", Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes, em 2001, também publicado na Itália; o romancista e poeta Aramis Ribeiro Costa, que o recebeu ao ser empossado na Academia de Letras da Bahia; o jornalista Oscar D’Ambrosio, Doutor em Arte e História da Cultura, que conhece muito bem a poesia de Cyro de Mattos e éautor do prefácio de "Canto até hoje”; o poeta e ensaísta Cid Seixas, editor digital e Doutor em Letras, que acompanha o trabalho de ficcionista e as poesias de Cyro de Mattos na mesma geração; e Ângela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, selo pelo qual o autor já publicou algumas obras, incluindo a atual.
A dinâmica vai durar 1h30, no canal do YouTube da Fundação Casa de Jorge Amado (youtube.com/casadejorgeamado), parceiro institucional da publicação, com uma conversa sobre literatura, a obra de Cyro de Mattos, o livro "Canto até hoje”, futuros livros e impressões dos convidados, com espaço interativo para perguntas do público.
"Adoro receber cartas dos leitores de todas as idades, estudantes e adultos. Sempre é uma emoção muito grande, é o milagre da literatura, pois o verdadeiro prêmio do escritor é ser lido, assim como o do artista éreceber o aplauso”, declara Cyro de Mattos.
Segundo ele, mesmo vindo de outra geração, da linguagem impressa, sabe do valor dos novos mecanismos da internet. “É muito importante para o modo de vida contínuo. O ser humano chegou a essa forma de aldeia global, da linguagem virtual, de um mundo mais presente e para o futuro, diferente do que aprendi. Essa seráa minha primeira experiência virtual e acredito que terei como vantagem ser mais divulgado e, consequentemente, mais condições de ser lido também pela versão digital que o público poderá fazer download, dando um maior alcance para a minha obra”, considera o autor.
Sobre o autor

Possui prêmios literários no Brasil e exterior, com destaque para o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, com o livro "Os Brabos"; Prêmio Jabuti (menção honrosa) para o livro "Os Recuados"; Prêmio da APCA para o livro infantil “O Menino Camelô; Prêmio Nacional de Poesia Ribeiro Couto, com o livro “Cancioneiro do Cacau”; Prêmio Nacional de Ficção Pen Clube do Brasil para o romance “Os Ventos Gemedores”; e Prêmio Nacional Cidade de Manaus, para o livro “Histórias de Encanto e Espanto”, nove vezes primeiro lugar nos concursos literários da União Brasileira de Escritores (RJ).
Obteve o segundo lugar para obra publicada no Concurso Internacional de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, Gênova, Itália, com o livro “Cancioneiro do Cacau”, e segundo lugar para obra inédita com o livro “Poemas escolhidos/Poesie scelte”. Foi ainda um dos quatro finalistas do Prêmio Internacional de Literatura da Revista Plural, no México, com a noveleta “Coronel, Cacaueiro e Travessia”. Em 2020, recebeu o Prêmio Conjunto de Obra da Academia de Letras da Bahia e Eletrogóes. É também membro do Pen Clube do Brasil e primeiro Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz (Bahia), além de ser premiado com a Medalha Zumbi dos Palmares, pela Câmara Municipal de Salvador (2020).
Cyro de Mattos verbete no Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira; Dicionário Literário Brasileiro, de Raimundo de Menezes; Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho; Literatura e Linguagem, de Nelly Novaes Coelho; Navegação de Cabotagem, de Jorge Amado; “Bibliografia Crítica do Conto Brasileiro”, de Celuta Moreira Gomes e Theresa da Silva Aguiar, e “Enciclopédia Barsa”.
Algumas Opiniões sobre a Poesia de Cyro de Mattos
“No Lado Azul da Canção é um livro belo e denso, do mar e dos bichos, dos animais que fazem parte da nossa vida. Poderoso canto do mar e do amor, o amor do homem e da mulher em todos os detalhes do oceano imenso”. Jorge Amado, romancista, da Academia Brasileira de Letras.
“O poema Rio Morto é uma bela e nostálgica visão do que os homens estão fazendo hoje com o mundo em que lhes cumpre viver. É belo e doloroso... que os homens se sintam tocados por ele!” Nelly Novaes Coelho, escritora, doutora em Letras, da USP.
“Em Viagrária e A Casa Verde esplende o timbre nativo da origem e da raiz; e da memória tornada linguagem”. Ledo Ivo, ficcionista, ensaísta e poeta, da Academia Brasileira de Letras.
“A sua poesia é uma poesia cheia de referências que identificam os signos da vida e do homem. A sua poesia é uma busca interminável dos caminhos da infância perdida, dos caminhos que passam pela anca dos rios e pelas várzeas onde burros encantados vão deixando marcas do menino pelas estradas do reino”. Francisco Carvalho, poeta.
“Cancioneiro do Cacau è poesia dagli ampi orizzonti storici ed esistenziali, articolata in lucidi spazi lirici, che evocano misteri ed epopee brasiliane di grande suggestione (anche nella traduzione di Mirella Abriani). Graziella Corsinovi, Presidente della Giuria Premio Letterario Internazionale Maestrale Marengo D’Oro, della Università di Genova.
“Li e reli sua obra, com encanto dos sentidos e admiração por seu talento mágico”. (Ich habe Ihr Werk gelesen und wiedergelesen mit dem Entzücken der Sinne und der Bewunderung für Ihr magisches Talënto). Curt Meyer-Clason, autor e tradutor de Zwanzig Gedichte von Rio und andere Gedichte, antologia, Projekte Editora, Halle, Alemanha, 2009.
“É desta janela pessoana que escolho ler aqui o sensualíssimo lirismo de Cyro de Mattos, que em poemas da mais cristalina corrente-do-existir dá a beber a precária realidade-de-ser”. Maria Irene Ramalho, Professora Doutora em Literatura Norte-Americana, da Universidade de Coimbra, Portugal, in Poemas Escolhidos/ Poesie scelte, Segundo Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, Gênova, Itália, para obra estrangeira inédita (2006), Editora Escrituras, São Paulo, 2007.
“... mas é a problemática humana, em sua visão global, o que assoberba o poeta, e é preciso ler este seu livro devagar, sorvendo aos poucos a beleza de sua linguagem. A atitude do poeta é simples e profunda diante da vida, não só neste cancioneiro, mas em toda a sua obra poética.” Assis Brasil, ensaísta e ficcionista.
“Tive o prazer de ler o seu livro Poemas Iberoamericanos, encontrando nele, entre líricas memórias, encantatórias leituras e releituras, um texto que se insere perfeitamente nas atualidades nacionais: o poema "Pátria Amada", que parece reescrever, ao mesmo tempo, o de Gonçalves Dias que lhe serve de mote, e o "Pátria Minha", de Vinícius de Moraes. Bela sacada.” Antonio Torres, romancista, da Academia Brasileira de Letras.
“Para além dos localismos mais ou menos exóticos, o lugar da poesia é qualquer lugar onde o poeta circunstancialmente esteja, disposto a permitir que a “cor local” se transforme em paleta multicolorida –como o faz, com maestria, o poeta de Itabuna.” Carlos Felipe Moisés, poeta e crítico, Doutor em Letras, da USP.
SERVIÇO
O quê: Lançamento livro “Canto até hoje”
Obra poética completa: Comemoração dos 60 anos de atividades literárias
Autor: Cyro de Mattos
Onde: Canal do YouTube da Fundação Casa de Jorge Amado (youtube.com/casadejorgeamado)
Quando: Dia 08/04, às 19h
Live: 1h30, com mediação da jornalista, diretora de TV e produtora cultural Mira Silva e participação especial da escritora e psicóloga Lilia Gramacho, do romancista e poeta Aramis Ribeiro Costa, do jornalista Oscar D’Ambrosio, do poeta e ensaísta Cid Seixas e da presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, e Ângela Fraga.
Acesso: gratuito
Fontes oficiais para entrevistas: Cyro de Mattos, mediadora e participantes da live
Fanpage INSTA: @cantoatehoje
Fanpage FB: Canto até hoje
Site: http://cyrodemattos.blogs pot.com
Hastags Institucionais: #culturaquemovimenta #artesbahia #leialdirblancbahia #programaaldirblancbahia #premiodasartesjorgeportugal #funceb #funcacaopedrocalmon #casadejorgeamado
Assessoria de Imprensa: Adriana Nogueira (71) 99118-7870







